Ilcanato

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O Ilcanato, também grafado Ilkhanato (em mongol: Ил Хан улс, transl. Il Khan uls; em persa: سلسله ایلخانی), foi um dos quatro estados sucessores do Império Mongol, originários de sua fragmentação. Centrado na Pérsia, englobava terras dos atuais Irã, Iraque, leste da Turquia, Afeganistão, oeste do Paquistão e Azerbaijão. Se limitava ao norte com a Horda de Ouro e o mar Cáspio, a nordeste com o canato de Chagatai, a sul com o golfo Pérsico, a leste com o sultanato de Deli e a oeste com os territórios dominados pelos mamelucos do Egito.

Origem[editar | editar código-fonte]

O território do Ilcanato se formou a partir das guerras de conquista de Gengis Cã contra o Império Corásmio, entre 1219 a 1224, e da continuação da presença mongol, sob o comando dos generais Chormagan, Baiju e Eljigei. Seu fundador foi Hulagu, um dos netos de Gengis Cã, filho de Tolui e irmão de Cublai Cã e Mongke. Assumindo o lugar de Baiju, em 1255 ou 1256, Hulagu ficou encarregado de conquistar os reinos muçulmanos ao oeste - "tão distantes até as fronteiras do Egito".

Após aniquilar no Irã a Ordem dos Assassinos, conquistou Bagdá em 1258, avançando em seguida para a Síria. Chegando na Palestina, seu irmão Mongke falece. Hulagu se retira para a escolha do sucessor, deixando forças mínimas de guarnição na região. Seus exércitos foram detidos de forma decisiva na Palestina, na batalha de Ain Jalut, perdida para os mamelucos do Egito.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

O termo ilcã (Ил Хан, Il-khan), em mongol, significa " Subordinado" e se refere à subordinação inicial a Mognke como Grande Cã e soberano supremo de todo o Império Mongol. Os descentes de Hulagu governaram a Pérsia pelos próximos 80 anos, começando como xamanista, depois budista e por fim se convertendo ao islamismo em 1295. No entanto, os ilcãs continuaram hostis aos mamelucos (que derrotaram tanto mongóis quanto cruzados), mas nunca foram capazes de ganhar. Por conta disso tiveram de desistir de seus planos de conquistar a Síria. O rio Tigre seria a fronteira entre os dois estados.

Guerras externas[editar | editar código-fonte]

Ao longo de sua existência o Ilcanato teve de enfrentar algumas guerras externas. Entre 1263 a 1267 teve de enfrentar uma guerra contra a Horda Azul, cujo palco foi o Cáucaso. Berke, o então soberano muçulmano do canato, ficou enfurecido com a destruição de Bagdá por parte de Hulagu. O próprio Berke fez uma aliança com os mamelucos do Egito. Tal guerra impediu Hulagu de vingar a derrota em Ain Jalut, já que teve de desviar forças para conter seu primo e Nogai Cã. Em meio à tal guerra (que se estendeu até os primeiros anos de Abaca), Hulagu e Berke morreram. O Ilcanato também teve de enfrentar as hostilidades do canato de Chagatai, que em 1270 tentou anexá-lo. Em 1281 Abaca tentou uma nova investida contra a Síria, novamente rechaçada pelos mamelucos. Sob a liderança de Gazã foi feita uma nova investida contra a Síria, detida na batalha de Uádi al-Cazandar. Novas incursões mal-sucedidas ocorreram em 1301 e 1304. Ainda entre 1284 a 1291 o Ilcanato enfrentou uma segunda guerra contra a Horda de Ouro, na época liderada por Tuda Mengu e Telubuga.

Conversão ao islamismo e fragmentação[editar | editar código-fonte]

Diante das perseguições empreendidas pelos ilcãs posteriores a Hulagu, a maioria muçulmana foi oprimida diante dos imperadores budistas, os quais encorajaram o florescer do nestorianismo e do budismo tibetano. No entanto, com a conversão de Gazã ao islã, a religião ascendeu mais uma vez, e desta vez budistas e cristãos passaram a ser perseguidos.

Após o falecimento de Abu Saide em 1335, o canato começou rapidamente a se desintegrar, e se fragmentou em vários estados sucessores rivais, dentre eles os jalairídas. O último dos obscuros pretendentes ilcânidas foi assassinado em 1353.

O historiador Raxide Aldim escreveu por volta de 1315 uma história universal sobre os cãs, a qual dá muito material sobre sua história.

Lista de governantes[editar | editar código-fonte]

Fragmentação. Os estados regionais estabelecidos durante a desintegração do Ilcanato colocaram seus próprios candidatos como reivindicadores.

  • Musa (1336-1337) (fantoche de Ali Padexá de Bagdá)
  • Maomé (1336-1338) (fantoche dos jalairidas)
  • Sati Begue (1338-1339) (fantoche dos chobânidas)
  • Solimão (1339-1343) (fantoche dos chobânidas, reconhecidos pelos sarbardaros 1341-1343)
  • Jahan Temur (1339-1340) (fantoche dos jalairidas)
  • Anushirwan (1343-1356) (fantoche não-dinástico chobanida)
  • Gazã II (1356-1357) (conhecido apenas pelas moedas)

Reivindicadores do Irã oriental (Coração):

  • Togha Temür (c. 1338-1353) (reconhecido pelos cártidas 1338-1349; pelos jalairidas 1338-1339, 1340-1344; pelos sarbadaros 1338-1341, 1344, 1353)c
  • Luqman (1353-1388) (filho de Togha Temür)