Ilha dos Valadares

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Ilha dos Valadares é uma ilha pertencente ao município de Paranaguá, no estado do Paraná e se situa a uma distância de 400 metros do centro da cidade. Sua área é de 2,8 km².

Situa-se à margem direita do Rio Itiberê. É habitada por pescadores que se dedicam à pesca artesanal e cultuam tradições, como a de ser o palco do fandango paranaense, única dança típica litorânea.

Na ilha também prepara-se o barreado, comida típica paranaense, e pratica-se o artesanato, principalmente cestaria, cerâmica e objetos utilitários característicos da região. O acesso pode ser feito por uma passarela que liga a ilha ao continente, ou através de barcos pelo rio.

A ilha pertence à União, mas negociações acontecem para a municipalização, e é habitada por 35.000 pessoas, com farmácia, padarias, posto de saúde, e já foi construído um módulo policial. A COPEL fornece energia e o sistema de abastecimento de água e esgoto esta a ser melhorado pela empresa de saneamento municipal.

Origem do nome[editar | editar código-fonte]

Onde é hoje a Ilha dos Valadares morava uma família de posses, de sobrenome Valadares, que se dedicava ao tráfico de escravos entre as primeiras décadas do século XVIII. Depois da extinção total do tráfico negreiro, a família Valadares saiu de Paranaguá, deixando a ilha que já era conhecida e chamada por esse nome Valadares. Mais informações, consulte VIANA, 1976, páginas 82 a 83.

Localização[editar | editar código-fonte]

A ilha dos Valadares está localizada no município de Paranaguá, à margem direita do rio Itiberê, a cerca de 400 metros do Centro Histórico desta cidade, entre os paralelos 25°30’ e 25°33’ de latitude Sul e os meridianos 48°28’ e 48°31’ de longitude Oeste de Greenwich.

Caracterização física[editar | editar código-fonte]

Geologia e Geomorfologia[editar | editar código-fonte]

A ilha dos Valadares apresenta uma área de aproximadamente 4,5 km<up>2, inserida geomorfologicamente na planície litorânea, sub-região geográfica natural do litoral paranaense, definida inicialmente por MAACK (1968, p. 86).

A planície litorânea é caracterizada como uma zona de formação sedimentar recente, onde predominam as áreas de manguezais e de “praias atuais”, inclusive aquelas formadas por aluviões indiferenciados antigos e recentes, sedimentos areno-sílticos-argilosos e arenosos indiferenciados de origem marinha, presentes principalmente nas ilhas e nas margens dos rios. (RIVERAU et al., 1968; BIGARELLA et al., 1978, citado por MOURA E COSTA et al., 1999, p. 11)

Solos[editar | editar código-fonte]

Seguindo a classificação de solos proposta por HENKLAIN (1994), na ilha dos Valadares tem-se predominantemente os solos tipo AQ2 - associação de areias quartzosas vermelhas e amarelas distróficas (AQ1), nas partes mais elevadas de um relevo praticamente plano, mais podzol álico (P2), com inclusões de pequenas manchas de solos aluviais, nas partes mais baixas de um relevo plano, ocupando a maior parte da área; e HGP3 – associação de lei pouco húmico tiomórfico (GHP1), nas partes mais baixas de um relevo plano, mais solos aluviais distróficos (A1), nas partes mais elevadas, coincidindo com os diques marginais dos rios.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

VELOSO et al. (1991); RODERJAN & KUNIYOSHI (1998, p. 4) seguindo a classificação da vegetação brasileira proposta no Projeto RADAMBRASIL caracterizaram duas formações vegetais ocorrentes no litoral paranaense: áreas de formações pioneiras e região da floresta ombrófila densa.

As áreas de formações pioneiras dividem-se em: áreas sob influência marinha, vegetação do litoral rochoso e arenoso; fluviomarinha, manguezais e áreas de transição; e fluvial, formações herbáceas e arbóreas em depressões úmidas e vegetações pioneiras edáficas, também conhecidas como restingas (idem, p. 06-13).

Conforme a altitude do seu respectivo local de ocorrência, a região da floresta ombrófila densa divide-se em: floresta ombrófila densa das planícies aluviais, das terras baixas ou das planícies quaternárias, submontana ou do início das encostas, montana ou do meio das encostas, e alto-montana ou do alto das encostas (idem, p. 14-26).

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A ilha está inserida na bacia hidrográfica da baía de Paranaguá, que possui uma área de aproximadamente 607 km², e é constituída por “marigots” e pelo rio Guaraguaçu e seus afluentes, que nascem na serra da Prata e na planície da Praia de Leste. Os rios que compõem este complexo hidrográfico são: Imbocuí, Emboaguaçu, Itiberê, Almeidas, Pombos, Guaraguaçu, Penedo, Pequerê, Barranco e Piedade, além do Estuário dos Correias (COSTA, 1999, p. 13).

A bacia de Paranaguá possui poucos rios que correm no sentido sul-norte, sendo influenciados pelas marés, favorecendo o desenvolvimento de manguezais nos funis de embocaduras desses rios (MAACK, 1981, p. 380; CERDEIRA, 1999, p. 109). A formação hidrográfica desta bacia está baseada na drenagem oriental do Estado do Paraná, composta de um sistema de pequenas bacias, limitado a montante pelas serras e a jusante pela baía.

A ilha limita-se no extremo SW pela confluência dos rios Itiberê e dos Correias e no extremo NE, pelo canal da Cotinga. O flanco NW da ilha é limitado pela margem direita do rio Itiberê e o flanco SE, pela margem esquerda do rio dos Correias (HINDI, 2003, p. 20).

Os rios Itiberê e dos Correias são canais estuarinos, com profundidades que variam de menos de 1 metro até cerca de 5 metros. Esses canais sofrem influência da maré, manifestada pela inversão do fluxo das águas e pela inundação das áreas marginais da ilha. A ilha apresenta duas feições distintas: uma permanentemente emersa e outra periodicamente inundada pelas marés altas, formando as áreas de mangue e baixios marginais (idem, p. 20).

Clima[editar | editar código-fonte]

Koeppen classifica o clima de Paranaguá como Cfa, ou seja, subtropical úmido mesotérmico, sendo: C – clima pluvial temperado, com o mês mais frio de temperatura média inferior a 18°C e superior a –3°C; f – clima sempre úmido, com chuvas bem distribuídas durante o ano, a – verões quente, o mês mais quente com temperatura média superior a 22°C (BIGARELLA et al., 1978, p. 45).

O perímetro urbano de Paranaguá está sob influência dos centros atmosféricos originários das latitudes baixas e altas, pelo anticiclone móvel polar do Atlântico e pela depressão do Chaco (NIMER, 1979, p. 201-205).

Dados populacionais[editar | editar código-fonte]

No último Censo (IBGE, 2000), a ilha dos Valadares apresentou uma população de 11.466 habitantes, ocupando uma extensão de aproximadamente 3 km de comprimento por 600 m de largura, mas a PREFEITURA MUNICIPAL DE PARANAGUÁ estima que atualmente tenha mais de 20 mil habitantes.

Pode-se observar que entre os Censos de 1980 a 1991, o número de domicílios dobrou, de 834 para 1703, e a população passou de 4306 para 7619 habitantes, ou seja, teve um aumento de 77%. E este perfil de crescimento manteve-se entre os Censos de 1991 a 2000, onde a taxa de crescimento foi de 66,4%.

A taxa de crescimento da ilha está aumentando gradativamente, e pode-se dizer que uma das áreas mais dinâmicas do perímetro urbano de Paranaguá.

Infraestrutura urbana[editar | editar código-fonte]

Por suas características individuais, a ilha dos Valadares possui uma sub-prefeitura, portanto uma administração própria, subordinada ao gabinete da Prefeitura Municipal de Paranaguá, com servidores executando várias atividades de atendimento ao local, sendo assim, caracterizada por uma organização comunitária mais atuante.

CERDEIRA (1999, p. 114;134) divide a ilha dos Valadares em seis bairros: Itiberê, Vila Bela, Vila Viveiro, Vila Rocio, Vila Nova e Sete de Setembro.

Energia elétrica[editar | editar código-fonte]

A ilha é atendida de energia elétrica por uma linha 13,2 kW em alta tensão, saindo da subestação da Concessionária (COPEL), no bairro da Estradinha, as margens da BR-277, penetrando na ilha, na altura da Rua Roque Vernalha, através do Rio Itiberê, atingindo a parte central e dali é rebaixada para 110/220 volts, através de 21 transformadores localizados em vários pontos da ilha. A rede de energia elétrica atual atende aproximadamente 2.761 domicílios existentes na ilha.

Os serviços de infra-estrutura, como instalação de luz e água, são realizados sem qualquer estudo ou planejamento prévios, basta que haja a solicitação (MOURA E COSTA et al., 1999, p. 41-42).

Saneamento básico[editar | editar código-fonte]

Com base em informações fornecidas pela Prefeitura Municipal de Paranaguá, tem-se a seguir a caracterização do saneamento básico da ilha: a) Abastecimento de água: O abastecimento de água potável da ilha é realizado pela CAB Águas de Paranaguá – empresa privada de Água e Esgotos, na qual obteve a subconcessão dos serviços pela CAGEPAR, em 2008. O abastecimento é feito través de uma adutora instalada al lado da ponte de acesso à ilha, que atende aproximadamente 5 mil residências. b) Coleta e tratamento de esgotos: Na enquete domiciliar realizada em Paranaguá, no ano de 1996, em relação aos destino dos dejetos/esgoto na ilha dos Valadares, verificou-se os seguintes percentuais (CANEPARO, 1999, p. 129): - 9,7% - fossa rudimentar (casinha); - 71% - fossa séptica; - 8,1% - lançamento no rio e no mar; - 1,6% - lançamento em outro terreno; - 3,2% – rede/manilhas; - 6,5% - valeta a céu aberto.

Com estes dados pode-se verificar que apenas 3,2% dos domicílios da ilha estavam ligados à rede de esgoto, sendo que a maioria das habitações utiliza os sistemas rudimentares para destino final dos desejos. c) Disposição de resíduos sólidos: A administração local é responsável pelo lixo lá gerado, coordenando e administrando todas as atividades de coleta, transporte, destino e triagem. O lixo coletado é levado para uma área específica localizada dentro da ilha, especificamente no Bairro Sete de Setembro. Há lixeiras montadas pela Prefeitura que são grandes cestos colocados em alguns lugares da ilha (CERDEIRA, 1999, p. 115;120).

Uso e ocupação urbana de Paranaguá[editar | editar código-fonte]

Desde o início da colonização do Brasil a faixa litorânea vem sendo ocupada, no sentido da costa para o interior, de forma pontual. A intensificação da expansão urbana no litoral ocorreu no final da década de 60, e a sua consolidação, ocorreu nos anos 70. E, atualmente, mais da metade da população brasileira vive a uma distância de 60 km do mar. É no litoral que temos os mais elevados índices de construção do país (LIMA & NEGRELLE, 1998, p. 51;166); (MORAES, 1995, citado por LIMA & NEGRELLE, 1998, p. 146;168).

Até meados do século XX, a expansão urbana de Paranaguá ocorreu no sentido leste-noroeste devido à mudança do Porto de Paranaguá para a Baía de Paranaguá. Na década de 60, a expansão se deu para a região situada entre os rios Itiberê e Emboguaçu e a ilha dos Valadares. Nos anos 80 e 90, a expansão foi em direção à BR-277 e à PR-407 (COSTA et al., 1999, p. 21; citado por LIMA & NEGRELLE, 1998, p. 156; CERDEIRA, 1999, p. 120-121).

A ocupação acentuada no perímetro urbano de Paranaguá tem como fator contribuinte a migração, ligada à polarização que a cidade exerce na região litorânea (ANDRIGUETTO FILHO et al., 1995; citado por CERDEIRA, 1999, p. 121).

Para CERDEIRA (1999, p. 121) “a expansão urbana fez da cidade de Paranaguá uma região extremamente valorizada. Houve concentração dos serviços urbanos, das obras de infraestrutura e das principais atividades econômicas.” A partir de 1990, houve uma intensificação de ocupações irregulares e desordenadas, que atingiram principalmente as margens e afluentes dos rios Itiberê e Emboguaçu, os manguezais ao longo da PR-407, da estrada das praias, da BR-417 e da estrada de Pontal do Sul (MOURA et al., 1995; citado por LIMA & NEGRELLE, 1998, p. 156; MOURA E COSTA et al., 1999, p. 22).

Na parte mais ocupada do perímetro urbano, que se situa entre os rios Itiberê e Emboguaçu, nota-se que há poucas áreas verdes em estado precário de conservação. Essas áreas restringem-se a algumas praças pouco arborizadas, além do que a arborização das ruas é bastante deficiente (MOURA E COSTA et al., 1999, p. 25).

Essa ocupação desordenada, com aterros cada vez maiores, tem gerado a degradação ambiental dos mangues e matas ciliares, que contornam quase todo o perímetro urbano de Paranaguá. iniciando-se esse processo na década de 80 e acentuando-se a partir dos anos 90. Conforme informações coletadas na Prefeitura Municipal de Paranaguá, 30% da população urbana vive em áreas invadidas (em sua maioria áreas de proteção permanente), sendo que grande parte reside em habitações precárias (MOURA E COSTA et al., 1999, p. 41).

Na ilha dos Valadares, estas ocupações foram intensificadas a partir da construção da Passarela Antonio José Sant’Anna Lobo (em 1989, pela Prefeitura Municipal de Paranaguá), que ligou a ilha ao continente. Inicialmente foi destinada somente aos pedestres, com o intuito de aproximá-la ao Centro Histórico de Paranaguá (GODOY, 1998, p. 98); (CERDEIRA, 1999, p. 114).

Apesar de atualmente fazer parte do perímetro urbano de Paranaguá, a ilha é oficialmente uma área federal, portanto Patrimônio da União. Como os moradores da ilha apenas adquirem a permissão de uso, e não a posse definitiva dos terrenos, as comercializações imobiliárias foram facilitadas, devido ao baixo valores destes, contribuindo para a fixação de populações de baixa renda, vindos quase que exclusivamente de comunidades rurais e pesqueiras do interior da baía de Paranaguá (GODOY, 1998, p. 98); (CERDEIRA, 1999, p. 114).

Grande parte da população de baixa renda fica à margem do mercado imobiliário legal, não tendo outra alternativa senão buscar formas irregulares de habitação ou ocupação do solo. Por não apresentarem condições financeiras são obrigados a ocupar loteamentos clandestinos, como as áreas de manguezais.

Bairros[editar | editar código-fonte]

Referente a divisão dos bairros da ilha dos Valadares, em 1996 (CANEPARO, 1999), dividia a Ilha dos Valadares nos seguintes bairros, assim denominados: Bairro Itiberê Valadares (73), Vila Nova (74), Vila Bela (75), ilha dos Valadares (76) e Sete de Setembro (77), verifica-se que o único diferencial é quanto ao bairro ilha dos Valadares, classificado como 76, que agora denomina-se Vila Rocio.

Os bairros encontram-se na ilha da seguinte forma: a Vila Bela ocupa a região central, os bairros Sete de Setembro e Vila Rocio ocupam o extremo Sul e os bairros Itiberê e Vila Nova o extremo norte.

O manguezal[editar | editar código-fonte]

Numa enquête domiciliar realizada na Ilha dos Valadares em 2003, daqueles que definiram o que era manguezal (67%), a maior parte (46%) acredita ser um lugar de lodo ou barro, ou seja, relacionou o lugar com o tipo de sedimentação característico.

Das outras definições dadas a palavra manguezal, têm-se: lugar de mangues ou árvores; lugar de criação de animais, berçário de espécies, fonte de alimentos; lugar de depósito de lixo; lugar desagradável; floresta baixa inundada, cercada de água; vegetação cerrada, densa; árvores que protegem a ilha no encontro com o mar; e manutenção do oxigênio; que demostram que os entrevistados conhecem a importância deste ecossistema.

Daqueles que opinaram sobre o manguezal (91% dos entrevistados), 63% (235) apresentou uma opinião positiva, 36% considerou o manguezal um lugar bonito, e 28% (105) teve uma opinião negativa, 13% acha que é um lugar feio.

Referente a importância do manguezal. 76% (283) dos entrevistados mostraram saber a importância do manguezal, tanto para a ilha como para a própria população, 66% (247) declarou que o manguezal é uma importante fonte de subsistência para a população litorânea. Dentre as outras funções desempenhadas pelo manguezal obteve-se as seguintes porcentagens: 8%, redução da erosão, 8%, redução da poluição, 2%, proteção das áreas de terra firme contra tempestades, 2%, retenção de sedimentos finos carreados pelas águas, 1%, recreação e lazer, e 3%, outras (medicinal, porto para embarcações e moradia). 24% (91) dos entrevistados não responderam a esta questão.

Logo a seguir, questionou-se o entrevistado para que ele respondesse como o manguezal estava sendo utilizado na ilha a maior parte dos entrevistados, 89% (333) apresentou pelo menos uma das utilidades do manguezal, e apenas 11% (41) não soube responder a essa questão.

Os manguezais podem ser utilizados principalmente para: alimentação (63%) e aqüicultura (34%), e também para suprir outras necessidades, como a extração de lenha/madeira (7%), de areia (1%) e de tanino (0,3%), e ainda para a obtenção de plantas medicinais (2%) e cultivo de outras espécies (1%). Desencadeando problemas ambientais, temos também o uso para moradia (1%) e deposição de lixo (3%).

Foi perguntado se a qualidade de vida dos moradores seria afetada se o manguezal fosse destruído e a maior parte dos entrevistados, 86%, concorda plenamente que se o manguezal fosse destruído conseqüentemente a qualidade de vida da população da ilha seria afetada. Apenas 12%, ainda apresentam uma visão errônea deste ecossistema, não conseguem percebem a importância do manguezal a esta população. E, 2%, não quiseram responder a esta questão, preferiram responder que não sabiam.

E eles responderam também como a qualidade de vida dos moradores poderia ser afetada. Para a maioria, a destruição do manguezal afetaria economicamente a população da ilha, por ser uma fonte de renda (48%) e alimento (25%). Novamente, apareceram algumas funções desempenhadas pelo manguezal, como: proteção natural (16%), filtro do ar (1%), equilíbrio da pesca (3%), berçário de espécies (2%), visão panorâmica, recreação e lazer (3%), manutenção da limpeza, diminuição de insetos e lixo (2%), mostrando que os moradores têm consciência da importância deste ecossistema. Identificou-se também dois fatores que agridem o manguezal, sendo: miséria (0,3%) e ocupação desordenada (1%). Alguns entrevistados mostraram-se preocupados com o manguezal, informando que é uma área de preservação e ou conservação (1%), protegida por lei (0,3%), e que a sua alteração, poderá provocar um desequilíbrio ambiental ou alteração do ambiente (1%). Dos 13% que não souberam responder ou foram indiferentes, alguns chegaram a dizer que o manguezal não servia para nada, e outros (6%) acreditam que a destruição do manguezal poderia ser satisfatória para os moradores da ilha, declararam que a retirada das espécies típicas de mangues até poderia melhorar o visual da ilha (6%), diminuir a quantidade de lixo e insetos (2%), e favorecer a ocupação da ilha (1%).

Procurou-se também avaliar a diversidade biológica da ilha dos Valadares, através da identificação de espécies de animais e plantas. Primeiramente, dividiu-se a fauna em 7 grupos: anfíbios, artrópodes, aves, cnidários, mamíferos, moluscos, peixes e répteis. Os grupos dos artrópodes, cnidários e moluscos referem-se aos Filos, Arthropoda, Cnidaria e Mollusca., que mesmos juntos chegam a apenas 12% do total da fauna. E os grupos dos anfíbios, aves, mamíferos, peixes e répteis pertencem unicamente ao Filo Chordata (dos cordados), este obteve a maior porcentagem citada da fauna (88%). Incluem-se os peixes na Superclasse Pisces, dividas em duas classes, dos peixes ósseos e a dos peixes cartilaginosos. Os anfíbios, as aves, os mamíferos e os répteis são denominações utilizadas para as Classes Amphibia, Aves, Mammalia e Reptilia. Os três grupos mais citados de animais foram as aves (43%), os mamíferos (21%) e os peixes (14%). Os moluscos (7%), os artrópodes (6%), os répteis (7%), os anfíbios (3%) e os cnidários (1%), obtiveram percentuais inferiores. Em relação ao número de espécies citadas obteve-se o seguinte quantitativo: aves, 52, mamíferos, 25, peixes, 17, moluscos, 8, répteis, 8, artrópodes, 7, anfíbios, 3, e cnidários, 1. Muitas destas, são aves marinhas, como: a gaivota (13), a garça (60), o biguá (10), o colhereiro (4), o flamingo (3), o martin pescador (1), o mergulhão (2), o pato d’água (2), o pato do mangue (1) e o socó (29). Dentre as aves típicas permanentes foram citadas espécies como: a garça, o socó e a saracura. Há também aquelas que são migratórias, como o trinta-réis, ou andorinha-do-mar (1), que permanecem temporariamente no território brasileiro. Também foram citadas aves terrestres e urbanas, entre elas: o bem-te-vi (4), o chopim (1), a corruíra (3), o pombo (1), o quero-quero (1), a rolinha (4), e o sabiá (23). A galinha foi a espécie de ave mais citada (82), sendo uma espécie doméstica, adaptada ao convívio familiar, e exótica, originária de outro país. Apesar de termos também um número significativo de mamíferos citados, 25 (21%), muitas destas espécies são domésticas como: o cachorro (242) e o gato (167), e domesticadas como: o cavalo (234), o gado (35), e o gato (167), o burro (1), o cabrito (2), o carneiro (2), o coelho (2), e o porco (7). Todas as espécies domésticas e domesticada s exóticas. O boto (7) e o golfinho (1) foram as únicas espécies de mamíferos marinhos citados. Ao analisar os peixes, verificou-se que muitos peixes citados são utilizados economicamente, como: o bagre (16), o baiacú (9), o linguado (1), o parati (9), a pescada (17), o robalo (8), a sardinha (6) e a tainha (14). Foram citadas outras espécies de peixes, como a achaventa (1), o amboré (5), o badejo (2), a corvinha (1), o escrivão (4), a garoupa (1), a manjuba (1), o parabiju (1) e o peixe-espada (1). Muitos destes peixes, particularmente a tainha, a anchoveta, o robalo e o bagre são espécies que passam parte do seu ciclo de vida nos manguezais. A maior parte dos répteis são cobras, entre elas temos: a cobra-d’água (1), a jaracuçu (1), a jararaca (4) e a sucuri (1). Mas também foram citadas espécies como: a tartaruga (1), a lagartixa (1), o lagarto (16) e o jacaré (4). A maior parte dos moluscos são espécies comestíveis, como a ameja (11), o bacucú (71), o bibigão, ou berbigão (6), o mexilhão (44), a ostra (109) e o sururú (56), todos da Classe Pelecypoda (Bivalvia). A ostra-do-mangue, Crassostrea rhizophorae, é uma espécie encontrada nas estruturas aéreas das árvores do mangue, principalmente do Rhizophora mangle. Em menor número, foram citados o caracol (1) e o caramujo (3), que são espécies da Classe Gastropoda. Do grupo dos artrópodes encontram-se representantes dos aracnídeos (1), dos insetos (3) e dos crustáceos (3). Foram citados os nomes genéricos para a maioria dos artrópodes, como: aranha (aracnídeo da ordem Araneae), borboleta (inseto da ordem Lepidoptera), libélula rosa (inseto da ordem Odonata) e mosquito (inseto da ordem Diptera), etc. Todas as espécies de crustáceos citados são comestíveis, como o camarão (13), o caranguejo (159) e o siri (52). O caranguejo conhecido como marinheiro (3) trata-se da espécie arborícula, Aratus pisonii, típica do manguezal, que está diretamente associadas às estruturas aéreas das árvores de mangue. Entre os anfíbios citados, temos espécies comuns, como o sapo (4), a rã (1) e a perereca (1), todas da ordem Anura.

No grupo dos cnidários apenas uma espécie foi citada, a água-viva.

Posteriormente, perguntou-se ao entrevistado: “Quais espécies de plantas encontramos na ilha?” Através do nome vulgar fornecido pelo entrevistado, incluiu-se neste quadro, a classificação, inclusive a família, o número de citações, e o percentual de cada planta. A maior parte, 96%, das espécies citadas pertencem a divisão das angiospermas, compreendidas em 64 famílias. A família Myrtaceae apresentou o maior número de espécies. O restante das espécies pertencem as divisões: gimnosperma, 2%, 3 espécies de diferentes famílias, e pteridófita, 1%, 2 espécies de uma única família. A flora apresentou um número mais significativo de espécies, 134, se compararmos com as 120 espécies citadas da fauna. A maior parte das espécies descritas são úteis, tratando-se de espécies comestíveis, como abacate, abacaxi, abiu, abóbora, acerola, aipim ou mandioca, ameia-amarela, amora, batata-doce, entre outras, sendo as frutíferas as mais significativas. Também encontrou-se espécies ditas medicinais, sendo: alfavaca, alfavacão, anador, aroeira, babosa, boldo, carqueja, celidônia, erva-cidreira, erva-de-santa-maria, folha-gorda, funcho, etc. O araçá (52), Psidium araça, o araticum (1), Rollinia spp., Annona spp., a aroeira (3), Schinus spp., a canela (3), Nectandra spp, Ocotea spp., a caroba (2), Jacaranda puberula, a caxeta (1), Tabebuia cassinoides, o cedro (3), Cedrela fissilis, o guanandi (3), Calophyllum brasiliense, o guapuruvu (2), Schizolobium parahyba, o ipê (4), Tabebuia spp. a jabuticaba (33), Myrciaria trunciflora, o palmito (14), Euterpe edulis, o pinheiro (4), Araucaria angustifolia, e a pitanga (22), Eugenia uniflora, são exemplos de algumas espécies nativas do Sul do Brasil. Sendo que, a aroeira, a caroba, o cedro, a caxeta, o guanandi, o guapuruvu, o palmito e o pinheiro são árvores nativas do Paraná. E, a caxeta e o guanandi, são espécies características da planície litorânea, encontradas geralmente nas zonas de transição entre o lodo dos manguezais e a areia seca. O caju (155), Anacardium occidentale, a goiaba (219), Psidiun guajava,o abiu (36), Lucuma caimito, o cacau (8), Theobroma cacao, e o guaraná (1), Paullinia cupana, são exemplos de algumas espécies nativas do Brasil, mas consideradas exóticas no sul porque são encontradas tipicamente em outras regiões do Brasil, como a amazônica e nordeste.

O abacate (207), Persea americana, a acerola, Malpighia spp., a maçã, Malus spp., a ameixa-amarela, Eriobotrya japonica, o café, Coffea arabica, o caqui, Diospyros kaki, a jaca (77), Articarpus heterophylla, o pinus (7), Pinus elliottii, a mandioca (13), Manihot esculenta, a banana (74), Musa paradisiaca, o milho (4), Zea mays, entre outras, são espécies exóticas largamente cultivadas em todo o território brasileiro. Das espécies do manguezal, foram citadas as típicas obrigatórias, a canapuva ou mangue-bravo (8), Rhizophora mangle (FOTOS 01 e 02), o mangue-manso (30), Laguncularia racemosa, e o siriúba (4), Avicennia schaueriana, e as associadas ou facultativas, o algodoeiro-da-praia (2), Hibiscus spp., e o praturá ou campim-do-mangue (3), gênero Spartina. Como pode-se verificar durante a observação de campo foram retiradas algumas fotografias destas espécies, as quais estão dispostas a seguir.

Referências[editar | editar código-fonte]

ANGULO, Rodolfo. Manguezal como unidade de mapas geológicos. In: Simpósio de ecossistemas da costa sul e sudeste – estrutura, função e manejo, 2. Águas de Lindóia, 1990. Anais… São Paulo: ACIESP, 1990, v.2, p. 54-62.

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