Imbituva

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Município de Imbituva
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário 3 de maio
Fundação 1871
Gentílico imbituvense
Prefeito(a) Bertoldo Rover (PSD)
(2017–2020)
Localização
Localização de Imbituva
Localização de Imbituva no Paraná
Imbituva está localizado em: Brasil
Imbituva
Localização de Imbituva no Brasil
25° 13' 48" S 50° 36' 16" O25° 13' 48" S 50° 36' 16" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Sudeste Paranaense IBGE/2008[1]
Microrregião Prudentópolis IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Ipiranga, Ivaí, Guamiranga, Prudentópolis, Irati, Fernandes Pinheiro, Teixeira Soares
Distância até a capital 174 30 km
Características geográficas
Área 756,531 km² [2]
População 28 759 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 38,01 hab./km²
Altitude 968 m
Clima subtropical úmido (mesotérmico) Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,660 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 220,502,997 milhões IBGE/2009[5]
PIB per capita R$ 9 694,08 IBGE/2009[5]
Página oficial

Imbituva é um município brasileiro do estado do Paraná. Está localizado na região centro sul, há 900 metros acima do nível do mar e sua população estimada em 2013 segundo o IBGE é de 30.359 habitantes.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

Imbituva é vocábulo indígena que significa cipoal, "lugar de muito imbé". Da língua tupi imbé: espécie de cipó da família das aráceas pertencentes ao gênero Philodendron; e tyba: grande quantidade, abundância.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1809, uma expedição rumo aos Campos de Guarapuava penetra no território onde, hoje, encontra-se o município de Imbituva. Na época de sua fundação, em 1871, o local era chamada de "Arraial do Cupim", devido à conformação geológica de um destes pousos de tropeiros.

Às margens do histórico caminho de Viamão, repleto de tropeiros e marchantes, foram aparecendo, desde o Rio Grande do Sul até São Paulo, os pontos de “pouso”, os marcos, origem das cidades dos Campos Gerais. Desde então “Cupim” passou a ter destaque entre os “pousos” preferidos pelos tropeiros. Em 1871, o bandeirante, Antonio Lourenço, natural de Faxina, então capitania de São Paulo, abandonando o comércio de tropas, atraiu companheiros e fixou-se em Cupim com alguns companheiros, iniciando a construção da Vila. É considerado o fundador de Imbituva.

Os primeiros povoadores eram procedentes da então Capitania de São Paulo, aos quais juntaram-se outros, todos da mesma procedência. A nova povoação não tardou a receber a influência de colonos alemães, poloneses e russos, que deram notável contribuição ao seu desenvolvimento. Os colonos alemães fixaram residência na direção da estrada que mais tarde ligaria Imbituva a Guarapuava. Também os italianos, em 1896, adquiriram terras em Cupim e iniciaram a fundação de uma colônia. A freguesia foi criada em 1876, com sede no lugar denominado Campo do Cupim. Em 1881, foi elevada à categoria de vila, com denominação de Santo Antônio do Imbituva, vinculada ao Município de Ponta Grossa. Recebeu foros de cidade em 1910, passando a denominar-se apenas Imbituva, em 1929. O topônimo surgiu em virtude da existência de um rio com igual nome, junto à cidade. Aos habitantes do município dá-se o nome de imbituvenses.

Aspectos Naturais e Geográficos[editar | editar código-fonte]

A cidade de Imbituva está localizada na região fito-geográfica paranaense conhecida como Campos Gerais, geologicamente inserida no segundo planalto paranaense (planalto sedimentar).

Clima subtropical úmido (mesotérmico - Cfb, na classificação de Köppen), com verões frescos (temperatura média inferior a 22 °C), invernos com ocorrências de geadas severas e freqüentes (temperatura média inferior a 18 °C), não apresentando estação seca definida.

A vegetação predominante é a de campos limpos.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Os aspectos culturais de Imbituva se resume na cultura alemã, italiana e negra. No entanto, a cultura que mais tem se destacado na cidade é a cultura negra, e por meio da prática da Capoeira.

A Capoeira chegou na cidade na década de 1990, por meio de mestre Luiz Baiano e este ensinou a Capoeira a Valdecir Borgo. Prof. Borgo fundou o primeiro grupo de Capoeira na cidade e desde então a Capoeira tem se tornando o principal traço cultural da cidade.

Roda de Capoeira na PRAÇA Dr. Theodoro Newton Didrichs, ano de 1990

Atualmente a Capoeira tem como principal liderança o professor Josni Nogosek Ferreira Santos, que desenvolve alguns projetos de na cidade.

[6]

Economia[editar | editar código-fonte]

Imbituva é conhecida como um polo industrial têxtil no segmento de malhas, o que a faz conhecida como "Cidade das Malhas", com destaque para as peças em tricô, apresentando uma infinidade de modelos de peças de vestuário nas diversas malharias que compõem a Associação das Malharias de Imbituva. Um fator industrial que vem se destacando também em Imbituva, é o de calçados de segurança com bastante destaque dentro e fora do país, atualmente com 2 empresas nesse setor, empregando aproximadamente 1500 pessoas com emprego direto, ou indireto.

Imbituva, conta hoje com aproximadamente 50 indústrias do ramo têxtil. As malharias surgiram há mais de 25 anos e cada vez mais estão ganhando espaço não só no Paraná, como também em outros estados. Elas geram atualmente mais de 500 empregos diretos e indiretos, envolvendo muitas vezes famílias inteiras. As indústrias estão em aperfeiçoamento contínuo, investindo em aquisição de equipamentos modernos para o setor têxtil, além de contar com profissionais de alta qualidade e vasta experiência no ramo.

Existem micros, pequenas e grandes empresas que chegam a trabalhar com suas máquinas 24 horas por dia, para atender seus pedidos. A cidade de Imbituva compete em igualdade com as maiores potências no ramo têxtil.

O turismo, baseado no comércio de seus produtos de malha também tem atraído um grande afluxo de pessoas de cidades paranaenses como Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Toledo, Cascavel e Foz do Iguaçu, incluindo também turistas de estados vizinhos, como Santa Catarina e São Paulo. Especial destaque para a Femai, Feira de Malhas de Imbituva, realizada pela Associação de Malharias de Imbituva, sempre no mês de abril, que chega a receber cerca de 40 mil pessoas. A feira é realizada a quase 30 anos.

Desde 2005 Imbituva passou a ser um Arranjo Produtivo Local (APL) no setor têxtil, com reconhecimento e apoio do Governo do Estado. Existem planos para a instalação na cidade de uma escola técnica com a oferta de cursos na área da manufatura têxtil. Já conta com um centro comercial para reunir os produtos das malharias da cidade.

Além da industrialização e comércio de produtos têxteis a economia do município de Imbituva é baseada na indústria madeireira, com destaque para o beneficiamento de madeiras e fabricação de móveis e utensílios deste material, segmento que gera mais de 20% do total de empregos entre a população economicamente ativa no município.

No entanto é a agropecuária que responde ainda pela maior fatia do PIB do município, com destaque entre os produtos agrícolas para as lavouras de soja, milho, feijão, fumo e trigo. Destacam-se também os rebanhos suíno (corte) e bovino (gado de corte e leiteiro), os galináceos (em especial para produção de ovos) e a produção de mel de abelha.

Destaque ainda para a produção de argila, produto da extração mineral empreendida por cerca de 14 estabelecimentos do município, especialmente dedicados à produção de cerâmica vermelha, como tijolos e telhas para a construção civil.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 11 de outubro de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2009». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2009 
  6. MACHADO, J.N (2016). HISTÓRIA DA CAPOEIRA NA REGIÃO DE IMBITUVA-PR: CULTURA NEGRA ENTRE BRANCOS. Irati: UNICENTRO. 37 páginas 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]