Imigração brasileira no Japão

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Brasil Brasilo-japoneses Japão
População total

180.923 pessoas (2017)[1]

Regiões com população significativa
Línguas
Português brasileiro e Japonês.
Religiões
Cristianismo, a maioria sendo fiel da Igreja Católica Apostólica Romana
Escola nipo-brasileira em Oizumi.

A imigração brasileira no Japão, ou emigração brasileira para o Japão, é o movimento populacional de brasileiros para o Japão. Há uma quantidade significativa de brasileiros no Japão, que são principalmente descendentes dos imigrantes japoneses que vieram do Brasil buscando trabalho no Japão, os chamados dekasseguis brasileiros,[2] revertendo o fluxo do passado. Parte deste fluxo de pessoas se deve à lei de controle de imigração do Japão que permite a entrada de famílias de descendentes de imigrantes japoneses até a terceira geração (sansei).[nota 1]

Um brasilo-japonês (em língua japonesa: ブラジル系日本人 burajiru kei nihonjin) é um cidadão japonês com ascendência brasileira ou ainda uma pessoa que nasceu no Brasil e que, posteriormente, adotou a cidadania japonesa.

Os dekasseguis brasileiros constituem o terceiro maior contingente de estrangeiros residente no Japão. São cerca de 215 mil brasileiros residentes no Japão (dados de fevereiro de 2012)[carece de fontes?]. A comunidade brasileira no Japão constitui, segundo dados do Itamaraty, a quarta maior comunidade de brasileiros vivendo fora do Brasil. As crises econômicas brasileiras das décadas de 1980 e 1990 incentivaram muitos brasileiros a trabalhar no Japão onde os salários são bem melhores. Junto com eles, foram suas famílias, uma parte sem ascendência japonesa e casais de mestiços, além de filhos de mestiços ou não.

População[editar | editar código-fonte]

Em 2005, o Ministério da Justiça estimou que 302.000 brasileiros viviam no Japão. Em 2012, o número de brasileiros vivendo no Japão era de 215.000. O número de brasileiros residentes no Japão teria tido essa redução em 7 anos, devido à Crise econômica de 2008-2009, que havia tornado os empregos escassos, forçando muitos brasileiros a retornar ao Brasil.[3] Segundo dados da Bloomberg de julho de 2017, a população de origem brasileira no Japão montava a 180.923 pessoas no referido ano.[1]

As províncias com mais brasileiros são Aichi, Shizuoka, Gifu, Mie, Saitama, Gunma e Kanagawa. As cidades com mais brasileiros são Hamamatsu (Shizuoka), Nagoya (Aichi), Oizumi (Gunma), Shizuoka (Shizuoka), Gifu (Gifu) e Saitama (Saitama)[4].

A turbulência financeira mundial, ocorrida em setembro de 2008, e a tragédia do Tsunami ocorrida em 2011 provocaram um efeito impactante sobre o fenômeno dekassegui. Como resultado, os consulados japoneses no Brasil passaram a aplicar com mais severidade as regras para concessão do visto com finalidade de trabalho. Por exemplo, o número de emissão caiu cerca de 75 por cento em 2011, se comparado a 2008.

Importância econômica[editar | editar código-fonte]

No ano de 2002, os brasileiros residentes no Japão mandaram para o Brasil mais de 2,5 bilhões de dólares. O Ministério da Justiça estimou em 2005 que os dekasseguis brasileiros enviem anualmente para o Brasil entre 1,5 e 2 bilhões de dólares.[5] Estes valores chegam a superar os valores de divisas obtidas pelo Brasil com a exportação de café.

Características socioculturais[editar | editar código-fonte]

Carnaval do bairro de Asakusa em Tóquio.

Muitos nipo-brasileiros são, culturalmente, totalmente brasileiros e não falam a língua japonesa. Há um forte sentimento de "identidade brasileira" na comunidade, que se organiza para celebrar sua herança cultural brasileira, promovendo festas de carnavais ao som de samba, pagode, música sertaneja e música norte-americana, consumindo comida típica do Brasil, fazendo churrascos, etc..[6][7] Existe uma impressão, no Japão, de que o imigrante brasileiro muitas vezes se recusa a se relacionar com os japoneses. [carece de fontes?] Como já há uma estrutura toda voltada para os brasileiros, estes muitas vezes acabam por viver somente dentro da comunidade, dificilmente se relacionando com os japoneses. [carece de fontes?] Em restaurantes de comida tradicional japonesa, por exemplo, é difícil encontrar brasileiros.[carece de fontes?]

A televisão brasileira, que a maioria possui, também acaba sendo um fator que não contribui para a assimilação da cultura e da língua japonesa.[carece de fontes?]

Como os japoneses costumam trabalhar em equipe e os brasileiros possuem uma cultura mais baseada na individualidade, isso pode gerar algum desconforto nas relações entre os dois povos, principalmente no trabalho e na escola.[carece de fontes?]

E por falar em escola, há um bom número de escolas brasileiras, mas grande parte das crianças frequenta as escolas japonesas, onde, por não dominarem inicialmente a língua, acabam por se isolar e sofrer, às vezes, algum tipo de discriminação, podendo, em situações mais graves, evoluir para o bullying.

O fato de não conhecer as várias legislações que dizem respeito à regulação da vida no Japão, muitas vezes faz com que os brasileiros desconheçam certos direitos e obrigações para com o Estado.[carece de fontes?] Falta muita orientação nessa área.[carece de fontes?]

Muitos acabam retornando ao Brasil, e até buscando apoio psicológico.[8]

Existe hoje uma grande variedade de empresas direcionadas aos brasileiros residentes no Japão. Dentre elas, redes de TV brasileira, portais web em português, agências de publicidade, escolas, supermercados, restaurantes, bares, lojas de roupas e lojas de carros brasileiros.

Há também nipo-brasileiros que estão fincando suas raízes no Japão. O número de brasileiros comprando a casa própria no Japão é expressivo. São brasileiros que já têm estabilidade no emprego, estrutura familiar e identificação com o Japão, e que pretendem se integrar e morar definitivamente no Japão.

Mídia[editar | editar código-fonte]

Religião[editar | editar código-fonte]

  • População de católicos: 110.000 pessoas

Notas

  1. Dekassegui significa trabalhador temporário em japonês. O termo é comumente aportuguesado para decasségui ou decassêgui.[2]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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