Imortalidade quântica

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Imortalidade quântica é definida como uma especulação controversa derivada do experimento mental do suicídio quântico que afirma que a interpretação de muitos mundos de Everett da mecânica quântica implica que seres conscientes são imortais[1] [2] .

A Teoria[editar | editar código-fonte]

Suicídio quântico consiste em uma teoria criada a partir de um experimento mental no qual imagina-se um homem que se senta frontalmente a uma arma e a aponta para sua cabeça. A arma está ligada a uma máquina que mede o spin de fótons. A cada 10 segundos, o spin de um novo fóton é medido; dependendo do seu valor, a arma é disparada ou não.

Como existe a possibilidade de 50% para cada caso, a Interpretação de muitos mundos diz que, a cada turno do experimento, as duas possibilidades serão verdadeiras, com uma divisão do universo nas duas versões possíveis. Logo, se o gatilho for acionado pela primeira vez a arma não dispara; o gatilho é novamente acionado e novamente a arma não dispara. O gatilho continuará a ser acionado com o mesmo resultado: a arma não vai disparar, uma vez que a partícula manterá seu spin idêntico.

Mas, de acordo com a interpretação de muitos mundos, quando o gatilho é acionado pela primeira vez, o universo se divide em dois, e, numa outra versão da realidade, a medida mostra que o spin do fóton tem um dado valor. Conseqüentemente, a arma dispara e o homem morre. Mas como vimos inicialmente, a cada nova realização do experimento, os dois casos serão verdadeiros. Ele não tem consciência disso, mas está vivo e morto, e cada vez que o gatilho é acionado, o universo se divide em dois e vai continuar a se dividir cada vez que o gatilho for acionado, criando múltiplas realidades. Não importa quantas vezes o gatilho for acionado, em uma das realidades possíveis a arma não irá disparar e assim, ele vai continuar o processo eternamente, tornando-se "imortal".

Surgimento[editar | editar código-fonte]

A idéia do Suicídio quântico foi introduzida pelo então teórico da Universidade de Princeton Max Tegmark[3] em 1997 (atualmente professor do MIT), baseada na teoria dos muitos mundos que contrasta com a interpretação de Copenhagen; esta teoria, resumidamente, diz que para cada possível resultado de uma ação que ocorra, a realidade se "divide" em uma cópia de si mesma através de um processo instantâneo o qual Everett chamou de "descoesão".

Referências

  1. Goertzel, Ben; Bugaj, Stephan Vladimir. In: Ben. The path to posthumanity: 21st century technology and its radical implications for mind, society and reality. [S.l.]: Academica Press,LLC, 2006. p. 343.
  2. See Keith Lynch's recollections in Eugene Shikhovtsev's Biography of Everett[1]
  3. Tegmark, Max The Interpretation of Quantum Mechanics: Many Worlds or Many Words?, 1998