Imperium in imperio

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Estado dentro de Estado, Estado profundo ou Estado paralelo são termos usados para descrever uma situação política que acontece quando um órgão interno de um determinado país (como as forças armadas, as agências de inteligência ou a polícia) passa a não mais responder à liderança civil. O termo, como muitos na política, deriva da língua grega (κράτος εν κράτει, kratos en kratei, adotado mais tarde para o latim como imperium in imperio ou o status in statu).

Às vezes, o termo refere-se a empresas estatais que, embora formalmente estejam sob o comando do governo, agem como instituições privadas. Às vezes, o termo refere-se a empresas que, embora formalmente privadas, agem de fato como um "Estados dentro do Estado", tamanha sua influência.[1]

Alguns debates políticos em torno da separação entre Igreja e Estado giram em torno da percepção de que, se não for controlada, a Igreja poderia voltar a se transformar em uma espécie de Estado dentro do Estado, uma consequência ilegítima do poder civil natural do Estado e antidemocrática.[2]

Países nessa situação[editar | editar código-fonte]

Grupo Estado Atuação Ref
Forces Nouvelles  Costa do Marfim 2002 - presente [3]
Forças Armadas  Egito 2011 - presente [4][5]
Propaganda Due  Itália 1976 - 1981 [6]
Inter-Services Intelligence  Paquistão 1948 - presente [7][8]
Estado Profundo  Turquia Sem dados [9]
Comunidade de Inteligência  Estados Unidos 1981 - presente [10][11][12]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Daniel De Leon: "Imperium in imperio" in: Daily People, 4 de junho de 1903.
  2. Cf William Blackstone, Commentaries on the Laws of England, IV, c.4 ss. iii.2, p. *54, where the charge of being imperium in imperio was notably levied against the Church
  3. «COTE D'IVOIRE: A changing of the guard». IRIN Africa. 6 de abril de 2011. Consultado em 2 de dezembro de 2014. WA longstanding concern of Gbagbo supporters and neutrals has been the existence of a state within a state, whose sovereignty has gone largely unchallenged. 
  4. Reuters (28 de novembro de 2013). «Egypt's new constitution strengthens army's 'state within a state' status». Haaretz. Consultado em 2 de dezembro de 2014 
  5. Barry Lando (4 de julho de 2013). «Egypt's Military State Within a State». The Huffington Post. Consultado em 2 de dezembro de 2014. That turbulence was threatening not just the survival of Egypt, but, more to the point, it was menacing the vast state within a state that Egypt's military presides over. 
  6. BBC On This Day: May 26, 1981
  7. Who Controls Pakistan's Powerful ISI?, Radio Free Europe, 14 de agosto de 2008
  8. «Pakistan's shadowy secret service, the ISI». BBC News. 3 de maio de 2011 
  9. Türköne, Mümtaz'er (2005-04-29). "Derin devlet ve Kuvva-yı Milliye". Zaman (in Turkish). Retrieved 2008-12-22. Bu korkunun arkasında ise Osmanlı Devleti'nin dağılması var. Cumhuriyeti kuranlar ordu mensupları ve Demirel onlarda bu korkunun hakim olduğunu söylüyor. Bu korkuya "hufre-i inkıraz" (uçurumun kenarına gelme korkusu) veya "pençe-i izmihlal" (çöküşün pençesinde olma) deniyormuş. Osmanlı Devleti'nin çöküş hikayesinden hafızalara kazınan bu korku devletteki işlerin önemli faktörlerinden biri. Demirel, adeta bir paranoya halini anlatıyor.
  10. Ambinder, Marc; Grady, D.B. (2013). Deep State: Inside the Government Secrecy Industry. [S.l.]: Wiley. ISBN 978-1118146682 
  11. Priest, Dana; Arkin, William M. (2011). Top Secret America: The Rise of the New American Security State. [S.l.]: Little, Brown and Company. ISBN 0316182214. Resumo divulgativoThe Quiet Coup: No, Not Egypt. Here. (7 de setembro de 2013) 
  12. Scott, Peter Dale (10 de março de 2014). «The State, the Deep State, and the Wall Street Overworld». The Asia-Pacific Journal. 12 (10, No. 5) 
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