Imprensa escolar

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O termo imprensa escolar ou jornal escolar diz respeito a possibilidade de utilização dos recursos de mídia impressa e eletrônica, para o desenvolvimento de projetos de educomunicação dentro dos espaços escolares. Nesse contexto alunos e professores passam da condição de consumidores, para a categoria de produtores de mídia, através da ação de criar jornais, folhetos, folders, cartazes, blogs, com o intuito de noticiar ou manifestar opiniões e críticas. Isso permite que estudantes e professores exercitem um olhar crítico em relação aos conteúdos veiculados pelas diversas mídias.

A ideia contida aqui não é formar pequenos jornalistas, mas fazer com que esses estudantes possam se apropriar dos instrumentais dessa mídia para fazer uso da imprensa escolar não só para noticiar situações do cotidiano de suas escolas, mas que as utilizem para também melhor compreender quem somos, o que desejamos estabelecer como metas paras as nossas vidas, ampliando nossa visão de mundo e oferecendo ao público leitor a oportunidade de compartilhar tais conhecimentos.

A imprensa na escola deve ser um instrumento para a construção de propostas de cidadania engajando os alunos em projetos de cooperação para a melhoria das relações entre as pessoas, que discutam questões ligadas a construção do projeto de vida, sexualidade, saúde, meio ambiente, ao combate à todas as formas de discriminação e preconceito, entre outras.

Um dos precursores do uso da mídia impressa na escola foi Célestin Freinet, com suas experiências de produção de jornais escolares a partir de textos livres das crianças, usando um limógrafo. Falamos aqui de um educador que nas décadas de 20 e 30, do século passado estava revolucionando a educação, se utilizando dos recursos de mídia não só como ferramenta de aprendizado, mas também para a livre expressão de seus alunos em um movimento rico de cooperação. O jornal escolar, combinado com as experiências de construção do Livro da Vida e a correspondência escolar, permitiam que essas produções fossem compartilhadas com alunos e professores de outras escolas, foi esse um dos aspectos inovadores dessa metodologia.