Imunidade de grupo

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Imunidade de grupo ou efeito rebanho são expressões usadas na infectologia que fazem referência aos benefícios da aplicação de vacinas recebidos por pessoas que não as tomaram. O efeito acontece de modo indireto. Indivíduos que recebem vacinas com vírus atenuados se transformam em vetores desses parasitas. Como essas vacinas são produzidas a partir de partículas enfraquecidas, a resposta imunológica da pessoa afetada é mais eficaz. A transmissão dos vírus atenuados pode ser feita por via oral e fecal.[1] Além disso, ao reduzir o número de doentes, reduz a chance de transmissão de seus agentes causadores, beneficiando indiretamente toda uma comunidade, inclusive aqueles que não tiveram acesso à vacinação.[2]

Quanto maior o nível de cobertura de uma vacina numa determinada comunidade, maior é a idade média do primeiro contato com o respectivo agente infeccioso. Isso favorece o controle da doença, pois o adiamento de infecções faz com que elas apareçam mais em adultos, fase da vida em que há maior capacidade de resposta imunológica. Por outro lado, pode causar um aumento de epidemias nessa faixa etária.[3]

A percentagem que uma população necessita de estar imune para se atingir a imunidade de grupo varia de doença para doença. Quanto mais contagiosa for a doença maior a percentagem de população necessita de estar imune para parar a sua propagação. Por exemplo, o sarampo é uma doença altamente contagiosa. É necessário que cerca de 94% da população seja imune para interromper a cadeia de transmissão[4].

Referências

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