Inês Serra Lopes

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Inês Serra Lopes
Nascimento
Lisboa,  Portugal
Género literário Jornalismo

Inês Alexandra Lamas Moreira Serra Lopes (Lisboa, Nossa Senhora de Fátima, 11 de Abril de 1963) foi jornalista durante mais de vinte anos, estreando-se na primeira revista "Sábado". Tendo trabalho na TVI em 1995, foi comentadora da SIC Notícias e é actualmente comentadora na RTP. Foi a última directora do jornal "O Independente" e do "Semanário Económico". Actualmente é advogada e comentadora de assuntos de política nacional

É filha do advogado António Serra Lopes e da advogada e antiga 19.ª Bastonária da Ordem dos Advogados Maria de Jesus de Brito Lamas Moreira Serra Lopes.

Formação e vida profissional[editar | editar código-fonte]

Inês Serra Lopes é licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa.

Foi advogada e exerceu as funções de adida cultural na Embaixada de Portugal na Bélgica em 1991.

Foi jornalista na revista "Sábado" e em "O Independente" e editora de Política Nacional da TVI, onde moderou o programa "Os Prós e os Contras" (debate entre Vasco Graça Moura e Paulo Portas) e o programa semanal de entrevistas "Directa". Depois do encerramento de "O Independente" fez um curso de pós-graduação da Universidade de Fordham, tendo obtido o Diploma Internacional em Assistência Humanitária, no Quénia, em 2006. Foi directora do jornal "Semanário Económico" e, posteriormente, redactora principal do "Diário Económico".

Foi colunista , e depois grande repórter, do jornal i. Ao longo da sua carreira como jornalista colaborou na Correio da Manhã Radio (CMR), na Rádio Comercial, na Antena 1 e no Rádio Clube Português.

Prestou serviços de assessoria ao Banco Espírito Santo, de Ricardo Salgado, e a Armando Vara.[1]

Processos judiciais[editar | editar código-fonte]

Inês Serra Lopes foi alvo de vários processos por difamação enquanto directora de "O Independente". Entre os mais importantes encontram-se um processo de violação do segredo de justiça pela publicação das primeiras notícias do caso Freeport e das buscas que no seu âmbito atingiram os próximos do então candidato a primeiro-ministro, José Sócrates. Foi absolvida. outro processo importante em que foi absolvida foi movido por uma notícia sobre uma bolsa que o então minitroo das Finanças, Sousa Franco, receberadurante mais de dez anos, enquanto era presidente do Tribunal de Contas.

No decorrer do Processo Casa Pia, a jornalista Inês Serra Lopes, filha de Serra Lopes, advogado de Carlos Cruz, foi julgada por um crime de favorecimento pessoal na forma tentada no caso do alegado sósia de Carlos Cruz (por supostamente ter tentado furtar Carlos Cruz da acção da Justiça). Julgada em Lisboa, foi absolvida pelo tribunal que apreciou a prova. Tendo o Ministério Público recorrido para o Tribunal da Relação de Lisboa, este, com base no acórdão que teve como relator Ricardo Cardoso, sem haver nova produção de prova, considerou que o Juiz de primeira instância incorreu em erro sobre a avaliação da prova, transformando a absolvição numa condenação em um ano de prisão efectiva, sem possibilidade de suspensão da pena. A jornalista cumpriu serviço comunitário em substituição da pena de prisão durante um ano (250 horas), numa associação que recebe mulheres gravemente doentes oriundas dos PALOP. O cumprimento da pena foi objecto de uma Grande Reportagem emitida pela SIC com o título "Em vez da prisão".

Casou com José Manuel Coelho Rebelo de Andrade (9 de Novembro de 1961), de quem se divorciou e de quem tem um filho, Francisco Serra Lopes Rebelo de Andrade. Voltou a casar, com Pedro José Pimenta, com quem tem duas filhas, Vera e Rita Serra Lopes Semedo Pimenta.

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

  • Camarate: A Verdade Não Prescreve (D. Quixote) lançado em 1996.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Sócrates financiou ex-diretora do Independente»