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Incêndio na Zona Azul da COP30

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Incêndio na Zona Azul da COP30
Data20 de novembro de 2025 (1 mês)[1]
HoraPor volta das 14h00 (UTC-3)
Duraçãocerca de 30 minutos
LocalZona Azul da COP30, no interior do parque do evento da ONU[2]
LocalizaçãoParque da Cidade em Belém, no Pará, Brasil
Coordenadas1° 24′ 57″ S, 48° 27′ 34″ O
TipoIncêndio
TemaTragédias
CausaCurto-circuito na fiação de régua de tomadas causado por sobrecarga elétrica
MortesNenhuma
Lesões não-fatais27 pessoas tiveram de ser assistidas, das quais pelo menos 19 por inalação de gases tóxicos do incêndio e 2 por ansiedade.

O incêndio na Zona Azul da COP30 ocorreu na tarde de 20 de novembro de 2025, no penúltimo dia da COP30, cerca das 14 horas no Horário de Brasília, nos Pavilhões dos Países, na principal estrutura da conferência, uma área restrita denominada Zona Azul ou Blue Zone.[3][4] 27 pessoas receberam atendimento.[5] De acordo com o Ministério da Saúde, duas pessoas receberam atendimento em virtude de ansiedade e outras dezenove foram atendidas em razão de inalação de fumaça, não ocorrendo nenhum registro relacionado a feridos por causa por conta de queimaduras.[6]

Devido ao incêndio, a conferência foi suspensa durante aquele dia.[7][8] Retomando as operações no dia seguinte, 21 de novembro, data de encerramento do evento.[9]

Antecedentes

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A Zona Azul é uma área de acesso restrito, construída para a COP30 no interior do Parque da Cidade, no local de um antigo aeródromo, em Belém do Pará.[10] A área destina-se à realização de negociações oficiais, encontros entre chefes de Estado, reuniões técnicas e atividades dos pavilhões nacionais, sendo considerada o centro estratégico do evento, onde são discutidos e encaminhados os principais acordos e decisões que orientam as políticas climáticas globais. O espaço é administrado pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), sendo uma área restrita apenas acessada apenas por delegações oficiais, observadores credenciados e profissionais da imprensa.[11]

Grande parte do local da cimeira em Belém ainda estava em construção quando a conferência teve início, com vigas expostas, pisos de compensado abertos e corredores de metal gradeado que não levavam a lugar nenhum fora do centro de convenções. Durante um evento pré-conferência, era possível ouvir perfurações e marteletes enquanto líderes mundiais faziam discursos e dezenas de trabalhadores de capacete corriam por pavilhões inacabados envoltos em plástico.[12]

Duas mulheres que trabalhavam em um pavilhão relataram à Agence France-Presse que ligações elétricas improvisadas, fios expostos e água pingando sobre quadros elétricos haviam levantado preocupações entre os participantes do evento. Esses problemas operacionais, somados ao estado inacabado do local terão criado um ambiente propício para problemas.[13]

Em 11 de novembro, Simon Stiell, secretário-executivo da UNFCC, responsável pela Blue Zone, endereçou uma carta ao Governo Brasileiro, na pessoa do ministro da Casa Civil, Rui Costa, ao presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, e ao governador do Pará, Helder Barbalho, mencionando “potenciais riscos de segurança devido à exposição à eletricidade”, entre outros problemas como alagamento, refrigeração e segurança do local, que já então afetavam a estrutura: “A água entrou pelo teto e pelas luminárias, causando não apenas transtornos, mas também potenciais riscos de segurança devido à exposição à eletricidade. Dada a frequência das chuvas em Belém, reparos urgentes e medidas de impermeabilização são necessárias para evitar maiores danos e garantir que todas as áreas afetadas permaneçam seguras e operacionais”. A Casa Civil não fez então qualquer comentário sobre os problemas elétricos reportados, na resposta providenciada à UNFCC.[14]

Nas semanas anteriores ao evento, Belém vinha sendo atingida por diversos incêndios, que haviam deixado as autoridades em estado de alerta.[15]

Incidente

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O fogo teve início cerca das 14h00 locais, no Pavilhão da Comunidade da África Oriental, sendo logo acionado o corpo de bombeiros estadual.[16][17][18] A eletricidade do recinto caiu e as luzes se apagaram por momentos, coincidindo com o surgimento das chamas, causando o pânico no local,[11][19][20] com testemunhas relatando momentos de terror.[21] Com o fogo progredindo rapidamente pelos Pavilhões dos Países, e a lona do teto pegando fogo,[22] a evacuação se deu inicialmente de forma desordenada, com pessoas correndo em direções opostas.[23][11] A sala de imprensa foi evacuada precipitadamente, com as pessoas deixando seus pertences para trás.[11][24]

Apesar das declarações do ministro Celso Sabino sobre materiais anti chamas usados na estrutura que teriam impedido a rápida propagação do incêndio,[25] relatos de testemunhas que se encontravam no local e imagens das câmeras de segurança mostram o fogo alastrando rapidamente pelos materiais estruturais da Zona Azul, e se propagando à lona do teto.[20][22] A estrutura, construída com lona reforçada e apresentando ainda sinais de acabamentos de última hora, mostrou-se vulnerável ao fogo.[13]

O fogo abriu um buraco nas placas que formam a cobertura do pavilhão, por onde saiam grandes colunas de fumo.[20]

As delegações internacionais e jornalistas que se encontravam na Zona Azul foram orientadas a se dirigir para a Zona Verde, a área da conferência aberta à sociedade civil.[23] Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e da Energia de Portugal, encontrava-se na sede da delegação portuguesa, quase encostada ao Pavilhão de África, onde deflagrou o incêndio, ordenando a imediata evacuação da restante delegação assim que sentiu o cheiro a queimado. Encontravam-se ali vários deputados ao Parlamento Europeu, que também evacuaram do local sem problemas de maior.[26][16]

Várias delegações internacionais procuraram abrigo sob a cobertura de um posto de gasolina.[20]

Milhares de pessoas começaram a ser evacuadas do local da conferência, sendo suspensas as discussões em curso que então se focavam nos próximos passos a seguir no combate e mitigação das alterações climáticas.[21]

O abastecimento de eletricidade aos pavilhões foi cortado preventivamente.[27]

Centenas de pessoas aguardaram no exterior, sentadas no chão ou em cadeiras de plástico, em condições de altas temperaturas e humidade,[20] estando o incêndio controlado pouco antes das 14h30.[28]

Cerca das 14h30 foi completada a evacuação da Zona Azul, com as forças de segurança a fazerem cordões humanos de modo a impedir a entrada de pessoas no recinto.[19][29]

Com o incêndio a atingir a área de organização do evento, administrada pela ONU, todas as discussões e painéis da tarde foram imediatamente interrompidos, existindo um clima de incerteza sobre o cronograma final da cúpula.[25]

Durante o incêndio começou a chover, o que terá ajudado no controle do fogo.[27] Pelas 15h30 o incêndio foi dado como extinto.[19] 27 pessoas foram assistidas por inalação de fumo,[5] sendo encaminhadas para o Hospital Metropolitano, estando o seu estado de saúde em monitorização.[25][30][26] Em 21 de dezembro 6 das vítimas do incêndio continuavam internadas.[5]

Segundo a organização das Nações Unidas, os bombeiros encontram-se a vistoriar o local, com a organização da conferência temporariamente entregue às autoridades brasileiras.[20] A Zona Azul permanece encerrada ao público e sob responsabilidade das autoridades brasileiras, até que sejam completadas as peritagens que avaliam a segurança do local.[31]

O pavilhão Climate Live: Entertainment + Culture, organização que usa a arte e a cultura para enfrentar os desafios climáticos, visitado na semana anterior pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, e pela primeira-dama, Rosângela da Silva, foi um dos mais atingidos.[21] Pelo menos três estandes de países foram destruídos.[32]

Pós-incêndio

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A organização da COP30 reabriu a Zona Azul cerca de seis horas depois do incêndio, ás 20h40, após uma longa inspeção de segurança do corpo de bombeiros. Segundo nota divulgada à imprensa, os bombeiros avaliaram a estrutura e consideraram o local seguro para retomada das atividades. O governo brasileiro restabeleceu o funcionamento da área, obteve novo alvará de operação e devolveu o espaço à Convenção do Clima da ONU (UNFCCC). A parte diretamente atingida pelo fogo seguiu isolada até o fim da conferência, incluindo os Pavilhões dos Países, normalmente muito procurados.[5] A organização informou ainda que segue acompanhando o estado de saúde das pessoas que precisaram de atendimento médico após o incidente e mantém coordenação com os serviços locais. Apesar da reabertura, nenhuma atividade foi realizada no local até o dia 21 de novembro, o último dia do evento.[33]

O incêndio também atrapalhou a negociações de pautas climáticas, precisando ser prorrogada por mais tempo para que as negociações, até então, alcancaçem o necessário consenso em torno das pautas climáticas em debate.[34]

Investigação

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Fontes da Polícia Federal confirmaram que o incêndio começou em um dos estandes internacionais, após uma sobrecarga em uma régua de tomadas, que na ocasião concentrava vários dispositivos ligados simultâneamente, os quais somados excediam a capacidade elétrica prevista para o espaço. A fiação superaqueceu, derreteu e provocou o curto-circuito que deu início ao fogo. Segundo os técnicos que participaram na inspeção, o padrão de energia disponível no pavilhão era inferior ao necessário para os equipamentos que estavam sendo usados simultaneamente.[32]

Afirmações iniciais do ministro Celso Sabino de que a origem do fogo teria sido um curto-circuito causado por um carregador de celular,[25] assim como perícias preliminares que apontavam para o mau funcionamento de um forno micro-ondas na área dos Pavilhões dos Países,[28] não foram confirmadas.[32]

Algumas horas após o incêndio, o deputado Zucco (PL-RS) anunciou que irá trabalhar para a coleta de assinaturas para instalar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, batizando-a de "A CPMI da COP30", para apurar o que chamou de "escândalo internacional". Apesar da falta de vítimas, Zucco considerou o evento um "fiasco monumental" e um símbolo da incompetência do governo.[35]

Repercussão

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O incêndio foi o terceiro incidente de grande dimensão na COP30, somando-se à invasão da área restrita da Zona Azul por grupos indígenas ativistas climáticos e à carta de Simon Stiell à Casa Civil reclamando dos diversos problemas estruturais do recinto.[13] Foi a primeira vez nos 30 anos de existência da Convenção do Clima em que uma Zona Azul se incendiou, desgastando ainda mais as relações já tensas entre a ONU e a Casa Civil, pasta do Governo Brasileiro responsável pela condução da COP30.[36]

A interrupção da COP30 ocorreu no seu momento mais crítico, com a cimeira já atrasada e já fora do prazo autoimposto no dia anterior para chegar a acordos sobre questões essenciais, como financiamento climático e o roteiro para eliminar gradualmente os combustíveis fósseis. Com o fim oficial previsto para 21 de novembro, os delegados estavam envolvidos em debates tensos sobre como transformar décadas de promessas climáticas em ações concretas. O incêndio forçou a suspensão das negociações, e algumas delegações passaram a realizar reuniões virtuais enquanto o local permanecia fechado.[13]

O incêndio ganhou rápida re forte repercussão internacional. O The New York Times destacou as chamas que fizeram com que “delegados em pânico corressem para evacuar o centro de convenções improvisado".[36] O periódico francês Le Figaro descreveu a evacuação de milhares de pessoas e o envio de bombeiros ao local,[37] e o Le Monde relatou o cheiro a plástico queimado no ar durante a evacuação.[36] O britânico The Guardian fez uma cobertura em tempo real da convenção, com destaque no portal, relatando a interrupção das discussões da tarde mesmo nas áreas mais distantes do incêndio devido ao toque dos alarmes, com os participantes evacuando o local enquanto observavam a fumaça saindo das estruturas temporárias da COP30. O espanhol El País relatou que o fogo teve início em uma área próxima aos escritórios espanhóis, deixando um forte cheiro de fumaça. O colombiano Caracol Radio ressaltou o rápido isolamento da área, relatando o modo como a equipe da ONU tentou “lidar com a emergência usando extintores de incêndio para tentar conter o fogo”.[37][10]

O ministro do Turismo do Brasil, Celso Sabino, desvalorizou o incidente, afirmando que "poderia acontecer em qualquer lugar do planeta Terra", e que "não foi porque um celular pegou fogo ali que a COP acabou".[38] Sabino realçou ainda o uso de materiais antichamas na estrutura do pavilhão, o que teria impedido a propagação das chamas.[25]

Sobre as afirmações do ministro, Claudio Angelo, coordenador de política internacional do Observatório do Clima, comentou que mesmo sendo uma fatalidade que pode ocorrer em qualquer lugar, "a chance maior de acontecer é nos lugares que se planejam pior, e a gente não pode dizer que o Brasil fez um planejamento perfeito para essa COP”.[39]

O incidente foi igualmente notado pela oposição brasileira, com o deputado federal Nikolas Ferreira ironizando que “O evento que era pra cuidar do meio ambiente está pegando fogo”, e o senador Flávio Bolsonaro declarando que “É fogo na Amazônia… Fogo no Pará… O país não aguenta mais quatro anos de Lula”.[36]

Referências

  1. «Incêndio COP 30: recinto foi evacuado e energia elétrica cortada». SIC Notícias. 20 de novembro de 2025. Consultado em 20 de novembro de 2025 
  2. «A 1 dia do encerramento, incêndio atinge Zona Azul na COP30». Poder360. 20 de novembro de 2025. Consultado em 20 de novembro de 2025 
  3. «Incêndio atinge pavilhão principal da COP30 em Belém e local é esvaziado». Band.com.br. 20 de novembro de 2025. Consultado em 20 de novembro de 2025 
  4. «VÍDEO: Incêndio atinge pavilhão na COP30 e local é evacuado; veja imagens». CBN. 20 de novembro de 2025. Consultado em 20 de novembro de 2025 
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  6. «21 pessoas foram atendidas após incêndio na COP30, diz Ministério da Saúde». Times Brasil CNBC. 20 de novembro de 2025. Consultado em 20 de novembro de 2025 
  7. «COP30: presidência do evento não prevê novas atividades nesta quinta após incêndio». Rádio Manchete. 20 de novembro de 2025. Consultado em 20 de novembro de 2025 
  8. «Incêndio na COP30 é controlado, mas negociações seguem suspensas em Belém». R7. 20 de novembro de 2025. Consultado em 20 de novembro de 2025 
  9. «Após incêndio, negociações da COP 30 só serão retomadas na sexta». Metrópoles (jornal). 20 de novembro de 2025. Consultado em 20 de novembro de 2025 
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