Incidente Sakuradamon (1932)

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Disambig grey.svg Nota: Para o assassinato de 1860, veja Incidente Sakuradamon (1860).
Foto do incidente Sakuradamon
Lee Bong-chang preso

O Incidente Sakuradamon ou Ato Patriótico de Lee Bong-chang[1] [2] [3] foi uma tentativa de assassinato contra o Imperador Hirohito do Império do Japão por um ativista da independência coreana, Lee Bong-chang (hangul: 이봉창, hanja: 李奉昌), em Tóquio em 9 de janeiro de 1932.

Tentativa de assassinato[editar | editar código-fonte]

Quando o Imperador Hirohito estava partindo do Palácio Imperial pelo Portão Sakuradamon a caminho de reistar uma parada militar, Lee Bong-chang, um membro da Legião Patriótica Coreana (Haninaegukdan, Hangul: 한인애국단, hanja: ) sob o Governo Provisório da República da Coreia liderado por Kim Gu em Xangai, jogou uma granada de mão na carruagem do imperador.[4]

Lee soube da agenda do Imperador a partir de um artigo de jornal, e conseguiu se aproximar da procissão disfarçado como um policial do Kempeitai. No entanto, a granada de mão foi lançada errada e explodiu perto da carruagem do Ministro da Casa Imperial, o Barão Ichiki Kitokuro, matando dois cavalos. O pretenso assassino foi rapidamente apreendido pela Guarda Imperial.

Lee foi condenado em 30 de setembro de 1932 e executado na Prisão de Ichigaya (市谷刑務所) em 10 de outubro do mesmo ano.

Consequências[editar | editar código-fonte]

Para tomar a responsabilidade pela falha na segurança, o Primeiro Ministro Tsuyoshi Inukai ofereceu sua renúncia, que não foi aceita pelo Imperador.[5]

A tentativa de assassinato não teve nenhum impacto na política japonesa em relação à península coreana e foi rapidamente esquecida no Japão como um incidente terrorista isolado. No entanto, o Governo Provisório da República da Coreia saudou o evento como uma evidência da oposição à ocupação japonesa de seu território. Quando esses sentimentos foram ecoados nos jornais do partido dominante Kuomintang na República da China, o governo japonês formalmente emitiu um protesto diplomático, e o caso levou a um aumento do sentimento anti-chinês no Japão em uma época na qual as relações já estavam extremamente tensas.

Lee foi homenageado postumamente pelo governo da República da Coreia com a Ordem de Mérito para a Fundação Nacional em 1962, e uma emissão comemorativa de selos em 1992.[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Han See-jun. «Reports about the Patriotic Deed of Lee Bong Chang in the Chinese Papers» (em coreano) The Association for Korean Modern and Contemporary History (한국근현대사학회) [S.l.]: pp. 152~170, 246~247.  Parâmetro desconhecido |uci= ignorado (Ajuda); Ligação externa em |publisher= (Ajuda)
  2. Kim Ju-yeong (김주영) (08/01/2008). «이봉창 의사 의거 76주년 기념식» (em coreano) Tongilnews [S.l.] 
  3. «이봉창의사 의거, 러 배일사상 고취» (em coreano) The Hankyoreh / Yonhap [S.l.] 04/11/2001. 
  4. Weiner. Race and Migration in Imperial Japan. p.167
  5. Bix, Hirohito and the Making of Modern Japan. Pp.248
  6. Korean Ministry of Patriots and Veterans Affairs

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bix, Herbert B (2001). Hirohito and the Making of Modern Japan Harper Perennial [S.l.] ISBN 0-06-093130-2. 
  • Weiner, Michael (1994). Race and Migration in Imperial Japan: The Limits of Assimilation Routledge [S.l.] ISBN 0415062284. 

Notas[editar | editar código-fonte]