Indústrias Nucleares do Brasil

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A Indústrias Nucleares do Brasil (INB) é uma empresa brasileira de economia mista, vinculada à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e sofre controle finalístico do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Tem unidades nos seguintes estados Bahia, Ceará, Minas Gerais e Rio de Janeiro (onde possui a sua sede), e é um importante elemento do sistema brasileiro de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias para o domínio do ciclo e produção de combustíveis nucleares.

O tratamento físico dos minerais pesados com a prospecção e pesquisa, lavra, industrialização e comercialização das areias monazíticas e obtenção de terras-raras são atividades que competem à INB. É ainda responsável pela exploração do urânio, desde a mineração e o beneficiamento primário até a produção e montagem dos elementos combustíveis que acionam os reatores de usinas nucleares. A totalidade dessas atividades compõe o Ciclo do Combustível Nuclear.

Produtos e serviços[editar | editar código-fonte]

Principais ocorrências de urânio no Brasil

A INB fornece produtos e serviços relacionados ao ciclo do combustível nuclear: produção de concentrado de urânio (yellowcake), produção de pó e pastilhas de dióxido de urânio, elementos combustíveis e fabricação de componentes.

Para os diversos setores industriais através de fornecimento de matéria-prima (minerais pesados) para a indústria siderúrgica, automobilística, de fibras óticas e cerâmicas especiais.

Além dos serviços relacionados ao ciclo do combustível nuclear, para diversos setores industriais desenvolve os itens abaixo:

  • usinagem de componentes mecânicos de alta precisão;
  • soldas especiais utilizando feixes de elétrons;
  • análises de materiais e processos a partir de técnicas como medição tridimensional de peças e sistemas de medição a laser;
  • fornecimento de matéria-prima — ilmenita, rutilo e zirconita para a indústria siderúrgica, automobilística, de fibras óticas e de cerâmicas especiais;
  • terras-raras obtidas a partir da monazita, também conhecidas como materiais da terceira onda, com um altíssimo grau de pureza.

A INB oferece, ainda, serviços avançados de controle de qualidade através dos laboratórios de materiais e metrologia.

História[editar | editar código-fonte]

Criada em 1988, a INB sucedeu a Nuclebrás e, em 1994, tornou-se uma única empresa ao incorporar suas controladas: Nuclebrás Enriquecimento Isotópico S.A. (Nuclei); Urânio do Brasil S.A. e Nuclemon Mínero-Química Ltda, absorvendo suas atividades e atribuições.

Em 1982, foi inaugurada a fábrica de elementos combustíveis em Resende, que passou a ser chamada de Fábrica do Combustível Nuclear (FCN) em 1996 após uma ampliação. Na FCN são fabricados os combustíveis nucleares que abastecem as usinas de Angra 1 e Angra 2. Ainda em 1996, o processo de reconversão e das linhas de produção de pó e de pastilhas de urânio começou a ser implementado, entrando em operação em 1999 e 2000, respectivamente. A mina da Caetité começou a ser explorada em 1999. Posteriormente, em 2006, o primeiro módulo da cascata de centrífugas para enriquecimento de urânio em escala industrial entrou em operação em Resende.[1]

Unidades[editar | editar código-fonte]

  • INB Rio de Janeiro (RJ) — Sede
  • INB Caetité (BA) — Unidade de Concentrado de Urânio
  • INB Resende (RJ) — Fábrica de Combustível Nuclear (FCN)
  • INB Buena (RJ) — Unidade de Minerais Pesados (UMP)
  • INB Caldas (MG) — Unidade de Tratamento de Minérios
  • INB Santa Quitéria (CE) — Consórcio Santa Quitéria
  • INB São Paulo (SP) — Unidade Usina Interlagos

Responsabilidade social corporativa[editar | editar código-fonte]

Na INB a responsabilidade social corporativa começa com a preocupação de incorporar modernas técnicas administrativas a iniciativas voltadas para a qualidade de vida e de valorização profissional e pessoal de cada colaborador da empresa.

A gestão de desenvolvimento de recursos humanos estimula a incorporação de novas posturas individuais e corporativas através de políticas de remuneração e benefícios, da execução de projetos permanentes de treinamento e reciclagem e de avaliações sobre qualidade de vida e novos aprendizados.

Consciente de sua responsabilidade social, a empresa concilia atividades na área nuclear com atuação constante de incentivo à educação, cultura e bem-estar das comunidades circunvizinhas às suas unidades operacionais.

A exploração e o meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Os riscos da exploração de material radioativo recaem sobre a Empresa, naturalmente.

Atentos à conservação do meio ambiente tanto os órgãos estatais, as ONG's e as sociedades do entorno se preocupam em fiscalizar e controlar os recursos naturais expostos a possíveis falhas da Empresa.

No ano de 2010 a Agência Internacional de Energia Atômica concluiu que as atividades de mineração da INB em Caetité atende todos os requisitos de segurança e que não provocam nenhum impacto significativo ao meio ambiente da região.[2]

Referências

  1. «História». inb.gov.br. Consultado em 20 de outubro de 2019 
  2. «Missão da ONU diz que mina de urânio em Caetité não é perigosa». 4 de fevereiro de 2010. Consultado em 13 de janeiro de 2015. Arquivado do original em 6 de outubro de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]