Infografia

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Infográfico para jornal feito por usuário wiki reconstituindo a queda do dirigível Hindenburg

Infografia ou infográficos são gráficos com algumas informações. Em revistas os infográficos são caracterizados pela junção de textos breves com ilustrações explicativas para o leitor entender o conteúdo. Esses gráficos são usados onde a informação precisa ser explicada de forma mais dinâmica, como em mapas, jornalismo e manuais técnicos, educativos ou científicos. É um recurso muitas vezes complexo, podendo se utilizar da combinação de fotografia, desenho e texto. Eles facilitam a compreensão de matérias em que apenas texto dificultaria o entendimento.

No design de jornais, por exemplo, o infográfico costuma ser usado para descrever como aconteceu determinado fato, quais suas conseqüências. Além de explicar, por meio de ilustrações, diagramas e textos, fatos que o texto ou a foto não conseguem detalhar com a mesma eficiência.

Também são úteis para cientistas como ferramentas de comunicação visual, sendo aplicados em todos os aspectos da visualização científica.

História da infografia[editar | editar código-fonte]

Estudos de Embriões (1510-1513)

Origens[editar | editar código-fonte]

As raízes da infografia têm sua origem na pré-história. Os primeiros mapas foram criados milênios antes da escrita. Os mapas mais antigos que se conhece foram encontrados na antiquíssima cidade de Çatal Hüyük, na Turquia, e datam de cerca de 6200 a.C., estando pintados numa parede. Em 1626, Christoph Scheiner publicou Rosa Ursina sive Sol, contendo uma variedade de gráficos para mostrar sua pesquisa astronômica sobre o sol. Ele usou uma série de imagens para explicar a rotação do sol no tempo (por manchas solares). Em 1786, William Playfair publicou o primeiro gráfico em seu livro The Commercial and Political Atlas. Esse livro é repleto de gráficos estatísticos que representam a economia no século XVIII na Inglaterra usando gráficos de barra.

Estudo de Embriões de Leonardo da Vinci (1510-1513)[editar | editar código-fonte]

Leonardo Da Vinci tentou entender os fenômenos, descrevendo-os em detalhe extremo, não enfatizando experiências ou explicações teóricas. Ao longo de sua vida, planejou uma enciclopédia baseada em desenhos detalhados de tudo. Como não dominava o latim e a matemática, o Leonardo da Vinci cientista era ignorado pelos estudiosos contemporâneos. Realizou autópsias e elaborou desenhos anatômicos extremamente detalhados, tendo planejado um trabalho, inclusive sobre o corpo humano, de anatomia comparativa. Entre 1510 e 1513, estudou fetos, de que resultaram obras que podem ser consideradas como infografias de grande complexidade.

Infográfico de Charles Minard (1861)[editar | editar código-fonte]

Infográfico de Minard sobre a marcha de Napoleão.

Em 1861, Charles Joseph Minard criou um importante infográfico sobre a marcha de Napoleão sobre Moscou. Um exemplo pioneiro de como muita informação pode ser sintetizada para se tornar mais inteligível.

Nesse gráfico (ver ilustração) há quatro variáveis diferentes que contribuem para demonstrar o fracasso da campanha (em apenas uma representação bidimensional):

  • A distância e direção que percorreram
  • A altitude que as tropas atravessaram
  • A variação no número de soldados à medida que as tropas morriam de fome e dos ferimentos
  • As baixas temperaturas que enfrentaram

Mapa do metrô de Londres de Harry Beck (1933)[editar | editar código-fonte]

Em 1933[1] , Harry Beck projetou o mapa de metrô de Londres. Antes desse infográfico de Beck, várias linhas de metrô eram representadas geograficamente, muitas vezes se sobrepondo ao mapa das ruas. Beck percebeu que a localização geográfica era informação supérflua para os usuários de metrô, eles queriam saber apenas a ordem e relação das estações entre si, para decidir onde mudar de estação.

Inspirado na simplicidade de diagramas de engenharia elétrica, Beck projetou o mapa que seria o paradigma para todos os mapas de transporte público que vieram em seguida.

Evolução da infografia[editar | editar código-fonte]

A partir do século XIX, o emprego mas difundido de técnicas de impressão trouxe uma crescente facilidade para a utilização de desenhos e fotografias nos jornais.

A partir da década de 1920, surgiram tecnologias que permitiram o envio de imagens via cabo ou antenas, e na década de 1960 satélites encurtavam as distâncias, permitindo com isso que fatos ocorridos no mesmo dia em locais distantes pudessem ser informados. Mas o que realmente influenciou a utilização de infográficos foi a digitalização de dados a partir dos anos 1980.[2]

Porém, a infografia teve sua importância ou visibilidade aumentada na Guerra do Golfo.[3] Isso se deu pela escassez de fotografias, o que demandava uma expressão gráfica mais contundente. O advento da interface gráfica a partir da chegada dos Macintosh e Windows 95 catapultou as possibilidades visuais no jornalismo.

Com a chegada de programas de interface gráfica para criação de sites agregando mídias e recursos visuais em uma única plataforma, a infografia se tornou, definitivamente, uma maneira eficiente de tratar a informação. Sites como e elpais.es, na Espanha e G1, no Brasil têm seções específicas para o recurso visual em referência.

Com o aparecimento do Adobe Illustrator em meados de 1995, tudo se tornou mais fácil devido ao desenho vectorial que este programa trazia de novo. Este foi assim um ponto de viragem na Evolução da Infografia.

Referências

  1. Transport for London, Design Classics, Introducing Harry Beck<http://www.tfl.gov.uk/corporate/projectsandschemes/2443.aspx>. Acessado em 09 de Maio de 2010.
  2. Peltzer(1991) afirma que foi a partir da tecnologia gráfica que se pôde utilizar uma linguagem que até então era reservada às enciclopédias.
  3. De Pablos, 1999

Ver também[editar | editar código-fonte]