Infraestrutura de Manaus

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A infraestrutura de Manaus se refere ao conjunto de serviços básicos prestados à população do município brasileiro supracitado, capital do estado do Amazonas, tais como saúde, educação, saneamento básico, segurança pública, comunicações e mobilidade urbana.

Estrutura urbana[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Manaus tem uma série de instituições de ensino, incluindo a universidade mais antiga do Brasil.[1] A cidade também possui um número estável de escolas primárias e secundárias. A prefeitura da cidade, através da Secretaria Municipal de Educação, mantém 424 escolas no município.[2] Em 2009, Manaus foi uma das cidades brasileiras com maior número de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com 93.112 inscritos, perdendo apenas para o Rio de Janeiro (110.979), Salvador (131.468) e São Paulo (234.173).[3] A cidade é um importante centro educacional de nível médio e superior do estado do Amazonas, sendo sede do Instituto Federal do Amazonas (IFAM), que oferece cursos em diferentes níveis: ensino médio e ensino técnico. Concentra, ainda, a maior parte das faculdades públicas e particulares do estado. As principais são:

Universidade públicas

Há duas universidades públicas presentes na cidade: A Universidade Federal do Amazonas (UFAM), sendo uma instituição de referência no ensino superior, contando com 645 grupos de pesquisa em 65 cursos de graduação.[4] A Universidade Federal do Amazonas é considerada a primeira universidade brasileira, pois originou-se da Escola Universitária Livre de Manáos, criada em 17 de janeiro de 1909.[1] Mesmo com a extinção da Escola, permaneceu a Faculdade de Direito, que deu continuidade ao modelo da atual universidade. O fato foi registrado em 1995 no Guinness Book, o livro dos recordes.[1]

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) foi a segunda instituição pública de ensino superior a ser criada no Amazonas. É uma instituição estadual, que oferece mais de vinte cursos distribuídos em dezessete cidades amazonenses (Manaus, Parintins, Presidente Figueiredo, Itacoatiara, Carauari, Tabatinga, Tefé, Lábrea, Boca do Acre, Coari, Eirunepé, Humaitá, Manicoré, Manacapuru, Novo Aripuanã, Maués e São Gabriel da Cachoeira).[5] Foi criada pela lei estadual n.º 2.637 de 12 de janeiro de 2001, que proporcionou as fundações educacionais de ensino superior instituídas pelo estado. Há ainda o Instituto Federal do Amazonas, estruturado mediante a integração do Centro Federal de Educação Tecnológica do Amazonas e das Escolas Agrotécnicas Federais de Manaus e São Gabriel da Cachoeira, em 2001.[6] Em sua criação, a instituição recebeu o nome de Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET), porém, com a sanção da Lei nº 11.892, o nome foi alterado para Instituto Federal do Amazonas, em 29 de dezembro de 2008.[6] Em Manaus, possui campis nos bairros do Centro e Zumbi dos Palmares, além de outros campis em municípios do Amazonas.[6]

Universidades privadas

Diversas instituições de ensino superior particulares são sediadas em Manaus ou possuem campus na cidade, entre as quais podemos citar:[7] Universidade Luterana do Brasil;[8] Centro Universitário do Norte; Universidade Paulista;[9] Centro Universitário Nilton Lins;[10] Centro Integrado de Ensino Superior do Amazonas; Escola Superior Batista do Amazonas; Faculdade Metropolitana de Manaus; Faculdade Salesiana Dom Bosco; Instituto de Ensino Superior Fucapi; Instituto de Ensino Superior Materdei; Faculdades La Salle; Faculdades Marta Falcão e Faculdades Objetivo.

Saúde[editar | editar código-fonte]

Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto

Em 2009, havia um total de 299 estabelecimentos de saúde básica de caráter público em Manaus, sendo 237 municipais, 49 estaduais e 13 federais.[11] No setor privado foram contabilizados 201 estabelecimentos de saúde básica, sendo 196 com fins lucrativos, 5 sem fins lucrativos e 65 em convênio com o SUS. A capital contava com 3.308 leitos[12] e a rede conta com 363 postos de saúde, 310 deambulatórios e 150 estabelecimentos com atendimento odontológico.[13] A Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) divide o município em cinco administrações de saúde pública: Distrito de Saúde Norte, Distrito de Saúde Sul, Distrito de Saúde Oeste, Distrito de Saúde Leste e Distrito de Saúde Fluvial.[14]

Em 2013, 97% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia.[15] Do total de crianças menores de dois anos pesadas pelo Programa Saúde da Família em 2013, 0,5% apresentavam desnutrição.[16] O índice de mortalidade infantil era de 14,5 óbitos a cada mil nascidos vivos, em 2017.[17]

Serviços urbanos básicos[editar | editar código-fonte]

Vista aérea de Manaus durante a noite. A cidade conta com 58 mil pontos de iluminação de LED.[18]

Manaus é conectada ao Sistema Interligado Nacional de energia elétrica através do Linhão de Tucuruí. A distribuição de energia elétrica na cidade é realizada pela empresa Amazonas Energia.[19]

Manaus é referência nacional em iluminação pública, sendo a cidade que mais investe na substituição de tecnologia. São gastos cerca de R$ 85 milhões anualmente. Somente em 2015, foram 110 milhões.[20] A previsão é que a cidade esteja 100% coberta com a nova tecnologia até o final de 2020, tornando-se a primeira capital totalmente coberta com pontos de iluminação de LED.[21]

A Companhia de Gás do Amazonas (Cigás), criada em 1995, atua na distribuição e comercialização de gás natural para os mais diversos segmentos. A empresa conta com 121 quilômetros de rede de gás natural, na qual fornece 4 982 981 m³ por dia, cobrindo vários bairros de Manaus.[22]

O abastecimento de água na cidade é realizado pela empresa Águas de Manaus. A companhia tem trabalhado com o objetivo de universalizar o abastecimento de água, além de ampliar o acesso ao esgotamento sanitário, dos atuais 35% para 80%, até 2030.[23]

Segurança pública[editar | editar código-fonte]

Por força da Constituição Federal do Brasil, a Polícia Militar do Estado do Amazonass possui a função de proteger os bens, serviços e instalações públicas. Ainda, atendendo o interesse público e no exercício do seu poder de polícia, atua na prevenção e repressão de alguns crimes, especialmente contra bens e serviços públicos, podendo inclusive prender em flagrante delito os infratores e conduzi-los até a presença de um delegado de polícia, de acordo com o disposto na lei processual penal.[24]

Comunicações[editar | editar código-fonte]

Segundo dados da ANATEL, em dezembro de 2018 Manaus possuía 153.643 telefones fixos (referentes apenas às concessionárias da Telemar). O índice por área de discagem direta a distância (DDD) da cidade é de 092.[25] A capital amazonense foi a primeira da Região Norte do país a receber a tecnologia 4G, em julho de 2013.[26] A cidade de Manaus possui cobertura 2G, 3G e 4G das operadoras Claro, Nextel, Oi, TIM e Vivo.[27] Desde 2011 a cidade conta com serviços de internet banda larga fixa por fibra ótica da operadora Oi. A rede de fibra ótica interliga Manaus a Santa Helena, na fronteira com a Venezuela.[28] Em 2013, a operadora TIM concluiu a instalação de sua rede de fibra ótica no trecho entre Manaus e Tucuruí.[29]

Manaus recebe sinais de televisão aberta de várias emissoras brasileiras, além de ser sede da Rede Amazônica, sendo afiliada da Rede Globo. Foi fundada em 30 de setembro de 1968, sendo a mais antiga emissora afiliada da Região Norte do Brasil.[30]

A cidade também possui a Rede Calderaro de Comunicação, que veicula a TV A Crítica, a RecordTV Manaus (emissora própria da RecordTV), a Band Amazonas (emissora própria da Rede Bandeirantes), a TV Em Tempo (afiliada do SBT), a Inova TV (afiliada da Rede TV), a TV Cultura do Amazonas (afiliada à TV Cultura e TV Brasil), a TV Diário (afiliada à Record News), a Boas Novas Manaus (emissora própria da Boas Novas), outros canais independentes como Amazon Sat e TV Tiradentes, a Local TV (afiliada a Univesp TV), e várias retransmissoras de TV.[31]

Também há diversas estações de rádio em Manaus, como a Rádio Difusora do Amazonas, BandNews FM Difusora, CBN Amazônia Manaus, Jovem Pan FM Manaus, Mix FM Manaus, Rádio Diário, Rádio Marinha, Rádio Cidade, Tiradentes FM, FM O Dia Manaus, Rádio Boas Novas, entre outras.[32]

Os principais jornais impressos são A Crítica, Diário do Amazonas, Amazonas Em Tempo, Jornal do Commercio, Dez Minutos, Jornal Agora e Maskate. O Jornal do Commercio é um dos mais antigos ainda em circulação no Brasil, por ter sido fundado em 2 de janeiro de 1904.[33]


Forças Armadas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Comando Militar da Amazônia

O Exército Brasileiro, desde 1949, conta com aproximadamente 1000 homens no então Comando de Elementos de Fronteira.[34] Dispõe, hoje, no atual Comando Militar da Amazônia, criado em 1956[35] e desde então sediado em Manaus,[35] de um efetivo aproximado de 22 mil homens que têm como missão principal guarnecer o arco amazônico de fronteiras, com 11.248 quilômetros, acrescidos de 1.670 quilômetros de litoral.[34]

Além das operações militares propriamente ditas, cabe ao Exército, na Amazônia, cooperar no desenvolvimento de núcleos populacionais mais carentes, na faixa de fronteira. Assim é que, em todos os pelotões de fronteira, funcionam normalmente escolas de primeiro grau e subordinadas ao Comando Militar de Tabatinga temos escolas de primeiro e segundo graus.[35]

Transportes[editar | editar código-fonte]

A Avenida Mário Ypiranga é famosa por cortar regiões extremamente valorizadas da cidade, como os bairros de Adrianópolis e Nossa Senhora das Graças.

Em 2018, Manaus possuía uma frota de mais de 718 205 mil veículos.[36] O congestionamento de veículos na cidade é recorrente, principalmente, mas não restrito, aos horários de pico.[37]

A utilização de bicicletas como meio de transporte na cidade é bastante reduzida.[38] É na zona leste da cidade onde há maior uso da bicicleta por parte dos habitantes.[39] O relevo acidentado e a falta de ciclovias inibem o crescimento do uso do transporte e as ciclovias só são encontradas em pontos estratégicos da cidade.[38] A cidade tem uma razoável rede de ciclovias que, basicamente, interliga os parques e logradouros da cidade.[39] O Parque Ponte dos Bilhares possui a maior rede de ciclovia do município, também sendo a mais frequentada pelos ciclistas.[40] Está em construção uma rede de ciclovias na Praia da Ponta Negra, que será a maior rede do estado.[41] No entanto, alguns críticos apontam que tal sistema é voltado unicamente para o lazer, não havendo um número suficiente de ciclovias para uso laboral, permitindo que trabalhadores e estudantes possam se deslocar de bicicleta e sujeitando-os a riscos por trafegarem nas pistas veiculares ou nas canaletas de ônibus expressos.[42] Há um estudo sendo feito pelo Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) para a construção de ciclovias em pontos estratégicos da cidade.[38]

Portuário[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Porto de Manaus

O transporte fluvial na cidade é muito comum. A cidade conta com um grande e movimentado porto, que atende vários estados brasileiros e exterior. O Porto de Manaus localiza-se na costa oeste do rio Negro, no Centro de Manaus e atende aos estados do Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Acre e áreas do Norte do Mato Grosso.[43] O Porto de Manaus é um dos maiores portos fluviais do Brasil, o maior porto da Amazônia e o terceiro maior porto exportador do país.[43] Desde 3 de dezembro de 2009, o Porto de Manaus está fechado por ordem da Marinha Brasileira, por questões de segurança e estrutura.[44]

Aéreo[editar | editar código-fonte]

A cidade de Manaus possui três aeroportos: um grande e moderno aeroporto internacional administrado pela Infraero, um aeroporto militar e um aeroclube.

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

Avenida Torquato Tapajós, uma importante via da capital que dá acesso às rodovias AM-010 e BR-174.

Existe uma rodoviária em Manaus, empresas de ônibus fazem rotas da capital para cidades da região metropolitana e para as capitais Boa vista e Porto Velho. As principais rodovias são:

A Ponte Jornalista Phelippe Daou cruza o rio Negro e faz parte do projeto de expansão da Região Metropolitana de Manaus. É a ponte mais alta do Brasil com 190 metros de altura em seu mastro central.[52] Ela conecta os municípios de Manaus e Iranduba, fazendo parte da Rodovia Manoel Urbano (AM-070). Seu nome é em homenagem ao empresário e jornalista brasileiro Phelippe Daou (1928–2016), um dos fundadores da Rede Amazônica.

Inaugurada em 2011, é a única ponte que atravessa o trecho brasileiro do rio Negro. Com 11 km de extensão total, sendo 3,6 km sobre o rio, 2 km na margem esquerda e 5,5 km na margem direita.[53] É a maior ponte estaiada do Brasil, por conta dos seus 400 metros de seção suspensa por cabos.[54] Seu custo total foi de R$ 1,099 bilhão (R$ 586 milhões em financiamento do BNDES e R$ 513 milhões do Governo do Estado do Amazonas).[52]

Urbano[editar | editar código-fonte]

O transporte coletivo ainda representa um papel fundamental no dia a dia da metrópole, por possuir uma grande estrutura de linhas de ônibus itinerários e coletivos. Para facilitar o transporte na cidade, a prefeitura permite a atuação de micro-ônibus nas zonas norte e leste.[55] O transporte coletivo de passageiros em vans ou peruas é proibido, sendo que o transporte terceirizado é permitido em alguns bairros da zona leste, no Distrito Industrial, e nos bairros Cidade de Deus e Nova Cidade.[56] O valor da passagem do transporte coletivo em Manaus custa R$ 3,80.[57] Cerca de 900 mil pessoas utilizam o transporte coletivo diariamente na cidade,[58] que possui uma frota de 1 620 ônibus, com centenas de linhas regulares exploradas por 10 empresas.[59]

Sistema tronco‐alimentador (BRS)[editar | editar código-fonte]

Manaus possui, desde 14 de dezembro de 2002, um sistema de transporte tronco-alimentado com integração físico-tarifária em terminais fechados e, a partir de novembro de 2006, começou a Integração Temporal.[60] O sistema tronco-alimentado se caracteriza pela existência de linhas alimentadoras, ligando determinados bairros aos terminais de integração, e linhas troncais, ligando os terminais de integração a área central da cidade. Esse sistema é complementado por linhas interbairros (ligação entre bairros sem passar pelo Centro), diametrais (ligação entre bairros passando no Centro), circulares e convencionais (ligação direta do bairro ao Centro).[61] A integração física se dá pelo encontro de duas linhas nos terminais de integração e a integração tarifária se dá pelo transbordo (troca de ônibus) gratuito (sem pagamento de outra passagem) no interior dos terminais de integração. A cidade conta com 5 terminais de integração, sendo eles: T1 (Centro); T2 (Cachoeirinha); T3 (Cidade Nova); T4 (Jorge Teixeira); T5 (São José) e T6 (Viver Melhor).[62]

De acordo com o estudo Espacialidade Urbana, feito pelas Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 50% da população manauara utiliza o transporte público, enquanto 30% utilizam o veículo particular e o restante faz uso da bicicleta e da caminhada para locomoção na cidade.[63] Em contrapartida, 81% do espaço viário são ocupados por carros, contra 13% ocupados por ônibus.[64]

Como medidas para solucionar os problemas no transporte municipal, foram executadas a criação de corredores exclusivos para ônibus,[65] o alargamento das avenidas Torquato Tapajós, Max Teixeira e Cosme Ferreira,[66][67] e a construção de viadutos e avenidas, como o Complexo Viário Gilberto Mestrinho, que interliga as zonas Leste, Sul e Centro-Sul,[67] o complexo viário do São José,[68] as avenidas das Torres e das Flores.[69][70] Também estuda-se a implantação de uma linha de metrô na cidade.[71]

Panorama da Ponte Rio Negro. Atualmente é a maior ponte estaiada do Brasil, com 3,6 km de extensão.

Tecidos urbanos[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Favela na cidade de Manaus
Edifícios de alto padrão no bairro Aleixo.
Variação de tecidos urbanos na zona Centro-Oeste. Lado a lado, áreas verticalizadas e de casario baixo.

Manaus é uma cidade de fortes contrastes econômicos e sociais, apresentando grande disparidade entre ricos e pobres. Enquanto muitos bairros ostentam um Índice de Desenvolvimento Humano correspondente ao de países nórdicos (Adrianópolis, Nossa Senhora das Graças, Ponta Negra, Tarumã: 0,930;[72] Chapada e Dom Pedro I: 0,922;[73] Parque Dez de Novembro (0,855);[74] Praça 14 de Janeiro (0,822),[75] em outros) observam-se níveis bem inferiores à média municipal, como é o caso do Novo Israel (0,632)[76] ou Jorge Teixeira (0,604).[77]

Em 2010, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Manaus era considerado alto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), cujo valor, de 0,737. Considerando apenas a longevidade o índice é de 0,826, o índice de renda é de 0,738 e o de educação de 0,658.[78]

Segundo o Ministério das Cidades, o município apresentava até 2006 um déficit de aproximadamente 68.483 unidades habitacionais.[79]

Urbanistas e estudiosos das questões urbanas em Manaus apontam a região entre os rios Solimões e Negro, além do igarapé do Mindu, como a área urbana na qual historicamente a prefeitura atuou com maior rigor e com maior planejamento, assim como a área que mais recebeu investimentos, sendo também esta a região onde se encontra a maioria dos bairros com melhores indicadores sociais da cidade.[80] Esta região tem perdido população e apresentado uma densidade demográfica cada vez menor, apesar de ser região da cidade com maior índice de infraestrutura e equipamentos sociais.[79] Exceção feita às regiões de Adrianópolis, Cidade Nova, Tarumã e Flores que sofreram um impressionante acréscimo de população.

Ocupações irregulares de terras tem se tornado um problema recorrente em Manaus últimos anos, que também servem de abrigos para o crime organizado. A observação foi feita pelo juiz de Direito Adalberto Carim Antonio, titular da Vara Especializada do Meio Ambiente e de Questões Agrárias da Comarca de Manaus (Vemaqa).[81] Entretanto, mesmo dentro da área delimitada por esses rios há algumas regiões de exclusão social, como a favela da Ceasa, no bairro Mauazinho. Por outro lado, há também alguns núcleos de alta renda, que estão localizados fora da área delimitada por esses rios.[79]

As regiões Centro-Sul, Norte e Leste são as regiões mais abrangidas pela reurbanização da cidade.[82] A prefeitura mantém a desapropriação de moradias situadas à beira do igarapé do Mindu.[83] Foi implantado um Corredor Ecológico no local, o que fez da cidade a única no Brasil a possuir tal área ecológica.[84]

Além da dualidade centro-periferia que explicita em parte a desigualdade social na cidade, também notam-se pontos em que o contraste é visível e grupos de perfis de renda diversos convivem, como é o caso de bairros como Cidade Nova, Aleixo e São José, que apresenta conjuntos de habitação de alta renda localizados próximos a regiões de favela.[80]

Mas outros especialistas lembram que a área da Avenida Torquato Tapajós era pouco habitada, devido ao terreno encharcado e insalubre daquela região próximo ao fim da área urbana. A população construía suas moradias no bairro situado mais acima, a Santa Etelvina. O Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) firmaram um termo com o objetivo de viabilizar projetos de infraestrutura para Manaus, sobretudo para o programa de revitalização do Centro de Manaus.[85]

Devido à crescente degradação do centro da cidade, alguns projetos de reurbanização têm sido sugeridos. Bairros situados fora do centro expandido como Japiim, que anos atrás abrigavam uma população pobre e operária, e nos quais há poucos anos havia falta de infraestrutura, sofreram uma grande mudança econômica.[86] Hoje tais bairros dispõem de equipamentos comerciais e de algum investimento infraestrutural. Outros estudiosos creditam ao grande crescimento econômico ocorrido na década de 1970 (apelidado de "milagre econômico") e com a chegada de milhares de migrantes, nordestinos e paulistas em grande parte, à procura de melhores condições de vida a causa dos problemas de segregação.[79]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c «História». Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Consultado em 30 de outubro de 2019 
  2. «SEMED». Secretaria Municipal de Educação - Prefeitura de Manaus. 2 de maio de 2010 
  3. «Número de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)». O Globo. 5 de dezembro de 2009. Consultado em 30 de outubro de 2019 
  4. «Instituição». Universidade Federal do Amazonas (UFAM). 16 de setembro de 2010. Consultado em 29 de dezembro de 2010. Arquivado do original em 4 de março de 2016 
  5. «Universidade do Estado do Amazonas - Unidades». Universidade do Estado do Amazonas. 16 de setembro de 2010 
  6. a b c «IFAM - Instituição». Instituto Federal do Amazona (IFAM). 16 de setembro de 2010 
  7. «Universidades Brasileiras - Amazonas». Portal Brasil. 16 de setembro de 2010 
  8. «ULBRA Manaus». TERRA. 14 de setembro de 2010 
  9. «UNIP Manaus». Portal da Educação Física. 14 de setembro de 2010 
  10. «Nilton Lins». Times del Brasil. 16 de setembro de 2010 
  11. «Serviços de saúde». cidades.ibge.gov.br. IBGE. 2015. Consultado em 17 de setembro de 2018 
  12. @Cidades (2009). «Serviços de Saúde 2009». Instituto Brasileiro de Geografia e Esatística (IBGE). Consultado em 27 de fevereiro de 2015 
  13. @Cidades (2009). «Serviços de Saúde 2009». Instituto Brasileiro de Geografia e Esatística (IBGE). Consultado em 27 de fevereiro de 2015 
  14. «Lista consolidada das Unidades de Saúde» (PDF). Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (SEMSA). Julho de 2014. Consultado em 27 de fevereiro de 2015 
  15. Portal ODM (2012). «4 - reduzir a mortalidade infantil». Consultado em 27 de fevereiro de 2015 
  16. Portal ODM. «1 - acabar com a fome e a miséria». Consultado em 27 de fevereiro de 2015 
  17. «Taxa de mortalidade infantil». IBGE. 2017. Consultado em 30 de outubro de 2019 
  18. «Manaus terá sistema de iluminação pública moderno e sustentável». Band News Difusora. 29 de agosto de 2020. Consultado em 18 de novembro de 2020 
  19. «Histórico». Amazonas Energia. Consultado em 30 de outubro de 2019 
  20. «Manaus é destaque nacional como cidade que mais investe em iluminação a LED». Prefeitura Municipal de Manaus. 28 de novembro de 2016. Consultado em 30 de outubro de 2019 
  21. «Iluminação Pública: Manaus, primeira capital com Iluminação 100% LED». LEDSTAR. Consultado em 18 de novembro de 2020 
  22. «A Cigás». Companhia de Gás do Amazonas (Cigás). Consultado em 30 de outubro de 2019 
  23. «Quem Somos». Águas de Manaus. Consultado em 30 de outubro de 2019 
  24. «Constituição Federal do Brasil». Planalto. 14 de setembro de 2010 
  25. «DDD de Manaus, Amazonas: DDD da cidade de Manaus». www.codigosddd.com.br. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  26. «Primeira rede 4G chega a Manaus». Amazonas. 4 de julho de 2013 
  27. «teleco.com.br». Teleco. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  28. Brasil, Portal (15 de agosto de 2019). «Conexão de fibra óptica Brasil-Venezuela amplia acesso à banda larga em Manaus». Portal Brasil. Consultado em 23 de dezembro de 2017 
  29. «Internet Dedicada | Live TIM». www.liveempresas.com. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  30. «Rede Amazônica – Nossa História é Com Você». Rede Amazônica. Consultado em 28 de fevereiro de 2015. Arquivado do original em 29 de julho de 2010 
  31. «MANAUS/AM - PORTAL BSD». www.portalbsd.com.br. Consultado em 17 de setembro de 2019 
  32. «Capital Manaus - Estatística Rádios AM/FM mais ouvidas Fevereiro/2017». Radios.com.br. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  33. "Mais de 180 anos de imprensa na Amazônia", Paulo Roberto Ferreira pp 2-10
  34. a b «Síntese histórica». Comando Militar da Amazônia. Consultado em 30 de outubro de 2019 
  35. a b c Perspectiva política. «Forças Armadas - As defensoras da Amazônia». Consultado em 15 de abril de 2010 
  36. «Frota de veículos». IBGE. Consultado em 30 de outubro de 2019 
  37. «Mapa da velocidade do trânsito agora em Manaus». Radar G1. Consultado em 30 de outubro de 2019 
  38. a b c «Instituto Municipal de Trânsito e Transporte estuda implantar ciclovias». Portal Amazônia. 14 de setembro de 2010 
  39. a b «IMTT estuda implantar novas ciclovias na cidade». Portal Amazônia. Consultado em 5 de agosto de 2010 
  40. «Parque dos Bilhares em Manaus é inaugurado com atrações musicais». Portal Amazônia. Consultado em 16 de setembro de 2010 
  41. «Ponta Negra vai ganhar ciclovia». CNB Manaus. Consultado em 16 de setembro de 2010 
  42. «Grupo pressiona pela construção de ciclovias em Manaus». Portal Amazônia. Consultado em 5 de agosto de 2010 
  43. a b «Apresentação». Porto de Manaus. Consultado em 30 de outubro de 2019 
  44. «Marinha fecha porto de Manaus». Estadão 
  45. «Manaus ganha voo direto para Orlando (EUA)». www.amazonas.am.gov.br. Consultado em 23 de setembro de 2019 
  46. «AEROPORTO DE MANAUS É ELEITO O MELHOR DO PAÍS». INFRAERO. 14 de fevereiro de 2019. Consultado em 23 de setembro de 2019 
  47. DAFIF. «Ponta Pelada» (em inglês). World Aero Data. Consultado em 3 de março de 2015 
  48. «Base Aérea de Manaus e 1º/9ºGAv completam 40 anos de apoio à Amazônia». www.aer.mil.br. Força Aérea Brasileira. 14 de abril de 2010. Consultado em 23 de setembro de 2019 
  49. «Aeroporto de Manaus é fechado após acidente com avião - Brasil». Estadão. Consultado em 23 de setembro de 2019 
  50. «História – Aeroclube do Amazonas». Consultado em 23 de setembro de 2019 
  51. «SWFN - Aeroporto FLORES». FlightMarket. Consultado em 3 de fevereiro de 2017 
  52. a b «Governo do Amazonas inaugura ponte Rio Negro, um marco para a integração da Região Metropolitana de Manaus». Governo do Estado do Amazonas. Consultado em 20 de outubro de 2019 
  53. «Ponte Rio Negro – SRMM/AM». Systra. Consultado em 20 de outubro de 2019 
  54. «FOTO: Maior ponte estaiada do Brasil em águas fluviais é inaugurada no Amazonas». GaúchaZH. Consultado em 20 de outubro de 2019 
  55. «Prefeitura assina contrato de autorização para transportes alternativo e executivo, em Manaus». G1. Consultado em 7 de fevereiro de 2019 
  56. «Kombis que faziam transporte clandestino são apreendidas em fiscalização». D24 AM. 13 de janeiro de 2015. Consultado em 2 de março de 2015 
  57. «Sem subsídios e incentivos fiscais, tarifa é reajustada para R$ 3,80». Prefeitura Municipal de Manaus. 21 de fevereiro de 2017. Consultado em 30 de outubro de 2019 
  58. «Prefeito questiona bilionária subvenção fiscal do Estado para empresas do transporte privado em detrimento do transporte público». Prefeitura Municipal de Manaus. Consultado em 20 de agosto de 2019 
  59. «Convencional». Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU). Consultado em 30 de outubro de 2019 
  60. «Terminais de Integração». Instituto Municipal de Mobilidade Urbana. Consultado em 30 de outubro de 2019 
  61. «Substituto do Expresso, BRS começa a funcionar neste sábado, em Manaus». G1 Amazonas. 8 de fevereiro de 2014. Consultado em 22 de janeiro de 2020 
  62. «Manaus inaugura obras para o transporte coletivo». Diário do Transporte. 27 de dezembro de 2020. Consultado em 2 de janeiro de 2021 
  63. Universidade Federal do Amazonas (UFAM); Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). «Alternativas de gerenciamento da mobilidade no campus da UFAM». Anpet. Consultado em 2 de março de 2015 
  64. «Sem planejamento, ruas secundárias viram caos em Manaus». Amazonas Em Tempo. 26 de outubro de 2014. Consultado em 2 de março de 2015 
  65. «Em Manaus, mais avenidas receberão a 'faixa azul' em março». A Crítica UOL. 26 de fevereiro de 2015. Consultado em 2 de março de 2015 
  66. «Passagem de Nível da Torquato Tapajós com a Max Teixeira será inaugurada na próxima terça-feira». Secretaria de Infra estrutura do Amazonas (SEINF). 23 de março de 2010. Consultado em 11 de junho de 2012 
  67. a b «Manaus - 10h: obras no 'viaduto do Coroado' causam lentidão no trânsito». G1 Amazonas. 20 de setembro de 2014. Consultado em 3 de março de 2015 
  68. Dantas, Marcos (1 de março de 2012). «Novo complexo viário do São José é inaugurado na Zona Leste de Manaus». G1. Consultado em 20 de agosto de 2019 
  69. «Avenida das Torres liberada com nome de ex-governador». D24 am. 30 de junho de 2010. Consultado em 3 de março de 2015. Arquivado do original em 2 de abril de 2015 
  70. «Em Manaus, prolongamento da Avenida das Torres, a Av. das Flores, é inaugurado». G1. 30 de novembro de 2018. Consultado em 30 de outubro de 2019 
  71. «Comissão de Transporte da Aleam apresenta projeto de metrô para Manaus». Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas. 23 de novembro de 2016. Consultado em 2 de janeiro de 2020 
  72. «Adrianópolis / Nossa Senhora das Graças (Vieiralves / Amazonense / Maceió)». Atlas Brasil. Consultado em 30 de outubro de 2019 
  73. «Chapada / Dom Pedro I ( Residencial Solar dos Franceses / Residencial Parque dos Franceses». Atlas Brasil. Consultado em 30 de outubro de 2019 
  74. «Parque Dez de Novembro». Atlas Brasil. Consultado em 30 de outubro de 2019 
  75. «Praça 14 de Janeiro». Atlas Brasil. Consultado em 30 de outubro de 2019 
  76. «Novo Israel». Atlas Brasil. Consultado em 30 de outubro de 2019 
  77. «Jorge Teixeira». Atlas Brasil. Consultado em 30 de outubro de 2019 
  78. «Manaus». Atlas Brasil. Consultado em 30 de outubro de 2019 
  79. a b c d «A problemática das invasões de terra que ocorrem em Manaus» (PDF). Consultado em 15 de abril de 2010 
  80. a b Mídia Independente. «As ocupações na cidade de Manaus e a Segregação Urbana». Consultado em 6 de agosto de 2010 
  81. «Áreas de invasões de terras em Manaus servem de 'abrigo' para crime organizado, diz juiz do AM». G1. Consultado em 30 de outubro de 2019 
  82. UDESC - Joinville. «Abertura - urbanização do Brasil». Consultado em 16 de setembro de 2010 
  83. Portal Amazônia. «Ministério do Meio Ambiente irá financiar o Corredor Ecológico do Mindu». Consultado em 16 de setembro de 2010 
  84. Portal Amazônia. «Manaus terá o primeiro corredor ecológico do País». Consultado em 16 de setembro de 2010 
  85. PortalAmazônia. «Institutos firmam compromissos de projetos para infraestrutura de Manaus» 
  86. «Japiim, bairro da zona sul de Manaus». PortalAmazônia.com. 6 de agosto de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]