Ingeborg da Dinamarca

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Ingeborg
Duquesa de Gotlândia Ocidental
Ingeborg em 1921
 
Cônjuge Carlos, Duque da Gotlândia Ocidental
Descendência Margarida da Suécia
Marta da Suécia
Astrid da Suécia
Carlos, Duque da Gotlândia Oriental
Casa Glücksburg (por nascimento)
Bernadotte (por caamento)
Nome completo
em dinamarquês: Ingeborg Charlotte Caroline Frederikke Louise
Nascimento 2 de agosto de 1878
Charlottenlund, Copenhaga, Dinamarca
Morte 11 de março de 1958 (79 anos)
Estocolmo, Suécia
Sepultamento Cemitério real do Parque de Haga, Solna, Estocolmo, Suécia
Pai Frederico VIII da Dinamarca
Mãe Luísa da Suécia

Ingeborg Carlota Carolina Frederica Luísa da Dinamarca (Copenhague, 2 de agosto de 1878 - Estocolmo, 11 de março de 1958) foi a segunda filha do rei Frederico VIII da Dinamarca e de sua consorte, a rainha Luísa. Foi avó materna do rei Haroldo V da Noruega, bem como bisavó do rei Filipe da Bélgica e do grão-duque Henrique de Luxemburgo.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

A princesa Ingeborg nasceu a 2 de Agosto de 1878 no Palácio de Charlottenlund, a norte de Copenhaga, sendo a segunda filha do príncipe-herdeiro Frederico da Dinamarca, filho mais velho do rei Cristiano IX. A sua mãe era a princesa Luísa da Suécia, filha única do rei Carlos XV da Suécia e IV da Noruega.

Casamento[editar | editar código-fonte]

Em 27 de agosto de 1897, com vinte e um anos, ela contraiu matrimônio com o príncipe Carlos, Duque da Gotlândia Ocidental, o terceiro filho do rei Óscar II da Suécia da rainha Sofia. Os dois passaram a sua lua-de-mel na Alemanha.

A mãe de Ingeborg era prima-irmã de Carlos. O casal instalou-se em Estocolmo e teve quatro filhos:

  1. A princesa Margarida da Suécia (1899-1977), esposa do príncipe Axel da Dinamarca.
  2. A princesa Marta da Suécia (1901-1954), esposa de Olavo V da Noruega.
  3. A princesa Astrid da Suécia (1905-1935), esposa de Leopoldo III da Bélgica.
  4. O príncipe Carlos, Duque da Gotlândia Oriental (1911-2003).

Em 1947, quando comemoraram mais um ano de casamento, o marido de Ingeborg admitiu que a união tinha sido completamente arranjada pelos seus pais, ao que Ingeborg acrescentouː "Casei-me com alguém que me era completamente estranhoǃ"[1]

O casamento foi muito bem-recebido porque Ingeborg era neta do rei Carlos XV da Suécia, que tinha sido muito popular no seu tempo, e também porque a princesa se tornou muito querida para os suecos. Foi dito que, de entre todas as princesas estrangeiras que se casaram com membros da família real sueca, ela era talvez a mais adequada para se tornar rainha-consorte,[2] e, ao longo de dez anos, quase que chegava a esse cargoː entre 1897 e 1907, a rainha Sofia raramente aparecia em público e a princesa-herdeira Vitória passava grande parte do tempo no estrangeiro por motivos de saúde, por isso era a princesa Ingeborg que recebia mais deveres públicos, acabando por desempenhar de forma não-oficial um papel que estava mais associado a uma rainha-consorte da Suécia. A percepção que deixou foi a de que cumpriu os seus deveres representativos com uma combinação de dignidade e simpatia natural, tendo atraído para si um circulo de amizades graças à sua personalidade.[3]

Ingeborg interessava-se por desporto, principalmente patinagem no gelo, e, durante a exposição automóvel de Estocolmo em 1913, Ingeborg e o príncipe-herdeiro, Gustavo, resolveram fazer uma viagem espontânea de carro até Escânia. Em 1908, acompanhou o príncipe Guilherme para o seu casamento com a grã-duquesa Maria Pavlovna na Rússia.

Vida familiar e política[editar | editar código-fonte]

Ingeborg com as suas filhas mais velhasː Margarida, Marta e Astrid.

Ingeborg vivia uma vida familiar harmoniosa e a sua família era conhecida como a "família feliz".[1] Os seus filhos foram educados de forma simples e aprenderam a realizar tarefas domésticas. Tinham mesmo um fogão verdadeiro na sua cabana de brincar no qual cozinhavam comida verdadeira. Ingeborg e Carlos viviam uma vida íntima de família com os seus filhos.

Ingeborg era admirada pela forma como lidou com as dificuldades económicas que a família viveu quando um banco no qual tinham investido faliu em 1922 e eles foram obrigados a vender a sua casa.[1] A princesa era retratada como um exemplo de esposa e mãe em muitas revistas e, durante vários anos, foi um dos membros mais populares da família real.

Ingeborg com o marido, o príncipe Carlos da Suécia.

Em 1905, a Assembleia Nacional da Noruega escolheu o príncipe Carlos, marido de Ingeborg, como o primeiro candidato a ocupar o trono da nação recém-independente. Entretanto, o príncipe recusou a indicação, por causa da oposição do seu pai, Óscar II, que era contra a independência desse país. O escolhido acabou sendo um irmão da princesa, também chamado Carlos, depois Haakon VII. O facto de Ingeborg ser parente das três casas reais da Escandinávia foi útil para ajudar a acalmar a tensão causada pela subida do seu irmão ao trono da Noruega. Em termos políticos, Ingeborg simpatizava mais com os liberais e não gostava dos conservadores, uma opinião que expressou durante uma crise governamental em 1918.[3] Odiava o governo conservador de Hammarsköljd e as suas políticas de 1914, criticou a imprensa conservadora e considerou que a demissão do governo liberal-socialista em 1918 foi um desastre, tendo, aparentemente, comentado o assunto com as palavrasː "Não pode acontecerǃ Não, não, nãoǃ"[1]

Durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1940-45, a princesa manifestou-se contra o partido Nazi tapando a janela da sua casa que tinha vista directa para a embaixada da Alemanha em Estocolmo.[3]

Morte[editar | editar código-fonte]

Ingeborg faleceu em Estocolmo, aos setenta e nove anos, sete anos depois de ter enviuvado. Foi testemunha também da morte de duas filhas: Astrid morreu em 1935, em um acidente de carro na Suíça, e Marta faleceu de câncer em 1954. Foi sepultada no cemitério real do Parque de Haga, na capital sueca.

Genealogia[editar | editar código-fonte]

Os antepassados de Ingeborg da Dinamarca em três gerações[4]
Ingeborg da Dinamarca Pai:
Frederico VIII da Dinamarca
Avô paterno:
Cristiano IX da Dinamarca
Bisavô paterno:
Frederico Guilherme, Duque de Schleswig-Holstein-Sonderburg-Glücksburg
Bisavó paterna:
Luísa Carolina de Hesse-Cassel
Avó paterna:
Luísa de Hesse-Cassel
Bisavô paterno:
Guilherme de Hesse-Cassel
Bisavó paterna:
Luísa Carlota da Dinamarca
Mãe:
Luísa da Suécia
Avô materno:
Carlos XV da Suécia
Bisavô materno:
Óscar I da Suécia
Bisavó materna:
Josefina de Leuchtenberg
Avó materna:
Luísa dos Países Baixos
Bisavô materno:
Frederico dos Países Baixos
Bisavó materna:
Luísa da Prússia (1808–1870)


Referências

  1. a b c d Elgklou, Lars. Familjen Bernadotte. En kunglig släktkrönika [S.l.: s.n.] 
  2. Skott, Staffan (1996). Alla dessa Bernadottar [S.l.: s.n.] 
  3. a b c Ingeborg C C F L, urn:sbl:11950, Svenskt biografiskt lexikon (art av Ragnar Amenius
  4. «- Person Page 10334». www.thepeerage.com. Consultado em 2016-02-26. 
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