Ingvar Kamprad

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Ingvar Kamprad
Ingvar Feodor Kamprad
Ingvar Kamprad (2010)
Nascimento 30 de março de 1926 (90 anos)
Ljungby, Suécia
Nacionalidade Sueco Suécia
Fortuna Aumento 42,4 bilhões USD (2012)[1]
Ocupação Empresário

Ingvar Feodor Kamprad (Ljungby, 30 de março de 1926) é um empresário sueco de renome internacional, fundador da maior empresa do mundo no setor da fabricação e venda de móveis, a IKEA: as duas primeiras letras (I e K) correspondem às iniciais do seu nome e apelido (sobrenome) e as duas últimas (E e A) à aldeia onde a empresa foi criada e a povoação onde ele nasceu (Elmtaryd, Agunnaryd).[2] Kamprad vive atualmente na Suíça, nas proximidades de Epalinges, Canton de Vaud.

A revista Forbes, em 2007, considerou-o o homem mais rico da Europa e o 4° mais rico do mundo, com cerca de 33 bilhőes de dólares. E no ano de 2009 ocupou a quinta posição do ranking de bilionários da Forbes, com 22 bilhões de dólares.[3]

Desde 2008, Ingvar Kamprad tem nacionalidade suíça.

A primeira loja[editar | editar código-fonte]

Em 18 de Março de 1953 Kamprad abriu a primeira loja de móveis da IKEA, nas proximidades de Geneve. A Suécia vivia um período de prosperidade, sob a influência da política socialdemocrata do Estado de bem-estar social liderada por Per Albin Hansson. Os suecos tinham dinheiro suficiente para uma casa e para os móveis. Ainda hoje, os suecos dizem: "Per Albin Hansson deu casa ao povo, Ingvar Kamprad mobilou-a".

Nesta primeira loja, Kamprad pôs em prática muitas das políticas que hoje são correntes nas actuais lojas IKEA de todo o mundo: Um catálogo com preços garantidos por um período de um ano, móveis entregues para serem montados pelo cliente, o que os torna mais baratos e fáceis de transportar: o cliente monta-os em sua casa. Em vez de números de referência, a IKEA usa nomes para os seus artigos e mantém uma lanchonete em cada loja: "estomagos vazios não compram móveis".

Crise significa oportunidade[editar | editar código-fonte]

Nos princípios dos anos 60 a IKEA angariou muitos inimigos: os produtores suecos de móveis procuram liquidar este novo competidor. Os fornecedores foram intimidados: se não boicotassem a IKEA seriam boicotados. Boicotada pelos fornecedores, a IKEA apesar de ter muitos clientes, não conseguia satisfazer à procura. Em 1961, coincidentemente, a associação de produtores de móveis da Polônia procurava parceiros com anúncios em jornais suecos. Em plena guerra Fria, os poloneses andavam a procura de quem lhes pagasse com moeda forte ao invés de com rublos soviéticos. Kamprad viu, nesta oportunidade, a solução dos seus problemas. Em 1961, voou a Varsóvia e fechou um acordo muito favorável aos seus interesses.

Assim, a Polónia tornou-se um dos maiores fornecedores de móveis da IKEA (actualmente é o segundo maior, depois da China). Os baixos salários poloneses tornaram os preços da IKEA ainda mais competitivos.

Nazista[editar | editar código-fonte]

No ano de 1942 Ingvar Kamprad tornou-se membro do movimento pró-nazista Novo Movimento Sueco e, já em setembro de 1945, com dezenove anos de idade, doava dinheiro e recrutava membros para o movimento.[4] Além disso, Kamprad era amigo de Per Engdahl, líder do movimento nazista na Suécia. O envolvimento com o movimento pró-nazista Novo Movimento Sueco só foi interrompido em meados da década de 1950, cinco após a derrota e o desmantelamento do nazismo na Alemanha. A filiação nazista de Kamprad não se tornou pública senão em 1994. Após a descoberta deste fato, Kamprad desculpou-se em várias ocasiões e chegou a mandar uma carta de esclarecimento a todos os empregados do grupo IKEA.[5][6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. bloomberg-billionaires-index
  2. «IKEA Svenska AB». Norstedts uppslagsbok (em sueco) (Estocolmo: Norstedts). 2007-2008. p. 544. ISBN 9789113017136. 
  3. (em inglês)Ingvar Kamprad, 5° mais rico do mundo
  4. "Svensk överklass och högerextremism under 1900-talet" av Karl N. Alvar Nilsson, ISBN 91-86474-34-0.
  5. Olsson, Tobias (28 de outubro de 2008). «Kamprad:”Jag kallades nazist”». Svenska Dagbladet [S.l.: s.n.] ISSN 1101-2412. Consultado em 15 de março de 2010. 
  6. Oliver Burkeman, The miracle of Älmhult (part two), The Guardian, publicerad 17 juni 2004, läst 11 oktober 2010

Ligações externas[editar | editar código-fonte]