Inhambane (cidade)

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Mercado central de Inhambane

Inhambane, também conhecida com terra da boa gente, é a cidade capital da província moçambicana do mesmo nome.

A cidade de Inhambane está localizada na costa ocidental de uma península que limita a baía de Inhambane. Em frente, na margem oeste desta baía encontra-se a cidade da Maxixe. A costa oriental da península é uma extensa linha de praias no Oceano Índico, que são destino turístico preferencial de muitos moçambicanos e estrangeiros, encontrando-se nesta cidade a Faculdade de Hotelaria e Turismo da Universidade Eduardo Mondlane.

De acordo com o censo da população de 2017 tem uma população de 79 724 habitantes.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Inhambane foi fundada por mercadores suaíles, tendo sido visitada pelos portugueses pela primeira vez em Janeiro de 1498, quando a armada de Vasco da Gama aí aportou para se abastecer e, pelo bom acolhimento da população, chamou-lhe “Terra da Boa Gente”. Os portugueses construíram uma feitoria fortificada em 1546, mas apenas foi definitivamente ocupada por Portugal em 1731. Em 1763, com a construção do Forte de Nossa da Conceição, recebeu o estatuto de vila e sede de concelho. Foi atacada por franceses e holandeses, tendo sido saqueada em 1796 por piratas franceses da ilha da Reunião.

Foi elevada à categoria de cidade a 12 de Agosto de 1956.

Administrativamente, a cidade é um município, com um governo local eleito; e é também, desde Dezembro de 2013, um distrito, uma unidade local do governo central, dirigido por um administrador.[2] Após a independência de Moçambique, o primeiro presidente do Conselho Municipal de Inhambane foi Albino Francisco, sendo sucedido por Vitorino Manuel Macuvel, eleito em 1998,[3] sucedido em 2003 por Lourenço A. da Silva Macul que foi reeleito para o cargo em 2008. Benedito Eduardo Guimino é o actual edil da cidade de Inhambane.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Província de Inhambane - Indicadores Socio-Demográficos Distritais
  2. Lei nº 26/2013, publicada no Boletim da República nº 101, I Série, de 18 de Dezembro de 2013, pág. 1059-1061 (3)
  3. Resumo do Processo de Votação.[ligação inativa]