Inhambu-anhangá

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Crypturellus variegatus1.jpg

Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Tinamiformes
Família: Tinamidae
Género: Crypturellus
Espécie: C. variegatus
Nome binomial
Crypturellus variegatus
(Gmelin, 1789)

Crypturellus variegatus, popularmente inhambu-anhangá[1][2], chorão ou chororão (também conhecido no sudeste e nordeste do Brasil - Espírito Santo, Rio de Janeiro e Bahia - como inhambu-codorna, inhambu-relógio e inhambu-onça) é uma ave tinamiforme brasileira, também de ocorrência amazônica.

É uma ave cinegética, sendo atraída e caçada com o uso de pio de madeira apropriado, no período entre setembro e novembro. Sua presença no sudeste do Brasil comprova o fato da floresta amazônica haver se estendido até contato com a floresta atlântica, havendo posteriormente recuado, com o surgimento do cerrado brasileiro, e deixando uma população isolada desses tinamídeos, cujos exemplares apresentam porte levemente maior e vocalização um pouco diferenciada.

Reprodução[editar | editar código-fonte]

Tem uma estratégia reprodutiva peculiar. Em observações conduzidas pelo ornitólogo José Carlos Reis de Magalhães, constatou-se que a relação de sexos é de quatro machos para uma fêmea e o processo reprodutivo consiste, inicialmente, na definição territorial de uma fêmea que fica cantando insistentemente nesse território até atrair um macho que, se aceito, com ela se acasala e a fecunda. A fêmea bota um só ovo e sobre ele o macho imediatamente se deita para incubá-lo. A fêmea nada mais tem a ver com esse cenário, abandonando-o em seguida. Procura e se apropria de outro território, novamente anuncia sua presença e disposição para reproduzir, por repetidas vocalizações, atrai um segundo macho, com ele se acasala e copula, põe um ovo rosado, que será chocado por esse segundo macho. O procedimento se repete com três ou quatro machos.

Referências gerais[editar | editar código-fonte]

  • Massarioli, Marcos, 2003 UNIABC-SP. Tinamiformes do Brasil. Artigo científico.

Referências