Insensibilidade congênita à dor

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Analgesia Congênita
Especialidade neurologia
Classificação e recursos externos
OMIM 243000
DiseasesDB 31214
MeSH D000699
A Wikipédia não é um consultório médico. Leia o aviso médico 

Insensibilidade congênita à dor ou Analgesia congênita é uma condição rara na qual uma criança não tem possibilidade de sentir a dor física.[1] Não há nenhuma anormalidade física detectável. Estas crianças sofrem frequentemente seja danos na cavidade oral e em torno da cavidade oral (por mordidas na ponta da língua)[2] ou seja por fraturas ósseas. As infecções e os danos corneais podem estar presentes também. Porque a criança não pode sentir a dor, não há ajuda, tendo assim um risco mais elevado que as doenças se tornem mais severas.

Em algumas pessoas com esta doença, pode haver um retardamento mental ligeiro, assim como um reflexo corneal danificado.

A produção aumentada das endorfinas no cérebro pode ser um dos motivos desta condição,no entanto, essa é uma hipótese pouco provável, que vem sendo descartada em novas pesquisas. Se o problema fosse realmente gerado por uma produção exagerada de endorfina, bastaria dar naloxona (uma substância que bloqueia a endorfina e outros anestésicos, como heroína e morfina), para anular os efeitos da endorfina em excesso.

Estudos mais recentes concluíram que o problema é genético, atacando homens e mulheres na mesma proporção. Ainda segundo as novas pesquisas, o mal surge devido a mutações em um gene, que acabam por afetar o Nav1.7,uma espécie de canal eletroquímico que liga os chamados nervos periféricos ao sistema nervoso central. Desta maneira, embora o "sinal de dor" seja emitido, não chega ao cérebro. Essa condição é de alto risco, uma vez que o objetivo dar dor é dar um aviso ao organismo de que algo está errado.

A média de vida das pessoas vítimas desta condição é de aproximadamente 20 anos.


.[carece de fontes?]

Indiferença congenital da dor[editar | editar código-fonte]

  • a indiferença à dor significa que o paciente pode perceber o estímulo doloroso, mas falta uma resposta apropriada: não reagem ou recuam quando expostos à dor.

Causas[editar | editar código-fonte]

Em alguns casos, o transtorno pode estar relacionado ao Canal de Sódio, pessoas com tais mutações podem apresentar insensibilidade a dor.[3]

Lepra, uma doença infecciosa, pode causar a destruição progressiva dos nervos; a doença pode ser transmitida aos descendentes, às vezes permanecendo dormente, exceto nervos que foram danificados. Isto pode descrever e imitar o cenário de doenças hereditárias.

Tipos de Insensibilidade a Dor[editar | editar código-fonte]

Existe atualmente dois tipos de insensibilidade a dor:

  • Insensibilidade significa que o estimulo de dor não é nem mesmo percebido; o paciente não pode descrever a intensidade da dor.

Incidência[editar | editar código-fonte]

O transtorno é primariamente encontrado em sociedades homogêneas. Por exemplo, pode ser encontrada em Vittangi, um vilarejo no Kiruna Municipality no norte da Suécia, onde quase 40 casos foram reportados.[4]

Também, Ashkenazi, judeus mostraram serem mais propensos à doença, embora permaneça incomum. [carece de fontes?]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Americano que não sente dor conta como passou infância de gesso
  2. Homem sem dor que mastigou parte da língua é alvo de estudo
  3. K, Karbani G, Jafri H, Mannan J, Raashid Y, Al-Gazali L, Hamamy H, Valente EM, Gorman S, Williams R, McHale DP, Wood JN, Gribble FM, Woods CG (2006). «An SCN9A channelopathy causes congenital inability to experience pain». Nature. 444 (7121): 894–8. PMID 17167479. doi:10.1038/nature05413 
  4. Minde J (2006). «Norrbottnian congenital insensitivity to pain». Acta orthopaedica. Supplementum. 77 (321): 2–32. PMID 16768023 
Ícone de esboço Este artigo sobre Medicina é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.