Instalação elétrica

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Em engenharia elétrica, uma instalação elétrica é um equipamento que permite a transferência da energia elétrica proveniente de uma fonte geradora de energia (como um gerador ou uma usina hidrelétrica), sua transformação e seus pontos de utilização (como a tomada, um interruptor ou a lâmpada fluorescente).[1]

A instalação elétrica envolve as etapas do projeto e da implementação física das ligações elétricas, que garantirão o fornecimento de energia em determinado local.[1]

Constituição[editar | editar código-fonte]

Segundo RSIUEE (regulamento de segurança de instalações de utilização de energia elétrica), define-se canalização elétrica ao conjunto constituído por um ou mais condutores elétricos, pelos elementos que asseguram o seu isolamento elétrico, as suas proteções mecânicas, químicas, elétricas e a sua fixação devidamente agrupados e com aparelhos de ligação comuns.

Classificação[editar | editar código-fonte]

As instalações elétricas podem ser:

  • Instalação em tensão reduzida ou extrabaixa tensão.
  • Instalação em baixa tensão (BT).
  • Instalação em alta tensão (AT).

Podemos ter ainda instalações:

Definições[editar | editar código-fonte]

Define-se instalação de tensão reduzida, como a instalação cuja tensão nominal não excede 75V em corrente contínua ou 50V em corrente alternada.

Instalação de baixa tensão é definida como a instalação cuja tensão nominal não excede 1500V em corrente contínua, ou 1000V em corrente alternada.

Instalação de alta tensão, é a instalação cuja tensão excede os valores definidos para baixa tensão, podendo atingir várias centenas de kV. Na prática costuma chamar-se média tensão aos valores entre 1500 V e 10.000V a 20.000 V em corrente alternada (AC).


Rede de distribuição[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Rede de Distribuição

As instalações em baixa tensão, podem ser subdivididas em:

  • instalação coletiva de edifícios, que é a instalação comum para todas a divisórias de um edifício.
  • Instalação de utilização de energia elétrica, que é a instalação individual, de cada consumidor do edifício.

A energia chega à cada edifício através da rede de distribuição.

Instalação coletiva[editar | editar código-fonte]

A instalação coletiva, é a instalação estabelecida em regra no interior de um edifício, com a finalidade de servir instalações de utilização exploradas por entidades diferentes, constituída por quadro de colunas, colunas, caixas de colunas, que tem início numa ou mais portinholas ou no próprio quadro de colunas.

Quadro de colunas, é o quadro onde se encontram os aparelhos de proteção contra sobreintensidades, alimentado por um ramal, uma chegada ou uma portinhola.

Coluna principal, ou simplesmente coluna, também chamado de montante, é a canalização elétrica coletiva, que tem início num quadro de colunas.

Coluna derivada , é a canalização elétrica coletiva, que tem início numa caixa de coluna.

Caixa de colunas é o quadro existente numa coluna principal ou derivada, para ligação de entradas ou colunas derivadas, contendo ou não respectivos aparelhos de proteção contra sobreintensidades.

Entrada, é a canalização elétrica de baixa tensão, geralmente compreendida entre uma caixa de coluna ou um quadro de coluna, dando origem à instalação de utilização.

Origem, é o ponto pelo qual uma instalação de utilização recebe a energia elétrica.

Instalação de utilização[editar | editar código-fonte]

A instalação de utilização de energia elétrica, é a instalação destinada a permitir aos seus utilizadores a aplicação de energia elétrica pela sua transformação noutras formas de energia.

A instalação de utilização tem início no quadro de entrada do andar respectivo, e termina em cada um dos pontos de utilização dos receptores.

Esta instalação é constituída por:

Os órgãos de proteção e o contador, ficam instalados no quadro de entrada, o qual fica localizado normalmente junto à entrada do andar que serve.

Fazem parte da instalação de utilização, não só a instalação de baixa tensão, mas também a tensão reduzida, onde fazem parte o sistema de sinalização e telefones.

Aspectos a ter em conta na concepção de uma instalação[editar | editar código-fonte]

Quando se concebe uma determinada instalação elétrica, deve-se ter sempre presente alguns aspectos que irão condicionar o tipo de instalação a montar. Em seguida, estão os principais factores condicionantes de uma instalação:

  • Características dos locais de instalação.
  • Segurança das pessoas e equipamentos.
  • Eficiência da instalação.
  • Custos dos materiais.
  • Estética da instalação.

Características dos locais de instalação[editar | editar código-fonte]

As instalações elétricas, destinam-se à fins diferentes. Assim, poderá destinar-se à uma residência (local seco), num armazém (local húmido e molhado), ou num laboratório de manipulação de produtos químicos (ambiente corrosivo).

Estes factores, impõem uma escolha criteriosa do material e tipos de canalização para evitar a deterioração na instalação.

Segurança das pessoas e equipamentos[editar | editar código-fonte]

Neste contexto, existem duas definições importantes: parte activa de um material ou aparelho e massas. A primeira é constituída pelos condutores activos e peças condutoras de um material ou aparelho sob tensão em serviço normal. A segunda é constituída por qualquer elemento metálico susceptível de ser tocado, em regra isolado das partes activas, mas podendo ficar acidentalmente sob tensão.

Um dos aspectos a ter conta ao conceber uma instalação, é a segurança das pessoas e equipamentos.[2]

A segurança dos equipamentos é essencialmente com fusíveis e disjuntores, protegendo a instalação dos seguintes defeitos:

Curto-circuito, é definido como ocorrência de um defeito na instalação, em que por qualquer motivo houve um contacto entre condutor positivo e condutor negativo (em CC), ou entre condutores fase e neutro, ou ainda entre duas ou mais fases diferentes (em CA).

A corrente de curto-circuito atinge instântaneamente valores muito elevado. Os defeitos desta ocorrência são altamente destruidores, se não existir na instalação um elemento que corte esta corrente rápidamente.

Define-se a sobrecarga, como o aumento da corrente, não muito elevado em relação ao valor nominal da instalação ou do receptor.

Se por qualquer defeito numa instalação ou num receptor, a intensidade ultrapassar o valor nominal durante um período de tempo excessivo, deve haver um aparelho de proteção que corte esta corrente, de forma a evitar a destruição da instalação. Esta tarefa, é normalmente desempenhada por disjuntores termomagnéticos, que actuam por dilatação de lâminas bimetálicas.

Sobretensão, é definida como aumento da tensão, acima do valor nominal.

Quando a sobretensão é forte e prolongado, devem ser acionados os mecanismos que cortem a alimentação da instalação, para evitar inconveniêntes provocados por esta ocorrência.

A sobretensão pode ter duas causas: externa ou interna. A de origem externa tem a provocada pela queda de ráios nas linhas.

As sobretensões de origem interna, são provocados por cortes bruscos de grande número de consumidores, por defeito ou em período de paragem da eleboração por defeito de isolamento com uma instalação de tensão mais elevada, ou ainda por manobras erradas nas subestações, ou pelas chamadas ressonância nas linhas. Estas ocorrências transmitem-se até ao consumidor.

A falta de tensão nas instalações pode também originar vários consequências. Esta acção é feita automáticamente através de relés de mínima tensão ou de falta de tensão.

A subtensão é o abaixamento mais ou menos acentuado do valor da tensão elétrica. De forma a evitar os danos causados pela flutuação da tensão, o governo impõe ao distribuidor que a tensão fornecida ao consumidor não oscile para além de mais ou menos 5%.[3] [4] [5] [6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b André Augusto Ferreira; Adriana Scheffer Quintela Ferreira (2003). «Instalações elétricas». Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Unicamp. Consultado em 26 de setembro de 2006. 
  2. RTIEBT - regras técnicas de instalações elétricas de baixa tensão.
  3. MATIAS, J.V.C. - Tecnologias de Eletricidade. 10° Ano. Lisboa. Didática Editora. Unidade II - Instalações elétricas.
  4. ROLDAN, J. - Manual do Montador Electricista. Lisboa. Plátano Editora. Consultado em 2013.
  5. PINTO, A. e ALVES, V. - Práticas Oficinais e Laboratoriais. 10° Ano. Porto. Porto Editora. Consultado em 2013.
  6. RSIUEE - regulamento de segurança de instalações de utilização de energia elétrica.
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