Instituto Butantan

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Instituto Butantan

Instituto Butantan
Organização
Natureza jurídica Centro de pesquisa
Atribuições Pesquisas e estudos biológicos e fabricação de soros, biofármacos e vacinas
Dependência Governo do Estado de São Paulo
Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
Chefia Dimas Tadeu Covas, Diretor
Localização
Jurisdição territorial  São Paulo
Sede São Paulo
Histórico
Antecessor Instituto Serumtherápico
Criação 23 de fevereiro de 1901
Sítio na internet
Site oficial

O Instituto Butantan (ou Butantã[1]) é um destacado centro de pesquisa biológica localizado no bairro do Butantã, na zona oeste cidade de São Paulo. É uma instituição pública estadual, ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo desde sua fundação. Sendo o primeiro Instituto nacional a obter certificação de Boas Práticas de Fabricação em toda sua linha de produção[2].

Fundado em 23 de fevereiro de 1901, sendo responsável por 51% da produção de vacinas e 56% de soros para uso profilático e de curativos no Brasil[3]. É também um importante ponto turístico, contando com um parque e quatro museus (Museu Biológico do Instituto Butantan, Histórico, de Microbiologia e o Museu de Saúde Pública Emílio Ribas, depositário de um dos mais importantes acervos documentais da saúde do Brasil, localizado na Rua Tenente Pena, nº 100, no bairro do Bom Retiro). Além disso o Butantan conta com o Hospital Vital Brazil, referência no atendimento de acidentes causados por animais peçonhentos, uma biblioteca, um serpentário, unidades de produção de soros, vacinas e biofármacos.

Atualmente o Instituto possui estudos e pesquisas relacionados a saúde pública (diretos ou indiretos), em segmentos da Biologia, Biomedicina, Biotecnologia e Farmacologia. Juntamente executa missões cientificas por intermédio da Organização Mundial e Panamericana de Saúde, Unicef e ONU.

O instituto realiza cerca de 150 mil visitas anuais, sendo localizado dentro de um parque que contém um total de 80 hectares de área verde.[4]

No instituto tem um total de quatro museus, sendo eles os museus Histórico, Biológico, Microbiologia e o de Saúde Pública. [5]

História[editar | editar código-fonte]

Museu de rua do Instituto Butantan

O Instituto Butantan surgiu em 1898[6] (final do século XIX) projetado para combater um surto de peste bubônica que se propagava no porto de Santos em 1899, levou o governo a adquirir a Fazenda Butantan para instalar um laboratório de produção de soro antipestoso, vinculado ao Instituto Bacteriológico (atual Instituto Adolfo Lutz). Esse laboratório foi reconhecido como instituição autônoma em fevereiro de 1901, sob a denominação de Instituto Serumtherápico, tendo como primeiro diretor, o médico sanitarista Vital Brazil. O nome Butantan, segundo etimologistas, é originário do tupi e quer dizer "terra dura dura", formando o superlativo a partir da duplicação do adjetivo. A comunidade dos funcionários mantém a tradição do nome, grafando-o com o "n" final, mesmo destoando do bairro, originado no entorno do instituto, que, seguindo decreto do governo municipal de São Paulo, é grafado com til (Butantã). Por outro lado, o nome do seu fundador é grafado com "z", como era escrito o nome do país na época (Vital Brazil).

A história do Instituto Butantan confunde-se com a história da modernização do Estado de São Paulo. Seu surgimento deveu-se a uma epidemia de peste bubônica no Porto de Santos[6]. Temerário que a doença atingisse a capital do Estado, o governo convocou o Instituto Bacteriológico para tentar resolver o problema.

A fazenda Butantan foi desapropriada pelo Presidente de São Paulo Coronel Fernando Prestes de Albuquerque que iniciou as obras do Instituto.

Seu diretor, Adolfo Lutz, mandou para essa cidade o assistente Vital Brazil. Em pouco tempo ele diagnosticou a doença e, em conjunto com o médico Osvaldo Cruz, criou um plano para controlá-la. De volta à capital, Vital Brazil foi encarregado de um serviço contra a peste no Instituto Bacteriológico. No ano seguinte esse serviço transformou-se em instituição autônoma, então denominada "Instituto Serumtherapico do Estado de São Paulo", que, posteriormente, transformou-se no atual Instituto Butantan, que ajudou a debelar a peste. Ao longo dos anos, Vital Brazil investiu na ampliação das atividades do instituto, passando a desenvolver paralelamente pesquisas referentes a soros e vacinas, não demorou muito para que seu método inovador chamasse atenção da comunidade internacional, e ja na primeira década do séc. XX a instituição tinha sua importância reconhecida fora do Brasil.

Em 1914, veio o grande passo rumo ao progresso do instituto, foi inaugurado o Prédio Central, futuramente batizado de "Edifício Vital Brazil". Nesse edifício foi possível alocar setores de pesquisa e produção, possibilitando o instituto uma expansão de contribuições para a saúde pública e também um aprimoramento maior em suas atividades.[3]

Serpentário do Instituto Butantan

Entretanto, devido principalmente à expansão da cafeicultura, os trabalhadores rurais (na maior parte imigrantes) viam-se frequentemente submetidos a acidentes ofídicos. As serpentes venenosas transformavam-se em um grande problema que, juntamente com a peste bubônica, atentava contra o desenvolvimento paulista.

Vital Brazil, a par de toda essa problemática, concomitantemente aos estudos sobre a peste, iniciou as suas pesquisas sobre o ofidismo, tema então pouquíssimo conhecido. O extenso trabalho que desenvolveu pesquisando esse assunto fez com que o Butantan rapidamente se especializasse no conhecimento herpetológico, bem como na produção de soros anti-ofídicos, tornando-se uma entidade ímpar em todo o mundo. Vital Brasil, inclusive, tem a primazia na demonstração da especificidade dos soros antiofídicos. Um soro específico para uma serpente venenosa europeia, por exemplo uma víbora (Vipera), é ineficiente para uma jararaca (Bothrops) sul-americana. Em viagens que fez, principalmente para os Estados Unidos, demonstrando a eficácia do soro antiofídico, a fama de Vital Brazil correu mundo. Durante vários anos, entretanto, o Instituto Butantan funcionou em toscas dependências, contando com um corpo de funcionários bastante exíguo. Mesmo assim, de seus laboratórios brotaram importantes pesquisas no campo da herpetologia, microbiologia e imunologia, reconhecidas internacionalmente. A partir de 1914, com a construção da nova sede e a paulatina ampliação de seu orçamento, o Butantan começou a se consolidar como a mais importante instituição de pesquisa biomédica do Estado de São Paulo, e uma das maiores do Brasil.

A partir do final de 2009, o instituto passou a auxiliar no combate à gripe H1N1, sendo o órgão publico responsável pela produção da vacina a partir de amostras fornecidas pelo laboratório francês Sanofi Pasteur.[7]

Irregularidades[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2009, o Instituto Butantan foi alvo de investigação pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, após denúncias do Conselho de Controle de Atividades Financeiras indicarem que funcionários do instituto teriam desviado, desde 2007, ao menos 30 milhões de reais de verbas repassadas pelo Ministério da Saúde para a produção de soros e vacinas. Segundo a promotoria, havia indícios de que os responsáveis pela fundação teriam se beneficiado do esquema.[8]

Mais tarde, constatou-se que o dinheiro teria sido desviado ao longo de cinco anos por funcionários do segundo escalão da fundação. O resultado da investigação foi a demissão de sete pessoas.[9] O presidente da Fundação Butantan, Isaías Raw, se afastou do cargo e foi substituído interinamente por Erney Plessman de Camargo.[10] Segundo apuração da promotoria, Raw desconhecia o desvio nem se beneficiou dele.[9]

Incêndio[editar | editar código-fonte]

Em 15 de maio de 2010, um incêndio atingiu o Prédio das Coleções[11] às 7h30, tendo sido controlado por volta das 19h30.[12] Havia indícios de que o incêndio teria destruído mais de 70 mil espécimes de serpentes, além de mais de 450 mil espécimes de artrópodes, entre escorpiões, opiliões, miriápodes e aranhas que estavam conservadas em solução de álcool 70% ou a seco. A coleção, referência para descrição de espécies e utilizada para pesquisas científicas, era a maior do Brasil[13] e a maior coleção do mundo desses animais para uma região tropical[6]. O material coletado em mais de 100 anos foi perdido,[14][15] mas, após a perícia e análise dos cientistas, acredita-se que 5% do acervo poderá ser recuperada.[16][17]

Quando ocorreu o incêndio, outras fontes apontaram cerca 85 mil espécimes de serpentes destruídas e o equivalente a 500 mil espécimes, sendo 450 mil de aracnídeos, das quais vários milhares ainda não tinham sido descritas pelos cientistas.[6] Em relação à Coleção de serpentes, que contava com 77 mil espécimes de cobras, considerada a maior coleção do mundo[15], 7 mil ainda aguardavam catalogação.[18] A parte do prédio que foi mais destruída pelo incêndio não contava com animais vivos.[19]

O especialista em répteis e anfíbios (herpetólogo) do Departamento de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), Miguel Trefaut Rodrigues, relatou que o incêndio foi um desastre de proporções incalculáveis e cujos danos indicam a perda de um patrimônio insubstituível da história biológica brasileira.[6] Alguns exemplares representavam a primeira identificação feita na natureza[15] e viabilizavam o estudo de filogenia.[20]

O prédio mais atingido pelas chamas, construído no final da década de 1970 e reformado há 10 anos, não tinha um sistema de proteção contra incêndios. Um projeto de 700 mil reais havia sido enviado à FAPESP pelo curador Francisco Luis Franco para a instalação de um sistema anti-incêndio.[15] A FAPESP, entretanto, aponta que já teria destinado quase R$ 1 milhão, entre 2007 e 2008, para o Butantan reforçar sua infra-estrutura, mas que nenhuma parte desses recursos teria sido utilizada para prevenção de incêndios.[16] O diretor-geral do Instituto Butantan na época, Otávio Mercadante, disse, ao jornal Folha de S. Paulo, que não faltou dinheiro e que o prédio atingido era seguro, pois recebia manutenção periódica.[16]

Parceria contra o Zika Vírus[editar | editar código-fonte]

Em 2016, o instituto fechou uma parceria com o Governo dos Estados Unidos e com a OMS para começar o desenvolvimento da vacina contra o Vírus da Zika, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. A previsão é que no primeiro semestre de 2017 seja possível a realização de testes em seres humanos.[21]

Os valores deste convênio giram em torno de US$ 3 milhões (cerca de R$ 44,1 milhões), bancado pela Autoridade de Desenvolvimento e Pesquisa Biomédica Avançada (Barda, na sigla em inglês), órgão do Ministério da Saúde americano para as pesquisas de uma vacina da Zika com o vírus inativado. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, os recursos serão investidos em equipamentos e insumos para o desenvolvimento da vacina contra a doença e a cooperação técnica entre os especialistas em vacinas da Barda e os pesquisadores do instituto.

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

O instituto está localizado ao lado da USP ( Universidade de São Paulo), em um jardim privilegiado com vários prédios de época e estilos diferentes, em que um deles foi inaugurado em 2013, após o incêndio de 2010. Além disso existem três museus que ficam abertos ao público o Museu Biológico, que é o mais antigo; o Museu histórico, instalado na antiga cachoeira onde o importante médico e pesquisador Vital Brazil, realizou a produção das primeiras ampolas de soro para combater a peste bubônica e o Museu de Microbiologia.[22]

O Museu de Microbiologia foi desenhado pelo arquiteto Márcio Kogan, que acabou sendo limitado pela antiga construção, o que não prejudicou a obra, sendo premiada mais de uma vez pelo IAB-SP ( Instituto Dos Arquitetos o Brasil) e pela Asbea. Ela possui três espaços principais o auditório, local onde são projetados vídeos sobre microbiologia, o de exposições permanentes como modelos tridimensionais de protozoários, vírus e bactérias e o laboratório, coração do museu.[23]

Produção[editar | editar código-fonte]

A produção de imunobiológicos voltados para a saúde pública pelo Instituto Butantan iniciou-se em 1901. Desde então, atua próximo ao Ministério da Saúde para a sua distribuição pelo território brasileiro, integrando o Plano Nacional de Imunização (PNI). [24]

Soros[editar | editar código-fonte]

O Instituto Butantan é especializado na produção de 13 tipos de soro heterólogo que tratam de intoxicações causadas por venenos de animais, toxinas ou infecções por vírus. Com capacidade de produção de até um milhão de ampolas de soro por ano, o Instituto Butantan as distribui para toda a extensão do país, auxiliando no tratamento de envenenamentos por animais peçonhentos ao longo dos últimos cem anos.

Seu sistema de produção do soro tornou-se referência internacional. Nele, são utilizados cerca de 800 cavalos imunizados com antígenos específicos preparados em um laboratório de ponta com venenos de serpentes, aranhas, escorpiões e lagartas[25] .

São eles:

  • Soro antiaracnídico (Loxosceles, Phoneutria e Tityus)
  • Soro antibotrópico (pentavaente)
  • Soro antibotrópico (pentavaente) e anticrtálico
  • Soro antibotrópico (pentavaente) e antilaquético
  • Soro antibotulínico AB (bivalente)
  • Soro antibotulínico E
  • Soro anticrotálico
  • Soro antidiftérico
  • Soro antiepídico (bivalente)
  • Soro antiescorpiônico
  • Soro antilonômico
  • Soro antirrábico
  • Soro antitetânico

Vacinas[editar | editar código-fonte]

O Instituto Butantan também é reconhecido por sua produção de vacinas[26] . Diferente do soro, a vacina atua na prevenção de doenças, estimulando a produção de anticorpos, e não como imunização passiva. [27] As vacinas mais recentes no calendário nacional de vacinação - Hepatite A, HPV e dTpa - são frutos de acordos de transferência de tecnologia de parceiros privados com o Instituto Butantan e Ministério da Saúde.

O Instituto Butantan produz:

  • Vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (DTP)
  • Vacina adsorvida diftéria e tétano adulto (dT)
  • Vacina adsorvida diftéria e tétano infantil (DT)
  • Vacina adsorvida hepatite B (recombinante)
  • Vacina influenza sazonal trivalente (fragmentada e inativada)
  • Vacina raiva inativada (VR/VERO)

Fábrica inoperante[editar | editar código-fonte]

Após investimento de R$ 240 milhões, a fábrica de derivados de sangue, implantada em 2008, nunca produziu vacinas e medicamentos, constatados por institutos fiscalizadores do Estado de São Paulo em 2017[28][29].

Hospital Vital Brazil[editar | editar código-fonte]

O Hospital Vital Brazil que esta estabelecido dentro do Instituto Butantan existe desde 1945, possuindo especializações em pesquisas e tratamentos relacionados a pacientes que sofreram picadas ou acidentes com  algum tipo de animal peçonhento, como aranhas e escorpiões. Atendendo mais de cem mil pessoas, ele  funciona 24 horas por dia durante os 7 dias da semana, o hospital tem o objetivo de minimizar os acidentes humanos com os animais e mitigar os riscos de vida oferecendo tratamentos para os mais diversos tipos de traumas contraídos.[30]

O hospital proporciona uma equipe formada de médicos, enfermeiros e estágios voluntários.Junto com a parte que esta vinculada com a saúde, o Instituto Butantan possui a Farmacovigilância, que proporciona medicamentos como soros e vacinas.[31]

Cultura[editar | editar código-fonte]

O Centro de Desenvolvimento Cultural é um setor do Instituto Butantan que cuida dos assuntos relacionados as atividades culturais do Instituto. Essa área projeta sua divulgação a partir de pesquisas realizadas em Educação, Museologia, e História da Ciência e da Saúde.

É por meio do Centro de Cultura do Butantan que os projetos estruturados e todo material científico gerado pela Instituição é levado ao conhecimento da população. Ficam disponíveis para consulta e pesquisa no Núcleo de Documentação, na Biblioteca, nas atividades de educação e divulgação e também nos museus.[3]

Em paralelo aos Museus, o centro de Desenvolvimento Cultural do Instituto Butantan organiza três exposições:

- Exposição Butantan Itinerante (cujo acervo é apresentado em instituições, escolas e eventos)

- Exposição Parada Butantan (apresentada na Estação Ciência da USP)

- Exposição permanente no projeto Sabina Escola Parque do Conhecimento (Santo André/SP)

Museus[editar | editar código-fonte]

O Instituto Butantan apresenta quatro museus focados em diferentes áreas da ciência:

Museu Biológico[editar | editar código-fonte]

O Museu Biológico do Instituto Butantan, que funciona desde 1966[32], foi o primeiro museu a receber visitantes. Construído na antiga cocheira de imunização do edifício construído na década de 1920. O local abriga cerca de 100 espécies de animais vivos pertencentes a fauna brasileira, dos mais comuns aos mais exóticos, o objetivo é mostrar esses animais normalmente considerados assustadores ou nojentos em seu ambiente natural ressaltando a importância dos diferentes organismos na manutenção do ecossistema brasileiro.[33]

Horário de Funcionamento é das 9h ás 16h45 de terça-feira a domingo.

Museu de Microbiologia[editar | editar código-fonte]

Criado pelo professor Isaías Raw e construido com auxilio da FAPESP (Fundacao de amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e da Fundação Vitae, o prédio foi inaugurado em 2002. Tendo como missão principal estimular a curiosidade das pessoas a conhecerem mais sobre a ciência dos micro-organismo, por meio de suas exposições e ações educativas. Também tendo como objetivo construir um importante espaço de divulgação das atividades do Instituto Butantan. O espaço ainda possui uma exposição permanente onde os visitante podem aprender mais sobre o universo invisível dos micro-organismos, de forma interativa com o público e uma exposição participativa para crianças de 4 a 6 anos de idade na intenção de aproximá-las do mundo dos micro-organismos que são somente visíveis por microscópio.[34][35]

Horário de Funcionamento é das 9h ás 16h45 de terça-feira a domingo.

Museu de Saúde Pública Emílio Ribas[editar | editar código-fonte]

Localizado no tradicional Bairro do Bom Retiro, o museu foi transferido para o Instituto Butantan em 2010 e instalado em um prédio que foi construído em 1893, sendo reconhecido como patrimônio cultural de São Paulo e tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Condephaat) desde 1984. Especializado na história da saúde pública, possui um dos maiores acervos documentais no Brasil disponíveis para pesquisa e elaboração de aulas, uma exposição fotográfica permanente e também exposições e atividades educativas.[36][37]

Horario de funcionamento é das 9h às 16h30 de terça-feira a quinta-feira (Entrada Gratuita).

Museu Histórico[editar | editar código-fonte]

Criado em 1981,foi instalado na cocheira adaptada para abrigar o laboratório onde o Médico Vital Brazil havia criado as primeiras ampolas de soros antipestosos. O Museu Histórico tem como missão a pesquisa, a preservação e a divulgação das ciências e da Saúde Pública, em especial a do Instituto Butantan. As atividades educativas relacionadas a exposição de longa duração, são realizadas todos os dias abertos durante os horários de funcionamento ou agendamento.[38][39][40]

Horário de Funcionamento é das 9h ás 16h45 de terça-feira a domingo.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

O espaço apresenta estacionamento, banheiros públicos, uma cafeteria e a entrada de cães é permitida nos parques mediante à guias.

Biblioteca[editar | editar código-fonte]

O museu, em 2015, inaugurou a biblioteca do museu que compreende grande acervo de livros, conexão ao wi-fi e salas de estudos.[41]

Horário de Funcionamento[editar | editar código-fonte]

Museu para visitação está disponível de terça a quinta das nove horas da manhã até as quatro e trinta da tarde. O parque funciona todos os dias das sete da manhã até as seis da tarde. Já a biblioteca tem seu funcionamento de segunda a sexta das nove da manhã as seis da tarde, a cafeteria funciona de segunda-feira das onze da manhã até as três da tarde, de terça-feira a sexta-feira das oito e trinta da manhã até as quatro e trinta da tarde, e sábado e domingo das nove da manhã até as cinco e trinta da tarde. [42]

Referências

  1. «Butantan ou Butantã? Instituto Butantã ou Butantan?». DicionarioeGramatica.com. Consultado em 12 de dezembro de 2015 
  2. «o butantan». www.butantan.gov.br. Consultado em 23 de abril de 2017 
  3. a b c «Instituto Butantan | Instituto Butantã» 
  4. «visitação​». www.butantan.gov.br. Consultado em 26 de abril de 2017  zero width space character character in |titulo= at position 10 (ajuda)
  5. «visitação​». www.butantan.gov.br. Consultado em 26 de abril de 2017  zero width space character character in |titulo= at position 10 (ajuda)
  6. a b c d e Escobar, Herton. (15 de maio de 2010). Incêndio destrói mais de 500 mil amostras do Instituto Butantan. O Estado de S.Paulo, acesso em 15 de maio de 2010
  7. Butantan começa a fazer vacina antigripe em outubro; conheça a fábrica por dentro
  8. Folha Online. «Funcionários desviam R$ 30 milhões da Fundação Butantan, diz Promotoria». Consultado em 16 de maio de 2010 
  9. a b Folha de S.Paulo. (17 de maio de 2010). Memória - Fundação sofreu desvio de R$ 35 mi
  10. Folha Online. «Presidente da Fundação Butantan se afasta de cargo; Promotoria apura irregularidades». Consultado em 16 de maio de 2010 
  11. Prefeitura da Cidade de São Paulo. (15 de maio de 2010). Butantan emite nota oficial sobre incêndio no Instituto, acesso em 15 de maio de 2010
  12. Dantas, Tiago. (17 de maio de 2010). Digitalização de acervo do Butantã pode ter sido destruída em incêndio.O Estado de S.Paulo
  13. G1. «Incêndio no Instituto Butantan destrói maior acervo de cobras do país». Consultado em 15 de maio de 2010 
  14. Folha Online. (15 de maio de 2010). Incêndio pode ter destruído acervo de 70 mil espécies de répteis do Instituto Butantan, acesso em 15 de maio de 2010
  15. a b c d Escobar, Herton. (16 de maio de 2010). Incêndio destrói acervo de cobras do Butantã. O Estado de S.Paulo
  16. a b c Lopes, Reinaldo José; Mioto, Ricardo. (19 de maio de 2010). Butantan tinha R$ 1 mi para reformas. Folha de S.Paulo, Caderno Ciência
  17. Escobar, Herton. (23 de maio de 2010). Espécimes importantes escaparam das chamas em incêndio do Butantã. O Estado de S.Paulo
  18. Jornal Nacional. (15 de maio de 2010). Fogo destrói mais de 500 mil espécies de animais no Instituto Butantan, acesso em 15 de maio de 2010
  19. Saçashima, Edson. (15 de maio de 2010). Incêndio no Instituto Butantan destrói exemplares de até 100 anos. UOL Notícias, acesso em 15 de maio de 2010
  20. Folha Online. (15 de maio de 2010). Após incêndio, Instituto Butantan ficará fechado para visitação neste fim de semana. Acesso em 17 de maio de 2010
  21. «Com parceria com EUA, Butantan pode testar vacina contra zika em 2017 - 28/06/2016 - Cotidiano - Folha de S.Paulo». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 29 de agosto de 2016 
  22. «A arquitetura da USP e o vizinho Butantan – Jornal d'aqui». jornaldaqui.com.br. Consultado em 26 de abril de 2017 
  23. «Márcio Kogan: Museu de Microbiologia, São Paulo - ARCOweb» 
  24. Site oficial do Instituto Butantan: Produção
  25. Site oficial do Instituto Butantan: Soros
  26. Site oficial do Instituto Butantan: Vacinas
  27. Brasil Escola: Diferenças entre soro e vacina
  28. Governo deve esclarecer motivo para fábrica do Instituto Butantã estar parada Rádio Jovem Pan
  29. Mesmo com quase R$ 240 milhões em investimentos, fábrica do Instituto Butantã está parada Guarujá Mix
  30. «hospital vital brazil​». www.butantan.gov.br. Consultado em 23 de abril de 2017  zero width space character character in |titulo= at position 22 (ajuda)
  31. «farmacovigilância». www.butantan.gov.br. Consultado em 23 de abril de 2017 
  32. «Instituto Butantan» 
  33. Site oficial do Instituto Butantan:Museu Biológico.
  34. Site oficial do Instituto Butantan: Museu de Microbiologia.
  35. Site Oficial de Turismo da Cidade de São Paulo;Museu de Microbiologia.
  36. Site oficial do Instituto Butantan:Museu de Saúde Pública Emílio Ribas.
  37. Site Oficial de Turismo da Cidade de São Paulo;Museu de Saúde Pública Emílio Ribas.
  38. Site oficial do Instituto Butantan: Museu Histórico.
  39. Veja São Paulo: Museu Histórico do Instituto Butantan.
  40. Página dedicada história do Instituto Butantan.
  41. «visitação​». www.butantan.gov.br. Consultado em 26 de abril de 2017  zero width space character character in |titulo= at position 10 (ajuda)
  42. «visitação​». www.butantan.gov.br. Consultado em 26 de abril de 2017  zero width space character character in |titulo= at position 10 (ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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