Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
| Tipo | Autarquia federal |
|---|---|
| Fundação | 28 de agosto de 2007 (18 anos) |
| Sede | Brasília, DF |
| Línguas oficiais | Português |
| Filiação | Ministério do Meio Ambiente |
| Presidente | Mauro Oliveira Pires |
| Website | www |
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) é uma organização brasileira criado em 2007 (lei n°11.516), vinculada ao Ministério do Meio Ambiente e integrada ao Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA). Possui as atribuições de planejar e fiscalizar as unidades de conservação federais, também de aumentar e executar pesquisas, além de proteger a biodiversidade no Brasil.
Atualmente, a presidência do ICMBio é exercida pelo cientista social, servidor de carreira, Mauro Oliveira Pires[2], desde 25 de maio de 2023.[3][4]
Foi criado pela lei n.º 11 516 de 28 de agosto de 2007[5] e tem sua estrutura regida e aprovada pelo decreto n.º 10.234, de 11 de fevereiro de 2020.[6]
A estrutura organizacional do ICMBio foi atualizada em , DECRETO nº 12.258, de 25 de Novembro de 2024.[7], com a aprovação de um novo regimento interno, a configuração atual prevê:
- Gabinete da Presidência;
- Órgãos seccionais de assessoramento, controle e apoio, como Procuradoria Federal Especializada, Corregedoria, Auditoria Interna, Ouvidoria e Diretoria de Planejamento, Administração e Logística;
- Órgãos finalísticos especializados, como a Diretoria de Criação e Manejo de Unidades de Conservação, a Diretoria de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial, e a Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade;
- Unidades descentralizadas de execução territorial, incluindo Gerências Regionais, Coordenações Territoriais, Unidades de Conservação Federais (UCs), Centros Nacionais de Pesquisa e Conservação e o Centro de Formação em Conservação da Biodiversidade;
- Órgão colegiado, representado pelo Comitê Gestor do ICMBio.
O ICMBio edita desde 2011 a revista científica eletrônica Biodiversidade Brasileira[8], destinada a divulgar resultados de pesquisas, manejos, monitoramento e gestão de unidades de conservação federais. Em 12 de maio de 2025, a revista teve seus objetivos, princípios e estrutura editorial reformulados pela Portaria ICMBio nº 1.742, visando ampliar a disseminação de conhecimento científico sobre conservação da biodiversidade e práticas de proteção ambiental no Brasil.
Em 2023, o instituto é responsável pela gestão e proteção de 335 unidades de conservação federais em todo o território nacional,[9] abrangendo áreas que somam milhões de hectares e contemplam diferentes biomas brasileiros. Até então, a autarquia já havia avaliado mais de 12.262 espécies que vivem nestas áreas protegidas, reforçando seu papel central na conservação da biodiversidade nacional.
Desde 2024, o ICMBio também intensificou a regularização fundiária de suas unidades de conservação, um desafio estrutural importante: estima-se que milhões de hectares sob sua responsabilidade ainda dependem de regularização para garantir titularidade e viabilidade de gestão. Além disso, o instituto disponibiliza um mapa público completo de todas as Unidades de Conservação federais, com limites territoriais e localização por Estado,para uso cidadão e planejamento ambiental, o que ajuda a promover transparência e facilitar o acesso à informação sobre áreas protegidas.
A partir de dados atualizados entre 2024 e 2025, observa-se que o ICMBio ampliou a transparência e o acesso público às informações sobre as Unidades de Conservação federais ao disponibilizar mapas georreferenciados completos em diferentes formatos, facilitando o uso por pesquisadores, gestores e cidadãos. Nesse período, o país registrou 346 unidades de conservação sob gestão federal, que juntas somam aproximadamente 166,5 milhões de hectares distribuídos pelos principais biomas brasileiros. Paralelamente, o instituto tem buscado acelerar a regularização fundiária dessas áreas, um dos maiores desafios estruturais da política ambiental, om a publicação da Instrução Normativa n.º 24/2025, que atualiza e amplia os procedimentos de regularização, incluindo mecanismos como a doação antecipada de imóveis localizados dentro de UCs. Apesar de avanços normativos, o passivo fundiário ainda é elevado, estimado em cerca de 70 milhões de hectares, e historicamente o ritmo de consolidação territorial tem sido lento, o que evidencia a necessidade de políticas contínuas, financiamento adequado e articulação interinstitucional. Esses movimentos recentes reforçam o papel do ICMBio na articulação entre proteção ambiental, pesquisa científica e governança territorial, consolidando seu protagonismo na conservação da biodiversidade brasileira.
Além de suas atividades de gestão territorial, o ICMBio também coordena diversos programas de participação social voltados ao envolvimento de comunidades tradicionais, povos indígenas e populações residentes no entorno das unidades de conservação, fortalecendo práticas de manejo sustentável e educação ambiental. Nos últimos anos, a autarquia ampliou o uso de tecnologias de monitoramento remoto, como imagens de satélite e sistemas de alerta de desmatamento, permitindo respostas mais rápidas a pressões antrópicas como queimadas, garimpo ilegal e caça predatória. Esses esforços têm sido essenciais para integrar ciência, políticas públicas e gestão compartilhada, reforçando o papel estratégico do instituto na construção de uma política ambiental mais democrática e eficiente no país.
Referências
- ↑ http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%2012.258-2024?OpenDocument
- ↑ «Mauro Oliveira Pires — Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade». www.gov.br. Consultado em 24 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 11 de setembro de 2025
- ↑ «Presidência». Consultado em 10 de janeiro de 2024
- ↑ Comunicação ICMBio (25 de maio de 2023). «Mauro Pires é o novo presidente do ICMBio». Site do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Consultado em 10 de janeiro de 2024
- ↑ «Lei n.º 11.516: criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade». planalto.gov.br
- ↑ Bolsonaro, Jair (11 de fevereiro de 2020). «DECRETO Nº 10.234, DE 11 DE FEVEREIRO DE 2020». Presidência da República. Consultado em 28 de maio de 2020
- ↑ «D12258». www.planalto.gov.br. Consultado em 8 de dezembro de 2025
- ↑ «Revista Biodiversidade Brasileira»
- ↑ «Unidades de Conservação e Conservação da Biodiversidade»
Ver também
[editar | editar código]- Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas, (ICMBio-Cecav)