Instituto Histórico e Geográfico do Pará

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Instituto Histórico e Geográfico do Pará

Fundação 3 de maio de 1900 Tipo Instituto Privada, reconhecido de utilidade pública. Estado legal Ativa Propósito Compromisso com o desenvolvimento da cultura historiográfica e geográfica nacional, principalmente voltadas ao estado do Pará, e sua preservação e disponibilização à sociedade. Sede ParáPará Línguas oficiais Português CEO Fundador(a) José Paes de Carvalho Sítio oficial


O Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP[1]) é uma instituição científica e cultural localizada na cidade de Belém, no Brasil. A sua fundação aconteceu em 3 de maio de 1900 [2]. É uma associação histórica, geográfica, cultural e etnográfica do Estado do Pará, e é representada por pessoas da historiografia e intelectualidade, possuindo 40 cadeiras que são ocupadas por sócios efetivos. [3]

A criação do Instituto associou-se às comemorações do "Quarto Centenário do Descobrimento do Brasil". A data de sua fundação fazia alusão à data da descoberta do Brasil.[4]

História[editar | editar código-fonte]

Sua criação em 1900 deve-se a comemoração do 4º Centenário do descobrimento do Brasil, pelo governo do Pará que na época era administrado por José Paes de Carvalho, a data 3 de maio foi escolhida em meio a uma referência ao dia em que era considerado a descoberta do Brasil. Além disso, assim como os outros institutos históricos e geográficos, o IHGP nasceu com o intuito de resguardar a história regional e manter a memória nacional.[1]

Alguns anos depois, muitos sócios do Instituto começaram a se dispersar o que fez com que o IHGP quase desaparecesse. No entanto, em 1916, sua reinstalação foi estimulada com a comemoração do Tricentenário da Fundação de Belém. O Instituto Histórico e Geográfico do Pará acabou se tornando uma instituição científico-cultural no contexto pós-1917 depois que foi refundada quebrando ligações com a Academia Paraense de Letras.[1]

A reinauguração do IHGP retomou as publicações da RIHGP (Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Pará), que antes havia tido apenas 3 edições entre 1900 e 1917.Seu objetivo era ter alcance tanto nacional quanto internacional e difundir a história e a geografia amazônica. [1]

Em 1924 ocorreu a primeira paralisação após a refundação do IHGP devido a um movimento militar, de esfera nacional, liderado por Isidoro Dias Lopes, em São Paulo. Somado com a crise da borracha em 1925, os intelectuais passaram a ver a história do Pará como decadente. [1]

Durante a década de 70 o Instituto é completamente abandonado pelo governo e parte de seus sócios. Com o avanço da ciência no final do século XX e no início do século XIX, o interesse dos sócios era o reconhecimento das especificidade da Amazônia e mais tarde reivindicam o status da IHGP como órgão representativo da região e não somente do Estado do Pará. [1]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

O Instituto Histórico e Geográfico do Pará tem uma revista[5], publicada on-line, para que se possa dessa forma divulgar matérias cientificas e culturais acerca dos assuntos trabalhados dentro do instituto.[6]

Ele também oficializou um hino composto por Célio Simões (letra) e Vicente Fonseca (musica), ambos moram em Belém, o evento ocorreu na APL (Academia Paraense de Letras).

O Instituto possui em seu acervo, uma grande coleção de originais fotográficos que retratam registros desde a época do Império até o começo da República.[4]

No ano de 2015, o governo dos Estados Unidos proporcionou, patrocinando a recuperação do acervo, a digitalização do material. Há também telas de grande valor histórico, como belíssimos retratos de Dom Pedro II, feitos pelo artista paraense Constantino Chaves da Motta.[4]

Parceria com o Museu de Artes da UFPA[editar | editar código-fonte]

Em Junho do ano de 2016, o Museu de Artes da Universidade Federal do Pará (UFPA) laçou em uma vernissage, em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico do Pará, a exposição de arte "Diálogo entre Coleções". Essa foi a primeira oportunidade do público geral ter acesso a coleção inédita do IGHP, recuperada em 2015 pelos Estados Unidos.

Além do acervo do Instituto, a exposição contou com peças da coleção contemporânea do museu, incluindo fotos de Walda Marques e obras de Teodoro Braga, Carmem Souza e Marinaldo Santos.[4]

Referências

  1. a b c d e f FREITAS, Iza Vanesa Pedroso de. «O Patronato das Letras: Cultura e Política no Instituto Histórico e Geográfico do Pará (1930-1937)» (PDF). Universidade Federal do Pará 
  2. Revista de História,Universidade de São Paulo; Humanitas Publicações (jul. 1998). «Arquivo palma muniz: um novo espaço para a pesquisa». Consultado em 4 de agosto de 2010 [ligação inativa]
  3. «Professor da UFPA assume cadeira do Instituto Histórico e Geográfico do Pará». Arquivado do original em 27 de Abril de 2017 
  4. a b c d «MUFPA e Instituto Histórico e Geográfico promovem exposição» [ligação inativa]
  5. [diadorim.ibict.br/handle/1/987 «Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Para»] Verifique valor |url= (ajuda). Revista IFGB. 2015. Consultado em 28 de abril de 2017 
  6. «Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Pará Citefactor.org-Journal|Research Paper|Indexing|Impact factor». www.citefactor.org (em inglês). Consultado em 29 de abril de 2017 

Ver também[editar | editar código-fonte]