Instituto Pão dos Pobres

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Fundação O Pão dos Pobres de Santo Antonio

A Fundação O Pão dos Pobres de Santo Antonio é uma fundação benemerente dos irmãos Lasallistas, localizada na cidade de Porto Alegre, RS.

O local antigamente era o arraial da Baronesa de Gravataí, e o arroio Dilúvio fazia a volta por trás de área. Quando o arraial incendiou, em 1875, a área foi aterrada e o arroio canalizado para o leito que ocupa hoje, no meio da avenida Ipiranga. Mais tarde, entre 1925 e 1930, foi erguido a Fundação, preservando-se o portal do velho arraial.

O projeto foi do arquiteto teuto-brasileiro José Lutzenberger, que veio para o Rio Grande do Sul em 1920 e deixou importantes obras na cidade. Tem um estilo eclético sóbrio, com influência da arquitetura alemã. O edifício tem quatro pavimentos, com um grande corpo central e duas alas laterais que se projetam um pouco à frente. O térreo se estrutura numa série de aberturas em arco, e os dois pisos acima possuem janelas retangulares, separadas por pilastras lisas, e uma cornija destacada. Arremata a construção um último pavimento, mais baixo, mas que segue o esquema dos dois pisos inferiores.

Ao centro do conjunto um grande frontispício se ergue atravessando todos os pavimentos, terminando acima do plano do teto, num frontão triangular com arco redondo embutido, onde está instalado um grupo escultórico representando Santo Antônio distribuindo pães a crianças pobres. Aos lados, dois florões, e atrás do frontão se eleva um pequeno campanário. O prédio da Fundação foi tombado em 2000.

A Fundação[editar | editar código-fonte]

Detalhe do frontão

Atualmente, o Pão dos Pobres atende 1,7 mil crianças e adolescentes em seus projetos. A missão da instituição  é  potencializar o desenvolvimento integral dessas crianças e adolescentes numa perspectiva solidária, construída por meio de práticas socioeducativas. Desde o seu início, a Fundação mantém seu trabalho com arrecadação financeira oriunda prioritariamente de empresas, convênios público e sociedade civil. 

Os principais projetos da instituição são: 

  • CATI —  Centro de Atendimento Integral: em regime de apoio socioeducativo, atende a crianças e adolescentes de 6 a 15 anos, visando a proteção integral, o direito à infância e o exercício efetivo da cidadania numa busca contínua no trabalho de formação integral. O foco pedagógico se dá no campo lúdico e relacional com a oferta de oficinas complementares nas áreas cultural, artística, desportiva e social. 
  • CEP — Centro de Educação Profissional: formar cidadãos e profissionais para o mundo do trabalho é o objetivo principal do CEP. Atualmente, atende nos cursos técnicos e cursos profissionalizantes a mais de 550 adolescentes e jovens, a partir de 16 anos, em vulnerabilidade social e situação de violação de direitos. O CEP desenvolve seus cursos embasados no Programa da Lei da Aprendizagem (Decreto nº 5.598/2005).
  •  POD — Programa de Oportunidades e Direitos Socioeducativo: tem como objetivo ajudar a prevenir a violência e reduzir a reincidência do ato infracional entre os egressos da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase). O Pão dos Pobres atende o Eixo II do Programa, que prevê apoio e acompanhamento ao jovem e à sua família, inserção social e no mercado de trabalho, por meio da inclusão em oficinas e nos cursos profissionalizantes.
  •  Acolhimento Institucional: são quatro unidades de acolhimento institucional. Cada casa abriga 20 crianças e adolescentes. Esses jovens foram afastados de familiares ou responsáveis por decisão da Justiça. Enquanto estão sob os cuidados da instituição, as crianças e adolescentes frequentam a escola, serviços de apoio socioeducativo, recebem atendimento de saúde, praticam atividades esportivas, de recreação e de lazer.

Referências[editar | editar código-fonte]