Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas

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O Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas (IPPP) é uma instituição privada brasileira de pesquisas em parapsicologia e psicobiofísica. Está sediado na cidade de Recife, no estado de Pernambuco.

Entre as suas pesquisas parapsicológicas, destacam-se estudos e ensaios sobre as teorias do fenômeno PSI, a demarcação da parapsicologia,[1][2][3] pesquisas de campo e laboratório, fenômenos de poltergeist, investigações sobre a autenticidade dos poderes de supostos paranormais, transcomunicação instrumental,[4] visão remota e investigações de locais considerados mal-assombrados em Pernambuco.

O IPPP ainda oferece cursos de parapsicologia e presta orientação e aconselhamento a pessoas com problemas de natureza parapsicológica ou dotadas de aptidão paranormal. Atualmente, o IPPP tem um caráter mais multidisciplinar, promovendo palestras sobre filosofia, ciências e cultura em geral.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Fundado em 1º de janeiro de 1973, por iniciativa de Valter da Rosa Borges, o IPPP é uma das mais antigas instituições de parapsicologia no Brasil[5][6] e a única do nordeste.

Foi declarado de Utilidade Pública Estadual pela Lei nº 9714, de 3 de outubro de 1985, e de Utilidade Pública Municipal pela Lei nº 14.840, do Município do Recife, de 14 de janeiro de 1986.

Nos primeiros três anos de vida, o IPPP ocupou uma das salas do Centro Espírita Caminhando para Jesus, na rua Doutor Machado, número 168, bairro de Campo Grande, Recife, onde realizou reuniões de estudos e experiências.

Em 1975, o IPPP se desvincula do Centro Espírita, tornando-se independente. Passa a ocupar as salas 46/47 do Edifício Concórdia, na Rua da Concórdia, número 372, bairro de São José, onde ali permaneceu até o ano de 1991. Foi nessa sede que a primeira geração de parapsicólogos pernambucanos consolidou o instituto, tendo por volta de 25 membros nesta época.

Em 1996, o IPPP fixou a sua sede na Rua 7 de Setembro, 318/601, Edifício Amaragi, bairro da Boa Vista, onde se desenvolveram os trabalhos para a realização de uma das maiores façanhas: o I Congresso Internacional e Brasileiro de Parapsicologia, acontecimento inédito no país.

O IPPP já esteve sediado nos bairros do Cordeiro e Graças, estando atualmente na Avenida João de Barros, número 1894, sala 102, Empresarial Potenza, no bairro da Encruzilhada. Abre semanalmente aos sábados, das 9h às 12h, com exposição de conferências, seminários, palestras e discussões sobre parapsicologia e assuntos relacionados.

Pesquisas[editar | editar código-fonte]

A atividade e produção científica do IPPP não tem similar no Brasil, motivo pelo qual é mencionado por outras instituições espalhadas pelo pais,[7] seja pela realização de congressos e simpósios de parapsicologia, como pela publicação de livros especializados sobre a fenomenologia paranormal por seus associados. As atividades do IPPP sempre despertarem interesse público, tendo suas pesquisas e realizações divulgadas por diversos meios de comunicação.[8][9][10][11]

O IPPP investigou inúmeros casos com agentes supostamente paranormais, médiuns, poltergeists, assombrações, entretanto a grande maioria deles não foi comprovada como autêntica. Poucos foram considerados genuínos seguindo os protocolos de pesquisa do IPPP. Abaixo destacam-se algumas das investigações mais notórias:

  • Pesquisas com paranormais
  1. Pai Eli – médium umbandista, primeiro paranormal investigado pelo IPPP. Foram verificados fenômenos de cura paranormal, devidamente documentados. Sua equipe também foi voluntária em experimentos;
  2. Irmão Macedo – outro agente paranormal de cura, investigado pelo IPPP;
  3. Arismar Lobo, Mônica Alecrim e Ana Cláudia – paranormais que alcançaram um alto índice de acertos com o Baralho Zener, em pesquisas realizadas no IPPP, bem como telepatia e precognição;
  4. Edson Queiróz /Doutor Fritz – O IPPP foi procurado pela Federação Espírita Pernambucana para investigar as curas paranormais promovidas pelo médium Edson Queiróz , que incorporava o suposto médico alemão “Doutor Fritz”. Contudo, nenhuma pesquisa foi realizada, por incompatibilidades na escolha do método da pesquisa a ser adotado;[12]
  5. Jacques Andrade – pintor mediúnico, cujas faculdades foram investigadas pelo IPPP.
  • Poltergeist
  1. O Poltergeist do Edifício Paris – O mais famoso poltergeist investigado pelo IPPP. Uma família sofria com movimentação de objetos no seu domicílio. Depois de recorrer às autoridades e diversos religiosos, sem sucesso, a família procurou ajuda do instituto. O caso foi solucionado e deu grande visibilidade pública ao IPPP;[5][6][13]
  2. O Poltergeist das Graças – caso único na história paranormal do Brasil, o IPPP investigou um raríssimo poltergeist de água;[13]
  3. O Poltergeist de Beberibe – caso averiguado pelo IPPP, onde móveis e roupas eram incendiados inexplicavelmente na casa de uma família extremamente pobre, ocasionando sérios prejuízos financeiros;[13][14][15]
  4. Outros poltergeists de menor intensidade foram investigados e em muitos casos a autenticidade do fenômeno não foi comprovada.
  • Entrevistas de campo
  1. O IPPP realizou um censo com médicos e estudantes universitários da UFPE e UNICAP sobre experiências com fenômenos paranormais, especificamente a visão de aparições e experiências fora do corpo.
  • Pesquisas em locais assombrados
  1. Em 2016, o IPPP criou o NIP – Núcleo de Investigações Psicobiofísicas, formado por uma equipe devidamente capacitada pelos parapsicólogos do IPPP para realizar investigações de campo, à procura de detectar anomalias associadas à construções antigas e consideradas mal-assombradas. O NIP já investigou um sítio assombrado, um prédio centenário e o Forte das Cinco Pontas, neste obtendo evidências de atividade paranormal em registro fotográfico e áudio.

Intercâmbios e relações internacionais[editar | editar código-fonte]

O IPPP é notoriamente reconhecido[16] por diversos parapsicólogos no exterior. Já visitaram o IPPP a parapsicóloga soviética Barbara Ivanova e Stanley Krippner. Muitos membros do IPPP são sócios da Parapsychological Association¸ mantendo estreita relação com esta instituição.

Promoção de eventos[editar | editar código-fonte]

O IPPP também promove diversos eventos.[17][18] Em 1997, realizou o I Congresso Internacional e Brasileiro de Parapsicologia no Mar Hotel, em Boa Viagem, de 31 de outubro a 2 de novembro, com a participação de parapsicólogos do Brasil, Argentina, Portugal, Estados Unidos e Rússia. Periodicamente, o IPPP recebe visitas de alunos de colégios e universidades para trabalhos sobre parapsicologia, solicitados por seus professores. Anualmente, o IPPP promove os Simpósios Pernambucanos de Parapsicologia, desde 1983, onde assuntos relevantes e atualidades são apresentados e discutidos.

Artigos e livros sobre parapsicologia[editar | editar código-fonte]

O membros do IPPP possuem inúmeros trabalhos publicados, desde artigos[19] até livros, versando desde novas propostas de metodologia experimental até teorias sobre o funcionamento dos fenômenos paranormais. Dentre as produções originais destacam-se os modelos teóricos sobre a Função PSI e a idealização do Baralho IPPP – um substitutivo mais eficiente do Baralho Zener.

Biblioteca[editar | editar código-fonte]

O IPPP possui a maior biblioteca institucional privada de parapsicologia e assuntos afins do norte-nordeste do Brasil. Contém aproximadamente mil volumes catalogados, incluindo periódicos, jornais, ensaios e monografias. Seu acervo se encontra disponível para consulta na sede.

Cursos de parapsicologia[editar | editar código-fonte]

O IPPP oferece cursos[20] básicos de parapsicologia, de curta duração e voltados para um público leigo. Um curso de formação de parapsicólogos, análogo a uma graduação, baseado em dez módulos, envolvendo teoria e prática na investigação de fenômenos paranormais – também oferecido online - e uma pós-graduação latu sensu em parapsicologia.

Cursos afins[editar | editar código-fonte]

Além dos cursos específicos de parapsicologia, o IPPP também oferece outros cursos sob demanda, como religiões comparadas, mitologia grega, hipnose, etc. Maiores detalhes se encontram no site.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Site Oficial do IPPP

Facebook Oficial do IPPP

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. O IPPP dá opinião sobre premonições http://istoe.com.br/127023_A+PREMONICAO+SOB+A+LUZ+DA+CIENCIA/
  2. IPPP entrevistado em reportagem sobre experiência fora do corpo http://conspire-se.com/2016/06/07/cientistas-de-standford-observaram-um-homem-viajando-fora-do-seu-corpo-em-direcao-ao-espaco-sideral/
  3. Explicando fenômenos espíritas pela ótica parapsicológica (entrevista com membro do IPPP) http://noticias.ne10.uol.com.br/chico-xavier--100-anos/noticia/2010/04/03/ciencia-volta-os-olhos-para-o-espiritismo-218283.php
  4. Entrevista com pesquisador do IPPP sobre vozes sobrenaturais http://www.alemdaciencia.com/entrevista-com-dr-ronaldo-dantas-lins-anagramas-foneticos-na-pesquisa-da-vida-apos-a-morte/
  5. a b Revista VEJA faz reportagem sobre o IPPP http://veja.abril.com.br/entretenimento/atividade-paranormal-made-in-brasil/
  6. a b Site faz reportagem sobre o IPPP http://www.pernambuco.com/app/noticia/divirtase/45,28,46,61/2015/07/30/internas_viver,589452/sobrenatural-a-origem-estreia-no-brasil-e-caca-fantasmas-recifense-comenta-o-tema.shtml
  7. Instituição fluminense cita o IPPP http://parapsicologia-rj.com.br/sarti/parap_brasil/parapsicologia_br.htm
  8. A revista Planeta, em sua edição de número 118, de julho de 1982, publicou nota sobre o IPPP
  9. No dia 23 de outubro de 1987, o jornalista Waldomiro Arruda, na sua coluna Retrato Falado, do Jornal do Commercio, escreveu um artigo sobre as atividades do IPPP
  10. Em 22 de maio, o Jornal do Commercio transcreveu um artigo de Luísa Meireles, de Lisboa, a qual destacou as atividades do IPPP no campo das investigações parapsicológicas
  11. A Folha de Pernambuco, em 7 de janeiro de 1990, publicou uma página inteira sobre as pesquisas do IPPP
  12. O Diário de Pernambuco, nas suas edições de 13, 14, 17, 24, 26 e 28 de abril e de 12 de maio de 1983 deu ampla divulgação ao debate, envolvendo o Presidente da Federação Espírita Pernambucana e o Diretor do Departamento Científico do IPPP
  13. a b c Revista cita casos investigados pelo IPPP http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2015/07/29/internas_viver,589450/enquanto-sobrenatural-a-origem-chega-aos-cinemas-conheca-cinco-casos-paranormais-do-recife.shtml
  14. Sobre o IPPP e suas investigações http://www.leiaja.com/carreiras/2015/06/03/os-caca-fantasmas-do-recife-e-suas-historias-sobrenaturais/
  15. Reportagem sobre o IPPP http://pernambuco.ig.com.br/carreiras/2015/os-caca-fantasmas-do-recife-e-suas-historias-sobrenaturais
  16. Boletim de instituição internacional menciona atividades do IPPP http://www.alipsi.com.ar/aipa_boletin.asp?id_boletin=8#IPPP
  17. Artigo referente à obra publicada em evento promovido pelo IPPP http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832007000700007
  18. Publicação do parapsicólogo Carlos Alvarado em evento promovido pelo IPPP (apenas referência de currículo) http://www.parapsych.org/users/carlos/profile.aspx
  19. Publicação internacional feita por membro do IPPP sobre teorias PSI http://www.neuroquantology.com/index.php/journal/article/view/393
  20. Curso de parapsicologia do IPPP é citado pela Associação Brasileira de Parapsicologia e Ciências da Mente http://www.abpcm.org.br/en/cursos/cursos-de-parapsicologia/