Instituto Português do Oriente

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Instituto Português do Oriente
(em chinês: 東方葡萄牙學會)
(IPOR)
Tipo Entidade pública empresarial
Fundação 19 de setembro de 1989
Propósito Difundir a língua portuguesa e a cultura lusófona no continente asiático.
Sede Macau, China
Línguas oficiais Português
Diretor Joaquim Coelho Ramos
Fundadores Fundação Oriente
Instituto Camões
Sítio oficial ipor.mo

O Instituto Português do Oriente (em chinês: 東方葡萄牙學會; IPOR), é uma entidade pública empresarial portuguesa que visa promover a língua portuguesa e a cultura lusófona no continente asiático.[1] Seu atual diretor é Joaquim Coelho Ramos, que exerce o cargo desde 2018.[2] O IPOR foi fundado em Macau a 19 de setembro de 1989 pela Fundação Oriente e pelo Instituto Camões.[3][4]

História[editar | editar código-fonte]

Desde o início da década de 1980, o governo de Macau começou a implementar políticas para promover a língua portuguesa e a cultura lusófona na Ásia, com a ideia de criar um instituto cultural em Macau e em 1982 foi criado o Instituto Cultural de Macau.[5]

Quando o primeiro-ministro da República Popular da China, Zhao Ziyang e o primeiro-ministro de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, assinaram a Declaração Conjunta do Governo da República Portuguesa e do Governo da República Popular da China sobre a Questão de Macau em Pequim no ano de 1987,[6] vários departamentos administrativos, especialmente os órgãos municipais, reajustaram as divisões de trabalho e as atividades culturais lusófonas foram estabelecidas na Fundação Oriente. O governo de Macau começou por estudar a reestruturação do Instituto Cultural de Macau, e em 1989 a Fundação Oriente fundou o Instituto Português do Oriente, junto ao Instituto Camões para promover a língua portuguesa e a cultura lusófona e fortalecer o intercâmbio cultural e as relações entre Portugal e as instituições regionais da China.[1][7] A Livraria Portuguesa, criada a 10 de junho de 1985 pelo Instituto Cultural,[8] é gerida pelo Instituto Português do Oriente desde 1990.[9]

Em 1993, o governo de Macau, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal e o Instituto Camões prestaram apoio à criação dos centros culturais portugueses nas cidades de Pequim, Seul, Tóquio, Banguecoque e Nova Deli.[10][11]

Nos primeiros anos, os principais acionistas do Instituto Português do Oriente eram o governo de Macau, a Fundação Oriente e o Instituto de Cultura e Língua Portuguesa (ICALP; designado atualmente por Instituto Camões),[1] com um capital social total de três milhões de patacas. Em 1999, 29% do capital social detido pelo governo de Macau foi transferido para o Instituto Camões[12] e a sede jurídica do Instituto Português do Oriente foi mudada de Macau para a Casa da Lusofonia em Lisboa, Portugal.[13] Em 2009, a sede do IPOR foi mudada novamente de Lisboa para Macau.[14] Além da Fundação Oriente e do Instituto Camões, as empresas que tinham participação no Instituto Português do Oriente eram o Banco Comercial de Macau, Banco Espírito Santo do Oriente, Banco Nacional Ultramarino, CESL Ásia: Investimentos e Serviços, Eletricidade de Portugal, Hovione: Sociedade Química, Investimentos e Participações Empresariais (IPE) e a Portugal Telecom.[15] Em 2004, a Sociedade de Turismo e Diversões de Macau juntou-se às empresas acionistas.[16][17] Atualmente, o IPOR é patrocinado pelas seguintes empresas: Fundação Oriente, Instituto Camões, Banco Nacional Ultramarino, CESL Ásia, Energias de Portugal, Hovione e a Sociedade de Turismo e Diversões de Macau.[18][19] Em 2013 o governo de Macau premiou o Instituto Português do Oriente com a Medalha de Mérito Cultural.[20]

A antiga sede do instituto situava-se na Avenida do Conselheiro Ferreira de Almeida, em Macau[15] e atualmente está situada na Rua de Pedro Nolasco da Silva,[4] junto ao edifício do Consulado-Geral de Portugal em Macau.[21]

Investimentos em Macau[editar | editar código-fonte]

O Instituto Português do Oriente investe no mercado lusófono de Macau, ajudando a promover a língua e cultura lusófonas. O instituto também cooperou com a Direção dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP), o Instituto de Formação Turística[22] e a Biblioteca Central de Macau.

Referências

  1. a b c Melancia, Carlos (11 de setembro de 1989). «Decreto-Lei n.º 57/89/M de 11 de Setembro». Imprensa Oficial (37): 5020. Consultado em 11 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 13 de março de 2011 
  2. «Joaquim Coelho Ramos é o novo Diretor do Instituto Português do Oriente». Diáspora Lusa. 27 de junho de 2018 
  3. «Macau». Fundação Oriente. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  4. a b «Macau - IPOR». Instituto Camões. Consultado em 11 de fevereiro de 2017. Arquivado do original em 11 de fevereiro de 2017 
  5. «Decreto-Lei n.º 43/82/M de 4 de Setembro» (36). 4 de setembro de 1972: 1532 
  6. «Declaração Conjunta do Governo da República Portuguesa e do Governo da República Popular da China sobre a Questão de Macau». Pequim. Imprensa Oficial. 13 de abril de 1987 
  7. Caniato 2005, p. 116
  8. Mesquita, Catarina (12 de junho de 2015). «Livraria Portuguesa: a esquina de Macau que resiste à passagem do tempo». Ponto Final 
  9. Nabo, Francisco Murteira (26 de dezembro de 1990). «Decreto-Lei n.º 75/90/M de 26 de Dezembro». Imprensa Oficial (52): 4577 
  10. «Protocolo de cooperação entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Governo do Território de Macau e o Instituto Camões para apoio ao Centro Cultural em Pequim, Seul, Tóquio, Banguecoque e Nova Deli». Imprensa Oficial. 2 (47). 24 de novembro de 1993 
  11. Ministério dos Negócios Estrangeiros (2 de novembro de 1993). «Protocolo DPROT4/93, de 2 de Novembro». Diário da República (256) 
  12. Vieira, Vasco Rocha (17 de dezembro de 1999). «Portaria n.º 583/99/M de 13 de Dezembro». Imprensa Oficial (50): 8076-(700) 
  13. «Instituto Português do Oriente: 25 anos – 1989-2014» (PDF). Instituto Português do Oriente. p. 1. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  14. Soares, Ana (19 de maio de 2009). «Instituto Português do Oriente (IPOR)». Imprensa Oficial. Consultado em 11 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 15 de março de 2016 
  15. a b Geraldes, Rui Pedro da Silva (18 de janeiro de 2000). «Cartório Notarial das Ilhas: Certificado - Instituto Português do Oriente (IPOR)». Imprensa Oficial 
  16. Lusa (10 de maio de 2004). «Aprendizagem do Português na Ásia». Bom Dia Europa 
  17. Lusa (3 de maio de 2004). «Macau: Portugal continua a ser potência histórica na Ásia - presidente do IPOR». UOL Notícias. Universo Online 
  18. «Associados». Instituto Português do Oriente. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  19. Silva, Andreia Sofia (10 de junho de 2016). «IPOR, CESL-Ásia continua a ser um dos associados». Hoje Macau 
  20. «Governo realiza cerimónia da imposição de Medalhas e Títulos Honoríficos do ano de 2013». Gabinete de Comunicação Social. 13 de dezembro de 2013 
  21. «Macau». Portal das Comunidades Portuguesas. Ministério dos Negócios Estrangeiros. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  22. «Polícias estudam etiqueta e história». Jornal Tribuna de Macau. 30 de dezembro de 2015 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]