Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

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Possui uma infraestrutura que compreende muitos laboratórios de ensino com cerca de 500 computadores em rede, 35 laboratórios de pesquisa, 4 anfiteatros e uma biblioteca especializada com mais de 22.000 volumes. Seu corpo docente conta com 71 professores, o que o torna um dos maiores grupos do país em Computação. Tem como característica importante uma forte interdisciplinaridade entre pesquisa orientada a software e pesquisa orientada a hardware. O Instituto também conta com 36 técnicos para apoiar uma comunidade de mais de 700 estudantes de graduação e cerca de 250 estudantes de pós-graduação.

Centro de Processamento de Dados da UFRGS

Campus do Vale (no WikiMapia)

Os egressos dos Cursos de Graduação e Pós-Graduação deste Instituto atuam profissionalmente nas mais diversas instituições públicas e privadas de ensino na área de informática, no corpo técnico de empresas e na constituição de novas empresas na área de software e equipamentos, algumas das quais com atuação no mercado internacional. As atividades do Instituto, que se desenvolvem nas áreas de Sistemas de Computação, Sistemas de Informação, Sistemas Digitais e Microeletrônica, Aplicações de Computadores e Informática Teórica, viabilizaram o surgimento do Pólo de Informática do Rio Grande do Sul na década de 70 e sua consolidação nos anos seguintes. Em 1993, o Instituto recebeu importante missão dentro do programa POLO SOFTSUL do Governo Estadual que, articulado com o Projeto SOFTEX 2000 do Ministério da Ciência e Tecnologia, se propõe a estimular e apoiar o incremento da produção de software para exportação.

História do Instituto[editar | editar código-fonte]

A equipe de trabalho, formada majoritariamente por estagiários recrutados dentre os estudantes da Universidade que se destacaram nos cursos de treinamento oferecido pela Cia. IBM, foi iniciado um programa de qualificação pelo envio de estagiários recém graduados para mestrado na PUC-Rio e na UFRJ, no Rio de Janeiro. Ao retornarem, as duas primeiras gerações de mestres reuniram-se ao grupo de hardware que atuava em instrumentação eletrônica no Instituto de Física, criando em 1972 o Curso de Pós-Graduação em Ciência da Computação (CPGCC) denominação transformada, posteriormente para Programa de Pós-graduação em Computação - PPGC incluindo o Mestrado Acadêmico, o Mestrado Profissional e o Doutorado.

Laboratório de Ensino do Instituto de Informática/UFRGS do prédio novo.
Instituto de Informática/UFRGS .
Um dos auditório dos Instituto de Informática.
Um dos auditório dos Instituto de Informática.

Neste período, o Governo Federal começava a consolidar a ideia de uma Política Nacional de Informática, que teria na Reserva de Mercado um de seus principais instrumentos. Foi então incentivada a criação de empresas nacionais, às quais foi reservado o mercado brasileiro de minicomputadores.

Uma destas empresas, a EDISA - Eletrônica Digital S.A., foi criada no Rio Grande do Sul, usando como importante argumento, no processo de seleção, a existência, no Estado, de um centro de formação de recursos humanos de alto nível, na área de Informática, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Para constituir seu quadro técnico, a EDISA recrutou estudantes e professores do CPGCC, que levaram para a empresa os conhecimentos e os resultados de suas pesquisas na Universidade, alguns dos quais deram origem a produtos desenvolvidos e comercializados pela EDISA.

Após a criação da EDISA, várias outras empresas foram criadas por egressos do CPGCC, do CFTPD e do CPD, atuando em áreas diversificadas de software e Hardware, com alguma concentração em Comunicação de Dados.

Com o retorno dos doutores, os cursos e os projetos de pesquisa experimentaram um salto de qualidade, sendo fortemente incrementado o intercâmbio com importantes instituições estrangeiras, especialmente aquelas situadas na Europa, mais especificamente na França e na Alemanha.

A qualificação do grupo, que já se destacava no cenário nacional pelo volume e pela qualidade da produção e das publicações, fez com que se elevasse ainda mais o nível dos trabalhos e dos resultados, que passaram a incluir, em boa parcela, publicações internacionais, especialmente em congressos de bom nível.

Registrou-se, igualmente, substancial incremento das ações em cooperação com países da América do Sul, especialmente através de atividades de treinamento oferecidas por professores e técnicos da UFRGS a estudantes e profissionais dos demais países. Parte desta cooperação foi desenvolvida com apoio da OEA, em projetos que resultaram inclusive no desenvolvimento cooperado de um conjunto de ensino (software e hardware) de arquitetura de computadores.

No final dos anos 80 e início dos anos 90, ocorreram transformações fundamentais e extremamente positivas na área de Informática da UFRGS.

anos 80

anos 90

Em 1989 foi criado o Instituto de Informática, como unidade agregadora das atividades de ensino, pesquisa e extensão, em todos os níveis, no âmbito da Universidade. A partir da criação do Instituto, foi instalada a respectiva estrutura administrativa, contemplando adequadas formas de representação e operação, tanto no âmbito interno como no externo.

PUC-Rio

UFRJ

Neste período, as agências de fomento brasileiras, como as do MCT, especialmente o CNPq, e a FAPERGS, no Rio Grande do Sul, passaram a incentivar ações das universidades em cooperação com empresas, visando o geração e a transferência de tecnologia, como forma de aumentar a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional.

Presentemente, importante iniciativa é representada pelo Centro de Empreendimentos em Informática, incluindo uma incubadora tecnológica, cujas instalações, que poderão estender-se até um total de 1100 m², foram inauguradas no dia 4 do mês corrente.

Como reconhecimento pela atuação do Instituto no campo da cooperação com empresas, a ASSESPRO - Associação das Empresas Brasileiras de Software e Serviços de Informática, conferiu à Universidade Federal do Rio Grande do Sul o Prêmio ASSESPRO 1992, categoria Escola Superior, tendo sido a escolha feita por votação entre todos os associados da entidade em âmbito nacional.

ASSESPRO

Universidade Federal do Rio Grande do Sul

A Informática da UFRGS colabora com a implantação no Rio Grande do Sul de programas estratégicos do governo federal. Como exemplo temos o Programa Nacional de Centros de Supercomputação, cuja primeira implantação deu-se na UFRGS com a instituição do Centro Nacional de Supercomputação, implantado com apoio da FINEP em junho de 1992. Este centro atende 75 institutos de P&D de 12 estados da federação, e instituições do Cone Sul conveniadas com a UFRGS, em áreas aplicadas. A área de Informática da UFRGS coordena a implantação e operação do ponto de presença da RNP (desde 1989) e da rede estadual de C&T do Estado do Rio Grande do Sul (Rede Tchê, iniciada em 1992), colaborando fundamentalmente com a consultoria e recursos humanos para implantação dos programas prioritários do MCT, como a RNP, o Protem, e o Softex 2000 do CNPq.

RNP

Da mesma forma, os setores de suporte técnico e administrativo ganharam instalações definitivas, permitindo com isto a instalação da Incubadora e das demais atividades de cooperação em espaço amplo e próprio.

Ao longo dos últimos anos, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul vem construindo e consolidando uma história que a coloca em posição destacada no cenário nacional, na área de Informática, participando ativamente, em seu campo de atuação, de todos os eventos importantes que marcaram este período.

É inequívoca a posição de liderança do Instituto de Informática, como pólo irradiador, no campo do ensino e da pesquisa, na Região Sul e no Mercosul, formando recursos humanos em seus cursos regulares, promovendo treinamento para empresas e instituições de ensino e pesquisa no País e no exterior, desenvolvendo projetos de pesquisa em cooperação com empresas e instituições emergentes, mantendo convênios com instituições estrangeiras e nacionais, promovendo eventos de âmbito nacional e internacional, assessorando as principais agências de fomento nacionais, através de seus professores, bem como caracterizando sua atuação no amplo espectro da área de Informática, tanto em software quanto em hardware.

Em 2006 o Curso de Ciência da Computação da UFRGS foi um dos 12 cursos que conseguiram a nota máxima (5) entre os 270 participantes do ENADE sendo que o curso de Engenharia de Computação da UFRGS foi um dos 4 cursos com a nota 5 dos 82 registrados no MEC.

MEC

Programa de Pós-graduação em Computação[editar | editar código-fonte]

O grupo inicial da Informática foi criado junto ao CPD e era formado, majoritariamente, por estagiários recrutados dentre os estudantes da UFRGS que se destacaram nos cursos de treinamento oferecido pela Cia. IBM. Após, foi iniciado um programa de qualificação pelo envio de estagiários recém graduados para realizar o mestrado na PUC e na UFRJ, no Rio de Janeiro. Ao retornarem, reuniram-se ao grupo de hardware que atuava em instrumentação eletrônica no Instituto de Física, criando em 1972 o Curso de Pós-Graduação em Ciência da Computação (CPGCC) formando o grupo inicial de professores. O espectro das áreas de trabalho era bastante amplo, abrangendo hardware e software.

hardware Fisicamente o CPGCC localizou-se nas antigas instalações do CPD, térreo da Escola de Engenharia da UFRGS, que ficaram disponíveis com a transferência do IBM 1130 e dos analistas e programadores para a nova sede no Campus Médico. Na mesma época, 1972, foi comprado um computador de grande porte, o Burroughs B 6700, com 1 M de memória e processador de 1 MHz instalado no novo prédio do CPD. Este computador foi elemento essencial no desenvolvimento do curso de pós-graduação devido a sua grande capcidade de processamento aliada à possibilidade de acesso aos programas fonte, tanto do sistema operacional MCP quanto dos compiladores e demais programas do fabricante. De noite o espetáculo na sala do sistema era impressionante com centenas de mini-lâmpadas piscando. Os registradores eram mapeados para um painel mostrando os valores "0" ou "1" dos bits acionados. Havia, também, sensores do posicionamento das fitas e a leitura óptica dos cartões era realizada com luz visível.

Fisicamente o CPGCC localizou-se nas antigas instalações do CPD, térreo da MHz, que ficaram disponíveis com a transferência do IBM 1130 e dos analistas e programadores para a nova sede no Campus Médico. Na mesma época, 1972, foi comprado um computador de grande porte, o Burroughs B 6700, com 1 M de bits e fitas de 1 Em 1972 a Divisão de Computação do CPD foi transferida para ao Campus Médico, no espaço liberado foram instaladas a Biblioteca e as salas dos professores e alunos em tempo integral. O acervo bibliográfico, disponível na época, estava armazenado em duas estantes e em um armário, e naquela época não havia Internet para acessar ao mais recentes artigos científicos! Complementarmente, existia a possibilidade de trabalhar com os manuaís de software da Burrougs e da IBM, disponíveis no CPD. Eram tempos heróicos, para muitos estudos de compiladores era necessário analisar o código fonte dos compiladores do B 6700. Os programas eram digitados e perfurados em cartões, sendo estes enviados ao CPD para serem lidos e processados pelo IBM 1130 ou pelo B 6700. Nas laterais da sala podem ser vistas as perfuradoras de cartões, no centro há uma mesa para a verificação e montagem dos lotes ("batches") de cartões. instalado no novo prédio do CPD. Este computador foi elemento essencial no desenvolvimento do curso de pós-graduação devido a sua grande capacidade de processamento aliada à possibilidade de acesso aos programas fonte, tanto do sistema operacional MCP quanto dos compiladores e demais programas do fabricante. De noite o espetáculo na sala do sistema era impressionante com centenas de mini-lâmpadas piscando. Os registradores eram mapeados para um painel mostrando os valores "0" ou "1" dos 1972 acionados. Havia, também, sensores do posicionamento das Internet e a leitura óptica dos cartões era realizada com luz visível.

Burrougs

Moodle http://moodle.inf.ufrgs.br

Grupos de pesquisa[editar | editar código-fonte]