Interior do Pará

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Estado do Pará.

O interior do estado do Pará ou interior paraense é a região que abrange todo o estado do Pará, exceto a Região Metropolitana de Belém e o litoral do Pará.

Demografia[editar | editar código-fonte]

A Região Metropolitana de Belém detém um peso demográfico muito grande, concentrando cerca de um terço da população do estado em aproximadamente 5% de território do Pará. Enquanto isso, o interior do estado, sem a região litorânea, corresponde a aproximadamente 80% de área e 55 % de população.[1]

Segundo a estimativa populacional de 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são as cinco cidades mais populosas do interior do Pará: Santarém (296 302 habitantes); Marabá (271 594 habitantes); Parauapebas (202 356 habitantes), Abaetetuba (153 380 habitantes) e Cametá (134 100 habitantes).[1]

Política[editar | editar código-fonte]

São do interior do Pará os movimentos mais fortes para reorganização territorial das unidades federativas brasileiras. Chegaram a tal ponto que conseguiram organizar um plebiscito para conseguir a separação, sendo derrotados, porém, pela fórmula eleitoral adotada, visto que no interior, a vitória pela divisão foi esmagadora.[2]

Os dois principais movimentos pela divisão do Pará são o Carajás e o Tapajós; há, no entanto, movimentos pela criação de um estado do Xingu (região de Altamira), de um estado do Trombetas (região de Almeirim e Oriximiná), de um território federal no Marajó (região de Breves) e de um estado do Guamá (região de Capanema e Paragominas).[2]

Economia[editar | editar código-fonte]

Essa área caracteriza-se por sua economia baseada no extrativismo, agropecuária, extração mineral, indústria, comércio e serviços e turismo. O parque industrial do interior do Pará é muito pequeno e está concentrado principalmente nas maiores cidades e nas regiões de mineração.[3]

O extrativismo visto no interior do estado está principalmente assentado na pesca, sendo que os resultados dessa atividade, põem o Pará como segundo maior produtor de pescados do país.[4][5]

Já na agropecuária, uma grande porção do interior do estado está inserida na fronteira agrícola Amazônica, especializada na produção de milho, soja, feijão, cacau, abacaxi, pimenta-do-reino, goiaba, abacate e cana-de-açúcar. Na pecuária, o rebanho da região é o maior do estado.[5]

Já a economia industrial está basicamente concentrada em Marabá e Santarém, sendo que a primeira têm um parque industrial diversificado e a segunda concentra-se na indústria portuária. Outros centros industriais de relevo são Parauapebas, Canaã dos Carajás, Curionópolis, Paragominas, Rondon do Pará, Juruti, Almeirim, Oriximiná e Ourilândia do Norte, na indústria mineral,[6] e; Tucuruí e Altamira, na indústria elétrica.[5]

O setor de comércio e serviços concentra-se em Marabá, Parauapebas e Santarém, sendo que a primeira é o único centro atacadista do estado. O setor turístico do interior encontra-se principalmente em Santarém (distrito de Alter do Chão) e Conceição do Araguaia.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Estimativas da população residente no Brasil e Unidades da Federação com data de referência em 1 de julho de 2017» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 1 de julho de 2017. Consultado em 25 de setembro de 2017. 
  2. a b «Divisão do Pará: separatismo em debate» (pl). Diário do Pará. 2 de maio de 2010. Consultado em 4 de outubro de 2010.. Cópia arquivada em 11 de julho de 2012 
  3. «Anuário Estatístico do Pará 2015». Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas – Fapespa. 2015 
  4. Barros, Vívian Lúcia Costa (2009). Caracterização da Pesca Artesanal no Município de Marabá–PA. Monografia de Conclusão de Curso para Obtenção do Grau de Licenciatura Plena em Ciências Naturais com Habilitação em Biologia. Marabá: Centro de Ciências Sociais e de Educação de Marabá da Universidade do Estado do Pará 
  5. a b c d Costa, Eduardo José Monteiro da. (2017). Estimativas e Projeções do PIB paraense 2015-2020 (PDF). Belém: Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas – Fapespa 
  6. «Conheça Salobo, o maior projeto de cobre da Vale». Vale S.A. 13 de fevereiro de 2015. Consultado em 3 de janeiro de 2018. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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