Internet em Cuba

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A Internet em Cuba é caracterizada por um baixo número de conexões, largura de banda limitada, censura, e o custo elevado.[1] A Internet em Cuba estagnou desde a sua introdução no final da década de 1990, devido a falta de financiamento, restrições apertadas do governo, o embargo dos EUA, e os custos elevados. Começando em 2007, esta situação começou a melhorar lentamente. Enquanto a Internet ainda é ilegal em casas particulares, os cybercafés estatais oferecem acesso (caro) à Internet.[2]

Em 2014, Cuba tinha uma penetração de Internet de 30%.[3] Em 2015, o governo Cubano abriu os primeiros hotspots wi-fi públicos, em 35 locais públicos. Eles também reduziram os preços, e aumentaram as velocidades de acesso à Internet nos cybercafés estatais.

Cerca de 30% da população (3 milhões de usuários, 79º no mundo) tinha acesso à Internet em 2012.[4] Conexões à Internet são através de satélite, levando o custo de acesso à Internet a ser alto.[5] O custo médio de uma hora de conexão em cybercafé é de cerca de US$1,50 para a rede nacional e US$4,50 para a rede internacional, enquanto o salário médio mensal é de apenas US$20.[5] Propriedade privada de um computador ou telefone celular requeria uma pemissão governamental difícil de obter, até 2008.[6] Devido à largura de banda limitada, autoridades dão preferência para uso a partir de locais onde o acesso à Internet é coletivo, como nos locais de trabalho, escolas e centros de pesquisa, onde muitas pessoas têm acesso aos mesmos computadores ou rede.[7]

A fim de contornar o controle governamental da Internet, os cidadãos têm desenvolvido inúmeras técnicas de evasão de censura internética. Além de ficar online através de cafeterias, os Cubanos também compram contas através do mercado negro. O mercado negro é composto de profissionais ou ex-funcionários do governo que tenham recebido autorização para ter acesso à Internet.[5] Estes indivíduos vendem ou alugam os seus nomes de usuário e senhas para os cidadãos que querem ter acesso.[8]

Novas conexões[editar | editar código-fonte]

A situação política em ambos Cuba e Estados Unidos, está mudando lentamente. Regulamentos dos EUA foram recentemente modificados para incentivar links de comunicação com Cuba.[9] Em 2009, o Presidente Obama anunciou que os Estados Unidos iriam permitir que empresas estadunidenses oferecessem serviços de Internet para Cuba, no entanto, o governo Cubano recusou a oferta e em vez disso, está trabalhando com o governo Venezuelano.[10]

Um novo link submarino de fibra óptica para a Venezuela (ALBA-1) foi agendado para 2011.[11][12] Em fevereiro daquele ano, o cabo de fibra óptica ligando Cuba, Jamaica e Venezuela chegou, e era esperado que fornecesse velocidades de download de até 3.000 vezes mais rápido do que antes.[13][14] Esperava-se que o cabo de fibra óptica entrasse em operação pelo verão (meio) de 2011, mas os relatórios em outubro de 2011 afirmaram que o cabo de fibra óptica ainda não estava colocado. O governo não se pronunciou sobre o problema, o que levou os cidadãos a acreditar que o projeto nunca foi concluído devido à corrupção no governo cubano. Em maio de 2012, houve relatos de que o cabo estava operacional, mas com uso restrito para entidades governamentais cubanas e venezuelanas. O acesso à Internet pelo público em geral utiliza ainda os mais lentos e mais caros links de satélite,[15] até janeiro de 2013, quando as velocidades de Internet aumentaram.

No início de 2016, ETEC S. A. iniciou um programa piloto para o serviço de Internet banda larga em residências cubanas, com vista a prover serviços de Internet banda larga em residências particulares.[16]

Referências

  1. «Cuba» (PDF). Freedon on the Net 2011 (em inglês). Freedom House. 4 de maio de 2011 
  2. Reuters (18 de junho de 2015). «Cuba to offer Wi-Fi at 35 public spaces for the first time». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077 
  3. «Cuba | Country report | Freedom on the Net | 2015». freedomhouse.org (em inglês). Consultado em 4 de setembro de 2017 
  4. "Percentage of Individuals using the Internet 2000-2012", International Telecommunications Union (Geneva), June 2013, retrieved 22 June 2013
  5. a b c "Internet Enemies: Cuba", Reporters Without Borders, March 2011
  6. "Changes in Cuba: From Fidel to Raul Castro", Perceptions of Cuba: Canadian and American policies in comparative perspective, Lana Wylie, University of Toronto Press Incorporated, 2010, p. 114, ISBN 978-1-4426-4061-0
  7. «Cuba to keep internet limits». Agence France-Presse (AFP). 9 Fevereiro 2009 
  8. «Havana Internet cafes». Havana Guide. Consultado em 7 Novembro de 2011 
  9. The state of the Internet in Cuba, January 2011, Larry Press, Professor of Information Systems at California State University, January 2011
  10. «Wired, at last». The Economist. 3 Março 2011 
  11. Undersea cable to bring fast internet to Cuba (em inglês), The Telegraph (UK), 24 Janeiro 2011 
  12. Andrea Rodriguez (9 Fevereiro 2011), Fiber-Optic Communications Cable Arrives In Cuba, Huffington Post 
  13. Marc Frank; Kevin Gray; Eric Walsh (7 Julho 2011). «Cuban cellphones hit 1 million, Net access lags». Reuters. Consultado em 6 Novembro 2011 
  14. Biddle, Ellery Roberts (19 Novembro 2010). «Cuba: Fiber Optic Cable May Not Bring Greater Internet Access». Global Voices. Consultado em 6 Novembro 2011 
  15. "Fiber-optic cable benefiting only Cuban government", Miami Herald, 25 May 2012
  16. http://bigstory.ap.org/article/8d87e43964ab46d197289b257fbd3ff9/cuba-announces-it-will-launch-broadband-home-internet

Ler mais[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]