Ipanema (Porto Alegre)

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Ipanema
—  Bairro do Brasil  —
Ipanema Porto Alegre.JPG
Município Porto Alegre
Área
 - Total 398 hectares
População
 - Total 16 877 hab (2 000)
8 076 homens
8 801 mulheres
    • Densidade 42,4 hab/ha hab./km²
Taxa de crescimento (+) 3,1% (de 1991 a 2000)
Rendimento médio mensal 16,94 salários mínimos
Fonte: Não disponível

Ipanema é um bairro nobre da zona sul da cidade de Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil. Foi criado pela Lei 2 022, de 7 de dezembro de 1959.

O bairro não é na sua totalidade um bairro nobre, tendo algumas áreas com residências de alto padrão, principalmente nas ruas mais próximas à beira do lago Guaíba.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

O nome do bairro homenageia a praia e o bairro de Ipanema, na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

Histórico[1][editar | editar código-fonte]

No início da década de 1930, o balneário Ipanema, em comparação a bairros vizinhos, como Pedra Redonda, Tristeza e Cavalhada, não passava então de uma área rural quase desabitada da capital gaúcha. O início da ocupação se deu efetivamente quando Oswaldo Coufal adquiriu um grande propriedade na área para em seguida loteá-la.

Coufal, que queria ver o local transformado em ponto turístico, adorava a cidade do Rio de Janeiro, para onde levava sua família passar as férias, e inspirou-se nela para dar nomes às ruas e ao balneário. As praias gaúchas também foram lembradas por Coufal e pelos loteadores de Ipanema: muitas delas emprestam seus nomes às ruas de Ipanema e de outros bairros da Zona Sul, entre elas Tramandaí, Cidreira, Torres, Capão da Canoa, Cassino e Atlântida.

Em 1937, ergueu-se a Igreja de Nossa Senhora Aparecida, em estilo espanhol colonial, mas o primeiro pároco desta igreja só assumiu seu posto em 1959, o que revela que Ipanema permaneceu um bairro relativamente desconhecido até então.

Em 1938, a prefeitura de Porto Alegre aprovou oficialmente os nomes de tais ruas dados por Oswaldo Coufal e pelos seus sócios.

Durante as décadas de 1950 e 1960, o Ipanema se tornou um bairro residencial de classe alta e não apenas de veraneio, como no princípio de sua história. Os moradores dessa época eram profissionais liberais bem-sucedidos da capital, como médicos e advogados.

O arroio Capivara visto da Avenida Guaíba, em 2016.

No final da década de 1960, contudo, a balneabilidade da região, que tinha atraído até a sede campestre do Banco do Brasil, perdeu seu brilho devido à poluição ambiental. Os alagamentos e o mau cheiro do arroio Capivara não foram tratados com seriedade pelas autoridades, que somente realizou a canalização do córrego em algumas partes.

Na segunda metade da década de 1980, um projeto para a construção de um aterro em Ipanema fracassou, porque houve discordância entre moradores e a prefeitura quanto ao aumento da faixa de areia da praia. Durante a década seguinte, ocorreu, de forma trabalhosa, a retirada de bares irregularmente instalados na praia, e a prefeitura elaborou projetos paisagísticos para a região.

Em 2009, uma área do bairro Ipanema, chamada Jardim Isabel, foi reconhecida como bairro oficial da cidade.

Características atuais[editar | editar código-fonte]

Vista panorâmica da praia de Ipanema.

Amplamente arborizado e situado à beira do lago Guaíba, o bairro Ipanema é um lugar notadamente residencial. Um calçadão e um ciclovia atraem atletas e moradores durante os dias de verão. A praia é muito utilizada para lazer pela população de baixa renda, apesar de ser considerada imprópria para o banho.

Em 2004, o Morro do Osso, localizado no norte de Ipanema, foi ocupado por mais de vinte famílias de índios caingangues[2], que afirmam ser os antigos moradores do local, devido aos vestígios de um cemitério indígena. A situação continua indefinida até hoje.

Rádio comunitária[editar | editar código-fonte]

O bairro de Ipanema é um dos únicos em Porto Alegre a ter uma rádio comunitária autorizada, a Ipanema Comunitária 87.9FM[3], 24 horas no ar sempre com uma programação destinada aos moradores.

Moradores famosos[editar | editar código-fonte]

Pontos de Referência[editar | editar código-fonte]

Áreas Verdes
  • Praça Marcello Dihl Feijó
  • Praça Carlos J G de Carvalho
  • Praça Breno P Só
  • Praça Senador Alberto Pasqualini
  • Praça Fenícios
  • Praça Jorge Aveline
  • Praça Benjamin de Magalhães
  • Praça Brigadeiro Niederauer
  • Praça Suíça
  • Praça Davi Malinski
  • Praça Luiz Heron Araújo
  • Praça Pedro Vergara
Educação
  • Colégio Estadual Odila Gay da Fonseca
  • Escola Monte Líbano
  • Educandário São João Batista
  • Escola Estadual de Ensino Fundamental Paraíba - CIEP
  • Escola Professor Gilberto Jorge
  • Escola Estadual de Ensino Fundamental Tancredo Neves
Outros
  • Santuário de Nossa Senhora Aparecida
  • Paróquia Menino Jesus de Praga

Limites atuais[editar | editar código-fonte]

Avenida Coronel Marcos desde o seu início até a Rua Manoel Leão; desta, até a Avenida Guaíba; segue pela margem do rio até a Rua Ladislau Neto; desta, até a Estrada Juca Batista; por esta, na direção sul/norte, até a Estrada da Cavalhada e, daí, por uma linha reta, seca e imaginária, até encontrar a divisa do bairro Camaquã, defronte à estrada João Salomani, na Vila Maria; e daí, em direção leste/oeste, pela linha reta, seca e imaginária da divisa dos bairros Camaquã e Tristeza, passando pelo marco geodésico do Morro do Osso até encontrar o ponto de convergência da Avenida Wenceslau Escobar com a Avenida Coronel Marcos, seu ponto inicial.[7]

Seus bairros vizinhos são: Pedra Redonda, Jardim Isabel, Cavalhada , Espírito Santo e Campo Novo

Lei dos limites de bairros- proposta 2015-2016[editar | editar código-fonte]

No fim do ano de 2015, as propostas com as emendas foram aprovadas pela câmara de vereadores de Porto Alegre. Em relação aos limites atuais, há algumas alterações que é a ampliação dos limites do bairro em direção leste e eliminando as distorções na parte norte. Ponto inicial e final: encontro da Avenida Coronel Marcos com a Rua Manoel Leão. Desse ponto segue pela Rua Manoel Leão e por uma linha reta e imaginária até a orla do Lago Guaíba, ponto de coordenadas 00000. Segue pela orla, na direção sul, até o ponto de coordenadas 00000, localizado na projeção da Avenida Coronel Pedro Bitterncourt, segue por esse prolongamento e por essa rua até a Avenida Juca Batista, por essa até a Avenida Vereador Roberto Landell de Moura, por essa até a via projetada do Plano Diretor (Diretriz 6546), por essa até o limite de propriedade da Praça Pedro Vergara, ponto de coordenada 00000, por esse limite e por uma linha imaginária definida pelos pontos de coordenadas localizados no final da Passagem Cinco-Jardim Parque de Ipanema e Rua Armando Czamanski. Desse ponto segue por linha reta e imaginária até a Rua Dionélio Machado, seguindo por essa até o seu final, ponto de coordenadas 00000. Desse ponto segue por linha reta e imaginária até o final da Rua Selso Maffessoni e Rua Romana, ponto de coordenadas 00000. Desse ponto segue por linha reta e imaginária até o encontro da Rua Rio Grande com o prolongamento da Rua Ernesto Zeuner, por essa e seu prolongamento até encontrar a Avenida Eduardo Prado, desse ponto até o encontro com a Rua Egydio Michaelsen, por esta até a Avenida Cavalhada, por essa até a Rua Adão Juvenal de Souza, por essa até a Rua Professor Carlos de Paula Couto. Desse ponto segue por uma linha reta e imaginária até o encontro da Rua Conselheiro Xavier da Costa com a Rua Porto Calvo, por essa até a Avenida Coronel Marcos, por essa até a Rua Manoel Leão, ponto inicial.[8] [9] Sendo assim o Morro do Osso pertence ao novo bairro Sétimo Céu e os residenciais como Jardim Verde, Tapete Verde, Vitória Régia , Imperial Park e Morro Alto pertencem a Ipanema.

Referências

Bibliográficas[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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