Ipatinga

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Município de Ipatinga
Avenida Pedro Linhares Gomes nas proximidades do bairro Iguaçu com a Usiminas em segundo plano

Avenida Pedro Linhares Gomes nas proximidades do bairro Iguaçu com a Usiminas em segundo plano
Bandeira de Ipatinga
Brasão de Ipatinga
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 29 de abril de 1964 (52 anos)
Gentílico ipatinguense
Lema "Confiança, Trabalho, Progresso"
Prefeito(a) Sebastião Quintão (PMDB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Ipatinga
Localização de Ipatinga em Minas Gerais
Ipatinga está localizado em: Brasil
Ipatinga
Localização de Ipatinga no Brasil
19° 28' 04" S 42° 32' 13" O19° 28' 04" S 42° 32' 13" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Vale do Rio Doce IBGE/2013[1]
Microrregião Ipatinga IBGE/2013[1]
Região metropolitana Vale do Aço
Municípios limítrofes Oeste: Coronel Fabriciano;
Norte: Mesquita e Santana do Paraíso;
Leste: Caratinga;
Sul: Timóteo.
Distância até a capital 209 km[2]
Características geográficas
Área 164,884 km² [3]
Área urbana 36,82 km² Eixo de Ordenamento Territorial RMVA/2014[4]
Distritos Barra Alegre e Ipatinga (sede)
População 259 324 hab. (MG: 10º) –  estatísticas IBGE/2016[5]
Densidade 1 572,77 hab./km²
Altitude 220 m
Clima tropical quente semiúmido Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,771 alto PNUD/2010[6]
PIB R$ 9 195 774 mil IBGE/2014[7]
PIB per capita R$ 36 024,28 IBGE/2014[7]
Página oficial
Prefeitura www.ipatinga.mg.gov.br
Câmara www.camaraipatinga.mg.gov.br

Ipatinga é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, região Sudeste do país. Pertence à Mesorregião do Vale do Rio Doce, à Microrregião de Ipatinga e à Região Metropolitana do Vale do Aço e localiza-se a leste da capital do estado, distando desta cerca de 200 km.[2] Ocupa uma área de 164,884 km², sendo 36,82 km² em perímetro urbano,[4] e sua população em 2016 era de 259 324 habitantes, sendo então o décimo mais populoso do estado mineiro.[5] A cidade localiza-se exatamente no local em que as águas do rio Piracicaba se encontram com o rio Doce.[8]

A exploração da região da atual cidade teve início no século XIX, quando bandeirantes estiveram na região.[9] No entanto, o povoamento só se intensificou entre as décadas de 1910 e 20, com a locação da EFVM.[10] Em 1953, houve a criação do distrito, subordinado a Coronel Fabriciano, que na mesma década foi escolhido para sediar o núcleo industrial da Usiminas, acarretando um rápido crescimento populacional por pessoas vindas de várias partes do país. A pedido da empresa foram construídos os primeiros bairros de Ipatinga, destinados a seus trabalhadores, culminando na emancipação em 1964.[9]

Paralelo à original "Vila Operária", o crescimento da população não industrial induziu o surgimento de novas divisões sem relação com o núcleo da Usiminas no decorrer da segunda metade do século XX, apesar da indústria ainda representar a principal fonte de renda municipal.[11] A manutenção da atividade industrial na região contribuiu para a formação da Região Metropolitana do Vale do Aço, que corresponde a um dos principais polos urbanos do interior do estado. Ipatinga tem um papel fundamental como empregador para as cidades a seu redor[12] e em 2011, gerava 68,9% do Produto Interno Bruto (PIB) metropolitano.[13]

Tradições culturais como o artesanato e o congado das comunidades rurais se fazem presentes no município, bem como atrativos recreativos, a exemplo do Parque Ipanema, do Shopping Vale do Aço e da Usipa.[14] Parte do entretenimento em Ipatinga é fruto de investimentos da Usiminas destinados à comunidade, cabendo ressaltar nesse ponto o Centro Cultural Usiminas, que sedia espetáculos culturais de relevância regional ou mesmo nacional.[15] De acordo com a Secretaria de Cultura do Estado de Minas Gerais, as intensas manifestações, grupos teatrais e eventos diversos concedem ao município o título de segundo polo cultural de Minas Gerais, atrás apenas de Belo Horizonte.[16]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A origem do topônimo "Ipatinga" varia conforme a fonte. Enquanto uma versão defende que seja um termo da língua tupi que significa "pouso de água limpa"[9] ou "lagoa clara" (upaba, lagoa e tinga, clara),[17] outra afirma que se trata de um arranjo elaborado pelo engenheiro Pedro Nolasco, responsável pelo projeto da Estrada de Ferro Vitória a Minas, aproveitando os elementos "Ipa" (da cidade de Ipanema) e "tinga" (de Caratinga).[18]

História[editar | editar código-fonte]

Colonização da região[editar | editar código-fonte]

A exploração da região conhecida inicialmente como Sertões do Rio Doce teve início no final do século XVI, em expedições à procura de metais preciosos, no entanto o desbravamento dessas terras foi proibido no começo do século XVII, a fim de evitar contrabando do ouro extraído nas redondezas de Diamantina. O povoamento foi liberado em 1755[19] e no século XIX, durante mandato de Dom Pedro I do Brasil, bandeirantes estiveram na região, onde constataram a presença de indígenas.[9] Ainda assim, até o século XX a área de Ipatinga não reportou uma significativa colonização.[10] Por volta de 1920, já existiam pequenos núcleos habitacionais nos atuais bairros Barra Alegre,[20] Ipaneminha,[21] Taúbas[22] e Bom Jardim, frutos de apossamentos de terras[23] ou, no caso do Ipaneminha, pontos de parada de uma estrada por onde passavam tropeiros rumo a Ouro Preto e Diamantina.[21]

Estação de Ipatinga (atual Estação Memória) da EFVM na década de 1930.

A locação da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) pelo leste mineiro, no entanto, vinha estimulando o desenvolvimento populacional nas áreas próximas das margens dos rios Doce e Piracicaba, assim como viria a ocorrer na região do Vale do Aço. Em 1º de agosto de 1922, foi inaugurada a Estação Pedra Mole, próxima ao atual bairro Cariru,[10] e no mesmo ano foi construída a Estação Nossa Senhora, onde surgiu o povoado de Córrego de Nossa Senhora ou Horto de Nossa Senhora, no atual bairro Horto.[24] Nesse local, foi criada a primeira farmácia da atual Região Metropolitana do Vale do Aço, pelo farmacêutico (e futuro político) Raimundo Alves de Carvalho.[25]

A Estação Pedra Mole foi desativada poucos anos depois de sua inauguração, devido a uma alteração no traçado da EFVM, e um novo terminal foi construído no atual Centro de Ipatinga.[26] Em 1924, houve a fundação da Estação do Calado, em Coronel Fabriciano, onde se instalou a Companha Siderúrgica Belgo-Mineira na década de 1930. Vastas áreas foram adquiridas com objetivo de centralizar a extração de madeira da empresa pela região, visando a alimentar seus fornos em João Monlevade.[10] Todavia, apenas Coronel Fabriciano experimentou um desenvolvimento populacional e urbano entre as décadas de 30 e 40, intensificado com a instalação da Acesita em 1944, culminando em sua emancipação do município de Antônio Dias em 1948.[27] Pela Lei nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, o povoado de Ipatinga foi elevado a distrito de Fabriciano.[9] Suas principais atividades econômicas ainda eram ligadas à agricultura e à pecuária.[27]

Expansão econômica e siderúrgica[editar | editar código-fonte]

Em 1956, uma comissão japonesa visita o então distrito de Ipatinga, sendo escolhido como sede da instalação da Usiminas. Para essa decisão, foram levados em conta a topografia apropriada, pequena distância entre as fontes de matéria prima e os centros consumidores facilidades dos recursos hídricos, abundância de energia elétrica, malha ferroviária local e proximidade com outros centros siderúrgicos. Com as notícias da construção da siderúrgica que se instalaria na região, foi grande a chegada de novos moradores, antes de sua instalação. Isso aumentou a necessidade de um planejamento urbano para a cidade.[28][29]

Com a instalação da Usiminas em Ipatinga, houve a construção de bairros inteiros destinados a servir de abrigo aos seus trabalhadores, sendo o Horto o primeiro deles.[30] Até essa ocasião, o povoamento contava com cerca de 60 casas e 300 habitantes.[24] A elaboração do primeiro plano urbanístico da atual cidade, então chamada de Vila Operária,[31] projetado pelo arquiteto Raphael Hardy Filho em 1958, possibilitou a locação dos primeiros bairros do atual município.[32] Os conjuntos habitacionais da antiga Vila Operária encontram-se localizados entre o Rio Piracicaba e a usina[33] e foram distribuídos de acordo com a hierarquia da empresa, distinguindo-se entre engenheiros, técnicos, operários e chefes.[34] A Usiminas entrou em operação em 26 de outubro de 1962, após o então presidente do Brasil João Goulart acender o alto-forno pela primeira vez, permitindo a primeira corrida de gusa.[35]

Contudo, os investimentos do Estado, responsável por 55% do capital estatal da Usiminas — outros 5% pertenciam a empresários nacionais e 40% a japoneses —,[36] restringia-se aos arredores da empresa e pouco levavam em consideração o município de Coronel Fabriciano como um todo, cuja administração havia isentado a Usiminas de impostos.[37] Além disso, a infraestrutura disponibilizada pela empresa se mostrava insuficiente para atender à demanda de operários da região ou que vinham de diferentes áreas do Brasil à procura de trabalho, tampouco àqueles que não se empregavam na indústria. Em Ipatinga, os alojamentos se tornaram poucos e os índices de violência eram elevados.[38][39]

Conflitos urbanos e emancipação[editar | editar código-fonte]

Monumento "7 de Outubro", no bairro Bom Retiro, em homenagem às vítimas do Massacre de Ipatinga.

Protestos de trabalhadores da Usiminas contra as más condições de moradia e trabalho, além de agravantes como a humilhação que sofriam ao serem revistados antes de entrar e sair da empresa, reforçaram a opressão de tropas militares sob ordens do governador mineiro José de Magalhães Pinto.[40] Em 7 de outubro de 1963, cerca de seis mil trabalhadores em greve à frente da portaria da empresa[41] foram alvo de 19 soldados no alto de um caminhão que puseram-se a disparar contra os operários. O episódio, conhecido como Massacre de Ipatinga, resultou oficialmente em oito mortes e 79 feridos, apesar de tais números sempre ter sido contestados.[42]

Houve, nos meses seguintes ao massacre, aumentos salariais, a substituição do quadro de vigilantes e a condenação dos soldados envolvidos em agressões e no massacre. O Golpe de Estado no Brasil em 1964, no entanto, derrubava o então presidente e sindicalista João Goulart, dando início à ditadura militar. Isso culminou na prisão de sindicalistas e líderes de movimentos trabalhistas locais e na absorção dos policiais envolvidos.[43] A construção dos conjuntos habitacionais também foi intensificada no decorrer da década de 1960.[44]

Anteriormente ao massacre, já existia um ressentimento de insatisfação da população de Ipatinga com a administração de Coronel Fabriciano, devido à distância até a sede municipal e à relativa sensação de isolamento, o que levou à formação de uma comissão pró-emancipação do então distrito em 1962.[45][46] Assim como ocorreu com o distrito de Timóteo, o desmembramento de Ipatinga foi vetado pelo governador Magalhães Pinto em primeiro momento em dezembro de 1962, sob forte influência de uma aliança política com o então prefeito fabricianense Cyro Cotta Poggiali.[46][47][48] A prefeitura de Coronel Fabriciano não queria perder a renda originada pela Acesita (em Timóteo) e a Usiminas[45] e o governador afirmava que pretendia manter uma unidade política, administrativa, econômica e financeira desse polo siderúrgico.[18]

Havia cerca de 20 mil habitantes no distrito em 1962.[49] Sob influência do massacre de 1963 e de uma quebra de aliança entre o prefeito fabricianense e Magalhães Pinto,[48] no entanto, uma nova comissão conseguiu a aprovação da emancipação de Ipatinga pela Secretaria de Interior do estado em abril de 1964. No mesmo processo também houve a emancipação do distrito de Timóteo, desmembrado de Coronel Fabriciano, além de João Monlevade e Bela Vista de Minas. José Orozimbo da Silva foi empossado como intendente, sendo posteriormente substituído por Délio Baêta Costa,[50] porém Fernando Santos Coura foi o primeiro prefeito eleito e veio a assumir o cargo em 4 de dezembro de 1965.[51]

Consolidação urbana[editar | editar código-fonte]

Verticalização entre os bairros Ideal, Cidade Nobre e Iguaçu, áreas onde a consolidação urbana ocorreu após a década de 70.[52]

Até 1967, encontravam-se implantados na Vila Operária os bairros Amaro Lanari, Bom Retiro, Cariru, Castelo, Horto, Imbaúbas e Vila Ipanema.[44] Dentre outros bens infraestruturais básicos, foram construídos o Colégio São Francisco Xavier (1962) e o Hospital Márcio Cunha (1967).[53] Ainda sob influência do massacre de 1963, a Usiminas adotou a partir da década de 1960 ações de recursos humanos e políticas de assistência social, tendo em vista que ser empregado na siderúrgica era garantia de acesso à habitação, infraestrutura e saúde.[44] Com objetivo de controlar a compra e venda de residências e terrenos e evitar que características originais do projeto da cidade original fossem rompidas, Rafael Hardy Filho criou um plano habitacional em 1965, no qual fora definido que qualquer obra que fosse realizada nos complexos residenciais devia receber a aprovação de um Departamento de Habitação e Urbanismo da empresa.[44] Entre as décadas de 70 e 80, foram construídos cemitérios, salas de cinema, fundações culturais e teatrais, o terminal rodoviário e o Ipatingão.[26]

Paralelo à original Vila Operária, o crescimento da população não industrial induziu o surgimento de novas divisões sem relação com a empresa, em especial na periferia da cidade, no decorrer da segunda metade do século XX.[11][54] O crescimento desordenado, aliado às condições naturais, proporcionou tragédias da natureza das enchentes de 1979.[55] Em fevereiro daquele ano, enchentes, quedas de pontes e barreiras deixaram a cidade isolada após dias seguidos de chuvas intensas que atingiram toda a Bacia do Rio Doce.[56] Somente em Ipatinga as chuvas deixaram cerca de 10 mil desabrigados e 42 mortos, grande parte no deslizamento da chamada grota do Iapi, local situado entre os atuais bairros Cidade Nobre e Esperança.[57]

Monumento "Tomie Ohtake" (2004). Planejado a pedido da Usiminas em homenagem a seus 41 anos, encontra-se próximo ao local do Massacre de Ipatinga, mas sua projetora não define um significado para a obra.[58]

A Avenida 28 de Abril (antiga Rua do Comércio ou Rua do Buraco), no Centro de Ipatinga, também ficou inundada durante as chuvas de 1979.[59] A via é outro exemplo onde o desenvolvimento ocorreu de forma desorganizada[60] e com uma considerável presença de cortiços, fazendo com que a área configurasse como uma zona de altos índices de violência e prostituição, além de problemas com enchentes. No começo da década de 1990, a efervescência da atividade comercial incentivou a estruturação dessa região, com parte de sua população sendo remanejada para casas populares.[61] Mesmo com a concretização de projetos habitacionais, de regularização fundiária e de aquisição de lotes, a presença de aglomerados subnormais em Ipatinga ainda é relevante entre as décadas de 2000 e 2010, posicionando a cidade entre as maiores porcentagens de habitantes vivendo em favelas no estado de Minas Gerais.[62][63]

A privatização da Usiminas, no início da década de 90, ajudou a desvincular a administração pública com foco à empresa para priorizar a cidade como um todo. O Plano Diretor Municipal, elaborado em 1991, enaltece as metas de "evidenciar a história da cidade e dos espaços, propor formas de integrá-la no seu cotidiano, permitir a criação de referências coletivas e o reconhecimento e apropriação da cidade pela população".[64] Após sua privatização, a empresa intensificou os investimentos em arte e equipamentos culturais com objetivo de manter sua credibilidade frente aos acontecimentos no passado,[65] como exemplo a fundação do Teatro Zélia Olguin em 1994 e do Centro Cultural Usiminas em 1998.[26] Ser fichado na Usiminas também era garantia de acompanhamento odontológico gratuito a toda a família, o que fez com que Ipatinga registrasse um índice de 0,3 problemas com dentes cariados, perdidos ou obturados por habitante segundo informações de 2001, frente a médias de 4,9 do Brasil e 1,2 da Finlândia (país com o menor índice do mundo de acordo com a ONU).[66] Seus funcionários arrecadavam 10% do capital da empresa com direito a participação nos lucros.[67] Em 2002, investimentos de recursos do município, dos governos federal e estadual e da Usiminas tornaram Ipatinga em uma das primeiras cidades de seu porte na América Latina a ter 100% de suas águas residuais tratadas.[68][69]

História recente[editar | editar código-fonte]

Ipatinga e o Vale do Aço iniciam o século XXI com destaque à vocação industrial já conhecida, mas com setores de comércio e prestação de serviços em desenvolvimento, caracterizando-se como polo regional para vários municípios do leste de Minas.[70] Pesquisas econômicas recorrentemente citam Ipatinga, como a que foi realizada pelo SEBRAE, apontando quais as melhores cidades de cada estado para se abrir um negócio em 2012,[71] e os 100 melhores municípios do Brasil para investir em imóveis em 2015.[72] Em 2016, figurou na 48ª posição dentre as cidades mais inteligentes do Brasil, segundo o ranking da Bloomberg Philanthropies que pontua inovações em projetos das administrações públicas que visem a sanar problemas sociais.[73] Sob os reflexos da Grande Recessão global que teve início em 2008, no entanto, houve uma relevante diminuição da demanda por aço e posteriormente de sua produção em todo o Brasil, a exemplo do Vale do Aço. Registra-se a partir de então uma considerável queda da população industrial local em função do fechamento de postos de trabalho e cortes de investimentos, com impactos diretos nos setores de serviços e comércio.[74]

Geografia[editar | editar código-fonte]

A área do município é de 164,884 km², representando 0,0282% do território mineiro, 0,0179 da área da região Sudeste do Brasil e 0,0019% de todo o território brasileiro.[75] Desse total 36,82 km² estão em perímetro urbano.[4]

Relevo e hidrografia[editar | editar código-fonte]

Vista aérea de Ipatinga.

Ipatinga está inserida na depressão interplanáltica do Vale do Rio Doce, cujo relevo é resultado de uma dissecação fluvial atuante nas rochas granito-gnáissicas do período Pré-Cambriano.[76] O conjunto apresenta rochas do complexo gnáissico-magmático-metamórfico, que incluem biotita-gnaisse, rochas graníticas e granito-gnaisse.[77] O relevo é heterogêneo, sendo 55% do território ipatinguense plano, enquanto que 30% são de terras onduladas e nos 15% restantes os terrenos são planos.[2]

As maiores elevações podem ser encontradas a noroeste, na região dos maciços da Serra dos Cocais, onde a altitude chega aos 1 163 metros. Por outro lado, as menores altitudes são notadas nas margens dos rios, ao passo que a altitude mínima, de 235 metros, está localizada na foz do rio Piracicaba no rio Doce.[2][8] A posição do rio Piracicaba e o relevo plano em suas proximidades serviram como pretexto para a instalação da Estrada de Ferro Vitória a Minas e da Usiminas e, posteriormente, para o estabelecimento do perímetro urbano de Ipatinga, que foi forçado a se expandir em direção às altitudes mais elevadas. Dessa forma, é considerável a ocupação e o surgimento de bairros, em especial de classes baixas, em áreas com forte declividade.[8]

O município se encontra na bacia do rio Doce e é abrangido pela sub-bacia do rio Piracicaba. A foz do rio Piracicaba no rio Doce se encontra próxima ao bairro Cariru, na divisa com Timóteo.[8] No subsolo, abaixo da foz do rio Piracicaba, está localizado um aquífero aluvionar, que é de onde é extraída a água utilizada para o suprimento da maior parte do Vale do Aço.[8][78] De forma geral, a principal sub-bacia contida no território municipal é a do Ribeirão Ipanema, que tem cerca de 150 km²[79] e cujo curso principal corta a cidade antes de alcançar sua foz no Rio Doce, após percorrer 28,5 km.[80] A zona rural municipal, no entanto, abriga muitos pequenos cursos hidrográficos e mais de 320 nascentes.[81]

Municípios limítrofes e região metropolitana[editar | editar código-fonte]

Imagem de satélite mostrando a zona urbana de Coronel Fabriciano (ao meio da imagem) e partes de Ipatinga (acima) e Timóteo (abaixo).

O município faz limites com os municípios de Mesquita e Santana do Paraíso a norte, Caratinga a leste, Timóteo a sul e Coronel Fabriciano a oeste.[2] O intenso crescimento da região tem tornado inefetivas as fronteiras políticas entre seus municípios, formando-se a Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA), envolvendo, além de Ipatinga, as cidades de Coronel Fabriciano, Santana do Paraíso, e Timóteo, além dos outros 24 municípios que fazem parte do chamado colar metropolitano. O município, como sede da Usiminas e outras empresas metal-mecânicas, tem um papel fundamental como empregador para as cidades a seu redor[12] e em 2011, gerava 68,9% do Produto Interno Bruto (PIB) metropolitano.[13]

A região se tornou conhecida internacionalmente em virtude das grandes empresas que sedia, a exemplo da Cenibra (em Belo Oriente), Aperam South America (em Timóteo) e Usiminas (Ipatinga), todas com um considerável volume de produtos exportados, e apesar de seu povoamento recente, corresponde a um dos principais polos urbanos do interior do estado.[12] Segundo estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os quatro principais municípios reuniam, em 2016, um total de 489 668 habitantes.[5]

Clima[editar | editar código-fonte]

Um pôr do sol visto a partir do Parque Ipanema em uma tarde de setembro.

O clima ipatinguense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical quente semiúmido[82] (tipo Aw segundo Köppen),[83] com temperatura média anual de 23,8 °C e pluviosidade média de 1 138 mm/ano, concentrados entre os meses de outubro e abril, sendo dezembro o mês de maior precipitação.[83] O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 26,4 °C, sendo a média máxima de 32,5 °C e a mínima de 20,4 °C. E o mês mais frio, julho, de 20,7 °C, sendo 27,3 °C e 15,1 °C as médias máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.[83]

Nevoeiros são comuns nas manhãs dos meses frios, por conta da alta umidade e das baixas temperaturas.[84] Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais frequentes, especialmente entre julho e setembro. Em julho de 1998, por exemplo, a precipitação de chuva em Ipatinga não passou de 0 mm.[85] Em alguns dias do ano, durante o período da estação seca (maio a setembro) ou em longos veranicos, a qualidade do ar fica irregular, por conta da poluição e da baixa umidade relativa.[86][87]

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes aos períodos de 1961 a 1962, 1979 a 1983, 1985 a 1988, 1990 e 1992 a 2005, a temperatura mínima absoluta registrada em Ipatinga foi de 7,6 °C em 1º de junho de 1979,[88] e a maior atingiu 38,9 °C em 29 de novembro de 1993.[89] Segundo medições da Usiminas, no entanto, a temperatura alcançou 42,6 ºC em 31 de outubro de 2012.[90] O maior acumulado de precipitação em 24 horas durante aquele período foi de 181,3 milímetros (mm) em 20 de novembro de 1998. Outros grandes acumulados foram 180,0 mm em 20 de março de 1979, 171,1 mm em 10 de dezembro de 1980, 155,5 mm 13 de março de 1994 e 147,2 mm em 7 de novembro de 1999.[91]

Também segundo o INMET, o menor índice de umidade relativa do ar foi de 21% em 21 de novembro de 1982,[92] porém a Usiminas registrou valor de 16% em 10 de setembro de 2012.[93] Tempestades de granizo não são muito comuns na cidade, mas algumas das mais recentes ocorreram em 4 de setembro de 2006[94] e em 17 de dezembro de 2012.[95] Houve registros de fenômenos semelhantes a trombas d'água na cidade nos dias 2 de janeiro de 2009[96] e 23 de dezembro de 2010.[97] De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Ipatinga é o 85º colocado no ranking de ocorrências de descargas elétricas no estado de Minas Gerais, com uma média anual de 8,2412 raios por quilômetro quadrado.[98]

Dados climatológicos para Ipatinga
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima absoluta (°C) 37,4 38,4 36,2 35,2 34,4 31,8 33,6 34,2 37,8 37,8 38,9 38,8 38,9
Temperatura máxima média (°C) 31,8 32,5 31,1 30,1 28,4 27,4 27,3 28,7 29 29,7 30,1 30,5 29,7
Temperatura média (°C) 26,1 26,4 25,6 24,3 22,5 20,9 20,7 21,9 23 24,2 24,8 25,2 23,8
Temperatura mínima média (°C) 20,4 20,4 20,1 18,6 16,6 14,5 14,2 15,1 17 18,8 19,6 20 17,9
Temperatura mínima absoluta (°C) 16,0 17,4 17,3 14,0 9,8 7,6 8,4 9,2 10,6 11,2 14,0 15,6 7,6
Precipitação (mm) 209 113 122 68 29 18 12 15 37 103 205 207 1 138
Fonte: Climate-Data.org (médias de temperatura e precipitação);[83]
Fonte #2: Instituto Nacional de Meteorologia (recordes de 1961 a 1962, 1979 a 1983, 1985 a 1988, 1990 e 1992 a 2005)[89][88]

Ecologia e meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Trecho do Ribeirão Ipanema no bairro Jardim Panorama.

A vegetação nativa pertence ao domínio florestal Atlântico (Mata Atlântica), restando poucas regiões fragmentadas em meio a áreas reflorestadas, pastagens e ao perímetro urbano.[77][100] A monocultura de reflorestamento com eucalipto, no entanto, apresenta uma considerável relevância e ocupa área maior que o bioma original, tendo como finalidade a produção de matéria-prima para a fábrica de celulose da Cenibra, localizada em Belo Oriente. Em 2009, os plantios de eucalipto ocupavam 3 055,74 hectares ou 18,36% do território de Ipatinga. Nesse mesmo ano, 51,55 hectares (0,31%) eram cobertos por cursos hídricos e 3 299,01 hectares (19,82%) eram áreas urbanizadas.[101] Em 2014, as plantações de eucalipto ocupavam 32,750 km² (19,5% da área do município), enquanto que a Mata Atlântica nativa abrangia 6 km² (3,65% da área total).[100]

Ipatinga conta com uma área de proteção ambiental (APA) e duas reservas particulares do patrimônio natural (RPPN), que aliadas a áreas de preservação vizinhas, como a Serra dos Cocais em Coronel Fabriciano e a APA de Santana do Paraíso, constituem um corredor ecológico até o Parque Estadual do Rio Doce (PERD),[102] que por sua vez faz limite com o município e é considerado o maior remanescente de Mata Atlântica e um dos principais sistemas lacustres do estado.[77] Parte das áreas de preservação locais, no entanto, é usada para pastagens ou cultivo de eucalipto.[103] A APA Ipanema, como é denominada, foi criada em 1997 e abriga remanescentes de Mata Atlântica que atuam como mata ciliar para a região da nascente do Ribeirão Ipanema e de outros cursos hidrográficos menores.[104] As RPPNs Fazenda Córrego da Bucaina e Sítio do Zaca são propriedades particulares, mas ambas têm registro em âmbito estadual como áreas de conservação.[105]

Interior do Viveiro Municipal de Ipatinga.

O município administra cinco parques municipais, sendo eles: Ipanema, Samambaias, Parque das Montanhas, Parque Ecológico das Águas e Parque da União. Dentre esses se destaca o Parque Ipanema, que é a maior área verde urbana de Minas Gerais, com cerca de 1 milhão de m². O Parque Municipal Samambaia, que está situado no bairro Bom Jardim e foi criado em 2000, possui um lago e um remanescente de Mata Atlântica. Também em 2000, houve a criação do Parque da União, localizado no Veneza. Os demais tiveram suas demarcações pelo Plano Diretor Municipal em 2014.[105] A prefeitura também mantém um viveiro municipal, onde são cultivadas as mudas frutíferas, ornamentais, arbóreas e medicinais utilizadas nos logradouros ou que podem ser adquiridas pela população.[106] O Centro de Biodiversidade da Usipa (CEBUS), que é administrado sob intermédio da Usiminas, conta com um mini-jardim zoológico, um viveiro de mudas e uma área de conservação, atendendo às escolas e à comunidade da região com visitas, atividades ecológicas e dinâmicas.[107]

Ipatinga é considerada uma das cidades mais arborizadas do Brasil, contando com mais de 100 m² de área verde por habitante. Segundo a prefeitura, havia cerca de 100 mil árvores plantadas em áreas públicas da cidade em 2014, com presença de espécies típicas locais, como mognos, pinheiros, palmeiras, cajás, mangueiras, goiabeiras e o ipê-amarelo. No mesmo ano, existiam 450 000 m² de áreas gramadas em praças e parques, 40 000 m² de jardins e cerca de 100 praças públicas e áreas verdes, os quais são ornamentados com aproximadamente 20 espécies típicas, dentre elas: trapoeraba-roxa, clorofito, coleus, erica, ixora, onze-horas, vinca e margarida-branca.[108] Sabiá-laranjeira, sanhaço, tico-tico, rolinha, saíra e bem-te-vi são aves típicas da fauna local, ao passo que animais silvestres podem ser encontradas sobretudo em áreas de florestas remanescentes, a exemplo de gato-do-mato, tatu, paca, raposa e rato silvestre.[109]

Problemas ambientais[editar | editar código-fonte]

Emissão de gases da Usiminas vista a partir do bairro Veneza.

Alguns dos principais problemas ambientais que a cidade sofre são as enchentes, que no período chuvoso provocam grandes estragos nas áreas mais baixas e populosas,[110] e os deslizamentos de terra nos morros e encostas.[111] Existem pontos com deficiências de drenagem, impedindo o devido escoamento da água das chuvas em direção aos cursos hidrográficos.[110] Entretanto, as áreas de risco de escorregamentos de encostas no município são proporcionalmente pequenas em relação à extensão do perímetro urbano, levando em consideração que o relevo da zona urbana é relativamente menos acidentado e que grandes parcelas do território municipal são administradas pela Usiminas. Mesmo assim há um Plano de Risco Municipal a fim de identificar áreas propícias a sofrerem danos.[111]

As queimadas florestais destroem a mata nativa, comprometendo a qualidade do solo e prejudicando ainda a qualidade do ar, sendo que a cidade também é afetada pela poluição atmosférica gerada nas usinas do Vale do Aço.[104][112] A cidade conta com painéis de qualidade do ar instalados em alguns bairros, com objetivo de informar o índice de poluição.[113] A poluição hídrica se mostra amenizada pela existência de estações de tratamento de águas residuais da Copasa e da Usiminas, que atendem a mais de 99% da população.[114] A poluição visual, por sua vez, é intensa em diversos locais do perímetro urbano, sendo considerável a presença de cartazes com anúncios fixados sem controle em orelhões, postes e placas,[115] situação que é agravada pelas pichações em muros e portões de casas e lojas.[116]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1970 47 882
1980 150 318 213,9%
1991 180 069 19,8%
2000 212 496 18,0%
2010 239 468 12,7%
Est. 2016 259 324 22,0%
Fonte: Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística
(IBGE)[117]

Em 2010, a população do município foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 239 468 habitantes.[118] Segundo o censo daquele ano, 116 209 habitantes eram homens e 123 259 habitantes mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, 236 968 habitantes viviam na zona urbana e 2 500 na zona rural.[118] Já segundo estatísticas divulgadas em 2016, a população municipal era de 259 324 habitantes, sendo o décimo mais populoso do estado.[5] Da população total em 2010, 52 326 habitantes (21,85%) tinham menos de 15 anos de idade, 172 151 habitantes (71,89%) tinham de 15 a 64 anos e 14 991 pessoas (6,26%) possuíam mais de 65 anos, sendo que a esperança de vida ao nascer era de 76,9 anos e a taxa de fecundidade total por mulher era de 1,6.[119]

Indicadores e desigualdade[editar | editar código-fonte]

Habitações em morros entre os bairros Ideal, Esperança e Cidade Nobre, em que podem ser notadas classes econômicas diversificadas.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Ipatinga é considerado alto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sendo que seu valor é de 0,771 (o 220º maior do Brasil e o 16° maior de Minas Gerais). A cidade possui a maioria dos indicadores próximos à média nacional segundo o PNUD. Considerando-se apenas o índice de educação o valor é de 0,705, o valor do índice de longevidade é de 0,864 e o de renda é de 0,752.[6]

De 2000 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até meio salário mínimo reduziu em 61,6% e em 2010, 93,5% da população vivia acima da linha de pobreza, 4,7% encontrava-se na linha da pobreza e 1,7% estava abaixo[120] e o coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, era de 0,524, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor.[121] A participação dos 20% da população mais rica da cidade no rendimento total municipal era de 57,0%, ou seja, 14,1 vezes superior à dos 20% mais pobres, que era de 4,0%.[120] No mesmo ano, segundo a Fundação Gorceix, havia um déficit de 10 495 domicílios, enquanto que 6 331 imóveis estavam desocupados.[122]

Em 2010, Ipatinga possuía a 15ª maior porcentagem de residências em aglomerados subnormais dentre os municípios mineiros, com 4,9% de seus domicílios situados em favelas, englobando 12 841 habitantes.[62][63] Nesse ano, havia oito locais identificados como aglomerados subnormais pelo IBGE. Mesmo com a construção de conjuntos habitacionais planejados para abrigar a população industrial na ocasião da instalação da Usiminas, a presença de favelas se deve à ocupação do solo sem controle pela população atraída pelo progresso local.[11][54] Apesar da parcela relativamente alta, o município apresenta taxas menores de residências em aglomerados subnormais que Coronel Fabriciano (19,7%, primeiro colocado do estado) e Timóteo (14,8%, quarto colocado), onde o desenvolvimento das favelas tem relação com crescimento desordenado em função da presença das indústrias locais.[11][62][63] Também cabe ressaltar que o percentual de habitações em favelas em Ipatinga apresentou redução em relação a 2000, quando o índice era de 8,74%. Projetos habitacionais, de regularização fundiária e de aquisição de lotes contribuem para a melhoria da gestão de políticas a respeito.[63]

Etnias e religião[editar | editar código-fonte]

Igreja Nossa Senhora da Esperança do bairro Horto durante reconstrução.

Em 2010, a população era composta por 98 268 brancos (41,04%), 19 753 negros (8,26%), 1 915 amarelos (0,80%), 119 231 pardos (49,79%) e 301 indígenas (0,13%).[123] Considerando-se a região de nascimento, 233 822 eram nascidos no Sudeste (97,64%), 525 na Região Norte (0,22%), 3 142 no Nordeste (1,31%), 321 no Centro-Oeste (0,31%) e 582 no Sul (0,24%). 225 656 habitantes eram naturais de Minas Gerais (94,23%) e, desse total, 120 818 eram nascidos em Ipatinga (50,45%).[124] Entre os 13 812 naturais de outras unidades da federação, Espírito Santo era o estado com maior presença, com 3 345 pessoas (1,40%), seguido por São Paulo, com 2 790 residentes (1,16%), e pelo Rio de Janeiro, com 2 032 habitantes residentes no município (0,85%).[125]

De acordo com dados do censo de 2010 realizado pelo IBGE, a população municipal está composta por: 112 763 católicos (47,09%), 96 203 evangélicos (40,17%), 23 228 pessoas sem religião (9,70%) e os 3,04% estão divididos entre outras religiões.[126] O município faz parte da Região Pastoral III da Diocese de Itabira-Fabriciano e está dividido em um total de 10 paróquias, sendo elas: Cristo Libertador, Cristo Rei, Cristo Redentor, Divino Espírito Santo, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Esperança, Sagrada Família, Sagrado Coração de Jesus, São Geraldo Magela e São Pedro.[127]

Política e administração[editar | editar código-fonte]

Edifício Jamil Selim José de Sales, sede da prefeitura de Ipatinga.

A administração municipal se dá pelos Poderes Executivo e Legislativo. O Executivo é exercido pelo prefeito, auxiliado pelo seu gabinete de secretários.[128] O primeiro representante do Poder Executivo do município foi José Orozimbo da Silva, nomeado como intendente pelo governador José de Magalhães Pinto após a emancipação política,[50] no entanto Fernando Santos Coura foi o primeiro prefeito eleito, tendo assumido o cargo em 4 de dezembro de 1965.[51] O atual é Sebastião Quintão, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), eleito nas eleições municipais de 2016 com 54% dos votos válidos e empossado em 1º de janeiro de 2017, ao lado de Jésus Nascimento como vice-prefeito.[129] O Poder Legislativo, por sua vez, é constituído pela câmara municipal,[128] composta por dezenove vereadores.[130] Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias).[131]

Em complementação ao processo Legislativo e ao trabalho das secretarias, existem também conselhos municipais em atividade, entre os quais direitos da criança e do adolescente (criado em 1995), tutelar (2008), direitos do idoso (2000), direitos da pessoa com deficiência (2007) e políticas para mulheres (2005).[132] Ipatinga se rege por sua lei orgânica, promulgada em 1º de maio de 1990,[128] e abriga uma comarca do Poder Judiciário estadual, de entrância especial, tendo como termos os municípios de Ipaba e Santana do Paraíso.[133] O município possuía, em novembro de 2016, 183 297 eleitores, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que representa 1,170% do eleitorado mineiro.[134]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Vista dos bairros Esperança (em primeiro plano), Bom Jardim (ao fundo à direita) e Ideal (ao fundo à esquerda).

Em 2010, Ipatinga era composta por 35 bairros oficiais distribuídos entre suas nove regionais.[135] Segundo o IBGE, o bairro mais populoso era o Canaã, reunindo 28 284 habitantes.[136] Os bairros das regionais V, VII, VIII e IX, além do Cidade Nobre (Regional III) e Taúbas (Regional VI), formam o distrito Barra Alegre, enquanto que os demais fazem parte do Distrito-Sede.[137] Com 50,4 km², o Ipaneminha possuía a maior área, sendo que a Regional IX, na qual está situado, compõe a zona rural ipatinguense.[135] A atual divisão de Ipatinga segue uma legislação de 1980 e apesar de ser o município mais populoso da Região Metropolitana do Vale do Aço, é o que possui a menor quantidade de bairros dentre as três principais cidades (aquém de Coronel Fabriciano e Timóteo).[138]

Nota-se que é relativamente pequena a disponibilidade de áreas para a expansão do perímetro urbano de Ipatinga, o que pode ser refletido na densidade demográfica elevada e na desaceleração do crescimento populacional a partir da década de 1990.[139] Com o esgotamento imobiliário na cidade os investidores passaram a utilizar as regiões limítrofes ao perímetro urbano de Ipatinga no município de Santana do Paraíso, onde existem grandes áreas propícias a receber investimentos imobiliários ao mesmo tempo de situarem-se próximas à região do Centro de Ipatinga e ao complexo da Usiminas, gerando uma grande quantidade de loteamentos e novas construções no território vizinho e posteriormente uma conurbação entre as duas cidades.[54][140]

Economia[editar | editar código-fonte]

Comércio na Avenida 28 de Abril.

No Produto Interno Bruto (PIB) de Ipatinga, destaca-se o setor industrial. De acordo com dados do IBGE, relativos a 2014, o PIB a preços recorrentes do município era de R$ 9 195 774 mil.[7] 1 123 842 mil eram de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes e o PIB per capita era de R$ 36 024,28.[7] Em 2010, 65,23% da população maior de 18 anos era economicamente ativa, enquanto que a taxa de desocupação era de 8,77%.[119] Cabe ressaltar, no entanto, que em 2010, cerca de 10% da população se deslocava para outro município para trabalhar, dadas a proximidade e o fácil acesso aos demais municípios da Região Metropolitana do Vale do Aço.[141]

Em 2014, salários juntamente com outras remunerações somavam 1 966 288 mil reais e o salário médio mensal de todo município era de 2,8 salários mínimos. Havia 7 572 unidades locais e 7 178 empresas atuantes.[142] Segundo o IBGE, 49,92% das residências sobreviviam com menos de um salário mínimo mensal por morador (36 384 domicílios), 36,82% sobreviviam com entre um e três salários mínimos para cada pessoa (26 840 domicílios), 6,37% recebiam entre três e cinco salários (4 646 domicílios), 4,09% tinham rendimento mensal acima de cinco salários mínimos (2 980 domicílios) e 2,80% não tinham rendimento (2 040 domicílios).[143]

Ipatinga foi apontada como a sétima melhor cidade para iniciar uma empresa em Minas Gerais, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) em 2012,[71] porém a redução da demanda por aço no mercado nacional e internacional culminou em demissões e cortes de investimentos e salários pelas indústrias locais nos primeiros anos da década de 2010. Somente no município, 7 879 vagas na área da indústria foram eliminadas de 2011 a 2013, gerando impactos diretos também nos setores comercial e de prestação de serviços locais.[144] Foi registrado um total de 10 871 demissões em todos os setores entre janeiro e março de 2015, sendo a maior parte delas (3 782) na construção civil,[145] e 25% dos cargos comissionados da prefeitura haviam sido suspensos até dezembro de 2015.[74]

Agropecuária[editar | editar código-fonte]

Em 2014, a pecuária e a agricultura acrescentavam 1 065 mil reais na economia de Ipatinga,[7] enquanto que em 2010, 0,75% da população economicamente ativa do município estava ocupada no setor.[119] Segundo o IBGE, em 2014 o município possuía um rebanho de 2 275 bovinos, 78 equinos, 388 suínos e 4 649 aves, entre estas 3 487 galinhas.[146] Neste mesmo ano, a cidade produziu 1 138 mil litros de leite de 790 vacas, 9 mil dúzias de ovos de galinha e 3 709 quilos de mel de abelha.[146] Em 2015, Ipatinga configurava-se como o segundo maior município exportador internacional de mel de Minas Gerais, perdendo apenas para Timóteo.[147] Na lavoura temporária, em 2014, foi reportada a produção de 2 044 toneladas e 137 hectares cultivados de milho.[148] Já na lavoura permanente, destacavam-se a banana (325 toneladas produzidas e 25 hectares cultivados), o café (24 toneladas e 20 hectares) e a laranja (24 toneladas e 20 hectares).[149]

Indústria e prestação de serviços[editar | editar código-fonte]

Vagões de carga na linha da EFVM ao lado da fábrica da Usiminas.

A indústria, em 2014, era o setor mais relevante para a economia do município. 3 665 147 mil reais do PIB municipal eram do valor adicionado bruto do setor secundário.[7] Boa parte desse valor se deve à presença da Usiminas, com um considerável volume de produtos exportados,[150] destacando-se em relação à produção de aço, aço inoxidável e produtos metalmecânicos. O estabelecimento do complexo industrial é o responsável por atrair empresas fornecedoras, complementares e de prestação de serviços às atividades produtivas tanto em Ipatinga quanto nos municípios ao redor.[151] Ipatinga também possui um distrito industrial, que é administrado pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), foi estruturado em 1998 e conta com área de cerca de 35 113 336 m².[152]

Dentre outros ramos industriais, fazem-se presentes em Ipatinga a confecção de artigos e acessórios de vestuário, extração e manipulação de minerais não-metálicos, fabricação de móveis e artefatos mobilísticos, produção de alimentos e bebidas e fabricação de produtos oriundos da metalurgia,[2] além da extração de eucalipto destinado a abastecer a usina de celulose da Cenibra, situada no município de Belo Oriente.[38] Em 2012, de acordo com o IBGE, foram extraídos 1 137 metros cúbicos de madeira em tora, sendo 100% desse total destinado à produção de papel e celulose.[153] Segundo estatísticas do ano de 2010, 0,39% dos trabalhadores do município estavam ocupados no setor industrial extrativo e 21,42% na indústria de transformação.[119]

Em 2010, 8,91% da população ocupada estava empregada no setor de construção, 1,02% nos setores de utilidade pública, 18,41% no comércio e 41,89% no setor de serviços[119] e em 2014, 3 508 449 mil reais do PIB municipal eram do valor adicionado bruto do setor de serviços e 897 271 mil reais do valor adicionado da administração pública.[7] O movimento comercial em Ipatinga possui uma representatividade especial na região da Avenida 28 de Abril (antiga Rua do Comércio), no Centro, que foi revitalizada na década de 1990.[60] Assim como parte do Centro, as regiões dos bairros Bom Retiro, Canaã, Horto e Veneza são consideradas centralidades metropolitanas que exercem um considerável grau de polarização na RMVA, em função da presença de serviços públicos e comércio que atraem consumidores das cidades próximas.[154] Em alguns bairros também funcionam feiras livres regulares,[155] a exemplo da Feira do Ipatingão, que acontece no estacionamento do Estádio Municipal João Lamego Netto.[156] O Shopping Vale do Aço, por sua vez, está localizado próximo ao bairro Horto e constitui um dos maiores centros de compra do interior mineiro.[157]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Hospital Márcio Cunha.

Ipatinga possuía, em 2009, 187 estabelecimentos de saúde, sendo 156 deles privados e 31 públicos municipais entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles havia 539 leitos para internação, dos quais 459 eram privados e 80 públicos.[158] Com 2,2 leitos para cada mil habitantes no município, esse índice está abaixo da média nacional, que era de 2,25 segundo o DATASUS em 2014.[159] Em 2012, foram registrados 1 226 óbitos, sendo que as doenças do sistema circulatório representaram a maior causa de mortes (24,9%), seguida pelos tumores (21,0%).[160] Havia, em 2010, 0,52 enfermeiros, 1,07 dentistas e 1,5 médicos para cada mil habitantes, frente a médias nacionais de 0,69, 0,54, e 1,5, respectivamente.[159]

O Hospital Márcio Cunha, que é administrado pela Fundação São Francisco Xavier (FSFX), órgão da Usiminas, é referência em serviços de alta complexidade, como oncologia e hemodiálise.[161] O Hospital Municipal de Ipatinga é o principal hospital da rede pública que realiza atendimentos de emergência e disponibiliza leitos para internação.[162] Em 2010, 1,24% das mulheres de 10 a 17 anos tiveram filhos.[119] Em 2014, foram registrados 3 387 nascidos vivos, sendo que o índice de mortalidade infantil neste ano foi de 11,5 óbitos de crianças menores de cinco anos de idade a cada mil nascidos vivos. No mesmo ano, 96,4% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia[163] e 77,1% das crianças do município foram pesadas pelo Programa Saúde da Família, sendo que 0,5% delas estavam desnutridas.[120]

Educação[editar | editar código-fonte]

Estudantes de escolas da cidade durante visita à Câmara Municipal.

Na área da educação, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) médio entre as escolas públicas de Ipatinga era, no ano de 2013, de 5,5 (numa escala de avaliação que vai de nota 1 à 10), sendo que a nota obtida por alunos do 5º ano foi de 6 e do 9º ano foi de 4,9; o valor das escolas públicas de todo o Brasil era de 4,5.[164] Em 2010, 2,15% das crianças com faixa etária entre sete e 14 anos não estavam cursando o ensino fundamental.[119] A taxa de conclusão, entre jovens de 15 a 17 anos, era de 56,2% e o percentual de alfabetização de jovens e adolescentes entre 15 e 24 anos era de 99,2%. Em 2013, a distorção idade-série entre alunos do ensino fundamental, ou seja, com idade superior à recomendada, era de 7,7% para os anos iniciais e 16,1% nos anos finais e, no ensino médio, a defasagem chegava a 18,4%.[164] Dentre os habitantes de 25 anos ou mais, em 2010, 57,76% tinham completado o ensino fundamental, 39,71% o ensino médio e 11,35% o ensino superior, sendo que a população tinha em média 9,68 anos esperados de estudo.[119]

Em 2010, de acordo com dados da amostra do censo demográfico, da população total, 70 186 habitantes frequentavam creches e/ou escolas. Desse total, 2 993 frequentavam creches, 5 090 estavam no ensino pré-escolar, 4 026 na classe de alfabetização, 535 na alfabetização de jovens e adultos, 29 458 no ensino fundamental, 11 352 no ensino médio, 1 680 na educação de jovens e adultos do ensino fundamental, 2 246 na educação de jovens e adultos do ensino médio, 1 115 na especialização de nível superior, 11 445 em cursos superiores de graduação, 202 em mestrado e 43 em doutorado. 169 282 pessoas não frequentavam unidades escolares, sendo que 18 649 nunca haviam frequentado e 150 633 haviam frequentado no passado.[165] O município contava, em 2015, com 46 669 matrículas nas instituições de educação infantil e ensinos fundamental e médio da cidade,[166] sendo que dentre as 81 escolas que ofereciam ensino fundamental, 22 pertenciam à rede pública estadual, 30 à rede municipal e 29 às redes particulares. Dentre as 23 instituições de ensino médio, 13 pertenciam à rede pública estadual e dez eram escolas privadas.[166]

Cabe ressaltar que 5,6% dos estudantes de Ipatinga frequentam a escola em outra cidade, enquanto que é considerável a demanda de alunos nas instituições de ensino do município que residem nas cidades vizinhas.[167] Na classificação geral do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2014, o Colégio Elite Vale do Aço obteve média de 719,81, posicionando-se na segunda colocação do ranking estadual e na oitava a nível nacional.[168] Em 2013, o município dispunha de nove unidades de ensino técnico[169] e sediava nove instituições particulares de ensino superior, sendo algumas delas os campi da Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC), do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste), da Faculdade Pitágoras, da Faculdade de Direito de Ipatinga (FADIPA), da Faculdade de Medicina do Vale do Aço (FAMEVAÇO) e Faculdade Pereira de Freitas.[170] Em 2014, houve a instalação de um campus do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG)[171] e em 2015, foi anunciada a criação de um campus da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).[172]

Educação de Ipatinga em números (2015)[166]
Nível Matrículas Docentes Escolas (total)
Ensino pré-escolar 4 955 316 79
Ensino fundamental 32 203 1 713 81
Ensino médio 9 511 584 23

Serviços e habitação[editar | editar código-fonte]

No ano de 2010, Ipatinga possuía 72 890 domicílios particulares permanentes. Desse total, 58 770 eram casas, 246 casas de vila ou em condomínio, 13 143 apartamentos e 731 eram habitações em casas de cômodos ou cortiço. Do total de domicílios, 46 394 eram próprios, sendo que 45 188 eram próprios já quitados; 1 206 próprios em aquisição e 19 980 eram alugados; 6 355 imóveis foram cedidos, sendo que 406 haviam sido cedidos por empregador e 5 949 foram cedidos de outra maneira. Os 161 restantes foram ocupados de outra forma.[173] O atual Plano Diretor Municipal está em vigor desde 2014, em substituição a legislações anteriores, e rege os parâmetros geográficos e urbanísticos para a construção de residências, prédios e estabelecimentos comerciais. Dentre diversos pontos o novo plano diretor diz respeito a controlar a ocupação e a verticalização da cidade, no entanto existem bairros, como o Cariru, Castelo e das Águas, que possuem legislações específicas a respeito[174] que proíbem a construção de prédios altos.[175]

Os serviços de abastecimento de água e coleta de esgoto da cidade são feitos pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa),[176] sendo que em 2008 havia 80 317 unidades consumidoras e eram distribuídos em média 106 018 m³ de água tratada por dia.[177] Em 2010, segundo o IBGE, 98,1% dos domicílios eram atendidos por água encanada[178] e 99,79% possuíam esgotamento sanitário.[176] A água utilizada para o suprimento da região do Vale do Aço é originada de um aquífero aluvionar localizado no subsolo, sendo extraída e tratada na estação de tratamento de água da Copasa localizada no bairro Amaro Lanari, em Coronel Fabriciano.[78] Ipatinga conta com serviço de tratamento de esgoto, possível por meio de quatro estações de tratamento de águas residuais distribuídas pelo município.[176]

O serviço de abastecimento de energia elétrica é feito pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que atende ainda a boa parte do estado de Minas Gerais. No ano de 2003, existiam 76 772 consumidores e foram consumidos 2 260 679 764 KWh de energia,[2] sendo que em 2010, 99,9% dos domicílios possuía acesso à rede elétrica, de acordo com o IBGE. Cerca de 99,9% do município é atendido pelo serviço de coleta de lixo,[178] que é de responsabilidade da Vital Engenharia Ambiental.[179] Até 1988, os resíduos da cidade eram descartados em um lixão a céu aberto, cuja área passou a ser tratada e então aterrada.[180] Em 2003, foi inaugurada a Central de Resíduos do Vale do Aço (CRVA), que está localizada em Santana do Paraíso e recebe o lixo produzido em Ipatinga e em outros municípios do Vale do Aço e da região.[176] Há um sistema de coleta seletiva de material reciclável mantido informalmente pelos catadores de lixo.[181]

Segurança e criminalidade[editar | editar código-fonte]

Sede da 3ª Companhia Independente do Corpo de Bombeiros de Ipatinga.

A provisão de segurança pública de Ipatinga é dada por diversos organismos.[182] A Polícia Militar, uma força estadual, é a responsável pelo policiamento ostensivo das cidades, o patrulhamento bancário, ambiental, prisional, escolar e de eventos especiais, além de realizar ações de integração social,[183] tendo como base no município o 14º Batalhão da Polícia Militar.[184] Já a Polícia Civil tem o objetivo de combater e apurar as ocorrências de crimes e infrações[185] e é representada em Ipatinga pela 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, à qual estão subordinadas seis Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP), compostas por municípios da região.[186] A cidade é a sede da 3ª Companhia Independente do Corpo de Bombeiros, à qual estão subordinados os Pelotões 1° de Ipatinga, 2° de Manhuaçu, 3° de Coronel Fabriciano, 4° de Itabira, 5° de Timóteo e 6° de Caratinga.[187] Também há a atuação da defesa civil, subordinada à prefeitura.[188]

Em 2013, a Polícia Militar registrou um total de 1 081 crimes violentos, sendo 927 roubos (85,8%), 100 tentativas de homicídio (9,3%) e 45 homicídios (4,2%). Os 0,7% restantes corresponderam a casos de sequestros, extorsão mediante sequestro e estupros.[189] Em 2014, foi registrada uma taxa de 28,5 homicídios para cada 100 mil habitantes, índice que era o maior dentre os municípios do Vale do Aço e estava acima da média nacional, que era de 25,2 mortes por cada grupo de 100 mil habitantes em 2013.[190] A maior parte dos homicídios está relacionada ao tráfico de drogas, que também contribui com a prática de outros delitos, visto que os usuários normalmente furtam e roubam para sustentar seus vícios.[184] Boa parte da população carcerária é abrigada no Centro de Remanejamento de Presos (CERESP), que, no entanto, já foi denunciado como um local de tortura e maus tratos a apenados.[191]

Comunicações[editar | editar código-fonte]

Instalações da InterTV dos Vales, ainda em construção, no bairro Horto.

Ipatinga possuía 1 007 orelhões em agosto de 2015, segundo dados da Oi, empresa que administra esse serviço de telefonia fixa, apesar de sua depreciação frente ao avanço da telefonia móvel.[192] O código de área (DDD) de Ipatinga é 031[193] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade vai de 35150-001 a 35169-999.[194] Em janeiro de 2009, a Região Metropolitana do Vale do Aço passou a ser servida pela portabilidade, assim como as outras cidades de mesmo DDD.[195] O serviço postal é atendido por agências da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos funcionando na cidade nos bairros Betânia, Bom Jardim, Bom Retiro, Cariru, Centro, Horto, Iguaçu e Veneza.[196]

Em relação à mídia, Ipatinga destaca-se por ser a sede da InterTV dos Vales, afiliada à Rede Globo. Sua cobertura alcança quase todo o Vale do Rio Doce e parte do Vale do Mucuri.[197] A TV Cultura Vale do Aço, filiada à TV Cultura e à Rede Minas, também tem sede em Ipatinga e abrange parte da RMVA e seu colar metropolitano.[198] Dentre os jornais locais com circulação diária, destacam-se o Diário do Aço, Diário Popular e Vale do Aço.[193][199] A cidade também conta com diversas emissoras de rádio, destacando-se a 95 FM, Jovem Pan Ipatinga, Grande Vale, Tropical Vale, Vanguarda e Globo. Em 2012, segundo a Praxis Pesquisa, cerca de 134 680 habitantes de Ipatinga com idade superior a 16 anos ouviam rádios (74% da população dessa faixa etária), sendo que a 95 FM era a líder de audiência no município, com 22% da preferência.[200]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Ferroviário

Ipatinga é atendida pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), administrada pela Vale, configurando-se dessa forma como uma das principais formas de escoamento da produção da Usiminas até o Porto de Tubarão, no Espírito Santo.[201] A Estação Intendente Câmara, localizada no bairro Ferroviário, possibilita o transporte de passageiros por meio das paradas diárias das composições que circulam entre as regiões metropolitanas de Vitória e Belo Horizonte. Dentre as alternativas de transporte coletivo regulares, a EFVM é a via de viagem mais barata possível para várias cidades que contam com estações.[202]

O transporte ferroviário em Ipatinga se faz presente desde seus primórdios, com a construção da Estação Pedra Mole, próxima ao bairro Cariru, em 1922. Uma alteração do traçado da EFVM levou à construção de um novo terminal no Centro da cidade para substituir o primeiro em 1930,[26] no entanto uma nova alteração na localização das linhas da ferrovia culminou em sua desativação em 1951[203] e na instalação da atual Estação Intendente Câmara em 1960. A Estação Pedra Mole encontra-se em ruínas, apesar de seu tombamento como patrimônio cultural em 1996, enquanto que a antiga Estação Ipatinga, na região central, também foi tombada como patrimônio cultural em 1991 e transformada no museu Estação Memória Zeza Souto em 1992.[203]

Aeroviário e rodoviário

O transporte aeroviário do município é possível por meio do Aeroporto de Ipatinga (IATA: IPNICAO: SBIP), denominado Aeroporto Regional do Vale do Aço (antigo Aeroporto da Usiminas), que se encontra no município vizinho de Santana do Paraíso. Construído pela Usiminas, está localizado a cerca de 3 km do Centro de Ipatinga e beneficia a Região Metropolitana do Vale do Aço com voos diários para Belo Horizonte-Confins e Pampulha, apesar de já ter ofertado outros destinos no passado, como Guarulhos e Vitória.[204] Em 2016, as únicas empresas que operavam no terminal eram a Azul Linhas Aéreas Brasileiras e a FlyWays Linhas Aéreas.[205]

Ipatinga conta com um dos maiores terminais rodoviários da região, que está localizado no Centro e é atendido com saídas diárias regulares para as principais cidades de Minas Gerais e mesmo para fora do estado.[206] A cidade é cortada pela BR-381, principal acesso à capital mineira e ao Espírito Santo; e é onde se inicia a BR-458, ligação do Vale do Aço até a BR-116, e a MG-232, acesso a Santana do Paraíso e até à MG-010.[207] A BR-381 foi disposta paralela ao traçado da EFVM e o eixo formado por ambas serviu para orientar o processo de ocupação e expansão do perímetro urbano no decorrer da segunda metade do século XX.[38][54] A via é duplicada no trecho urbano que corta o município, no entanto a ausência de duplicação na maior parte de sua extensão é um fator que dificulta o acesso à cidade, tendo em vista o tráfego intenso.[77]

Urbano
Avenida Pedro Linhares Gomes, trecho urbano da BR-381, no Iguaçu.

A frota municipal no ano de 2015 era de 140 968 veículos, sendo 83 177 automóveis, 3 229 caminhões, 613 caminhões-trator, 8 514 caminhonetes, 3 598 caminhonetas, 624 micro-ônibus, 34 116 motocicletas, 2 140 motonetas, 651 ônibus, 636 utilitários, 51 tratores e 3 619 classificados como outros tipos de veículos.[208] O crescimento no número de veículos de Ipatinga causa um tráfego cada vez mais lento de carros, principalmente na região central do município.[209] Próximo aos núcleos comerciais, a disponibilidade de vagas para estacionar por vezes é escassa, o que gera prejuízos no comércio. Sendo assim, medidas como a adoção do sistema de estacionamento rotativo vêm sendo adotadas.[210][211] O fluxo intenso na Avenida Pedro Linhares Gomes, trecho urbano da BR-381 que corta a cidade,[212] faz com que a via concentre as maiores quantidades de acidentes no município, apesar de ser duplicada.[213]

O transporte coletivo do município é de responsabilidade da Saritur (Santa Rita Transporte Urbano e Rodoviário Ltda.), que mantém 55 linhas urbanas e rurais cobertas por 108 veículos, segundo informações de julho de 2015.[214] A Viação Univale, por sua vez, fornece linhas intermunicipais que conectam Ipatinga aos demais municípios da Região Metropolitana do Vale do Aço e algumas localidades do colar metropolitano.[215] A cidade também conta com uma considerável malha cicloviária, que era calculada em cerca de 40 quilômetros, segundo dados da prefeitura em 2015.[216] A infraestrutura das calçadas, no entanto, é deficiente em muitos bairros, sendo notados problemas com irregularidades, obstáculos e falta de continuidade no piso.[217]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Na ocasião da instalação da Usiminas as únicas opções de lazer existentes em Ipatinga se restringiam a pequenos bares. Os trabalhos pesados na usina, as longas filas para os restaurantes, as diferenças culturais e a distância das famílias contribuíam para que as relações entre os habitantes não fossem boas, haja vista a concentração de residentes oriundos de diferentes regiões do país.[39] Esse conjunto de fatores foi um dos pretextos para as revoltas que culminaram no Massacre de Ipatinga, em 1963, e somente então foram adotadas assistência social políticas de assistência social visando a minimizar os conflitos entre as relações de trabalho, incluindo a expansão dos investimentos em lazer.[44]

Ipatinga conta com um conselho municipal de cultura e conselho de preservação do patrimônio, sendo ambos paritários e de caráter deliberativo.[218] Também há legislações municipais tanto de proteção ao patrimônio cultural material quanto ao patrimônio imaterial, ministradas por uma secretaria municipal exclusiva, que é o órgão gestor da cultura no município.[219] Apesar da administração pública do setor cultural, a Usiminas também mantém investimentos em arte e equipamentos culturais, incluindo sob recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura.[65][220]

Manifestações e espaços culturais[editar | editar código-fonte]

Estação Memória Zeza Souto, antiga estação ferroviária do Centro de Ipatinga.

A cidade possui um folclore rico e diversificado. Há existência de equipes artísticas de teatro, dança, coral, folclore e grupos musicais de acordo com o IBGE em 2012.[221] Uma de suas principais manifestações culturais é o Congado do Ipaneminha, um tradicional grupo de marujada que canta marchas em homenagem à Nossa Senhora do Rosário em ocasiões festivas. Foi fundado por descendentes de tropeiros que herdaram uma tradição de origem africana em 1925.[203] A Folia de Reis, a Festa do Divino, a Festa do Rosário, o bumba meu boi, as festas juninas e o Festival da Banana são outros exemplos de manifestações culturais populares que podem ser encontradas no município.[222][223] No dia de Corpus Christi, tapetes são confeccionados nas ruas dos bairros por algumas paróquias.[224] O artesanato também é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural ipatinguense, sendo que, segundo o IBGE, as principais atividades artesanais desenvolvidas são o bordado e trabalhos que envolvem o couro e metal.[225]

Dentre os espaços culturais destinados à manutenção e à preservação das manifestações populares, destaca-se a existência de bibliotecas mantidas pelo poder público municipal, teatros, estádios, ginásios poliesportivos, salas de cinema, clubes e associações recreativas, segundo o IBGE em 2005 e 2012.[226][227] A antiga estação ferroviária do Centro de Ipatinga foi inaugurada em 1930 e desativada em 1951, porém seu prédio foi reinaugurado como um museu em 1992. Chamado de Estação Memória Zeza Souto, desde então abriga atividades culturais e documentos relativos à história da cidade.[203] Sob recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Usiminas, em parceria com a prefeitura, ocasionalmente organiza uma programação diversificada que envolve a realização de oficinas, espetáculos culturais e cinema. Esses eventos ocorrem tanto nas escolas quanto nas principais praças da cidade, abertos para a população em geral.[220] A prefeitura mantém programas como a Escola de Música Tenente Oswaldo Machado e a Escola Municipal de Iniciação Teatral 7 de Outubro, que possuem turmas de várias idades.[14]

O Shopping Vale do Aço sedia o Centro Cultural Usiminas e suas salas de cinema são as únicas da região.

A Usiminas, por meio do Instituto Cultural Usiminas, atua como um agente promotor de projetos e mantenedor de espaços que versam as artes na região, como é o caso do Centro Cultural Usiminas, que tem uma abrangência regional e disponibiliza para os habitantes oficinas culturais e uma programação teatral diversificada, possibilitando também acesso a uma galeria de arte e biblioteca.[15] Situado em anexo ao Shopping Vale do Aço, seu teatro é considerado um dos mais modernos do Brasil e em 2015 recebeu a certificação Herity, que é reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e tem como critérios aspectos que envolvem conservação, qualidade e relevância.[228] O Teatro Zélia Olguin, situado no bairro Cariru, também é administrado pelo Instituto Cultural Usiminas.[15]

O Shopping Vale do Aço, além de sediar o Centro Cultural Usiminas, é considerado o maior equipamento de lazer e entretenimento da Região Metropolitana do Vale do Aço e suas salas de cinema são as únicas da região.[229] Os espaços culturais de Ipatinga recorrentemente são sede de eventos de relevância regional ou mesmo nacional, a exemplo das atrações da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança[230] e o Ipatinga Live Jazz.[231] Na Usipa ocorrem regularmente o Projeto Xerimbabo (voltado ao meio ambiente e à conscientização ambiental) e a Expo Usipa (exposição de negócios locais).[229] De acordo com a Secretaria de Cultura do Estado de Minas Gerais, as intensas manifestações, grupos teatrais e eventos diversos concedem à cidade o título de segundo polo cultural de Minas Gerais, atrás apenas de Belo Horizonte.[16] Em 2012, a Lei Estadual de Incentivo à Cultura aprovou 58 projetos do município.[232]

Marcos e atrativos[editar | editar código-fonte]

Cachoeira e piscina natural no Parque das Cachoeiras.

Ipatinga, juntamente com os municípios de Açucena, Belo Oriente, Coronel Fabriciano, Jaguaraçu, Marliéria, Santana do Paraíso e São Domingos do Prata, faz parte do Circuito Turístico Mata Atlântica de Minas Gerais, que foi oficializado em 2010 pela Secretaria de Estado de Turismo com o objetivo de estimular o turismo na região dessas cidades.[233] Segundo o Ministério do Turismo (MTur) em 2015, o município, juntamente com outras 166 cidades brasileiras, é classificado na categoria hierárquica "B", de uma escala que vai de "A" para os melhores municípios avaliados em quesitos de desenvolvimento econômico, estabelecimentos no setor de hospedagem e fluxo de turistas a "E" para os piores.[234]

Os principais atrativos naturais são as diversas trilhas, matas, lagoas e cachoeiras existentes na zona rural, alguns equipados com infraestrutura para os frequentadores. Nesse ponto cabe ser ressaltado o Parque das Cachoeiras, de administração particular, que possui cerca de 5 milhões de m² e também dispõe de área de camping, chalés para hospedagem e restaurante.[14] De forma especial na região das áreas de preservação ambiental e nascentes da sub-bacia do Ribeirão Ipanema, existem outros sítios e pousadas que propiciam o turismo rural e o ecoturismo, ramos os quais recebem apoio da Associação dos Empreendedores do Turismo Rural de Ipatinga (AETRI).[235]

Lago da Usipa.

A zona urbana também concentra uma gama de equipamentos de lazer que por vezes atraem frequentadores de outras cidades. A Usipa, além de seu Centro de Biodiversidade equipado com mini-jardim zoológico e jardim botânico, também abriga trilhas ecológicas, parque aquático, áreas esportivas, lanchonetes e área de lazer para as crianças.[14] O Parque Ipanema é uma das maiores áreas verdes do país situadas dentro de um perímetro urbano e foi um dos últimos projetos do paisagista Roberto Burle Marx, contando com mais de 1 milhão de m² e 12 mil árvores plantadas. O complexo do Parque Ipanema também abrange o Parque da Ciência, onde são apresentados fenômenos físicos, biológicos, químicos ou astronômicos que podem ser observados ou interagidos pelo visitante, além de playground, quadras poliesportivas, campos de futebol, pista de caminhada, ciclovias e anfiteatro.[14] O Shopping Vale do Aço, conforme já citado, configura-se como o maior centro de compras do leste mineiro e entre os maiores do interior do estado e é considerado o principal equipamento de lazer e entretenimento em âmbito metropolitano.[229]

Dentre os marcos já citados, cabem ser destacados aqueles tombados como patrimônios culturais de Ipatinga. Além da Estação Memória Zeza Souto, do Teatro Zélia Olguin e do Parque Ipanema, detalhados anteriormente, são exemplos de bens tombados pelo município: o Pontilhão de Ferro entre os bairros Centro e Veneza, que foi construído para a passagem de trens com a locação da EFVM em 1930, desativado com a alteração do traçado da ferrovia e adaptado para veículos e pedestres em 1986; a Casa dos Ferroviários, construída pela Vale na década de 1930 para abrigar seus trabalhadores; a Estação Pouso de Água Limpa, réplica de uma estação ferroviária anexa ao Parque Ipanema; a Academia Olguin, que depois de servir como restaurante da Usiminas passou a sediar aulas de caratê e dança na década de 70; a Igreja Nossa Senhora da Esperança do bairro Horto, sede da Paróquia Nossa Senhora da Esperança, construída em 12 dias por trabalhadores da Usiminas em 1959; e as ruínas da Estação Pedra Mole.[203]

Vista panorâmica do lago do Parque Ipanema.

Esportes[editar | editar código-fonte]

Disputa do Campeonato Brasileiro Interclubes de Jiu-Jitsu 2009 no ginásio da Usipa.

Ipatinga disponibiliza uma série de espaços e equipamentos destinados às práticas esportivas.[229] Cabe ser ressaltada a Associação Esportiva e Recreativa Usipa, que dispõe de parque aquático com piscina olímpica aquecida, estádio de futebol, quadras poliesportivas, um ginásio coberto e pista de atletismo, além de área de lazer para as crianças. A instituição também oferece formação de atletas do esporte especializado e futebol.[229] Dentre os atletas que obtiveram reconhecimento nacional e mesmo internacional estão os nomes da judoca Edilene Andrade, da corredora Lucimar Aparecida de Moura, da nadadora Flávia Delaroli e dos futebolistas Somália e Edivaldo.[236]

O Centro Esportivo e Cultural 7 de Outubro, localizado no bairro Veneza, oferece projetos sociais na área esportiva e cultural e conta com quadras esportivas propícias às práticas de basquetebol, futsal, handebol e caratê, além de campos de futebol.[237] O Kartódromo Emerson Fittipaldi (Kart Clube Ipatinga), que foi inaugurado em 1982, ocasionalmente sedia etapas estaduais ou nacionais de competições de kart.[238] Os Jogos Escolares de Ipatinga (JEI), realizados pela prefeitura de Ipatinga sob recursos da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, reúnem anualmente alunos de escolas públicas e particulares que se enfrentam em partidas de diversos esportes, como atletismo, basquete, handebol, vôlei e xadrez.[239] A mesma lei beneficia a organização de outros eventos esportivos no município, inclusive aqueles organizados pela iniciativa privada.[240]

O Estádio Municipal João Lamego Netto é o principal estádio da cidade e do Vale do Aço e tem capacidade para até 23 mil pessoas.[229] O Ipatingão, como também é conhecido, é considerado a "casa" do Ipatinga Futebol Clube, o time de futebol mais bem sucedido da região, com participações nas divisões principais dos campeonatos Brasileiro e Mineiro.[241] Em 2010, com a reforma do Estádio Governador Magalhães Pinto (o Mineirão, em Belo Horizonte) para a Copa do Mundo FIFA de 2014, o Ipatingão passou a sediar alguns dos jogos das principais equipes da capital mineira (Cruzeiro e Atlético).[242] O Estádio Amaro Lanari Júnior, como é chamado o estádio da Usipa, foi inaugurado em 7 de setembro de 1951 e seu centro de treinamento já foi utilizado por clubes de futebol da elite nacional e mesmo internacional, como Atlético Mineiro, São Paulo e San Lorenzo da Argentina.[243]

Outro time da cidade que obteve ascensão é o Ideal Futebol Clube, que disputou divisões inferiores do Campeonato Mineiro e revelou jogadores para clubes de elite.[244] O Estádio João Teotônio Ferreira, que pertence à prefeitura mas é administrado pelo Ideal, tem capacidade para cerca de 3 mil pessoas[245] e já foi usado para partidas de divisões inferiores do Campeonato Mineiro e de clássicos de clubes amadores da região.[246] O Novo Esporte Clube Ipatinga, criado em 2012, chegou a disputar a segunda divisão do Campeonato Mineiro de 2013, mas foi eliminado ainda na primeira fase.[247] A Liga Desportiva de Ipatinga comanda as competições de futebol amador do município de todas as categorias (divididas por idades), que em alguns anos movimentam mais de 10 mil atletas.[248]

Feriados[editar | editar código-fonte]

Em Ipatinga há três feriados municipais e oito feriados nacionais, além dos pontos facultativos. Os feriados municipais são o dia do aniversário da cidade, comemorado em 29 de abril; o Corpus Christi, que em 2017 é celebrado no dia 15 de junho; e a Assunção de Nossa Senhora, em 15 de agosto.[249] De acordo com a lei federal nº 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais com âmbito religioso, já incluída a Sexta-feira Santa.[250][251]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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