Iporanga

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Município de Iporanga
"Capital das cavernas"
Vista da cidade

Vista da cidade
Bandeira de Iporanga
Brasão de Iporanga
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 12 de Janeiro
Fundação 1576 (439 anos)
Gentílico iporanguense
CEP 18330-000
Prefeito(a) Valmir da Silva (PMDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Iporanga
Localização de Iporanga em São Paulo
Iporanga está localizado em: Brasil
Iporanga
Localização de Iporanga no Brasil
24° 35' 09" S 48° 35' 34" O24° 35' 09" S 48° 35' 34" O
Unidade federativa São Paulo
Região
intermediária

Sorocaba IBGE/2017 [1]

Região
imediata

Registro IBGE/2017

Municípios limítrofes Ribeirão Grande, Guapiara, Barra do Turvo, Apiaí, Eldorado, Itaoca e estado do Paraná
Distância até a capital 360 km
Características geográficas
Área 1 160,293 km² [2]
População 4 351 hab. estatísticas IBGE/2014[3]
Densidade 3,75 hab./km²
Altitude 81 m
Clima tropical úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,693 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 23 823,146 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 992,28 IBGE/2008[5]
Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Iporanga

Iporanga é um município do estado de São Paulo, no Brasil. Localizado na região do Vale do Ribeira a uma latitude 24º35'09" sul e a uma longitude 48º35'34" oeste, estando a uma altitude de 81 metros. Sua população estimada em 2004 era de 4 535 habitantes.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

"Iporanga" é um vocábulo de origem tupi que significa "rio bonito", através da junção dos termos 'y (rio) e porang (bonito)[6]. É uma referência ao Ribeirão Iporanga, na foz do qual se localiza o município.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros vestígios de ocupação de ascendência europeia em Iporanga datam de 1600, sendo que só veio a ser habitada por este tipo de colonizador em meados de 1650, com a exploração do ouro, quando se deu a formação do garimpo de Santo Antônio e quando teve seu primeiro registro por escrito: um registro de terras em que aparece com o nome de Upuranga. Iporanga teve a fundação oficial do arraial no ano de 1755.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Situa-se no coração da mata atlântica, junto às margens do Rio Ribeira de Iguape e na foz do Ribeirão Iporanga. É conhecida como "Capital das Cavernas", devido à grande incidência de cavernas calcárias na área do município. São cerca de 360 cavernas catalogadas, a maior concentração do Brasil e, possivelmente, do mundo.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2000

População total: 4 562

  • Urbana: 2 076
  • Rural: 2 486
  • Homens: 2 370
  • Mulheres: 2 192

Densidade demográfica (hab./km²): 3,93

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 26,70

Expectativa de vida (anos): 66,28

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 3,01

Taxa de alfabetização: 80,89%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,693

  • IDH-M Renda: 0,592
  • IDH-M Longevidade: 0,688
  • IDH-M Educação: 0,798

(Fonte: IPEADATA)

Telecomunicações[editar | editar código-fonte]

A cidade era atendida pela Companhia de Telecomunicações do Estado de São Paulo (COTESP), que construiu em 1974 a central telefônica que é utilizada até os dias atuais. Em 1975 passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), até que em 1998 esta empresa foi privatizada e vendida para a Telefônica. Em 2012 a empresa adotou a marca Vivo para suas operações de telefonia fixa[7][8][9][10].

Turismo[editar | editar código-fonte]

O município é cercado por unidades de conservação, dentre as quais se destacam o Parque Estadual Caverna do Diabo e o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira - PETAR, que com cerca de 35 712 hectares abriga o valioso patrimônio natural, composto por sítios espeleológicos, paleontológicos, arqueológicos e históricos além da grande diversidade biológica característica da Mata Atlântica preservada em toda sua extensão. Em 1999, essa região foi reconhecida como Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO.

Cavernas[editar | editar código-fonte]

Santana, Morro Preto, Couto, Água Suja, Lage Branca, Lambari de Baixo, Lambari de cima, Casa de Pedra, dentre outras (catalogadas mais de 300).

Cachoeiras[editar | editar código-fonte]

Sem fim, Andorinhas, Beija - Flor, Taquaruvira, dentre outras.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Remanescentes quilombolas, danças, artesanato e festas tipicas do município.

Centro Histórico e Ruínas do Garimpo de Santo Antônio.

Esporte[editar | editar código-fonte]

Boiacross (aquaraid), rapel, cascading, canionismo, tirolesa, passeios de canoa e caiaque, espeleoturismo e diversas trilhas.

Geologia[editar | editar código-fonte]

Iporanga possui uma das mais belas e complexas paisagens geológicas do Estado de São Paulo. Na região, que possui um relevo jovem e bastante movimentado, afloram rochas metassedimentares marinhas e metaígneas numa extensa faixa de dobramentos deformada segundo a direção Nordeste-Sudoeste que constitui o Grupo Açungui (Neoproterozóico, cerca de 1,1 bilhão de anos), incluindo o Subgrupo Lageado, constituído por metacalcários sobre os quais se instalam as famosas cavernas; Formação Iporanga e Formação Votuverava, essas últimas com predomínio de filitos, metaconglomerados e localmente rochas metabásicas. Na região, efetuaram-se diversos estudos de mapeamento geológico e pesquisa mineral, sobretudo pela CPRM - Serviço Geológico do Brasil. A seção geológica mais conhecida é o famoso perfil Apiaí-Iporanga. O município de Iporanga foi palco da exploração de ouro no período colonial e posteriormente chumbo e zinco no século passado.

Referências

  1. «O recorte das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias de 2017» (PDF). Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2017. p. 20–34. Consultado em 10 de agosto de 2017. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  3. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1º de julho de 2014). «Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data em 1º de julho de 2014» (PDF). Consultado em 7 de setembro de 2014.. Cópia arquivada em 7 de setembro de 2014 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 
  6. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.
  7. «Telesp vai servir mais 86 cidades do estado». Acervo Folha de São Paulo 
  8. «Patrimônio da COTESP incorporado pela TELESP» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo 
  9. «Nossa História». Telefônica / VIVO 
  10. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]