Iporanga

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Município de Iporanga
"Capital das cavernas"
[[Ficheiro:
Cidade de Iporanga
|280px|none|centro|Vista da cidade]]
Vista da cidade
Bandeira de Iporanga
Brasão de Iporanga
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 12 de Janeiro
Fundação 1576 (439 anos)
Gentílico iporanguense
CEP 18330-000
Prefeito(a) Valmir da Silva (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Iporanga
Localização de Iporanga em São Paulo
Iporanga está localizado em: Brasil
Iporanga
Localização de Iporanga no Brasil
24° 35' 09" S 48° 35' 34" O24° 35' 09" S 48° 35' 34" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Itapetininga IBGE/2008 [1]
Microrregião Capão Bonito IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Ribeirão Grande, Guapiara, Barra do Turvo, Apiaí, Eldorado, Itaoca e estado do Paraná
Distância até a capital 360 km
Características geográficas
Área 1 160,293 km² [2]
População 4 351 hab. estatísticas IBGE/2014[3]
Densidade 3,75 hab./km²
Altitude 81 m
Clima tropical úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,693 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 23 823,146 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 992,28 IBGE/2008[5]
Página oficial
Commons
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Iporanga é um município do estado de São Paulo, no Brasil. Localizado na região do Vale do Ribeira a uma latitude 24º35'09" sul e a uma longitude 48º35'34" oeste, estando a uma altitude de 81 metros. Sua população estimada em 2004 era de 4 535 habitantes.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

"Iporanga" é um vocábulo de origem tupi que significa "rio bonito", através da junção dos termos 'y (rio) e porang (bonito)[6]. É uma referência ao Ribeirão Iporanga, na foz do qual se localiza o município.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros vestígios de ocupação de ascendência europeia em Iporanga datam de 1600, sendo que só veio a ser habitada por este tipo de colonizador em meados de 1650, com a exploração do ouro, quando se deu a formação do garimpo de Santo Antônio e quando teve seu primeiro registro por escrito: um registro de terras em que aparece com o nome de Upuranga. Iporanga teve a fundação oficial do arraial no ano de 1755.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Situa-se no coração da mata atlântica, junto às margens do Rio Ribeira de Iguape e na foz do Ribeirão Iporanga. É conhecida como "Capital das Cavernas", devido à grande incidência de cavernas calcárias na área do município. São cerca de 360 cavernas catalogadas, a maior concentração do Brasil e, possivelmente, do mundo.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2000

População total: 4 562

  • Urbana: 2 076
  • Rural: 2 486
  • Homens: 2 370
  • Mulheres: 2 192

Densidade demográfica (hab./km²): 3,93

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 26,70

Expectativa de vida (anos): 66,28

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 3,01

Taxa de alfabetização: 80,89%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,693

  • IDH-M Renda: 0,592
  • IDH-M Longevidade: 0,688
  • IDH-M Educação: 0,798

(Fonte: IPEADATA)

Turismo[editar | editar código-fonte]

O município é cercado por unidades de conservação, dentre as quais se destaca o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira - PETAR, que com cerca de 35 712 hectares abriga o valioso patrimônio natural, composto por sítios espeleológicos, paleontológicos, arqueológicos e históricos além da grande diversidade biológica característica da Mata Atlântica preservada em toda sua extensão. Em 1999, essa região foi reconhecida como Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO.

Cavernas[editar | editar código-fonte]

Santana, Morro Preto, Couto, Água Suja, Lage Branca, Lambari de Baixo, Lambari de cima, Casa de Pedra, dentre outras (catalogadas mais de 300).

Cachoeiras[editar | editar código-fonte]

Sem fim, Andorinhas, Beija - Flor, Taquaruvira, dentre outras.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Remanescentes quilombolas, danças, artesanato e festas tipicas do município.

Centro Histórico e Ruínas do Garimpo de Santo Antônio.

Esporte[editar | editar código-fonte]

Boiacross (aquaraid), rapel, cascading, canionismo, tirolesa, passeios de canoa e caiaque, espeleoturismo e diversas trilhas.

Geologia[editar | editar código-fonte]

Iporanga possui uma das mais belas e complexas paisagens geológicas do Estado de São Paulo. Na região, que possui um relevo jovem e bastante movimentado, afloram rochas metassedimentares marinhas e metaígneas numa extensa faixa de dobramentos deformada segundo a direção Nordeste-Sudoeste que constitui o Grupo Açungui (Neoproterozóico, cerca de 1,1 bilhão de anos), incluindo o Subgrupo Lageado, constituído por metacalcários sobre os quais se instalam as famosas cavernas; Formação Iporanga e Formação Votuverava, essas últimas com predomínio de filitos, metaconglomerados e localmente rochas metabásicas. Na região, efetuaram-se diversos estudos de mapeamento geológico e pesquisa mineral, sobretudo pela CPRM - Serviço Geológico do Brasil. A seção geológica mais conhecida é o famoso perfil Apiaí-Iporanga. O município de Iporanga foi palco da exploração de ouro no período colonial e posteriormente chumbo e zinco no século passado.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  3. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1º de julho de 2014). «Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data em 1º de julho de 2014». Arquivado desde o original (PDF) em 7 de setembro de 2014. Consultado em 7 de setembro de 2014. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 
  6. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]