Iririú

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Bairro Iririú

Iririú um bairro situado no município de Joinville, no estado de Santa Catarina. Localizado na zona leste da cidade, o bairro possui uma área de 6,26 km², com uma população estimada de 24.696 habitantes (2016).[1] A população do bairro é distribuída demograficamente em 51,1% de mulheres e 48,9% de homens. O bairro Iririú é considerado de classe média, tendo seu solo ocupado por 81,6% de residências, 11,0% de comércios/serviços, 0,4% de indústrias e 7,0% baldio.[1] Por conta da sua localização, é possível acessar os principais bairros da zona leste da cidade de Joinville. Essa fator proporcionou uma grande valorização imobiliária, resultando na instalação de diversos estabelecimentos de comércios e serviços especializados, como agências bancárias, revendas de automóveis, restaurantes entre outros. O bairro também possui um terminal de ônibus (Estação da Cidadania Oswaldo Colin), localizado na Rua Iririú, que possui alta movimentação de pessoas que se deslocam para os bairros da zona leste da cidade. Além disso, possui uma grande área verde, pois está localizado entre o Morro do Boa Vista e o Morro do Finder[2].

História[editar | editar código-fonte]

A região era conhecida como “Guaxanduva”, em função de uma planta rica em fibras têxteis chamada guaxuma, que proliferava na região. Etimologicamente, iririú provém de Tupi-guarani riri irir - ostra e “u” - rio, ou seja, “rio da ostra”. O bairro deve seu nome ao Rio Iririú-mirim, que nasce perto do morro do Cubatão e deságua na Baía da Babitonga. A estrada que fez a primeira ligação entre os atuais bairros Iririú e Boa Vista denominava-se Caminho Velho. Iniciava na Sociedade Esportiva e Recreativa Alvorada e finalizava na Granalha de Aço Ltda. A região era constituída por mangue, nas áreas mais baixas e nas mais altas por densa mata. As ruas não possuíam iluminação, eram estreitas e com mato por todos os lados. No bairro, a bicicleta popularizou-se a partir da década de 1940, mesmo assim poucos a possuíam. Os meios de transporte mais usados eram as carroças, pois o ônibus chegou só por volta de 1960. As atividades econômicas estavam inicialmente baseadas na agricultura, mas logo o comércio e indústria, representados pelas mercearias e também por moinhos,tornaram-se importantes para a comunidade.[3]

A década de 1980, é marcada por uma crise econômica que abala o país e o mundo, porém em Joinville, em função de suas indústrias que continuam necessitando de mão de obra e fazem chamamentos de oferta de vagas, ocorre uma imigração em grande escala de trabalhadores oriundos do Paraná e de outras regiões de Santa Catarina que sofreram com as enchentes de 1983 e 1984. Este fato levou a uma ocupação mais agressiva da região leste de Joinville, com o adensamento dos bairros Boa Vista, Comasa, Iririú e Espinheiros. Como tentativa de suprir a necessidade de moradia desencadeada por taxas de crescimento da ordem de 6% ao ano, o tamanho dos lotes adotados nos processos de urbanização destas áreas foram reduzidos, em comparação com o padrão adotado pela parte mais antiga da cidade, gerando, atualmente, as maiores densidades demográficas líquidas[4].

Educação[editar | editar código-fonte]

EEB. Engº Annes Gualberto

O bairro Iririú possui um número considerável de escolas e creches (municipais e estaduais). As escolas do município ofertam aulas do nível fundamental I e II, enquanto as escolas estaduais oferecem aulas para o fundamental I e II, Ensino Médio e Ensino Médio Integral. As escolas e CEI do bairro são: CEI Ivan Rodrigues; CEI Mario Avancini; CEI Sementinha. EEB Engº Annes Gualberto; EM Padre Valente Simioni; EM Prefeito Max Colin.

Na rua Guaíra a Escola de Educação Básica Engenheiro Annes Gualberto passou a aderir o Programa de Ensino Médio Integral, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação (SED), Instituto Ayrton Senna e Instituto Natura. O programa prevê a ampliação da carga horária escolar conforme a Reforma do Ensino Médio (Medida Provisória nº 746, de 2016, que altera a Lei  nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 sobre as diretrizes e bases da educação nacional, e a  Lei nº 11.494 de 20 de junho 2007, que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). O Programa de Ensino Médio Integral desenvolve projetos científicos e extensionistas, aproximando os educandos da escola Annes Gualberto com a comunidade do bairro. Entre os projetos desenvolvidos está a restauração da quadra esportiva de areia do bairro e a criação de um "Pet Stop" na frente do colégio.[5]

Praça Mãe Peregrina (Iririú)

Lazer e Cultura[editar | editar código-fonte]

Parque Morro do Finder; Área de Lazer Iririú (OP); Área de Lazer Sociedade Veteranos; Área de Lazer Tuiuti; Praça Mãe Peregrina; Praça Padre Valente Simeoni.

Campinho de areia (Área de lazer Tuiuti)

Sociedade Esportiva e Recreativa Alvorada de Joinville[editar | editar código-fonte]

A Sociedade Esportiva e Recreativa Alvorada foi fundada por 23 pessoas no dia 15 de julho de 1960, bem antes de o Iririú ser oficialmente um bairro (fato que ocorreu em 1977).Bailes, tiro ao alvo, bocha, bolão e bolinha, futsal e society são algumas das atividades oferecidas. Localizada em uma das principais ruas do bairro (que leva o nome Iririú) a sociedade também tem um restaurante que abre diariamente. Neste mais de meio século de atividade, a tradicional Alvorada se transformou em referência para os moradores do Iririú.[6]

Casa Iririú[editar | editar código-fonte]

 A casa Iririú é um espaço comunitário, alternativo e independente de criação artística que oferece oficina de percussão, aula de balé para crianças e capoeira para mulheres e crianças. Algumas atividades são gratuitas, outras têm uma pequena taxa. Além disso, é mantida pelo grupo de teatro Canto do Povo, pelo coletivo eLivre, pela contribuição da comunidade e pelo trabalho de voluntários. O espaço chegou a ser subsidiado por um projeto de manutenção contemplado pelo Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec), mas atualmente não conta com nenhum recurso governamental.[7]

Centro Social Urbano do Iririú[editar | editar código-fonte]

Centro Social Urbano (Iririú)

O Centro Social Urbano do Iririú é um espaço cultural e esportivo que realiza e já realizou: futsal, capoeira, cortes de cabelo, vólei e escoteirismo. Além disto dispõe de um salão de baile e eventos, quadras esportivas e cantina. O espaço também ofertou cursos culinários (cuca)[8], de idiomas e corte de cabelo. Algumas atividades são gratuitas, outras possuem taxa. O Centro Social Urbano do Iririú também é palco do treinamento da  Escola de Samba Acadêmicos do Serrinha[9].

Parque Morro do Finder[editar | editar código-fonte]

Parque Morro do Finder - vista para o bairro Iririú e Baía da Babitonga.

Criado em 1993 (Decreto Municipal nº 7.056/93), o Parque Morro do Finder tem uma área de 50.000 mil metros quadrados, com parte remanescente da Mata Atlântica inserido entre os bairros Iririú, Bom Retiro e Aventureiro. O local se destina a atividades de educação, recreação, lazer e pesquisa científica. Além da importância da flora, animais como o graxaim e o gato-do-mato, e ainda uma grande variedade de aves, habitam a região.[10] O parque reúne exemplares da flora e fauna da Floresta Atlântica, além de algumas nascentes e bela paisagem com vista panorâmica para Baía da Babitonga. A pé ou de bicicleta, o visitante poderá andar por trilhas demarcadas passando por grutas, nascente e lagos. O parque exerce papel fundamental no ambiente urbano, através da estabilização climática, redução de ruído, abrigo para espécies de animais e também como áreas de lazer saudável para a população. Localizado na área central é um local turisticamente importante e muito visitado, cujo atrativo é a sua floresta extremamente significativa. O Parque Municipal Morro do Finder, localizado no Morro do Iririú, foi o primeiro parque de preservação, conservação e educação ambiental de Joinville, criado especialmente com estas finalidades. Sua flora, de grande exuberância, é característica de Mata Atlântica. Dentre as espécies vegetais podemos citar a canela preta (Ocotea catharinensis), cedro (Cedrela fissilis), canicrana (Cabralea canjerana), peroba (Aspidosperma pavifolium), pau-óleo (Copaifera trapezifolia) e com maior destaque o palmiteiro (Euterpe edulis), espécie de grande importância dentro de seu ecossistema. Devido à alta palatividade do palmito extraído dessa palmeira, o palmiteiro é explorado de forma ilegal, pondo em rico a sobrevivência da espécie e o equilíbrio do ecossistema. Ainda, é grande o número de lianas e epifítas dentre as quais destacam-se as bromélias e orquídeas, bem como as samambaias, avencas, musgos e diversos líquens.[11]
Predefinição:Bairros de Joinville

  1. a b «SECRETARIA DE PLANEJAMENTO URBANO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DE JOINVILLE.Joinville Bairro a Bairro.» (PDF). Joinville: Prefeitura Municipal. 2017. Consultado em 18 de março de 2017 
  2. Voos, Charles (2014). «O desumano e desenvolvido Iririú». Chuva Ácida. Consultado em 19 de março de 2017 
  3. Corrêa, R.M; Rosa, T.F & Fuckner, I. (1992). História dos bairros de Joinville. Joinville: Fundação Cultural de Joinville, Arquivo Histórico. 
  4. «Área Urbana Consolidada de Joinville - Volume II - Diagnóstico Socioambiental» (PDF). Joinville: Prefeitura de Joinville. 2016. Consultado em 19 de março de 2017 
  5. Oliveira, Lisandra (22 Novembro. 2018). «Alunos realizam projetos para melhorar bairros de Joinville». NSC. Consultado em 22 Dezembro, 2018  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  6. DUARTE, Salmo (30 de junho de 2017). «Sociedade Alvorada quer fortalecer vínculo com a comunidade joinvilense». A Notícia. Consultado em 2 de julho de 2017 
  7. DUARTE, Salmo«Casa Iririú é um recanto cultural de Joinville». A Notícia . Consultado em 02 de Julho 2017
  8. GAMBIN, Rejane (6 de abril de 2017). «chef realiza oficina gratuita de receitas alemãs». A Noticia. Consultado em 2 de julho de 2017 
  9. SILVA, Suelen Soares da (13 de novembro de 2015). «Os primeiros acordes do Carnaval 2016 começam a ser ouvidos em Joinville». Notícias do Dia. Consultado em 2 de julho de 2017 
  10. Batista, João (2010). «Parque Morro do Finder em Joinville ganha nova sinalização». Noticias do Dia. Consultado em 18 de março de 2017 
  11. «Parque Ecológico Morro do Finder». Consultado em 2 de abril de 2017