Irmandade do Santíssimo (Pirenópolis)

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A Venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento é uma confraria católica formada por leigos e clérigos na idade média, sendo uma das mais respeitáveis Irmandade religiosa do catolicismo, autorizada canonicamente pela bulla Dominus Noster Jesu Christi do Papa Paulo III, de 30 de novembro de 1539, espalhando-se por todo mundo católico [1] chegando em Pirenópolisem 1728.

Grêmio da Irmandade do Santíssimo reunida na Festa do Rosário em 2017

Origens[editar | editar código-fonte]

O documento de criação da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Meya Ponte até hoje é desconhecido devido a conturbada povoação de Goiás, mas sabe-se que sua origem está ligada a fundação da cidade de Pirenópolis em 1727, quando os mineradores portugueses se estratificaram formando a elite local, possibilitando em 1728[2] o pedido de criação, encaminhado e aceito por Dom Frei Antônio de Guadalupe OFM, Bispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, sendo portanto a primeira confraria fundada em terras goianas. Segundo a tradição, ela impulsionou às primeiras práticas católicas da cidade e, no mesmo ano de sua criação, iniciou a construção da Igreja Matriz de Pirenópolis para sediá-la, concentrando em seu meio riqueza e poder, influenciando todas a religiosidade católica pirenopolina até o final do século XX[3], sendo a Irmandade mais importante da região [4]. A primeira citação em documentos que atestam o comparecimento da Irmandade está em vários termos no Livro de Óbitos da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, no qual a Irmandade cortejou enterro de vários Irmãos em 1734 [5], já com as áreas de sepultamento bem definidas dentro do templo, com locais destinados ao grêmio da Irmandade na Capela-mor, o que confirma a tradição da sua fundação em 1728. Ainda segundo Jayme, já em 1899, toda documentação antes de 1757 referente a Irmandade havia desaparecido, entre estes documentos a Provisão de criação, livros de atas, de despesas e receitas. A documentação a partir de 1757 demonstra que fizeram parte na Irmandade grandes vultos da história goiana, conforme documentos de seu arquivo, um dos maiores subsídios para pesquisas acerca do catolicismo goiano, cujos registros se dão a partir de 1757.

Irmandade do Santíssimo - Procissão de Ramos - Século XIX

Estrutura e organização[editar | editar código-fonte]

A Irmandade de Pirenópolis ortodoxamente segue as disposições de seu Compromisso, o qual diretriz a hierarquia, deveres e fazeres.

O primeiro compromisso (atualmente chamado de estatuto) segundo JAYME perdeu-se com o tempo. No arquivo da Irmandade possui 2 Estatutos históricos o mais antigo aprovado em Mesa em 23 e maio de 1874, e o atual, de 21 de abril de 1911, autorizado por Dom Prudêncio Gomes da Silva, Bispo de Goiás, a qual diocese pertencia a Paróquia Nossa Senhora do Rosário, consequentemente a Irmandade. Está sendo elaborado pela Diretoria o novo Estatuto da Irmandade, tendo em vista as novas diretrizes da Igreja, Constituição Brasileira, Código de Direito Canônico e o Concílio Vaticano Segundo.

A hierarquia segue tradicionalmente o modelo dos primeiros documentos da instituição, sendo dirigida por uma Mesa Diretora, que tem o ordinário diocesano local como seu prior. A administração compete a Mesa Diretora eleita pelos membros da Irmandade a cada o 2 anos. A presidência é exercida pelo Provedor, auxiliados pelo Tesoureiro, Secretário, Procurador, 4 zeladores e formada pelo grêmio da Irmandade ao qual compete a continuidade da mesma.

Referências

  1. AJ Costa (1989). A Santíssima Eucaristia nas Constituições Diocesanas Portuguesas desde 1240 a 1954 (PDF). [S.l.]: LUSITÂNIA SACRA, 2.» série, :1 (1989). Consultado em 29 de junho de 2018 
  2. Citado em: Unes, Cavalcante,, Wolney; Silvio. ICBC,, ed. Fênix. Restauro da Igreja Matriz de Pirenópolis. 2008. Goiânia: [s.n.] 240 páginas 
  3. Nascimento, Lucas P. do; Santos, Marcos V. R. dos; D'abadia, Maria I. V. (2017). «As Dores de Maria reatualizadas na Festa de Passos em Pirenópolis - Goiás.». UFRGS. Consultado em 29 de junho de 2018 
  4. Paulo Henrique Ferreira Ceripes, pág. 06 (2014). «Fontes para a história da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos pretos em Pirenópolis» (PDF). UNB. Consultado em 29 de junho de 2018 
  5. Citado em: Jayme, Jarbas. UFG, ed. Esboço Histórico de Pirenópolis. 1971. Goiânia: [s.n.] 167 páginas 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Jayme, Jarbas. Esboço Histórico de Pirenópolis. Goiânia, Editora UFG, 1971. Vols. I e II.
  • Moraes, Cristina de Cássia Pereira. Do Corpo Místico de Cristo: Irmandades e Confrarias de Goiás 1736 – 1808. 1ª edição. E-book. Jundiaí, SP: Paco Editorial, 2014.
  • Unes, Wolney; Cavalcante, Silvio Fênix. Restauro da Igreja Matriz de Pirenópolis. Goiânia:ICBC, 2008. 240. p.: il.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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