Irmandade do Santíssimo Sacramento

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Irmandade do Santíssimo Sacramento em Sousa, Paraíba

A Irmandade do Santíssimo Sacramento é uma confraria católica originada ainda na Idade Média, sendo uma das mais respeitáveis e antiga irmandades religiosas do catolicismo. Teve sua autorização canônica através da Bulla Dominus Noster Jesu Christi do Papa Paulo III, de 30 de novembro de 1539, espalhando-se por todo mundo católico. [1]

No Brasil, no passado era formada pela elite branca, sendo sobretudo no período colonial, responsável pela construção das Igrejas Matrizes nas regiões do Ciclo do Ouro. [2]

Atualmente é formada por todas as raças e é geralmente responsável pelas tradições da Semana Santa e Corpus Christi.

Origens[editar | editar código-fonte]

Segundo a tradição, numa tarde de vento um clérigo levava o santíssimo viático para um enfermo sendo acompanhado por um leigo que assegurava uma vela, havendo a ventania apagado a mesma, adentrando em uma casa para tentar conseguir reacendê-la, ficando o padre sozinho no meio da rua. Ao verem o padre, sozinho, diversos transeuntes ficaram comovidos, e com dossel e tochas se juntaram e o acompanharam o sacerdote. Tempos depois, o frei dominicano Tomás de Stella, italiano de Veneza, após tomar parte no Concílio de Trento agrupou na Igreja de Santa Maria Sopra Minerva em Roma, clérigos e leigos, dentre eles Inácio de Loyola fundador dos Jesuítas, grande defensor e propagador desta Irmandade.[3]

Com os grandes frutos e benefícios obtidos na Irmandade, Stella é ordenado Bispo de Justinópolis[3] e o Papa Paulo III aprovou sua Confraria, concedendo-a através da Bula Dominus Noster Iesus Christus (Nosso Senhor Jesus Cristo) de 30 de novembro de 1539, privilégios e indulgências, bem como as demais que se fundasse em iguais condições, espalhando-se por todo mundo católico.

No Brasil, a primeira Irmandade foi fundada no Rio de Janeiro entre os anos de 1567 e 1569. Era inicialmente destinada às elites brancas da cidade. A Irmandade do Santíssimo Sacramento do Rio de Janeiro teve um papel fundamental no âmbito cristão, quando ajudou a igreja a levantar fundos para grandes obras como, por exemplo, a magnífica catedral de Nossa Senhora da Candelária onde fica a sede da dita Irmandade, e também no âmbito assistencial, principalmente no que diz respeito à área da saúde, pois em 1763 quando frei Antônio, então bispo do Rio de Janeiro, fundou o venerável Hospital Frei Antônio no bairro de São Cristóvão, delegou a Irmandade do Santíssimo Sacramento como responsável pela administração do hospital. Assistindo os cidadãos cariocas, o hospital é um exemplo das relações estreitas entre o papel da Igreja e do Estado na cidade. A Irmandade e o hospital existem até os dias atuais.[4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. AJ Costa (1989). A Santíssima Eucaristia nas Constituições Diocesanas Portuguesas desde 1240 a 1954 (PDF). [S.l.]: LUSITÂNIA SACRA, 2.» série, :1 (1989). Consultado em 29 de junho de 2018 
  2. Oliveira, Monalisa Pavonne; (2013). Devoção e poder : a Irmandade do Santíssimo Sacramento do Ouro Preto (Vila Rica, 1732-1800). [S.l.]: UFOP). Consultado em 30 de junho de 2018 
  3. a b Pe. Armando Cardoso, S.J. (1988). Cartas de Santo Inácio de Loyola. [S.l.]: Edições Loyola. Consultado em 2 de julho de 2018 
  4. FROTA, Herbet Carneiro (2010). Irmandade do Santíssimo Sacramento - Uma História de Fé e Honra. Fortaleza: Instituto Executivo. pp. 18–19 

4. Frota, Herbet Carneiro; (2010). Irmandade do Santíssimo Sacramento - Uma história de Fé e Honra. Ediçoes Instituto Executivo.

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