Isabel da Baviera, Imperatriz da Áustria
| Isabel | |||||
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Retrato por Ludwig Angerer, 1863 | |||||
| Imperatriz Consorte da Áustria Rainha Consorte da Hungria, Croácia e Boêmia | |||||
| Reinado | 24 de abril de 1854 a 10 de setembro de 1898 | ||||
| Coroação | 8 de junho de 1867 Igreja de Matias, Budapeste (como Rainha da Hungria) | ||||
| Predecessora | Maria Ana de Saboia | ||||
| Sucessora | Zita de Bourbon-Parma | ||||
| Rainha Consorte da Lombardia-Vêneto | |||||
| Reinado | 24 de abril de 1854 a 12 de outubro de 1866 | ||||
| Predecessora | Maria Ana de Saboia | ||||
| Sucessora | Monarquia abolida (Anexação à Itália) | ||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 24 de dezembro de 1837 Palácio do Duque Max, Munique, Reino da Baviera | ||||
| Morte | 10 de setembro de 1898 (60 anos) Genebra, Suíça | ||||
| Sepultado em | Cripta Imperial, Viena, Áustria | ||||
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| Marido | Francisco José I da Áustria | ||||
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| Casa | Wittelsbach (por nascimento) Habsburgo-Lorena (por casamento) | ||||
| Pai | Maximiliano, Duque na Baviera | ||||
| Mãe | Luísa da Baviera | ||||
| Religião | Catolicismo | ||||
| Assinatura | |||||
| Brasão | |||||
Isabel Amália Eugénia da Baviera (em alemão: Elisabeth Amalie Eugenie; Munique, 24 de dezembro de 1837 – Genebra, 10 de setembro de 1898), apelidada de Sissi[a], foi a esposa do imperador Francisco José I e Imperatriz Consorte da Áustria e seus demais domínios de 1854 até sua morte, em 1898. Ela ficou conhecida por suas excentricidades, beleza e espírito livre, que desafiavam as rígidas convenções da corte e da época.
Nascida uma duquesa na Baviera, filha de Maximiliano, Duque na Baviera, e da princesa Luísa da Baviera, teve uma criação informal antes de se casar, aos dezesseis anos, com o imperador austríaco. O casamento a lançou em uma vida muito mais formal na corte Habsburgo, para a qual não estava preparada e que considerava incompatível. No início do casamento, ela teve problemas com sua sogra, a arquiduquesa Sofia, que assumiu a criação dos filhos de Isabel, uma das quais, Sofia, morreu na infância. O nascimento do herdeiro aparente, o príncipe herdeiro Rodolfo, melhorou sua posição na corte, mas sua saúde sofreu com a tensão, e ela costumava visitar diversos países da Europa, onde encontrava um ambiente mais relaxado. Ela desenvolveu uma profunda relação com a Hungria e ajudou a criar a monarquia dual da Áustria-Hungria em 1867.
A morte de seu único filho e de sua amante, a baronesa Maria Vetsera, em um suposto pacto de suicídio no Pavilhão de caça de Mayerling, em 1889, foi um golpe do qual Isabel nunca se recuperou. Ela se retirou das funções cerimoniais na corte e passou a viajar muito, desacompanhada de sua família. Em 1890, mandou construir um palácio na ilha grega de Corfu, que visitava com frequência. O palácio Achilleion, com um elaborado motivo mitológico, servia de refúgio. Isabel era obsessivamente preocupada em manter sua figura e a beleza juvenil, que já eram lendárias em vida. Enquanto viajava por Genebra, em 1898, Sissi foi mortalmente ferida por um anarquista italiano Luigi Lucheni.
Historiografia
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Franz Xaver Winterhalter, 1865
Historiadores costumam retratar Isabel como uma imperatriz profundamente ressentida com sua condição aristocrática e em desacordo com as políticas de seu tempo. Ela chegou a expressar o desejo de morrer "de repente, rapidamente e, se possível, no estrangeiro", indicando que, de certo modo, seu anseio de se afastar da vida foi parcialmente concretizado.[4] Ao mesmo tempo, é frequentemente associada à futilidade e superficialidade, obcecada pelo culto à beleza, dedicando grande parte de suas energias a manter-se jovem, bela e esbelta, muito distante, com episódios sombrios de distúrbios alimentares, bem diferente da imagem romântica e idealizada difundida pela trilogia Sissi, estrelada por Romy Schneider.
Entretanto, seus escritos revelam uma imperatriz engajada politicamente. Isabel manifestava desaprovação diante das condições sociais da população austríaca e húngara, considerando os jovens da época "oprimidos pela ordem estabelecida".[4] Ela se mostrava incomodada e entristecida pela disparidade socioeconômica entre sua própria vida e a do povo comum, chegando a repudiar sua riqueza e as constantes viagens de lazer pela Europa.[4] Em seus poemas, não hesitou em amaldiçoar a Monarquia de Habsburgo. Na biografia dedicada à imperatriz, Brigitte Hamann apresenta Isabel como uma personalidade anticlerical e libertária, intolerante à rigidez da vida cortesã e à etiqueta. Tão insatisfeita com sua posição, desejava que seu marido, Francisco José, abdicasse rapidamente e se retirasse para viver às margens do Lago de Genebra, na Suíça.
Infância e educação
[editar | editar código]Nascida às 22h43 da véspera de Natal de 1837, no Palácio do Duque Max (Herzog-Max-Palais em alemão), residência de inverno de seus pais em Munique, então parte do Reino da Baviera.[5] Filha de Maximiliano, Duque na Baviera, e da princesa Luísa da Baviera, filha do rei Maximiliano I José, seu primeiro nome, Isabel (Elisabeth em alemão), foi escolhido em homenagem a uma de suas tias, Isabel da Baviera, irmã de sua mãe, que se tornaria rainha da Prússia como consorte de Frederico Guilherme IV, em 1840. Isabel nasceu com a ausência de um dente, fato considerado à época um presságio desfavorável.[6]
Isabel tinha sete irmãos: Luís, Helena, conhecida como Néné, Carlos Teodoro, apelidado de Gackel – termo alemão que significa galo – Maria, Matilde, Sofia Carlota e Maximiliano Emanuel, chamado de Mapperl.[7] Assim como os demais irmãos, Isabel foi criada afastada da corte bávara. Os invernos eram passados no Palácio do Duque Max, em Munique, edifício considerado um dos mais notáveis da capital. Sua fachada remetia aos palácios renascentistas de Roma, construída em pedra branca e ornamentada com janelas com frontão e colunas coríntias.[8] Os verões eram passados no Castelo de Possenhofen, às margens do Lago de Starnberg, construção em estilo medieval adquirida por seu pai como residência de verão e que se tornou a principal moradia da família ducal nesse período. Isabel referia-se ao local pelo diminutivo Possi.[9]
Isabel foi educada em casa por governantas. Suas primeiras instruções foram conduzidas pela baronesa Luise Wülffen. As aulas aconteciam pela manhã, após o café da manhã, e estendiam-se até o horário do almoço.[10] Ela apresentava comportamento disperso como aluna, considerava difícil aprender francês, que à época era a língua predominante nas cortes europeias, e enfrentava dificuldades com o inglês, embora posteriormente tenha alcançado domínio do idioma. Não demonstrava aptidão para a música e manifestava aversão às aulas de piano. Destacava-se, contudo, no desenho e, principalmente, na poesia. Desde a infância, dedicava-se à leitura dos poemas de Heinrich Heine.[11]
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O Palácio do Duque Max, local de nascimento de Isabel
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Isabel, aos onze anos, com seu irmão Carlos Teodoro e seu cachorro "Bummerl".
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O Castelo de Possenhofen, às margens do Lago de Starnberg, chamado por Isabel pelo diminutivo Possi
Casamento
[editar | editar código]Antecedentes
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Isabel conheceu Francisco José na cidade austríaca de Innsbruck, em 1848. Tinha onze anos, enquanto ele tinha dezoito. Eram primos, pois suas mães, Luísa e a arquiduquesa Sofia, eram irmãs. Naquele momento, Francisco José ainda não era imperador, uma vez que o título era exercido por seu tio, Fernando I da Áustria. O período era marcado por intensa instabilidade política. As Revoluções de 1848 atingiram o Império Austríaco com grande impacto, e manifestações que reivindicavam maiores liberdades tornaram-se frequentes e expressivas. Em razão desse contexto, a família imperial deixou Viena e estabeleceu-se temporariamente em Innsbruck, no sul do país. As tensões políticas e a diferença de idade contribuíram para que Francisco José não demonstrasse interesse por sua prima bávara.[12] Por outro lado, um de seus irmãos, o arquiduque Carlos Luís, passou a nutrir forte afeição por ela. Após o retorno de Isabel à Baviera, Carlos Luís enviou-lhe diversas cartas e presentes, entre os quais um anel e um relógio de bolso com corrente longa.[13]
Em agosto de 1853, aos quinze anos, Isabel reencontrou Francisco José. Àquela altura, ele já era imperador, uma vez que seu tio, Fernando I da Áustria, abdicara em 2 de dezembro de 1848. Sua mãe, a arquiduquesa Sofia, buscava havia algum tempo uma esposa para o filho. Francisco José demonstrara interesse por diversas jovens e mantinha forte inclinação pela princesa Ana da Prússia, sobrinha do rei Frederico Guilherme IV.[14] A possível união era bem recebida pela corte vienense, porém não se concretizou, pois a princesa já estava prometida a outro homem.
Após descartar diversas candidatas, a arquiduquesa Sofia passou a considerar o casamento do filho com a princesa Helena da Baviera, conhecida como Néné e uma de suas sobrinhas da Baviera. Para esse fim, enviou carta à irmã Luísa propondo um encontro das duas famílias em Bad Ischl, cidade conhecida por suas termas e tradicional local de veraneio da família imperial austríaca. O pretexto oficial para a reunião era a celebração do aniversário de Francisco José. Embora o encontro tivesse sido organizado com a finalidade de aproximar o imperador de Néné, ao conhecer sua irmã, Isabel, chamada de Sissi, então com quinze anos, Francisco José, aos vinte e três, manifestou imediato interesse por ela. No dia seguinte, apesar das objeções de sua mãe, declarou a intenção de desposá-la. Isabel aceitou a proposta, ainda que emocionada e apreensiva.[15]
Cerimônia
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Após um breve noivado, período durante o qual Francisco José realizou diversas visitas pessoais à sua noiva na Baviera, Isabel partiu de Munique em 20 de abril de 1854 com destino a Viena. A viagem teve duração de três dias e duas noites. O casamento foi celebrado às 18h30 do dia 24 de abril de 1854, na Igreja Agostiniana, em Viena.[16] No mesmo dia, Isabel tornou-se imperatriz. Não há registro preciso acerca do vestido utilizado por ela na cerimônia, embora seja bastante provável que tenha usado mais de um traje, considerando que, além da celebração religiosa, ocorreram diversos eventos e recepções. Os vestidos não foram preservados, pois, em conformidade com a tradição da época, foram desmanchados e reaproveitados na confecção de casulas e outras vestes eclesiásticas, posteriormente doadas à Basílica de Maria Taferl, em Viena, e à Igreja de Matias, em Budapeste.[17] Isabel recebeu um dote equivalente a US$ 240 000, em valores de 2015.[18]
Isabel encontrava-se tão exausta e emocionalmente abalada que, pouco antes de comparecer à recepção diplomática realizada após seu casamento, sofreu um ataque de pânico e recolheu-se a um aposento para chorar.[19] A noite de núpcias também transcorreu de forma insatisfatória, havendo registros de que ela e Francisco José somente consumaram a união na terceira noite.[20] Tais acontecimentos provocaram considerável escândalo na corte de Viena, onde a nova imperatriz era vista por alguns como uma jovem inexperiente e sem a linhagem considerada adequada. Isabel precisou suportar olhares de escárnio e comentários depreciativos, frequentemente proferidos à sua revelia pelas damas da corte. Documentos preservados posteriormente indicam que esse contexto contribuiu para o desencadeamento da primeira de diversas crises depressivas graves que ela enfrentaria ao longo da vida.[21]
Imperatriz
[editar | editar código]Primeiros anos na corte de Viena
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Desde sua entrada na corte, Isabel teve de enfrentar as exigências impostas pelo ambiente da corte vienense. Nascida e criada em uma família nobre de costumes simples, passou a integrar a rígida corte de Viena, ainda orientada por um severo "cerimonial espanhol", ao qual precisou se submeter. A adaptação ao novo contexto implicou o afastamento de seus hábitos e vínculos familiares. Pouco tempo depois, apresentou problemas de saúde, incluindo tosse persistente, febre e sintomas de ansiedade, atribuídos a distúrbios de origem psicológica.[22]
A arquiduquesa Sofia assumiu a responsabilidade pela formação da nora segundo os padrões esperados de uma imperatriz. A aplicação rigorosa das normas de etiqueta gerou tensões entre ambas e contribuiu para a construção de uma imagem negativa de Sofia perante Isabel. Posteriormente, a imperatriz reconheceu que as ações da sogra estavam alinhadas às convenções da corte, ainda que fossem conduzidas de forma autoritária.[23] Diferentemente de Sofia, amplamente respeitada no ambiente cortesão, Isabel foi alvo de críticas relativas à sua formação e à sua limitada experiência social.[24]
Após o casamento, Isabel engravidou e, em 5 de março de 1855, deu à luz sua primeira filha, Sofia, nomeada em homenagem à avó paterna. A arquiduquesa assumiu a supervisão direta da criança, definindo aspectos de sua educação e organização doméstica. Em 12 de julho de 1856, nasceu a segunda filha, Gisela, igualmente colocada sob os cuidados da avó. Posteriormente, Isabel manifestou insatisfação por não ter exercido maior participação na criação das filhas.[25]
Em setembro de 1856, durante viagem à Estíria e à Caríntia, Isabel passou a reivindicar maior autonomia em relação aos filhos e aproximou-se politicamente do marido, até então fortemente influenciado pela arquiduquesa. As viagens oficiais configuraram-se como oportunidades para fortalecer sua posição conjugal e materna. No inverno de 1856–1857, Isabel participou de viagem oficial à Itália, acompanhada do marido e da filha Sofia. A recepção foi marcada por manifestações de distanciamento político por parte das elites locais. O contexto refletia a insatisfação de setores italianos com a administração austríaca na região. Em Milão, registraram-se gestos de desconsideração por parte da nobreza. No Teatro alla Scala, a execução de Va, pensiero, de Giuseppe Verdi, foi interpretada como referência ao sentimento nacionalista italiano. Em Veneza, a recepção popular foi limitada, com manifestações restritas a contingentes militares austríacos. O cônsul britânico presente destacou a curiosidade pública em relação à figura da imperatriz: "O povo estava animado por um único sentimento, pela curiosidade de ver a imperatriz cuja fama de mulher maravilhosamente bela também chegou aqui".[26]
Poucas semanas após o retorno, foi organizada viagem oficial à Hungria, território igualmente marcado por tensões políticas. Entre setores húngaros, havia expectativa de que Isabel, conhecida por seu interesse pela cultura local e por ter recebido instrução do conde Majláth, pudesse exercer influência moderadora sobre o imperador.[27] Diferentemente da viagem anterior, Isabel assegurou a presença das filhas. Durante a permanência na Hungria, a filha Sofia adoeceu e faleceu em 29 de maio de 1857. O episódio teve impacto significativo sobre Isabel, que, ao retornar a Viena, reduziu suas aparições públicas e alterou sua conduta alimentar. Sentindo-se responsável pela decisão de levar as crianças à viagem, afastou-se temporariamente das funções maternas diretas, delegando a educação de Gisela à sogra.[28]
Nascimento do Príncipe Herdeiro e a Guerra Austro-Franco-Sarda
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O fato de Isabel não ter gerado um herdeiro do sexo masculino tornava sua posição progressivamente mais frágil no palácio. Em determinado momento, Isabel encontrou sobre sua mesa um panfleto no qual determinadas palavras estavam sublinhadas:
"[…] O destino natural de uma imperatriz é dar um herdeiro ao trono. Se a Imperatriz tiver a sorte de fornecer ao Estado um Príncipe Herdeiro, este deve ser o fim de sua ambição, ela não deve de forma alguma se intrometer no governo de um Império, cujo cuidado não é tarefa das mulheres. Se a Imperatriz não tiver filhos, ela é apenas uma estrangeira no estado, e uma estrangeira muito perigosa. Pois como ela nunca pode esperar ser vista com bons olhos aqui, e deve sempre esperar ser enviada de volta de onde veio, ela sempre buscará ganhar o Imperador por outros meios que não os naturais; ela lutará por posição e poder por meio da intriga e da semeadura da discórdia, para o mal do Imperador, da nação e do Império […]"[29]
Em dezembro de 1857, Isabel apresentou sintomas de nova gravidez. Em 21 de agosto de 1858, nasceu o príncipe Rodolfo, herdeiro aparente do Império. O parto foi descrito como difícil, e a imperatriz apresentou episódios recorrentes de febre no período subsequente. Como seu estado de saúde não apresentou melhora entre o outono e o inverno, a mãe de Isabel e o médico da família Wittelsbach foram chamados a Viena. O diagnóstico registrado permanece incerto. Nos diários da arquiduquesa Sofia constam apenas referências a febre, fraqueza e inapetência.[30]
O ano de 1859 foi marcado por instabilidade política e militar para a Áustria. O imperador francês Napoleão III e o primeiro-ministro sardo, o conde de Cavour, após entendimento secreto firmado na França, articularam a formação de uma aliança contra a Áustria, o que levou à declaração de guerra ao Reino da Sardenha. Em poucos dias, os Estados italianos governados pelos Habsburgos sofreram colapso político, e os depostos Leopoldo II da Toscana e Francisco V de Módena deslocaram-se para Viena com suas famílias. As forças austríacas foram derrotadas na Batalha de Magenta, em 4 de junho de 1859. Após esse revés, Francisco José decidiu assumir pessoalmente o comando do exército. Isabel acompanhou o imperador até Mürzzuschlag. Em correspondência registrada, dirigiu-se ao conde Grünne, general austríaco, solicitando que garantisse atenção constante ao soberano durante a campanha: "Certamente cumprirás o que prometeste e serás muito atencioso com o imperador; meu único consolo nestes tempos terríveis é que sempre o farás, em todas as circunstâncias. Se eu não estivesse convencida disso, morreria de angústia."[31]
No período seguinte, Isabel apresentou quadro de instabilidade emocional, manifestado por choro frequente e solicitação para acompanhar o marido à Itália, pedido que foi negado. Passou então a adotar regimes restritivos de alimentação e a intensificar a prática de equitação, além de reduzir sua participação em compromissos oficiais organizados pela arquiduquesa Sofia, o que gerou críticas no ambiente cortesão. O imperador solicitou por escrito que ela retomasse aparições públicas em Viena, com o objetivo de fortalecer o moral da população e a imagem da monarquia.[32] Em 24 de junho de 1859 ocorreu a Batalha de Solferino, que resultou em vitória franco-piemontesa. A derrota austríaca intensificou a impopularidade do imperador, surgindo inclusive manifestações favoráveis à abdicação em favor de seu irmão, Maximiliano I do México. Paralelamente, elevado contingente de feridos foi transferido para território austríaco. Isabel coordenou a instalação de um hospital militar no Castelo de Laxemburgo, diante da insuficiência das estruturas hospitalares existentes.[33] A guerra terminou oficialmente com o Armistício de Villafranca, que obrigou a Áustria a ceder a Lombardia, uma das províncias mais ricas do Império.
Crise conjugal e viagens
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Paralelamente à crise política de 1859-1860, desenvolveu-se uma crise no âmbito privado do casal imperial. Persistiam as tensões com a arquiduquesa Sofia, e, pela primeira vez em seis anos de casamento, circularam notícias sobre supostas infidelidades de Francisco José.[34] Tais rumores afetaram a posição de Isabel na corte e agravaram o distanciamento conjugal. Considerando a experiência de sua mãe, que enfrentara dificuldades semelhantes, Isabel possivelmente temia situação análoga de marginalização.[35]
Para agravar a situação delicada, em maio de 1860, chegaram a Viena informações sobre o avanço das tropas de Giuseppe Garibaldi no Reino das Duas Sicílias. Embora o imperador e a arquiduquesa Sofia fossem favoráveis a apoiar os Bourbon-Duas Sicílias, as limitações econômicas do Império Austríaco inviabilizavam uma intervenção. A situação afetava diretamente Isabel, irmã da rainha Maria Sofia das Duas Sicílias, o que repercutiu em seu estado emocional e em seu relacionamento conjugal.[36]
Em julho de 1860, Isabel deixou Viena de forma repentina, acompanhada da filha Gisela, e dirigiu-se a Possenhofen. Para evitar repercussões públicas negativas, retornou temporariamente à capital para participar das celebrações do aniversário do imperador, em 18 de agosto. Em outubro de 1860, seu estado de saúde deteriorou-se, com registros de esgotamento nervoso e consequências de regimes alimentares restritivos. O médico Josef Škoda, especialista em doenças pulmonares, recomendou tratamento em clima mais ameno, afirmando que a imperatriz dificilmente suportaria o inverno vienense.[37] O destino escolhido foi a Madeira, opção incomum para tratamento pulmonar à época, diferentemente de estâncias como Merano. A escolha pode ter refletido também a intenção de reduzir o contato com a corte e com o imperador.[38]

Embora o diagnóstico oficial apontasse para doença pulmonar grave, há controvérsias quanto à natureza exata da enfermidade. Fontes indicam que Isabel, anteriormente saudável, apresentava agravamento dos sintomas no contexto da vida cortesã, associando-se a episódios de instabilidade emocional, dietas severas e exercícios físicos intensos. [39] Durante este tempo, a corte estava repleto de rumores maliciosos de que Francisco José estava tendo uma ligação com uma atriz chamada Frau Roll, levando à especulação hoje de que os sintomas de Isabel podem ter sido qualquer coisa, desde psicossomáticos a um resultado de doença venérea.[40]
A partida da imperatriz gerou forte reação na corte vienense e repercussão internacional, diante de notícias sobre seu estado de saúde considerado grave. A rainha Vitória do Reino Unido colocou à disposição o iate real Victoria and Albert. Parte da historiografia, como a de Brigitte Hamann, sustenta a hipótese de que Isabel sofria de anorexia nervosa, quadro caracterizado por inquietação, restrição alimentar e distanciamento conjugal. Essa interpretação também é utilizada para explicar a melhora observada durante seus períodos de afastamento de Viena.[41]
A bordo do iate imperial Miramar, Isabel realizou diversas viagens pelo Mediterrâneo. Entre os destinos frequentados estavam Cap Martin, Sanremo, o Lago de Genebra, Bad Ischl, tradicional residência de verão do casal imperial, e Corfu.[42]

Na França, esteve em Fécamp, em 1875, acompanhada da filha Maria Valéria e de numerosa comitiva.[43] Em março de 1882, visitou Paris para encontrar a irmã, a duquesa Sofia Carlota.[44] Registros locais também mencionam sua passagem por Chantilly.[45]
Na Inglaterra, alugou por duas vezes a Abadia de Combermere, em 1881 e 1882, propriedade do visconde Combermere. Foram realizadas adaptações estruturais significativas para sua estadia, incluindo a instalação de água quente e de um sistema de campainha elétrica, custeadas pelo imperador. Ávida caçadora, a comitiva da Imperatriz, composta por 80 pessoas, incluía 25 tratadores, e ela caçava frequentemente com a Cheshire Hunt enquanto ali se hospedava.[46]
Após a morte do filho, a imperatriz encomendou a construção de um palácio em Corfu, denominado Achilleion, em referência ao herói Aquiles, da Ilíada. Francisco José esperava que a propriedade se tornasse residência estável da imperatriz, o que não ocorreu. Posteriormente, o edifício foi adquirido pelo imperador Guilherme II da Alemanha e, mais tarde, incorporado ao patrimônio estatal grego, sendo atualmente aberto à visitação pública.[47]
Em suas viagens, Isabel adotava medidas para evitar exposição pública, deslocando-se sob pseudônimos como "condessa de Hohenembs" e recusando audiências formais quando não as considerava necessárias. Realizava longas caminhadas, geralmente acompanhada por professores de grego ou por damas de companhia. A condessa Irma Sztáray, sua última dama de companhia, descreveu-a como reservada, sensível, de inclinação liberal e intelectualmente ativa.[48]
Em 1888, durante viagem à Grécia, aos 51 anos, Isabel realizou uma tatuagem de âncora no ombro, gesto associado seu amor com o mar.[49]
Atuação política e coroação húngara
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Após uma longa estadia em Veneza e uma cura em Bad Kissingen, Isabel retornou a Viena em 1862. Seu retorno estava condicionado à implementação de mudanças na corte. Durante sua ausência, amadureceu e passou a impor sua vontade em diversos pontos, confrontando a influência de sua sogra, a arquiduquesa Sofia.[50] Como parte dessas mudanças, Isabel passou a resistir à posição subordinada que anteriormente ocupava na hierarquia cortesã. Embora seu título conferisse precedência formal, a maior parte dos direitos práticos ainda estava sob controle da arquiduquesa.[51]
Após o retorno, Isabel retomou o estudo da língua húngara iniciado na Madeira, com aulas regulares retomadas em 9 de fevereiro de 1863, quando Imre Homoky ingressou em sua corte. Para aprofundar seu conhecimento, buscou a companhia de uma dama húngara, superando resistências da corte, e recrutou Ida Ferenczy em 1864. Ferenczy não só atuava como interlocutora e conselheira de Isabel, como também influenciava sua percepção da questão húngara.[52] Outra dama húngara de Isabel era a condessa Marie Festetics, que serviu a rainha durante um total de 29 anos.[53]
Após a Batalha de Königgrätz, travada em 3 de julho de 1866, ela partiu para a Hungria, de acordo com a decisão do Conselho de Ministros.[54] Ao chegar a Budapeste, Ferenc Deák e uma parte significativa da elite política que desejava preparar o compromisso também compareceram à sua recepção na estação ferroviária, assegurando-lhe seu apoio. Valendo-se da rede de contatos estabelecida durante sua visita anterior, no início de 1866, tentou ajudar seu marido a evitar o desenvolvimento de uma guerra em múltiplas frentes e a preservar a unidade do Império para seu filho.[55]

Após sua rápida visita, em 12 de julho, viajou de volta para Viena, relatando a recepção na Hungria, e então retornou a Budapeste com seus filhos, Rodolfo e Gisela, no dia 13.[56] Desta vez, indo além de seu papel de representante, atuou como um fator político independente, negociando várias vezes com Gyula Andrássy e fazendo sugestões a Francisco José acerca de uma possível solução, que já havia sido delineada em negociações anteriores empreendidas a partir de 1865.[57] Contudo, com o fechamento da Dieta em razão da guerra, os políticos que buscavam um acordo não puderam dar continuidade às negociações. Muitos historiadores, incluindo Brigitte Hamann, acreditam que Isabel utilizou seus recursos de influência pessoal para pressionar o monarca a aceitar um compromisso com os húngaros o mais rapidamente possível.[58] Argumentam também que, para Rodolfo, essa era a única maneira de salvar o Império.[59] Além disso, Hamann menciona o afeto de Isabel por Andrássy, considerado excessivo e perigoso pelo lado austríaco, como a principal força catalisadora, apresentando Isabel como uma "ferramenta fanática" do político húngaro.[60] Posteriormente, porém, o relacionamento entre ambos, à luz desses pressupostos, foi predominantemente de natureza consultiva e amigável.[61]
As negociações ganharam novo impulso após a conclusão da Paz de Praga e as mudanças no cenário político, incluindo a nomeação de Ferdinand von Beust para o cargo de Ministro dos Negócios Estrangeiros e a maior disponibilidade do monarca para conduzir o processo. Nesse momento, tornara-se evidente que a unidade do Império, já enfraquecida pela perda dos territórios italianos após a derrota militar, só poderia ser preservada por meio de um acordo com os húngaros. Com a posse do gabinete liderado por Andrássy, em 20 de fevereiro de 1867, a Dieta aprovou o compromisso em 20 de março do mesmo ano,[62] consolidando um passo decisivo na criação de uma monarquia constitucional dual, a Áustria-Hungria, estruturada segundo o princípio da paridade. Pouco depois, o casal real chegou a Budapeste em uma tentativa de fortalecer sua popularidade.[63]
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Coroação de Francisco José e Isabel como Rei e Rainha Apostólicos da Hungria
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Fotografia de Isabel em traje de coroação húngaro
Após longas negociações e preparativos, a coroação ocorreu um mês depois,[64] em 8 de junho, na Igreja de Matias, no Castelo de Buda.[65] A coroação da rainha ocorreu imediatamente após a de Francisco José, como reconhecimento da "intercessão" de Isabel.[66] As tradições associadas à coroação também envolviam a prática de troca de presentes, como parte da qual lhes foi concedido o uso do Palácio de Gödöllő, tratado como um domínio da coroa, bem como a propriedade associada.[67] As 50.000 peças de ouro oferecidas como presentes de coroação ao casal real foram doadas a um fundo estabelecido em benefício das viúvas, órfãos e inválidos da Guerra da Independência de 1848–49. Após a doação de Francisco José, Isabel também agiu de maneira semelhante e, embora alguns contemporâneos tenham atribuído esse gesto conciliatório a ela,[66] na verdade, por meio da mediação de Menyhért Lónyay.
Vida posterior
[editar | editar código]Incidente de Mayerling
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Em 1889, a vida de Isabel foi destruída pela morte de seu único filho Rodolfo, que foi encontrado morto junto com sua jovem amante, a baronesa Mary Vetsera,[68] no que se suspeitou ser um assassinato-suicídio da parte de Rodolfo. O escândalo ficou conhecido como Incidente de Mayerling, devido à localização do pavilhão de caça de Rodolfo na Baixa Áustria, onde foram encontrados[69][70][71].
Isabel nunca se recuperou da tragédia, afundando ainda mais na melancolia. Em poucos anos, ela perdeu seu pai, Maximiliano José (em 1888), seu único filho, Rodolfo (1889), sua irmã, a duquesa Sofia Carlota da Baviera (1897), Helena (1890) e sua mãe, Luísa (1892). Após a morte de Rodolfo, ela teria se vestido apenas de preto pelo resto de sua vida, embora um vestido azul claro e creme descoberto pelo Museu Sisi de Hofburg seja dessa época. Para agravar suas perdas, o conde Gyula Andrássy morreu um ano depois, em 18 de fevereiro de 1890. "Meu último e único amigo está morto", lamentou ela. A arquiduquesa Maria Valéria declarou: "[…] ela se apegou a ele com amizade verdadeira e inabalável como talvez, a nenhuma outra pessoa.". Quer sua relação pessoal fosse íntima ou não, seus sentimentos por ele eram os mesmos que ela sentia por seu país, e que ela sabia serem correspondidos de todo o coração pelos magiares.[carece de fontes]
O escândalo Mayerling aumentou o interesse do público por Isabel, e ela continuou a ser um ícone e uma sensação por si só, onde quer que fosse. Ela usava longos vestidos pretos que podiam ser abotoados na parte inferior, e carregava uma sombrinha branca feita de couro, além de um leque para esconder o rosto dos curiosos.[72] Isabel passou pouco tempo em Viena com o marido. Sua correspondência aumentou durante seus últimos anos, entretanto, e seu relacionamento tornou-se uma amizade calorosa. Em seu navio imperial, Miramar, a Imperatriz Isabel viajou pelo Mediterrâneo. Seus lugares favoritos eram o Cabo Martin, na Riviera Francesa, e também Sanremo, na Riviera da Ligúria, onde o turismo começara apenas na segunda metade do século XIX; Lago Genebra na Suíça; Bad Ischl na Áustria, onde o casal imperial passaria o verão; e Corfu. A Imperatriz também visitou países não normalmente visitados pela realeza europeia na época: Marrocos, Argélia, Malta, Turquia e Egito. O imperador Francisco José esperava que sua esposa finalmente se estabelecesse em seu palácio de Achilleion em Corfu, mas Sisi logo perdeu o interesse pela propriedade de contos de fadas. As viagens sem fim tornaram-se um meio de fuga para Isabel de sua vida e de sua miséria.[73]
Assassinato
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Às 13h35 de sábado, 10 de setembro de 1898, Isabel e a condessa Irma Sztáray, sua dama de companhia, deixaram o hotel às margens do Lago de Genebra a pé para pegar o vapor Genève para Montreux. Visto que a imperatriz desprezava as procissões, ela insistia que andassem sem os outros membros de sua comitiva.[74][75]
As senhoras estavam caminhando pelo calçadão quando o anarquista italiano Luigi Lucheni, de 25 anos, se aproximou delas, tentando espiar por baixo da sombrinha da imperatriz. Segundo Sztáray, quando o sino do navio anunciava a partida, Lucheni pareceu tropeçar e fez um movimento com a mão como se quisesse manter o equilíbrio. Na verdade, em um ato de "propaganda do feito", ele apunhalou Isabel com uma lima de agulha afiada de 4 polegadas (100 mm) de comprimento (usada para lixar os orifícios de agulhas industriais) que ele inseriu em um cabo de madeira.[76]
Sou anarquista por convicção ... Vim a Genebra para matar um soberano, com o objetivo de dar exemplo aos que sofrem e aos que nada fazem para melhorar sua posição social; não importava para mim quem era o soberano que eu deveria matar ... Não foi uma mulher que eu golpeei, mas uma Imperatriz; era uma coroa que eu tinha em vista.[77]
— Luigi Lucheni (1898)

Depois que Lucheni a golpeou, a imperatriz desabou. Um cocheiro ajudou-a a se levantar e alertou o concierge austríaco do Beau-Rivage, um homem chamado Planner, que observava o progresso da imperatriz em direção ao Genève. As duas mulheres caminharam cerca de 100 jardas (91 m) até o passadiço e embarcaram, quando Sztáray relaxou seu aperto no braço de Isabel. A imperatriz então perdeu a consciência e desabou ao lado dela. Sztáray chamou um médico, mas apenas uma ex-enfermeira, também passageira, estava disponível. O capitão do barco, capitão Roux, desconhecia a identidade de Isabel e como fazia muito calor no convés, aconselhou a condessa a desembarcar e levar seu companheiro de volta ao hotel. Enquanto isso, o barco já estava saindo do porto. Três homens carregaram Isabel até o convés superior e a colocaram em um banco. Sztáray abriu seu vestido, cortou os laços do espartilho para que ela pudesse respirar. Isabel reviveu um pouco e Sztáray perguntou se ela estava com dor, e ela respondeu: "Não". Ela então perguntou: "O que aquele homem queria?" e perdeu a consciência novamente.[carece de fontes]
A condessa Sztáray notou uma pequena mancha marrom acima do seio esquerdo da imperatriz. Alarmada por Isabel não ter recuperado a consciência, ela informou ao capitão sua identidade, e o barco voltou para Genebra. Isabel foi carregada de volta ao Hotel Beau-Rivage por seis marinheiros em uma maca improvisada com uma vela, almofadas e dois remos. Fanny Mayer, a esposa do diretor do hotel, uma enfermeira visitante e a condessa despiram Isabel e tiraram seus sapatos, quando Sztáray notou algumas pequenas gotas de sangue e um pequeno ferimento. Quando a retiraram da maca para a cama, ela estava claramente morta; Frau Mayer acreditava que as duas respirações audíveis que ouviu a imperatriz respirar ao ser trazida para a sala foram as últimas. Dois médicos, Dr. Golay e Dr. Mayer chegaram, junto com um padre, que era tarde demais para conceder sua absolvição. Mayer fez uma incisão na artéria de seu braço esquerdo para determinar a morte e não encontrou sangue. Ela foi declarada morta às 14h10. Todos se ajoelharam e oraram pelo repouso de sua alma, e a condessa Sztáray fechou os olhos de Isabel e juntou as mãos. Isabel foi a imperatriz da Áustria por 44 anos.[78]

Quando Francisco José recebeu o telegrama informando-o da morte de Isabel, seu primeiro medo foi que ela tivesse cometido suicídio. Foi somente quando uma mensagem posterior chegou, detalhando o assassinato, que ele foi liberado dessa noção. O telegrama pedia permissão para a autópsia e a resposta era que todos os procedimentos prescritos pela lei suíça deveriam ser cumpridos.[carece de fontes]
A autópsia foi realizada no dia seguinte por Golay, que descobriu que a arma, que ainda não havia sido encontrada, havia penetrado 3,33 polegadas (85 mm) no tórax de Isabel, fraturado a quarta costela, perfurado o pulmão e pericárdio e penetrado no coração do topo antes de sair pela base da esquerda ventrículo esquerdo. Por causa da nitidez e da espessura da lima, o ferimento era muito estreito e, devido à pressão do espartilho extremamente apertado de Isabel, a hemorragia no saco pericárdico ao redor do coração foi reduzida a meras gotas. Até que esse saco fosse preenchido, as batidas de seu coração não eram impedidas, razão pela qual Isabel conseguiu caminhar do local do assalto e subir a rampa de embarque do barco. Se a arma não tivesse sido removida, ela teria vivido mais um pouco, pois teria agido como um tampão para estancar o sangramento. Golay fotografou o ferimento, mas entregou a fotografia ao procurador-geral suíço, que mandou destruí-la, por ordem de Francisco, junto com os instrumentos de autópsia. [carece de fontes]
Enquanto Genebra se fechava em luto, o corpo de Isabel foi colocado em um caixão triplo: dois internos de chumbo, o terceiro externo em bronze, repousando sobre garras de leão. Na terça-feira, antes de os caixões serem lacrados, os representantes oficiais de Francisco José chegaram para identificar o corpo. O caixão tinha dois painéis de vidro, cobertos por portas, que podiam ser puxadas para trás para permitir que seu rosto fosse visto. Ao avistar o cadáver, Francisco José, proferiu: "Ninguém nunca saberá o quanto eu amei essa mulher".[79]
Na quarta-feira de manhã, o corpo dela foi levado de volta para Viena a bordo de um trem funerário. A inscrição em seu caixão dizia: “Isabel, Imperatriz da Áustria”. Os húngaros ficaram indignados e as palavras “e Rainha da Hungria” foram acrescentadas às pressas. Todo o Império Austro-Húngaro estava em luto profundo; 82 soberanos e nobres de alto escalão seguiram o cortejo fúnebre na manhã de 17 de setembro ao túmulo na Igreja dos Capuchinhos.[80]
Consequências
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Após o ataque, Lucheni fugiu pela Rue des Alpes, para onde arremessou a pasta na entrada do nº 3. Ele foi capturado por dois taxistas e um marinheiro, então preso por um polícia. A arma foi encontrada no dia seguinte pelo concierge durante sua limpeza matinal. Lucheni pensou que pertenceria a um operário que se mudara no dia anterior e não notificou a polícia de sua descoberta até o dia seguinte. Não havia sangue na lima e a ponta estava quebrada, o que ocorreu quando Lucheni a jogou fora. A lima tinha uma aparência tão opaca que especulou-se que havia sido selecionada deliberadamente porque seria menos perceptível do que uma faca brilhante, que teria denunciado Lucheni quando ele se aproximasse. Lucheni havia planejado comprar um estilete, mas sem o montante de 12 francos, ele simplesmente afiou uma lima velha em uma adaga caseira e cortou um pedaço de lenha em um cabo.[77][81]
Embora Lucheni se gabasse de ter agido sozinho, porque muitos refugiados políticos encontraram refúgio na Suíça, foi considerada a possibilidade de que ele fizesse parte de uma conspiração e que a vida do imperador também estivesse em perigo. Assim que foi descoberto que um italiano era o responsável pelo assassinato de Isabel, a agitação varreu Viena e ameaças de represálias contra os italianos. A intensidade do choque, luto e indignação excedeu em muito a que ocorreu com a notícia da morte de Rodolfo. Um clamor também irrompeu imediatamente sobre a falta de proteção para a imperatriz. A polícia suíça estava bem ciente de sua presença e telegramas para as autoridades competentes aconselhando-as a tomar todas as precauções foram enviados. O chefe de polícia Virieux do cantão de Vaud organizou a proteção de Isabel, mas ela detectou os oficiais dele fora do hotel na véspera do assassinato e protestou que a vigilância era desagradável, de modo que Virieux não teve escolha senão retirá-los. Também é possível que, se Isabel não tivesse dispensado seus outros acompanhantes naquele dia, uma comitiva maior do que uma dama de companhia pudesse ter desencorajado Lucheni, que vinha seguindo a Imperatriz havia vários dias, esperando uma oportunidade. Lucheni foi levado ao Tribunal de Genebra em outubro. Furioso com a abolição da pena de morte em Genebra, exigiu que fosse julgado de acordo com as leis do Cantão de Lucerna, que ainda tinha pena de morte, assinando a carta: “Luigi Lucheni, anarquista e um dos mais perigosos".[carece de fontes]
Como Isabel era famosa por preferir o homem comum aos cortesãos, conhecidos por suas obras de caridade e considerada um alvo tão inocente, a sanidade de Lucheni foi questionada inicialmente. O testamento de Isabel estipulava que uma grande parte de sua coleção de joias deveria ser vendida e os rendimentos, então estimados em mais de £ 600 000, deveriam ser aplicados a várias organizações religiosas e de caridade. Francisco José comentou com o príncipe de Liechtenstein, que era o devoto cavalheiro do casal, "Que um homem possa ser encontrado para atacar uma mulher, cuja vida inteira foi dedicada a fazer o bem e que nunca feriu ninguém, é para mim incompreensível". Tudo fora das jóias da coroa e propriedade do estado que Isabel tinha o poder de legar foi deixado para sua neta, a Arquiduquesa Isabel Maria da Áustria, filha de Rodolfo. Lucheni foi declarado são, mas foi julgado como um assassino comum, não um criminoso político. Encarcerado para toda a vida, e negado a oportunidade de fazer uma declaração política com sua ação, ele tentou se matar com a chave afiada de uma lata de sardinha em 20 de fevereiro de 1900. Dez anos depois, ele se enforcou com o cinto em sua cela em na noite de 16 de outubro de 1910, depois de um guarda ter confiscado e destruido suas memórias incompletas.[82]
Personalidade
[editar | editar código]Regime físico
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Na juventude, Isabel seguiu a moda vigente, que por muitos anos consistiu em saias de aro com crinolina em gaiola. Quando o estilo começou a mudar, ela esteve entre as primeiras a abandonar essas saias em favor de uma silhueta mais justa e alongada. Ela se incomodava menos com o custo das roupas do que com o protocolo que exigia trocas constantes de vestuário. Preferia trajes simples, monocromáticos e semelhantes a hábitos de montaria. Não usava anáguas nem outras peças volumosas de "roupa de baixo", pois acrescentavam volume ao corpo. Muitas vezes era literalmente costurada em suas roupas para evitar dobras e rugas e para acentuar ainda mais a "cintura de vespa" que se tornou sua marca registrada.[83]
Isabel enfatizou sua extrema magreza por meio da prática do "laço apertado". No auge dessa prática, entre 1859 e 1860, período que coincidiu com as derrotas políticas e militares de Francisco José na Itália, com seu afastamento sexual do marido após três gestações em rápida sucessão e com a disputa perdida para a sogra pelo domínio na criação dos filhos, ela reduziu a cintura para 40 cm de circunferência. Os espartilhos comuns da época eram do tipo busk dividido, fechados na frente com ganchos e ilhoses. Isabel, porém, usava modelos mais rígidos, com frente sólida, feitos de couro em Paris, descritos como semelhantes aos das cortesãs parisienses. Provavelmente eram mais resistentes para suportar o esforço do laço apertado, um procedimento que às vezes levava até uma hora para ser concluído. O fato de ela utilizá-los apenas por algumas semanas pode indicar que até mesmo o couro se mostrou inadequado para suas necessidades. Essa exibição exagerada e desafiadora irritava sua sogra, que esperava que ela estivesse continuamente grávida.[84]
Uma dama de companhia relatou, em 1862, que Isabel se alimentava bem, dormia bem e já não utilizava laços tão apertados.[85] Mesmo assim, suas roupas desde então até o fim da vida mediam apenas entre 18 e meia e 19 e meia polegadas ao redor da cintura. Essa característica levou o Príncipe de Hesse a descrevê-la como "quase desumanamente esguia". Isabel também desenvolveu um forte desprezo por mulheres gordas e transmitiu essa atitude à filha mais nova, Maria Valéria. A jovem ficou apavorada quando, ainda criança, conheceu a rainha Vitória do Reino Unido.[86]
A imperatriz também desenvolveu hábitos de exercício extremamente rigorosos e disciplinados. Cada castelo em que residia possuía um ginásio. O Salão dos Cavaleiros do Hofburg foi transformado em um espaço de treino e, em seu quarto, foram instaladas esteiras e vigas de equilíbrio para que pudesse se exercitar todas as manhãs. Na vila imperial de Ischl foram colocados grandes espelhos para que ela pudesse corrigir com precisão todos os seus movimentos e posturas. Aos cinquenta anos começou a praticar esgrima com a mesma disciplina. Apaixonada por equitação, cavalgava diariamente por várias horas e tornou-se provavelmente a melhor e mais famosa amazona de seu tempo. Quando a ciática passou a impedi-la de permanecer por longos períodos na sela, substituiu as cavalgadas por longas caminhadas, submetendo seus acompanhantes a marchas intermináveis em qualquer condição climática.[87]
Nos últimos anos de vida, Isabel tornou-se ainda mais inquieta e obsessiva. Chegava a pesar-se até três vezes por dia e tomava regularmente banhos de vapor para evitar qualquer ganho de peso.[88] Em 1894 atingiu um estado de extrema magreza, chegando a cerca de 43,5 quilos. Alguns episódios de sua alimentação sugerem ser sinais de compulsão alimentar. Em 1878, por exemplo, surpreendeu seus companheiros de viagem ao visitar inesperadamente um restaurante incógnita, onde bebeu champanhe, comeu frango grelhado com salada italiana e terminou a refeição com uma "quantidade considerável de bolo". É possível que tenha satisfeito esse tipo de desejo em segredo em outras ocasiões. Em 1881, ela comprou uma casa de campo inglesa e mandou construir uma escada em espiral ligando a sala de estar diretamente à cozinha, de modo que pudesse chegar até lá com total privacidade.[89][90]
"Culto" à beleza
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Além de seu rigoroso regime de exercícios, Isabel também seguia rotinas de beleza extremamente exigentes. Os cuidados diários com seus cabelos abundantes e muito longos, que com o tempo passaram do loiro-escuro da juventude para um tom castanho, levavam pelo menos três horas. O cabelo era tão comprido e pesado que ela frequentemente se queixava de dores de cabeça causadas pelo peso das elaboradas tranças duplas e dos inúmeros grampos.[91]
Sua cabeleireira, Franziska Feifalik, havia trabalhado originalmente como cabeleireira de palco no Wiener Burgtheater. Responsável por todos os penteados ornamentados da imperatriz, ela geralmente a acompanhava em suas viagens. Feifalik era proibida de usar anéis e precisava trabalhar usando luvas brancas. Depois de horas penteando, trançando e prendendo o cabelo de Isabel, os fios que caíam precisavam ser recolhidos e apresentados em uma tigela de prata para inspeção da imperatriz. A cada duas semanas, o cabelo de Isabel era lavado com uma mistura de ovos e conhaque. Nesses dias, todas as atividades e compromissos eram cancelados. Antes da morte de seu filho, a imperatriz também ordenava que Feifalik removesse qualquer fio grisalho. Mesmo assim, no fim da vida, seu cabelo foi descrito como "abundante, embora já apresentasse algumas mechas prateadas".[92][93]
Isabel aproveitava as longas horas dedicadas ao penteado para estudar línguas. Falava inglês e francês fluentemente e acrescentou o grego moderno aos seus estudos de húngaro. Seu tutor de grego, Constantin Christomanos, descreveu o ritual de preparação da imperatriz:
"O cabeleireiro leva quase duas horas, disse ela, e enquanto meu cabelo está ocupado, minha mente fica ociosa. Tenho medo que minha mente escape pelos cabelos e pelos dedos do meu cabeleireiro. Daí minha dor de cabeça depois. A Imperatriz sentou-se a uma mesa que foi movida para o meio da sala e coberta com um pano branco. Ela estava envolta em um penhoar branco amarrado, seu cabelo, solto e indo até o chão, envolvia seu corpo inteiro."[94]

Franz Xaver Winterhalter, 1865
Isabel usava cosméticos e perfumes com moderação, pois preferia evidenciar sua beleza natural. Ainda assim, para preservá-la, experimentava diversos produtos preparados tanto na farmácia da corte quanto por uma dama de companhia em seus próprios aposentos. Entre eles, parecia preferir o Crème Céleste, composto de cera branca, espermacete, óleo de amêndoa doce e água de rosas, embora também utilizasse uma grande variedade de tônicos faciais e águas perfumadas.[95][96]
Seus rituais noturnos eram igualmente rigorosos. Isabel dormia sem travesseiro, apoiando a cabeça em uma cabeceira de metal, pois acreditava que isso ajudava a manter a postura ereta. À noite aplicava máscaras faciais feitas de vitela crua ou de morangos esmagados. Também recebia massagens intensas e frequentemente dormia com panos embebidos em vinagre de violeta ou de cidra colocados sobre os quadris, com a intenção de preservar a cintura fina. O pescoço era envolto em panos embebidos em loção de enxofre de Kummerfeld. Para manter a pele firme, tomava todas as manhãs um banho frio, prática que mais tarde agravaria sua artrite, e à noite costumava tomar um banho de azeite.[97]
Alegações de bissexualidade
[editar | editar código]Nas últimas décadas, novas biografias lançaram luz sobre uma personalidade tão rica quanto complexa. A escritora Ángeles Caso foi uma das primeiras a escrever que Sissi era muito diferente da mítica Romy Schneider dos filmes e que, para além de uma vida de fantasia, a sua era uma existência muito infeliz. Mais recentemente, a escritora Ana Polo Alonso foi um passo mais longe e propôs que, muito provavelmente, Sissi devia sentir-se muito atraída por algumas damas da sua corte, ao ponto de poder ter mantido uma amizade romântica com algumas delas. Este fato, aliado à obsessão da imperatriz por colecionar fotografias de mulheres (algumas muito eróticas para a época), poderia sugerir uma possível bissexualidade.[98]
Legado e influência
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Após sua morte, Francisco José fundou a Ordem de Isabel em sua memória.[99] Existem várias estátuas da imperatriz na Áustria, na Hungria, na Eslováquia e em outros países. A Ponte Isabel (Most Erzsébet em húngaro) conecta as cidades de Komárno, na Eslováquia, e Komárom, na Hungria, que formavam uma única cidade à época de sua construção. Inaugurada em 1892, a ponte recebeu o nome de Isabel.[100]
Em território suíço, há um monumento à imperatriz criado por Antonio Chiattone em 1902. Ele está localizado entre Montreux e o Castelo de Chillon, e a inscrição menciona suas muitas visitas à região. Perto do local de seu assassinato, no cais de Genebra, às margens do lago de Genebra, encontra-se uma estátua em sua memória, criada por Philip Jackson e inaugurada em 1998, no centenário do seu assassinato.[101]
Diversas residências frequentadas por Isabel estão preservadas e abertas ao público, incluindo seus aposentos na Hofburg e o Palácio de Schönbrunn, em Viena, a vila Imperial em Bad Ischl, o Achilleion, na ilha de Corfu, e sua residência de verão em Gödöllő, na Hungria. A antiga casa de verão de sua família, em Possenhofen, abriga o Museu Imperatriz Isabel (Kaiserin Elisabeth Museum em alemão).[102]
Em 1998, Gerald Blanchard roubou a pérola de diamante Koechert, conhecida como Estrela de Sissi, uma joia em forma de estrela com dez pontas de diamantes dispostas ao redor de uma grande pérola, durante uma exposição que comemorava o centenário de seu assassinato no Palácio de Schönbrunn, em Viena. A peça era uma das cerca de 27 joias incrustadas projetadas e confeccionadas pelo joalheiro da corte Jakob Heinrich Köchert para adornar seus cabelos,[103] como se vê em um retrato pintado por Franz Xaver Winterhalter.[104] A joia foi recuperada pela polícia canadense em 2007 e posteriormente devolvida à Áustria.[103]
Representações na cultura
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Cinema
- Kaiserin Elisabeth von Österreich (1921)[105]
- Elisabeth da Áustria (1931)[106]
- O Rei Se Diverte (1936)[107]
- Águia de Duas Cabeças (1948)[108]
- Mayerling (1968)[109]
- Ludwig - A Paixão de um Rei (1973)[110]
- O Mistério de Oberwald (1980)[111]
- A Corte do Norte (2008)[112]
- Ludwig II (2012)[113]
- Corsage (2022)[114]
Televisão
- Fall of Eagles (1974)[115]
- Sisi (2021-2024)[116]
- A Imperatriz (2022-presente)[117]
Literatura
- A Corte do Norte (1987)
Teatro
O teatro japonês Takarazuka Revue apresenta, esporadicamente, desde 1995, um musical baseado na vida da imperatriz.[carece de fontes]
Títulos, estilos, honras e brasões
[editar | editar código]Títulos e estilos
[editar | editar código]- 24 de dezembro de 1837 – 24 de abril de 1854: "Sua Alteza Real, a Duquesa Isabel na Baviera"
- 24 de abril de 1854 – 10 de setembro de 1898: "Sua Majestade Imperial e Real Apostólica, a Imperatriz da Áustria, Rainha da Hungria, Croácia e Boêmia, etc."
- 2 de dezembro de 1848 – 12 de outubro de 1866: "Sua Majestade, a Rainha da Lombardia-Vêneto"
Honras
[editar | editar código]Austríacas:
Grã-Mestra de todas as Ordens de Cavalaria da Áustria
Estrangeiras:
Espanha: Dama da Ordem da Rainha Maria Luísa[118]
Segundo Império Mexicano: Grã-Cruz da Ordem de São Carlos[119]
Reino Unido: Grã-Cruz da Ordem de São João de Jerusalém[120]
Reino da Prússia: Dama da Ordem de Luísa (Primeira Classe)[121]
Brasões
[editar | editar código]-
Brasão de Isabel como Imperatriz da Áustria-Hungria
-
Monograma imperial de Isabel
-
Monograma imperial de Isabel (alternativo)
-
Monograma imperial duplo de Isabel e Francisco José
-
Monograma real de Isabel na Hungria
Descendência
[editar | editar código]| Retrato | Nome | Nascimento | Morte | Notas |
|---|---|---|---|---|
| Sofia Frederica | 5 de março de 1855 | 29 de maio de 1857 | Morreu na infância. | |
| Gisela | 12 de julho de 1856 | 27 de julho de 1932 | Casou-se em 1873 com o príncipe Leopoldo da Baviera, com descendência. | |
| Rodolfo | 21 de agosto de 1858 | 30 de janeiro de 1889 | Príncipe Herdeiro da Áustria. Casou-se em 1881 com Estefânia da Bélgica, com descendência. | |
| Maria Valéria | 22 de abril de 1868 | 6 de setembro de 1924 | Casou-se em 1890 com o arquiduque Francisco Salvador da Áustria, com descendência. |
Ancestrais
[editar | editar código]| Ancestrais de Isabel da Baviera[122] | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Notas
- ↑ Globalmente é conhecida pelo seu apelido Sisi, grafado Sissi na trilogia de filmes do diretor Ernst Marischka, que contribuíram decisivamente para a popularização deste apodo. Alguns autores sustentam que seu apelido teria sido Lisi, derivado de Isabel (Elisabeth em alemão).[1][2][3]
Referências
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- ↑ «Life for this Bavarian princess was no fairy tale». History Magazine (em inglês). 14 de maio de 2019. Consultado em 14 de agosto de 2020
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Bibliografia
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- Unterreiner, Katrin (2008). Sisi – Mythos und Wahrheit (em alemão). [S.l.]: Brandstätter Verlag. ISBN 978-3850338912
Ligações externas
[editar | editar código]- Página da Swissinfo com a biografia da Imperatriz
- Isabel da Áustria, biografia no Biography Base.
- Deutsche Welle - 1837: Nascimento da imperatriz Sissi
- Imperatriz Isabel – Sissi
- Museu de Viena
- Sissi: mito e história, de Matteo Tuveri.
- O assassinato da imperatriz
- A noite de núpcias da imperatriz Isabel
- A casa da rainha da Hungria Sissi - O palácio real de Gödöllő
- Nascidos em 1837
- Mortos em 1898
- Casa de Wittelsbach
- Casa de Habsburgo-Lorena
- Realeza assassinada
- Duquesas da Baviera
- Rainhas católicas
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