Isabel do Carmo

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Isabel do Carmo
Nascimento Barreiro
Cidadania Portugal
Alma mater Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa
Ocupação escritora
Prêmios Comendador da Ordem da Liberdade

Maria Isabel Augusta Cortes do Carmo ComL (Barreiro, Barreiro, 12 de setembro de 1940) é uma médica e activista política portuguesa[1]. Foi dirigente da Ordem dos Médicos até 1972.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Licenciou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Enquanto estudante e dirigente da Comissão Pró-Associação da Faculdade de Medicina, participou nas revoltas estudantis de 1962, tendo sido a primeira mulher a pedir a palavra em assembleias essencialmente masculinas[2].

Doutorou-se e agregou-se em Medicina[3], pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Coordenou o Estudo de Prevalência da Anorexia Nervosa nos Distritos de Lisboa e Setúbal. Foi fundadora da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia[4] e da Sociedade Portuguesa de Diabetologia [5] e fundadora da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade[6].

Iniciou a sua carreira como médica assistente do Hospital de Santa Maria, sendo hoje Professora Associada com Agregação da Universidade de Lisboa.

É ex-directora do Serviço de Endocrinologia do Hospital de Santa Maria e Professora com Agregação da Faculdade de Medicina de Lisboa.

Exerceu funções de investigadora na Universidade de Lisboa e na Fundação para a Ciência e Tecnologia FCT[7].

Foi militante do PCP durante a sua juventude e anteriormente ao 25 de Abril de 1974. Fundou e dirigiu o Partido Revolucionário do Proletariado e as Brigadas Revolucionárias (PRP-BR), dirigiu o jornal Revolução : porta-voz do Partido Revolucionário do Proletariado - Brigadas Revolucionárias [8] e foi uma das figuras mais destacadas do Processo Revolucionário em Curso (PREC). Foi detida e presa diversas vezes pela PIDE/DGS e em 1978 por alegado envolvimento em diversos crimes incluindo assaltos a dependências bancárias[9]. Esteve presa durante um período de cerca de quatro anos sendo posteriormente absolvida. Negou sempre a participação em ataques bombistas durante o PREC.

A 25 de Abril de 2004, por ocasião do 30.° Aniversário da Revolução dos Cravos, foi feita Comendadora da Ordem da Liberdade.[10]

Funções exercidas[editar | editar código-fonte]

Obras[editar | editar código-fonte]

Autora de numerosos livros e estudos publicados em Portugal

  • Saúde em Tempo de Risco, Relógio de Água, 1993
  • Vida, Vírus e Vícios, Relógio de Água, 1994
  • A Vida por um Fio - Anorexia Nervosa, Relógio de Água, 1994
  • Magros, Gordinhos e Assim-Assim, Ambar, 1997
  • Doenças do Comportamento Alimentar, ISPA, 2001
  • Saber emagrecer, Dom Quixote, 2002
  • Porque não Consigo Parar de Comer, Dom Quixote, 2003
  • As Vozes Insubmissas, Dom Quixote, 2004
  • Alimentação saudável, alimentação segura, com Sara Rodi, Dom Quixote, 2002
  • 222 Perguntas e Respostas para Emagrecer e Manter o Peso de uma Forma equilibrada, Dom Quixote, 2006
  • Refeições, Marcas e Calorias, Dom Quixote, 2007
  • Mulher 50 + 10 (co-autoria), Dom Quixote, 2007
  • Os Alimentos, e Mitos que nos engordam, Dom Quixote, 2008
  • Coletânea «Coma bem, viva melhor», Edições Revista Sábado, 2011
  • Gorduchos e redondinhas (co-autoria), Dom Quixote, 2012
  • Pensar perder o peso que pesa, Dom Quixote, 2013
  • Histórias que as Mulheres Contam, Dom Quixote, 2015
  • A Luta Armada, Dom Quixote, 2017

Fontes[editar | editar código-fonte]

Referências