Itápolis

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Município de Itápolis
Bandeira de Itápolis
Brasão de Itápolis
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 20 de outubro
Fundação 1862 (156 anos)
Gentílico itapolitano
Padroeiro(a) Divino Espírito Santo
CEP 14900-000
Prefeito(a) Edmir Gonçalves (PTC)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Itápolis
Localização de Itápolis em São Paulo
Itápolis está localizado em: Brasil
Itápolis
Localização de Itápolis no Brasil
21° 35' 45" S 48° 48' 46" O21° 35' 45" S 48° 48' 46" O
Unidade federativa  São Paulo
Região
intermediária

Araraquara IBGE/2017[1]

Região
imediata

Araraquara IBGE/2017[1]

Municípios limítrofes Santa Adélia, Fernando Prestes, Matão, Tabatinga, Ibitinga, Taquaritinga, Itajobi, Borborema
Distância até a capital 360 km
Características geográficas
Área 997,126 km² [2]
População 42 747 hab. estimativa IBGE/2017[3]
Densidade 42,87 hab./km²
Altitude 481 m
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,785 elevado PNUD/2000 [4]
PIB R$ 599 203,918 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 14 907,05 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura www.itapolis.sp.gov.br

Itápolis é um município do estado de São Paulo, no Brasil. Em 2011, era o maior produtor de laranja do país. Conforme dados do IBGE de 2017, sua população foi estimada em 42.747[3] habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

A abertura do Picadão de Cuiabá e a ocupação dos "Sertões de Araraquara"[editar | editar código-fonte]

A formação do município remete à ocupação dos "Sertões de Araraquara", onde se insere, região pouco conhecida durante os séculos XVII e XVIII. Nesse período o território chamado de Campos ou Sertões de Araraquara era uma vasta região da Província de São Paulo, esparsamente povoada, que se principiava próximo à cidade de Piracicaba e se estendia como uma grande faixa entre os rios Tietê e Mogi-Guaçu até atingir o Rio Grande no sentido norte (divisa com o atual Estado de Minas Gerais) e o Rio Paraná no sentido noroeste (divisa com o atual Estado de Mato Grosso do Sul). Durante estes séculos, muitas entradas, bandeiras, monções e incursões militares, navegando pelo Rio Tietê e rios afluentes, ou por terra percorrendo caminhos, esquadrinharam esta região, buscando lavras ou quilombos. Durante o século XVIII, a região também foi ponto de passagem e parada para os bandeirantes que rumavam em direção às regiões auríferas da Província do Mato Grosso.

No fim do século XVIII são doadas as primeiras sesmarias nos Sertões de Araraquara[6]. Também no fim deste século e no começo do século XIX, no governo do capitão-general António Manuel de Melo e Castro de Mendonça (1797-1802), são fundados os primeiros povoados[7]. Nesse contexto, buscando acelerar a ocupação da região, em 1799 o governo da Província de São Paulo abre o chamado “Picadão de Cuiabá” ou "Caminho de Cuiabá", caminho que, partindo de Piracicaba, seguia inicialmente na direção norte, até atingir o que seria hoje a cidade de Araraquara, dali tomando rumo em direção noroeste, encontrando o Rio Tietê mais a frente, margeando-o pela direita até os limites da Província de São Paulo com a Província do Mato Grosso (hoje Mato Grosso do Sul)[8]. A abertura do caminho foi fundamental para a ocupação desses Sertões. A partir dele, ampliou-se a circulação de expedições por terra; ao seu redor, surgiram inúmeros vilarejos, povoados (Rio Claro, São Carlos, Araraquara, Itápolis etc.), fazendas (em 1821, no território entre Piracicaba de Araraquara, já existiam 61 sesmarias doadas[6]), vendas e pousios.

A fundação do município (1862)[editar | editar código-fonte]

O Picadão de Cuiabá permitiu, ademais, acesso às terras onde se encontra hoje o município de Itápolis. Estas começam a ser ocupadas na primeira metade do século XIX. Os registros mais antigos dão conta do apossamento de sesmarias nas terras onde viria a se formar Itápolis e demais cidades da região entre 1825 e 1830 pela família Castilho, José Antônio de Castilho e sua mãe, Maria Francisca de Jesus (a famosa Capa Preta), viúva de Manuel Francisco de Castilho[8]. Maria Francisca de Jesus, ama de lei de Dom Pedro II, havia recebido uma enorme sesmaria na região e migrou para lá com seu filho. Dado que o território da sesmaria ganha era demasiadamente grande e que Maria Francisca não possuía condições de ocupá-lo, ela então passou a arrendar ou vender fragmentos desta sesmaria, ao mesmo tempo em que sobrevivia da criação de porcos às margens de um ribeirão - que posteriormente viria a ser denominado de Ribeirão dos Porcos - vendendo esses animais nas feiras na cidade de Araraquara[9].

A família do sargento Amaro José do Vale (conhecido como o Velho Amaro e o pai do fundador do município), saindo da Província de Minas Gerais - cuja economia se encontrava em crise com a decadência da mineração - se estabelece na região em fins da década de 1830 e começo da década de 1840[8]. Consta nos Registro Paroquial de Terras da cidade de Araraquara a compra de uma uma fazenda, no ano de 1843, por Amaro José do Vale[6]. Alguns anos depois, em 1856, após longo período trabalhando como arrendatário, Pedro Alves de Oliveira compra a fazenda da Boa Vista de São Lourenço (11 mil alqueires), de José Antônio de Castilho, antigo sesmeiro da região.

A cidade apenas seria fundada em 1862, com data oficial de 20 de outubro de 1862, ano em que o auferes Pedro Alves de Oliveira doou ao patrimônio do Divino Espírito Santo alguns alqueires de sua fazenda Boa Vista, fazendo surgir a capela do Espírito Santo do Córrego das Pedras. A cidade está localizada na região leste da antiga Fazenda Boa Vista do São Lourenço, que tinha área de 11 105 alqueires.

Em 1871, Itápolis tinha a denominação de "Espírito Santo do Córrego das Pedras". Em 1891, tornou-se "Boa Vista das Pedras" e ganhou o status de cidade no dia 24 de abril, ao emancipar-se de Ibitinga. Em 1906, passou a ser chamada de "Pedras" ou "Cidade das Pedras" e, finalmente, Itápolis, em 1910 (Lei 1 234, de 22 de dezembro de 1910).

A palavra Itápolis foi idealizada por José Belarmino Fernandes e Salvador Del Guércio, que simplificaram o nome, mantendo, no entanto, o seu significado. Itápolis é uma palavra híbrida formada por: itá – "pedra", traduzida da língua tupi[10] – e pólis – "cidade", traduzido do grego –, cuja tradução seria "Cidades das Pedras".

As primeiras atividades econômicas[editar | editar código-fonte]

Na segunda metade do século XIX, as principais atividades econômicas desenvolvidas no município foram a pecuária, a produção de cana-de-açúcar e a produção de cereais (arroz), todos em pequena escala. Na última década de 1890 se inicia a plantação de café.

A chegada do café e os primeiros anos do século XX[editar | editar código-fonte]

No período de 1900 a 1950, a principal atividade econômica do município foi a cafeicultura, e em menor vulto a pecuária. Na década de 1930, Itápolis chegou a ter mais de 15 milhões de cafeeiros. O gráfico abaixo representa a evolução do número de cafeeiros produtivos no município no período de 1900 a 1935, conforme dados de Faleiros (2010)[11].

À chegada do café correspondem também mudanças na estrutura urbana da cidade. Assim, no momento em que se firmava a denominação última da cidade (1910), inaugurava-se o serviço de iluminação elétrica. De 1910 a 1928, desenvolve-se também a instrução pública, chega o telefone e o saneamento básico e constrói-se a cadeia pública. O ramal da ferrovia, a Douradense (Companhia Estrada de Ferro Douradense – CEFD), é inaugurado em 1915. Em 18 de setembro de 1910, circulou a primeira edição de um dos mais importantes jornais da história do município, o jornal O Progresso, de propriedade de Salvador Del Guércio.

Mas a chegada do café representa também a chegada dos imigrantes (nacionais e estrangeiros), fazendo inchar a pequena cidade. Desta forma, na década de 1920, Itápolis possuía aproximadamente 30 mil habitantes (total que decaiu, posteriormente, com a crise do café na década de 1930).

Atualmente, Itápolis possui dois distritos: Nova América (criado em 14 de dezembro de 1910) e Tapinas (criado em 28 de novembro de 1927).

Turismo[editar | editar código-fonte]

Principais pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

  • Parque Ecológico Boa Vista - O parque ecológico do município é formado por um imenso lago, com uma pista de corrida em volta, área de lazer e espaço para ciclistas e exercícios físicos. Contém uma área verde onde podem ser encontrados macacos, coelhos,patos, gansos, pássaros e outros bichos.
  • Parque da Criança - localizado ao lado do Parque Ecológico Boa Vista. Possui um amplo espaço de areia, onde estão instalados os brinquedos do parque.
  • Estádio dos Amaros - Estádio de futebol municipal, com capacidade para aproximadamente 15 mil pessoas.
  • Paredão - As ruínas da Antiga Companhia Douradense de Eletricidade São Lourenço Powerstation, formaram um grande piso de pedras onde as águas juntam-se à margem formando uma “prainha”. É propriedade particular e hoje encontra-se proibida sua visitação.
  • Salto da Onça - Uma pequena queda formada pelo Rio da Onça com uma mata no local.
  • Cine Teatro Municipal Geraldo Alves - Localizado ao lado da prefeitura municipal, é o teatro e o cinema, constituindo um único prédio. Capacidade para 350 pessoas.
  • 'Praça Roberto Del Guercio - Localizada no centro da cidade, em frente à prefeitura municipal. É uma praça totalmente arborizada com um coreto central, onde antigamente aos finais de semana tocava-se uma banda e hoje encontra-se desativado, mas com uma finalidade histórica muito grande. Às sextas-feiras é realizada a tradicional feira livre.
  • Praça Pedro Álvares de Oliveira - Localizada também no Centro da cidade, em frente aos bancos, é também uma praça totalmente arborizada, Aos finais de semana um trenzinho é estacionado em frente à praça que leva as crianças pela cidade, e uma fonte luminosa.
  • Centro Cultural e de Convivência - Localizado na Rua Presidente Valentim Gentil onde se situa a secretaria da cultura e lazer. Oferece cursos de música, violão, teclado, bateria contra baixo e instrumentos de sopro. Possui um auditório onde são realizadas palestras. Conta também com uma sala de estudos que cabem 200 estudantes. Constitui também a Biblioteca Municipal e o Centro de inclusão digital. É um salão para eventos diversos, com capacidade de 600 pessoas.
  • Aero Clube de Itápolis - Localizado no Distrito Industrial 3. O Aeroporto Dr Luis Dante Santoro é composto por 6 angaries, uma pista de taxi way, uma pista de acesso, um pátio para taxiamento de aviões, um restaurante, um centro poli esportivo, uma quadra de esportes, uma piscina, churrasqueira, salão de festas e alojamento para 66 pessoas. O aeroclube conta com: Cursos teóricos e práticos, um simulador e uma sala de briefing.
  • Cristo Redentor - O Cristo Redentor fica localizado na entrada principal de Itápolis e representa a fé religiosa do município.

Datas Comemorativas[editar | editar código-fonte]

  • Dia 15 Agosto - Divino Espírito Santo - Padroeiro do município
  • Dia 20 Outubro - Aniversário do município de Itápolis.

Educação[editar | editar código-fonte]

Escolas de Itápolis
  • E.E. Valentim Gentil
  • E.E. Profª Teófila Pinto De Camargo
  • E.E. Prof° Júlio Ascânio Mallet
  • EMEF Prof° José Toledo De Mendonça
  • Colégio Oswaldo Bruschi
  • Ana Nery Ensino Técnico
  • E.E. Dr Antonio Moraes Barros
  • E.E. Profª Maria de Lourdes Gentille Stéfano
  • E.E. Prof° Sebastião Francisco Ferraz de Arruda
  • E.E. Luciano Armentano
  • E.E. Pedro Mascari
  • Colégio Educare
  • EJ Escola de Aviação Civil - Considerada a maior escola de aviação civil da América Latina
  • FACITA - Faculdade de Itápolis
  • Colégio Alicerce
  • Escola Sei-Anglo

Segurança Pública[editar | editar código-fonte]

Para segurança pública o município conta com um destacamento da polícia militar, um destacamento do corpo de bombeiros militar, uma base da guarda municipal com 48 GCM's em atividade, uma delegacia de polícia civil, uma delegacia da mulher, uma vara do trabalho e um fórum judiciário.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Consumo Hídrico[editar | editar código-fonte]

    • Água potável
  • População servida: 100%
  • Quantidade de Captação de água: 890 m³/h
  • Capacidade de Reservatório: 4 900 m³
    • Esgoto
  • População servida: 100%

Clima[editar | editar código-fonte]

  • Clima tropical de inverno seco (Clima Tropical Típico - Quente com estação chuvosa mais acentuada nos meses de "verão” e escassas nos meses de “inverno”)
  • Temperaturas:
    • máxima 35 °C (deve ser máxima absoluta em determinado período, a média das temperaturas mais elevadas é menor)
    • média 24 °C (as médias anuais dos climas temperados estão abaixo de 20 °C.)
    • mínima 8 °C [deve ser uma mínima absoluta, pois as médias dos meses mais frios (penetração de massas polares) estão sempre acima dos 18 °C.]
  • Precipitação pluviométrica: média anual 1 300 mm
  • Ventos Dominantes: Alísio de Nordeste

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Demografia[editar | editar código-fonte]

  • Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 11,64
  • Expectativa de vida (anos): 71,34 anos
  • Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,45
  • Alfabetização|Taxa de Alfabetização : 90,27%

Etnias[editar | editar código-fonte]

Cor/Raça Percentagem
Branca 86,4%
Negra 3,0%
Parda 9,8%
Amarela 0,3%
Indigena 0,1%

Fonte: Censo 2000

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Estaduais
Municipais

Religião[editar | editar código-fonte]

A maior parte da população é Católica Romana. O município possui as Paróquias do Divino Espírito Santo (paróquia principal), Paróquia de São Benedito e Paróquia de Santo Antônio de Pádua e São Vicente de Paulo; Paróquia do Senhor Bom Jesus no distrito de Tapinas e Paróquia de Nossa Senhora Aparecida no distrito de Nova América. Todas eles pertencem à Diocese de São Carlos.

Itápolis possui a Comunidade Divinista - Luz Divina, fundado por Osvaldo Polidoro, grande propulsor do Divinismo.

Esporte[editar | editar código-fonte]

O Oeste Futebol Clube, foi a equipe de futebol da cidade, tendo destaque estadual e nacional pelo seu retrospecto, principalmente um dos mais importantes, onde foi integrante da primeira divisão do Campeonato Paulista e por seus títulos nas divisões de acesso do campeonato. Foi Campeão Brasileiro da Série C 2012, vencendo o Icasa de Juazeiro do Norte em Itápolis. Mandou seus jogos no Estádio Municipal dos Amaros, que por ser pequeno e simples, é de costume transferir os jogos mais importantes em cidades maiores com estádios de maior infra-estrutura e capacidade. Atualmente joga na cidade de Barueri

Economia[editar | editar código-fonte]

Principais culturas agrícolas:

Dados Gerais[editar | editar código-fonte]

  • 365 km de São Paulo
  • 122 km de São Carlos
  • 120 km de Ribeirão Preto
  • 100 km de Bauru
  • 105 km de São José do Rio Preto
  • 89 km de Araraquara

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 24 de abril de 2018. 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  3. a b «Estimativa populacional 2017 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 30 de agosto de 2017. Consultado em 24 de janeiro de 2018. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  6. a b c TRUZZI; FOLLIS (2012). A ocupação dos sertões de Araraquara: das Sesmarias e Apossamentos à Lei de terras de 1850. São Carlos: Edufscar 
  7. HOLANDA, Sérgio Buarque de (2014). Monções e Capítulos de expansão paulista. São Paulo: Companhia das Letras 
  8. a b c LEME JR., Paes (1938). Breves Notícias Históricas Sobre Itápolis. São Paulo: Revista dos Tribunais 
  9. SANTOS, Anderson P (agosto 2016). «Formação e ocupação dos "Sertões de Araraquara" ou "de antes da chegada dos pioneiros"». Folha de Itápolis. Consultado em fevereiro de 2018.  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  10. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm
  11. FALEIROS, Rogério Naques (2010). Fronteiras do café: fazendeiros e "colonos" no interior paulista (1917-1937). Bauru: FAPESP/EDUSC 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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