Itacaré

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Itacaré
  Município do Brasil  
Praia da Tiririca
Praia da Tiririca
Símbolos
Brasão de armas de Itacaré
Brasão de armas
Hino
Gentílico itacareense
Localização
Localização de Itacaré na Bahia
Localização de Itacaré na Bahia
Mapa de Itacaré
Coordenadas 14° 16' 40" S 38° 59' 49" O
País Brasil
Unidade federativa Bahia
Municípios limítrofes Uruçuca, Ubaitaba, Maraú e Aurelino Leal
Distância até a capital 422 km
História
Fundação 26 de janeiro de 1732 (288 anos)
Aniversário 26 de janeiro
Administração
Prefeito(a) Antônio Mario Damasceno (PT, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 726,265 km²
População total (estimativa IBGE/2020[2]) 28 684 hab.
Densidade 39,5 hab./km²
Clima tropical quente e úmido
Altitude 29 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010 [3]) 0,583 baixo
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 82 459,462 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 3 129,63

Itacaré é um município do estado da Bahia, no Brasil. Sua população foi estimada em 28 684[2] habitantes, conforme dados do IBGE de 2020.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

O topônimo "Itacaré" se originou do tupi antigo: significa "jacaré de pedra", através da junção dos termos itá (pedra) e îakaré (jacaré).[5]

História[editar | editar código-fonte]

Por volta do ano 1000, a região foi invadida pelos tupis, que expulsaram os antigos habitantes, falantes de línguas do tronco linguístico macro-jê, para o interior do continente. No século XVI, quando os primeiros europeus chegaram à região, ela estava ocupada pela etnia tupi dos tupiniquins.[6] No século XVI, o jesuíta Luís da Grã fundou uma capela dedicada a são Miguel. O jesuíta, então, batizou a povoação ao redor da capela como "São Miguel da Barra do Rio de Contas", juntamente com o município de Ubaitaba, que chamava-se Itapira, sede do município de São Miguel da Barra do Rio de Contas.

A povoação foi elevada a sede de município em 1732 e Ubaitaba (até então denominada Itapira), tornou-se seu distrito, por obra de dona Maria Athaíde e Castro, a condessa do Resende, donatária da capitania de Ilhéus.[7] O município passou a ter a sua designação atual somente em 1931.

Itacaré e Ubaitaba foram desmembradas pelo decreto nº 8567 de 27 de julho de 1933.

Quatro eventos estatisticamente improváveis fizeram, de Itacaré, um lugar especial e com alto grau de preservação:

  • tem uma formação geológica única no Nordeste brasileiro, com uma faixa costeira dotada de solo fértil e falésias rochosas, e por isso a Mata Atlântica avança até o mar.
  • a cultura agrícola predominante foi o cacau em sistema de cabruca (um sistema ecológico de cultivo agroflorestal), que precisa da sombra da Mata Atlântica para ser plantado, ao contrário da cana-de-açúcar e do café, em que seria necessário devastar toda a mata.
  • o município cresceu muito entre 1890 e 1940 graças ao cacau, mas, nos anos 1940, o porto da cidade assoreou e o lugar ficou isolado, visto que as estradas eram muito ruins. Esse isolamento dificultou o crescimento até a construção da Estrada Parque da Serra Ilhéus-Itacaré em 1998, a primeira estrada realmente ecológica do país.[8]
  • em 1993, o governo estadual criou uma Área de Proteção Ambiental antes de construir a estrada em 1998, dando regras ao crescimento da cidade. Essa área de preservação estimulou o desenvolvimento de Itacaré como destino de ecoturismo e não de turismo de massa.

Então, desde a criação da Estrada Ilhéus-Itacaré, a cidade é um dos principais centros turísticos do litoral sul baiano, se destacando como principal ponto de surfe do estado. Outro momento importante foi com a construção da ponte em 2009, sobre o Rio de Contas, a antiga balsa foi desativada e o acesso norte pela rodovia BA-001 integrou a cidade de forma mais intensa à Península de Maraú e encurtou a distância à capital estadual através do ferry-boat de Bom Despacho, na Ilha de Itaparica.

Economia[editar | editar código-fonte]

A principal fonte de economia da cidade é o turismo, que responde por mais de 90% do seu produto interno bruto (PIB). Os principais segmentos turísticos trabalhados são ecoturismo, sol e praia, turismo de aventura e esportivo.[9]

Praias[editar | editar código-fonte]

Esporte[editar | editar código-fonte]

A Praia da Tiririca já foi sede da etapa brasileira da Liga Mundial de Surfe. Ocorreu em 2013 e 2015 e retornou entre 2017 e 2019.[10][11]

Galeria de imagens[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Área territorial oficial». IBGE. 2019. Consultado em 10 de junho de 2020 
  2. a b «Estimativa populacional 2020 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 28 de agosto de 2020. Consultado em 10 de novembro de 2020 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 24 de agosto de 2013 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 571.
  6. BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição revista. São Paulo. Ática. 2003. p. 19.
  7. Itacaré.com. Disponível em http://www.itacare.com.br/itacare/portal.php?content=historia. Acesso em 11 de abril de 2015.
  8. Bahia.com.br. «Atração » Estrada Parque da Serra Ilhéus-Itacaré». Consultado em 5 de abril de 2014 
  9. Bahia Econômica (5 de abril de 2014). «Itacaré ganha centro de atendimento ao turista». Consultado em 5 de abril de 2014 
  10. Itacaré volta a sediar etapa do mundial WSL de Surf Folha da Praia - acessado em 12 de novembro de 2020
  11. Mundial de Surf será realizado este mês em Itacaré Metro 1 - acessado em 12 de novembro de 2020

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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