Itacaranha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde maio de 2013). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Itacaranha
  Bairro do Brasil  
Itacaranha e subúrbios ferroviários de Salvador.
Itacaranha e subúrbios ferroviários de Salvador.
Unidade federativa Bahia Bahia
Região administrativa RA XVII - Subúrbios Ferroviários
Município Salvador
Fonte: Não disponível

Itacaranha é um bairro do subúrbio ferroviário da cidade de Salvador.[1] Tem como vizinhos os bairros de Plataforma, Escada, Ilha Amarela, Alto da Terezinha. O nome é de origem indígena: ita = Pedra, caranha = espécie de peixe muito importante para os índios tupinambás enquanto habitaram a localidade.

História[editar | editar código-fonte]

O lugar é rico em água mineral. Ali havia muitas chácaras. Uma bica de água mineral, a Fonte de Itacaranha, de estilo barroco, foi construída no final do século XVII e início do século XVIII (entre 1685 e 1729). De águas cristalinas até os dias de hoje, a fonte abastecia toda a fazenda e agregados que viviam na região e já foi registrada pelo IPAC (Instituto de Patrimônio Artístico e Cultural). Acredita-se que outras fontes existiram, mas foram destruídas ao longo do processo de ocupação de terras e inchaço urbano na orla da Baía de Todos os Santos.[2] A fonte é um recurso usado por alguns moradores da região quando é suspenso o fornecimento de água. A bica é a prova da existência de um grande lençol freático que passa sob a região.[carece de fontes?]

Itacaranha já abrigou uma grande lagoa - a lagoa Dourada. A lagoa foi aterrada aos poucos para construções de moradias, e hoje existe um campo de futebol bem ao lado de sua nascente. O campo, por sua vez, tem o nome de "campo da lagoa dourada", hoje conhecido somente por campo da lagoa. Outra característica geográfica que desapareceu foram as dunas, que, com a duplicação da linha férrea, deixaram de existir. Com o crescimento populacional as chácaras da região também foram dando lugar a loteamentos urbanos. Itacaranha é a terceira praia dos subúrbios ferroviários de Salvador. Suas águas são claras e tranquilas, propícias para o banho.

O historiador Cid Teixeira morou no local, e o falecido senador Antônio Carlos Magalhães, na sua juventude, também frequentou a localidade.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Foi listado como um dos bairros mais perigosos de Salvador, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Secretaria de Segurança Pública (SSP) divulgados no mapa da violência de bairro em bairro pelo jornal Correio em 2012.[3] Ficou entre os mais violentos em consequência da taxa de homicídios para cada cem mil habitantes por ano (com referência da ONU) ter alcançado o terceiro nível mais negativo, com o indicativo de "31-60", sendo um dos piores bairros na lista.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Bairros de Salvador
  2. Praia Grande / Itacaranha.
  3. a b Juan Torres e Rafael Rodrigues (22 de maio de 2012). «Mapa deixa clara a concentração de homicídios em bairros pobres». Correio (jornal). Consultado em 1 de maio de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]