Itajobi

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Itajobi
  Município do Brasil  
Vista parcial da área central com destaque para as Praças 9 de Julho e Padre Victor, esta segunda onde se encontra a Igreja Matriz de São José.
Vista parcial da área central com destaque para as Praças 9 de Julho e Padre Victor, esta segunda onde se encontra a Igreja Matriz de São José.
Símbolos
Bandeira de Itajobi
Bandeira
Brasão de armas de Itajobi
Brasão de armas
Hino
Gentílico itajobiense
Localização
Localização de Itajobi em São Paulo
Localização de Itajobi em São Paulo
Mapa de Itajobi
Coordenadas 21° 19' 04" S 49° 03' 14" O
País Brasil
Unidade federativa São Paulo
Municípios limítrofes Catanduva, Marapoama, Pindorama, Novo Horizonte, Itápolis, Santa Adélia e Borborema
Distância até a capital 400 km
História
Fundação 1919 (101 anos)
Aniversário 4 de abril
Administração
Prefeito(a) Lairto Luiz Piovesana Filho (PMDB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 502,1 km²
População total (Censo IBGE/2010[1]) 14 556 hab.
Densidade 29 hab./km²
Clima Não disponível
Altitude 453 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000[2]) 0,798 alto
PIB (IBGE/2009[3]) R$ 730 mil
PIB per capita (IBGE/2009[3]) R$ 13 866,03

Itajobi é um município brasileiro no estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 21º19'05" sul e a uma longitude 49º03'16" oeste, estando a uma altitude de 453 metros. Possui uma população de 14 556 habitantes (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2010) e área de 502,1 km².[1] O município é formado pela sede e pelo distrito de Nova Cardoso[4][5].

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Itajobi" provém do termo tupi para "pedra preciosa"

História[editar | editar código-fonte]

Até o início do século XX, toda a região oeste do estado de São Paulo era território tradicional dos índios caingangues[6]. Em 22 de junho de 1884, Inácio Nantes da Costa e sua mulher criaram a Fazenda Campo Alegre, entre os córregos do Papagaio, Monjolinho, Cisterna e Queixada. No final do século XIX, começaram a chegar imigrantes alemães, sírios e italianos na região, que era chamada de Campo Alegre das Pedras.

Em agosto de 1906, foi criado o Distrito de Paz de Itajubi, através da Lei Estadual 993, de 2 de agosto de 1906, no município de Itápolis. Em 26 de outubro de 1918, a Lei Estadual 1 604 criou o município de Itajubi, instalado e 04 de abril de 1919, desmembrado de Itápolis.

Pelo decreto nº 6638, de 31-08-1934, é criado o distrito de Vila Robert e anexado ao município de Itajubi. Pela lei nº 2569, de 13-01-1936, é criado o distrito de Marapuama e anexado ao município de Itajubi.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município é constituído de 3 distritos: Itajubi, Marapuama e Vila Robert. Pelo decreto-lei estadual nº 9073, de 31-03-1938, o município está grafado Itajobi e os distritos Marapoama ex-Marapuama Vila Roberto ex-Vila Robert. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município de Itajobi é constituído de 3 distritos de Itajobi, Marapoama Vila Roberto e pertence ao termo e comarca de Santa Adélia. Pelo decreto-lei estadual no 14334, de 30-11-1944, transfere o distrito de Roberto do município de Itajobi para o de Pindorama. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 2 distritos: Itajobi e Marapoama, e pertence ao termo e comarca de Santa Adélia. Em divisão territorial datada de 01-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: Itajobi e Marapoama.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 18-VIII-1988. Pela lei complementar no 02, de 24-10-1991, é criado o distrito de Nova Cardoso e anexado ao município de Itajobi. Pela lei estadual no 7644, de 30 de dezembro de 1991, desmembra do município de Itajobi o distrito de Marapoama. Em divisão territorial datada de 1-VI-1995, o município é constituído de 2 distritos Itajobi e Nova Cardoso. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14-V-2001.

Sítios Arqueológicos[editar | editar código-fonte]

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, pelo Centro Nacional de Arqueologia – CNA[7], criou em 1997 o Sistema de Gerenciamento do Patrimônio Arqueológico – SGPA[8] e nele incluiu o Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos – CNSA. Por intermédio dessa ferramenta, todos os sítios arqueológicos devem ser cadastrados e seu cadastro ficar disponível para pesquisa pública.

Em pesquisa envolvendo todos os municípios da Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos Tietê-Batalha – UGRHI-16[9], o município de Itajobi/SP não apresentou nenhum sítio arqueológico registrado.

Na sequência, apresentam-se as características gerais dos sítios encontrados na UGRHI-16:

Geografia[editar | editar código-fonte]

Códigos[editar | editar código-fonte]

  • Cep: 15840-000
  • Código de Área DDD: 17

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2010[1]

População total: 14.222

  • Urbana: 12 142
  • Rural: 2 414
  • Homens: 7 349[16]
  • Mulheres: 7 207

Densidade demográfica (hab./km²): 28,99

Dados do Censo - 2000

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 7,72

Expectativa de vida (anos): 76,32

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 1,90

Taxa de alfabetização: 89,48%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,798

  • IDH-M Renda: 0,695
  • IDH-M Longevidade: 0,855
  • IDH-M Educação: 0,843

(Fonte: IPEADATA)

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Os rios do município fazem parte da bacia do Baixo Tietê, sendo que pertencem à Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos Tietê-Batalha. As principais drenagens que passam pela cidade são o Córrego da Fruteira, o Córrego Monjolinho e o Córrego da Cisterna. O Ribeirão Três Pontes se forma na confluência desses três córregos.

  • Córrego da Fruteira.
  • Córrego da Cisterna
  • Córrego do Cigano.
  • Córrego da Queixada
  • Córrego do Monjolinho.
  • Ribeirão Três Pontes.
  • Ribeirão dos Fugidos ou das Palmeiras.
  • Ribeirão do Cubatão ou Barra Mansa.
  • Ribeirão do Cervo Grande ou Cervão.
  • Córrego Fundo.
  • Córrego do Bairro Amarelo.
  • Córrego do Veado.
  • Córrego da Lagoa.
  • Córrego da Onça.
  • Córrego do Pau D'Alho.
  • Córrego Água Limpa.
  • Córrego Capão Grosso.

Fonte: Meio Ambiente - Recursos Hídricos - Bacia Tietê-Batalha - SP.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Itajobi se situa no denominado Planalto Ocidental Paulista, que ocupa toda porção oeste do Estado de São Paulo. O relevo é representado pela predominância de uma topografia ondulada, com pequenas oscilações de altitudes, que decaem em direção a oeste (direção da calha do rio Paraná).

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima é tropical com inverno seco e verão chuvoso, a temperatura média está em torno dos 28o graus.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação predominante é do tipo campo cerrado, alternado com capões de mata, que hoje apresenta grande desmatamento devido à ação antrópica. As matas ciliares ao longo das principais drenagens se encontram degradadas, na maioria dos casos em função da atividade agrícola exercida na região.[carece de fontes?]

Religião[editar | editar código-fonte]

Itajobi-SP conta com várias religiões cristãs como Católicos, Evangélicos, Testemunhas de Jeová, Adventistas, além de praticantes de outras Religiões Cristãs.

Há também outras Denominações Religiões.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Geologia[editar | editar código-fonte]

Se situa no centro leste da Bacia do Paraná, sobre rochas do denominado Grupo Bauru. A maior parte assenta-se sobre arenitos da Formação Adamantina, aparecendo lentes de siltitos e argilitos. Aparecem também arenitos com cimentação carbonática, pertencentes a Formação Marília.

Comunicações[editar | editar código-fonte]

A cidade foi atendida pela Telefônica Nacional até 1975, quando passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP)[17], que construiu a central telefônica utilizada até os dias atuais. Em 1998 esta empresa foi privatizada e vendida para a Telefônica[18], sendo que em 2012 a empresa adotou a marca Vivo[19] para suas operações de telefonia fixa.

Festas Tradicionais[editar | editar código-fonte]

Juninão de Itajobi[editar | editar código-fonte]

Uma das mais tradicionais festas juninas da região, o “Juninão de Itajobi” acontece no mês de junho e ocorre a mais de 30 anos. A festa reúne pessoas de Itajobi/SP e de diversas cidades vizinhas para celebrar com shows e apresentações de danças dos alunos do município, apreciando as comidas e bebidas servidas por entidades assistenciais do município. São duas noites e um almoço que agitam a cidade, é totalmente beneficente e tem como objetivo arrecadar fundos para as entidades participantes.

Rodeio de Itajobi[editar | editar código-fonte]

Os rodeios deixaram de ser apenas uma prática competitiva muito comum em regiões rurais e cidades do interior, para se tornarem mega eventos de entretenimento, repletos de atrações musicais e uma gastronomia variada.

No Rodeio no município de Itajobi/SP existem várias modalidades diferentes de competição, cada uma deve apresentar um desafio diferente para o peão, para testar suas habilidades e coragem. Muitos desses eventos buscam exercitar atividades e respeitar tradições da cultura caipira, de um povo simples e trabalhador, que ama seu estilo de vida. Como realizar concursos de berrantes, a celebração da música sertaneja, a culinária caipira, entre outras coisas. Os Rodeios se tornaram uma febre e uma parte importante da cultura brasileira. A cidade recebe milhares de pessoas neste evento que é considerado um dos melhores encontros sertanejos da região.

Administração[editar | editar código-fonte]

  • Prefeito: Lairto Luiz Piovesana Filho (2017/2020)
  • Vice-prefeito: Maicon Aderbal Essi
  • Presidente da câmara: Sidiomar Ujaque (Paquinho) (2017/2018)
  • Vereadores (2017/2020):
    • Catiane Cristina Garcia Betarelo
    • Claudemir Pascoal Gonçalves
    • Clodovil Domingos Aizza
    • Fernando Carlos Salim
    • Francis Júnior Bortolazo
    • José Roberto Lorenceti
    • Marcos Antônio Lopes
    • Rosângela Aparecida Gomes
    • Sidiomar Ujaque

Referências

  1. a b c d «Censo Populacional 2010 - IBGE» (PDF). IBGE.gov.br. Consultado em 1 de setembro de 2011 
  2. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  3. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2005-2009» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 30 de dezembro de 2011. Arquivado do original (PDF) em 3 de março de 2016 
  4. «Municípios e Distritos do Estado de São Paulo» (PDF). IGC - Instituto Geográfico e Cartográfico 
  5. «Divisão Territorial do Brasil». IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
  6. http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kaingang/print
  7. «Home - IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional». portal.iphan.gov.br. Consultado em 16 de junho de 2020 
  8. portal.iphan.gov.br http://portal.iphan.gov.br/sgpa/?consulta=cnsa. Consultado em 16 de junho de 2020  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  9. «Apresentação». www.sigrh.sp.gov.br. Consultado em 16 de junho de 2020 
  10. «Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos - Impressão». portal.iphan.gov.br. Consultado em 16 de junho de 2020 
  11. «Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos - Impressão». portal.iphan.gov.br. Consultado em 16 de junho de 2020 
  12. «Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos - Impressão». portal.iphan.gov.br. Consultado em 16 de junho de 2020 
  13. «Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos - Impressão». portal.iphan.gov.br. Consultado em 16 de junho de 2020 
  14. «Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos - Impressão». portal.iphan.gov.br. Consultado em 16 de junho de 2020 
  15. «Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos - Impressão». portal.iphan.gov.br. Consultado em 16 de junho de 2020 
  16. «SIDRA IBGE - Tabela 608 - População residente, por situação do domicílio e sexo». IBGE. Consultado em 1 de setembro de 2011 
  17. «Área de atuação da Telesp em São Paulo». Página Oficial da Telesp (arquivada) 
  18. «Nossa História». Telefônica / VIVO 
  19. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]