Itanhaém

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Município da Estância Balneária de Itanhaém
"A namorada do Sol"
Vista panorâmica do centro da cidade.

Vista panorâmica do centro da cidade.
Bandeira da Estância Balneária de Itanhaém
Brasão da Estância Balneária de Itanhaém
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 22 de abril
Fundação 22 de abril de 1532 (484 anos)
Gentílico itanhaense
Lema Angulus ridet (Recanto feliz)[1]
CEP 11740-000
Prefeito(a) Marco Aurélio (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização da Estância Balneária de Itanhaém
Localização da Estância Balneária de Itanhaém em São Paulo
Estância Balneária de Itanhaém está localizado em: Brasil
Estância Balneária de Itanhaém
Localização da Estância Balneária de Itanhaém no Brasil
24° 10' 58" S 46° 47' 20" O24° 10' 58" S 46° 47' 20" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Litoral Sul Paulista IBGE/2008[2]
Microrregião Itanhaém IBGE/2008[2]
Região metropolitana Baixada Santista
Municípios limítrofes Juquitiba, Mongaguá, Pedro de Toledo, Peruíbe, São Paulo e São Vicente.
Distância até a capital 111 km
Características geográficas
Área 599,017 km² [3]
População 97 439 hab. estatísticas IBGE/2016[4]
Densidade 162,66 hab./km²
Altitude 5 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,745 alto PNUD/2010[5]
PIB R$ 610 554,141 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 8 264,47 IBGE/2008[6]
Página oficial
Prefeitura http://www.itanhaem.sp.gov.br/
Igreja de Sant'Anna.
Biblioteca Municipal Poeta Paulo Bonfim.

Itanhaém é um município da Baixada Santista, no estado de São Paulo, no Brasil. É a segunda cidade mais antiga do Brasil[7]. A sua população estimada em 2011 era de 88 214 habitantes e a área é de 599,017 km², o que resulta numa densidade demográfica de 147,27 habitantes por quilômetro quadrado.[8]

Topônimo[editar | editar código-fonte]

O nome do município é incerto, com ambas possibilidades oriundas do tupi antigo. A primeira significa "prato de pedra", originário da composição genitiva: itá "pedra" e nha-em "prato". A segunda possibilidade, menos provável, é que [9] "Itanhaém" signifique "pedra sonora" ou "pedra que canta"[10] em alusão as águas que batiam nas pedras, e ecoava sons, através da composição de itá, "pedra", com nhe'eng (verbo), "que fala, ou que canta".[11]

Estância balneária[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Estância turística (São Paulo)

Itanhaém é um dos 15 municípios paulistas considerados estâncias balneárias pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por lei estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto ao seu nome o título de "estância balneária", termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1532, o Rei de Portugal enviou uma expedição às suas terras no Continente Americano, visando a colonização e fundação dos primeiros núcleos populacionais europeus ali. Assim, segundo a tradição e a hipótese mais provável, como atestam Paulino de Almeida, Pedro Taques e frei Vicente do Salvador entre outros historiadores gabaritados[12], Martim Afonso de Sousa, líder desta expedição, durante os dois anos em que permaneceu na região de São Vicente, teria fundado o núcleo original da cidade de Conceição de Itanhaém em 22 de abril de 1532, à margem oriental da foz do Rio Itanhaém, sob os pés do Morro do Itaguaçu[13] sendo, portanto, o segundo núcleo populacional criado pelos colonizadores portugueses no território brasileiro.[7]. Outras teorias, menos comprovadas e aceitas, afirmam que Itanhaém fora fundada algumas décadas mais tarde pelos portugueses João Rodrigues Castelhano e Cristóvão Gonçalves, ou por Antônio Soares, ou ainda por Pedro Namorado[14] Frei Gaspar da Madre de Deus, não teria achado nenhuma povoação ao arredor da foz do Rio Itanhaém em 1555. É certo, porém, que o povoado de Itanhaém já existia em, pelo menos, 1561, quando documentação histórica oficial eleva o povoado local já existente à categoria de Vila. O Mapa mais antigo conhecido até o momento, que mostra a existência de Itanhaém é de 1597[15][15].

O povoado surgiu aos pés do "Convento Nossa Senhora da Conceição", o qual foi construído estrategicamente no alto do Morro do Itaguaçu, ficando a Vila aproximadamente onde hoje está a Praça Doutor Carlos Botelho, em um local que, na época, ficava às margens do antigo leito do Rio Itanhaém.[16] Esta localização original era estratégica, visando a que os moradores, em caso de ataque de índios inimigos, pudessem se refugiar e defender do alto do morro.[7] A povoação foi elevada a categoria de Vila em abril de 1561 pelo capitão-mor Francisco de Morais, sendo então nomeada "Vila Conceição de Itanhaém",[7] passando a ter sua própria Câmara Legislativa, e o primeiro núcleo político, os quais existem continuamente desde então até hoje.[7] É possível que parte das paredes originais da Casa de Câmara e Cadeia existente até hoje datem desta época.

Uma das primeiras igrejas do Brasil foi construída em território, na época, de Itanhaém, restando hoje apenas as chamadas ruínas de "Abarebebê", atualmente no território do emancipado município de Peruíbe.[17] Em 1563, o famoso navegante alemão Hans Staden naufragou em alto-mar, tendo nadado para a vila de Itanhaém e, daí, partido para o litoral norte.[7] Outra figura importante na história da cidade foi o padre José de Anchieta, hoje elevado a santo católico, que peregrinou várias vezes pela região durante o Século XVI, catequizando índios locais.

De 1624 até 1753,[18] Itanhaém chegou a seu auge em importância ao ser elevada à condição de "Cabeça da Capitania de Itanhaém" governada pela Condessa de Vimieiro e por seus descendentes.[18] Ser cabeça de capitania na época equivaleria hoje a ser capital estadual. A condessa era neta e herdeira de Martim Afonso de Sousa e governaria a Capitania de São Vicente, da qual Itanhaém fazia parte.[18] Mas, após um questionamento judicial, a condessa foi destituída de seu cargo de donatária.[18] Assim, por conta própria, criou sua capitania, a capitania Conceição de Itanhaém, a qual foi decisiva para a História do Brasil, pois, dela, saíram as primeiras grandes entradas e bandeiras desbravando o interior do continente, o que levaria ao surgimento de estados como Minas Gerais, Paraná, Goiás e Mato Grosso[18][19]. Em sua máxima extensão, a Capitania de Itanhaém teria um território que viria desde Cabo Frio[20] no norte do Rio de Janeiro indo até a Ilha do Mel[21] na atual divisa de São Paulo como Paraná, sendo que o Vale do Paraíba e até mesmo o atual território de Minas Gerais pertenceriam à Capitania de Itanhaém[22][23]. Foi devido a este entendimento, que a Condessa de Vimieiro permitiu que exploradores buscassem riquezas e fundassem vilas a seu mando, como Taubaté[24][25], primeira cidade do Vale do Paraíba e da qual, anos mais tarde, saíram bandeirantes que fundaram Mariana[26][27], primeira cidade e primeira capital mineira, além de Campinas. Itanhaém só viria a fazer parte do Estado de São Paulo a partir de 1753, quando a capitania que levava seu nome foi comprada pela Coroa Portuguesa e extinta, passando seu território ao governo da Capitania de São Paulo.[18]

Em 1654, foi aí construído um novo "Convento de Nossa Senhora da Conceição", o qual ficou popularmente conhecido como "Convento dos Franciscanos".[28]. Em 1761 foi inaugurada a Igreja Matriz de Sant'Anna. Em 1888, graças à ideia de Isaías Cândido Soares e João Batista do Espírito Santo, a Câmara Municipal fundou o "Gabinete de Leitura", visando a levar educação aos moradores locais. O Brasil começou o Século XXI ainda enfrentando problemas com altas taxas de analfabetismo, enquanto Itanhaém, graças à iniciativa do gabinete, quase erradicou o analfabetismo entre seus moradores ainda no Século XIX.[29]. Por fim, em 1906, já durante a República Velha, a Vila Conceição de Itanhaém foi elevada à condição de município, passando a ser governada por um Prefeito a partir de 1908, com João Baptista Leal[7]. A cidade ainda fez história ao ser a primeira no Estado de São Paulo, e a segunda em todo o Brasil, a ter, como prefeita eleita, uma mulher: Spasia Albertina Bechelli Cecchi, ainda em 1936.

Em princípio, Itanhaém permaneceu até o começo do Século XX apenas como uma pacata e isolada vila de pescadores e agricultores caiçaras. Itanhaém só se tornou uma cidade com viés turístico, atraindo visitantes temporários de outras partes, após a chegada da ferrovia ao local em 1913.[30]. Foi assim, inclusive, recebendo turistas que chegavam pela ferrovia, em busca das belas e intocadas praias, ilhas e morros, que nasceram e se desenvolveram bairros afastados, como o "Bairro do Poço", atual "Belas Artes",[31] e Suarão,[32] todos na primeira metade do Século XX. O turismo existia na então cidade, mas ainda era pequeno por conta da precariedade dos meios de transporte, uma vez que a única opção era a Linha Santos-Juquiá (Sorocabana)[33]. O turismo no município sofreria o salto definitivo com a inauguração da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega em 1961. A partir desse ano, o acesso à cidade ficou muito prático para os turistas que estivessem de carro, vindo de qualquer parte do estado[33]. Ainda em 1961, a Breda Turismo passou a operar uma linha de ônibus ligando a cidade à Grande São Paulo[33].

Por fim, Itanhaém acabou perdendo boa parte de seu enorme território com as emancipações dos municípios de Itariri em 1948, e de Peruíbe e Mongaguá, ambas em 1959.

O final da Década de 1990 e início da Década de 2010 foi um período que apresentou mudanças sensíveis à antiga cidade, após décadas sem grandes alterações. Em duas décadas, a população da cidade dobrou de tamanho[34], saltando de 46.074 habitantes em 1991 para 87.057 moradores em 2010[35], fato que modificou muito o antigo clima local de "cidade pacata de interior", com poucos carros, baixa criminalidade e baixo movimento de pessoas em dias comuns.

A Ferrovia foi privatizada e linhas de trens de passageiros que circulavam diariamente por Itanhaém desde 1913 foram suprimidas em 1998. Em 2003, o trem cargueiro diário também foi suprimido, estando o centenário Ramal de Cajati completamente abandonado e sem tráfego desde então, assim como as antigas estações ferroviárias, apesar de haver pleitos locais e regionais pedindo o retorno dos trens à região. Em abril de 1998 foi divulgado que Xuxa Meneghel pretendia abrir um grande parque aquático temático na cidade, na região da Chácara Cibratel, o Xuxa Water Park[36] o que geraria milhares de empregos fixos para os moradores, além de fluxo constante de turistas (e não mais apenas na alta temporada)[37]. Mas, poucos meses depois, o projeto, já em fase de divulgação e com passaportes vendidos, foi embargado a pedido do IBAMA[38], sob a justificativa de provocar devastação em uma área de Mata Atlântica com espécies animais em risco de extinção[39]. Com o tempo o projeto foi engavetado, não aparecendo após isto projeto de investimento deste nível para o município.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Entre os inúmeros atrativos turísticos da cidade destacam-se:

  • As praias;
  • Os rios não poluídos, usados para banhos, pesca e navegação;
  • Os passeios de barco rio acima ou em alto-mar;
  • Cachoeiras de água limpa nascida nas serras da região;
  • A Mata Atlântica semi-intocada (que valeu à cidade o apelido de "Amazônia Paulista");
  • Fazer trilha descendo da região de Engenheiro Marsilac, no extremo sul da Cidade de São Paulo, atravessando a Mata Atlântica intocada da Serra do Mar, até chegar ao vale do Rio Branquinho, já na Baixada Santista, em Itanhaém;
  • As reservas indígenas habitadas (o acesso é restrito);
  • O Centro Velho com o Beco de Sant'Anna, com grande variedade gastronômica em restaurantes, bares e danceterias;
  • A Casa de Câmara e Cadeia (provavelmente a Cadeia e o prédio de Câmara de Legislativa mais antiga existente no Brasil);
  • A Igreja Matriz de Sant'Anna, datada do Século XVIII e as Ruínas do Convento Nossa Senhora da Conceição;
  • Os morros à beira mar do Sapucaitava, do Costão e do Paranambuco, com mirantes que proporcionam bela visão do mar, praias, da cidade e das ilhas marítimas;
  • As Ilhas marítimas da Queimada Pequena e da Queimada Grande,a qual é o único local do mundo onde se encontra a Cobra Jararaca-ilhoa, etc[40].
  • A "Cama de Anchieta", uma bela formação rochosa naturalmente produzida, localizada em um costão rochoso à beira-mar, Rocha a qual, segundo a lenda, São José de Anchieta usou várias vezes pra dormir, durante suas várias passagens pela região. Existe uma passarela de madeira levando ao local;
  • O Rodeio de Itanhaém, considerado o maior rodeio do país em cidade litorânea, o qual é realizado anualmente desde 2005, sempre com a participação de cantores de grande sucesso a nível nacional;
  • Shows com cantores e grupos musicais de grande sucesso a nível nacional durante a alta temporada de Verão, promovidos pela Prefeitura.

Cultura[editar | editar código-fonte]

A cidade oferece cursos gratuitos de Dança, Música e Artes marciais para os munícipes.

Itanhaém possui Escolas de Samba de bairro e desfile durante o Carnaval. Há várias festas típicas festejadas anualmente, geralmente de cunho religioso Católico Romano, realizadas com apoio da Prefeitura, como Pentecostes, Corpus Christi, em homenagem a São José de Anchieta, a Nossa Senhora da Conceição, entre outras.

Uma das marcas da cidade é a tradicional Banda Marcial Municipal de Itanhaém[41]. Considerada um dos mais tradicionais e premiados corpos musicais do Estado de São Paulo, a Banda Marcial de Itanhaém, vinculada à Prefeitura, tem em sua trajetória importantes títulos como, o tricampeonato geral no Concurso Nacional de Bandas e Fanfarras em 1994, 1999 e 2000. Composta por quase 100 integrantes, a Banda trabalha com a finalidade de promover e difundir a cultura musical como instrumento de transformação social. Apesar de ser instituída por lei apenas em 1987, ela foi criada por músicos locais em 1973 e, desde então, não parou mais. No total, foram mais de 800 apresentações em concertos.

A cultura caiçara, do habitante típico da região pode ser observada no estilo de vida dos vários moradores locais que vivem da pesca, seja na praia, nos costados rochosos, ou em barcos nos rios ou em alto mar. Há, por fim, a cultura indígena, pois há uma comunidade grande de ameríndios espalhados pela cidade, em bairros e em tribos um tanto isoladas espalhadas pelas matas do município.

A cidade passou a ser mais conhecida após o livro de fantasia Os Guardiões de Gabriel Mariano, ambientar cenas na região, incluindo descrições da cidade e lugares.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Itanhaém tem a maior parte de seu território formados por planícies ao nível do mar que vão desde as praias até a base das encostas da Serra do Mar, onde atingem no máximo em torno de 50 metros de altitude. Tal planície é entrecortada por morros isolados, levemente íngremes, de baixa elevação, e também por uma bacia de rios, ocorrendo manguezais, em algumas regiões periféricas destes rios.

A Mata Atlântica, que totaliza aproximadamente uma área de 300 km² permanece bem conservada em flora e fauna no interior do território, especialmente na Serra. Por fim, apesar de ser um município litorâneo, com quase toda sua localização em região pouca elevação, Itanhaém possui um pequeno trecho de seu território já sobre o Planalto de Piratininga. Nesta pequena parte do município encontram-se chácaras e moradores, com um clima e relevo que diferem totalmente do típico encontrado na maior parte do município. Não há ligação direta e interna entre este bairro Chácara Alto da Serra e os demais bairros e o Centro da cidade, sendo necessário, pra se locomover entre eles se retornar até a Capital, descer a Serra pelo Sistema Anchieta-Imigrantes e ainda se atravessar boa parte dos municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista.

Abriga parte da Área de Relevante Interesse Ecológico Ilhas Queimada Pequena e Queimada Grande, criada em 1985 e administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Seus limites são Juquitiba e São Paulo a norte, Embu-Guaçu a nordeste, São Vicente e Mongaguá a leste, Peruíbe a sudoeste e Pedro de Toledo a oeste. O Oceano Atlântico fica ao sudeste do município.


Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Possui o território completamente cortado por rios, totalizando 912 km de bacia hidrográfica. Os principais rios são:

Orografia[editar | editar código-fonte]

As montanhas de Itanhaém fazem parte do sistema da Serra do Mar, estando subdivididas em duas cadeias de serras, três montanhas com altitude acima de 300 metros, além de alguns morros espalhados pelo território, com menos de 300 metros de altitude, mas com destaque, quais sejam:

  • A encosta contínua ao fundo da cidade, que desce de nordeste para sudoeste é chamada simplesmente de Serra do Mar, estando acima dela o Planalto de Piratininga e as cidades de São Paulo e Juquitiba acima. Em noites encobertas com nuvens altas, é possível ver o reflexo da claridade da Capital brilhando acima da serra;
  • A Serra do Guapuruvu, uma formação oriunda da Serra do Mar, que se estende paralelamente, em espelho, a esta, desde Mongaguá, se prolongando dentro do território municipal de nordeste para sudoeste até a região do Aguapeú. Entre a Serra do Mar e a Serra do Guapuruvu se forma o vale do Rio Branco, e, ao fim deste, na divisa de município com Itanhaém, a Capital São Paulo possui o único trecho de todo seu território a nível, praticamente do mar. Guapuvuru é um nome indígena, sendo que a Serra as vezes é registrada com grafias diferentes, tais como Guaperuvu, Guapevuru, ou outros, porém, sendo mais provável, que o correto seja mesmo Guapuruvu, um nome indígena de uma árvore encontrada na região;
  • Monte Gy, uma formação com mais 300 metros de altitude em seu topo mais alto, localizada isoladamente no meio do território do município, margeando ao norte o Rio Preto, destacando-se ao fundo do Rio Itanhaém.
  • Monte Aguapeú, uma elevação alongada, com seu ponto mais alto acima dos 300 metros de altitude, a qual se estende de sudoeste a nordeste, ao fundo das praias do Suarão e Loty como uma muralha seguindo paralelamente a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega desde a divisa com Mongaguá. Entre a Serra do Guapuruvu e o Morro do Aguapeú, fica o Vale do Aguapeú, por onde corre o Rio Aguapeú;
  • Por fim, a Monte Mambu, também com seu ponto mais alto ultrapassando os 300 metros de altitude, localizado entre o Rio Tambotica e o Rio Branco, próximo à Serra do Guapuruvu e a Serra do Mar;
  • Morro do Paranambuco, localizado à beira mar, entre a Praia de Cibratel e a Praia das Conchas. Muito buscado pela vista, pela pesca nas rochas beira-mar e por oferecer a Tirolesa sobre vista maravilhosa;
  • Morro do Costão, localizado entre a Praia das Conchas e a Praia do Sonho. No seu lado costeiro se encontra a Gruta da Santa, a Passarela de Anchieta (eleita uma das Nove Maravilhas Turísticas da Baixada Santista), e a Cama de Anchieta;
  • Morro do Piraguava , também chamado Morro do Piraguira, localizado entre a Praia do Sonho, a Praia dos Pescadores, o Belas Artes e o Mangue do Piaguava;
  • Morro do Itaguaçu, ou Morro do Convento, localizado no centro da cidade, e no seu alto ficam as ruínas do Convento dos Franciscanos. A Vila original, fundada por Martim Afonso de Sousa em 1532, foi estratégicamente fundada aos pés deste Morro;
  • Morro do Sapucaitava na margem oriental da foz do Rio Itanhaém. Há uma trilha que leva a um mirante no alto do morro. Este morro, à beira mar e visível a dezenas de quilômetros de distância, era usado como marco pelos antigos viajantes da localização e distância para Itanhaém.

Clima[editar | editar código-fonte]

Gráfico climático para Itanhaém
J F M A M J J A S O N D
 
 
243
 
28
20
 
 
281
 
28
19
 
 
217
 
28
18
 
 
173
 
25
16
 
 
134
 
23
14
 
 
104
 
22
12
 
 
84
 
22
12
 
 
94
 
23
13
 
 
125
 
23
14
 
 
154
 
24
15
 
 
147
 
25
16
 
 
147
 
26
17
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: Tempo Agora
Uma das típicas rotatórias das praias de Itanhaém num dia de inverno.
Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Itanhaém

O clima de Itanhaém é o subtropical úmido, sem meses secos, com verões quentes e invernos brandos, sendo o mês mais quente Janeiro, com uma média de 24 °C e o mais frio é julho, com uma média de 17 °C.


Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2010

População total: 87 053

  • Urbana: 86 238
  • Rural: 815
  • Homens: 42 189
  • Mulheres: 40 869

Densidade demográfica (hab./km²): 145,33

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 22,97[42]

Expectativa de vida (anos): 69,65

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,53

Taxa de alfabetização: 91,81%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,779

  • IDH-M Renda: 0,716
  • IDH-M Longevidade: 0,744
  • IDH-M Educação: 0,876

(Fonte: IPEADATA)


Transporte[editar | editar código-fonte]

O município possui linhas municipais, além do apoio auxiliar de pequenas linhas turísticas. Possui ainda linhas de ônibus intermunicipais ligando a outras cidades da Baixada Santista, como São Vicente, Santos e Peruíbe, ou do Vale do Ribeira, como Pedro de Toledo.


Rodovias[editar | editar código-fonte]

Há uma Rodoviária Interestadual, ligando a cidade tanto a outros municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista, quanto à Capital São Paulo, a Osasco, a São Bernardo do Campo, assim como a cidades do Vale do Ribeira e até dos estados do Paraná e de Santa Catarina, tais como Curitiba, Florianópolis e Joinville.

Ferrovias[editar | editar código-fonte]

O município é servido pelo Ramal de Cajati da antiga Estrada de Ferro Sorocabana, mas encontra-se abandonado atualmente tanto pra transporte de passageiros quanto para o de cargas. porém, há decisões judiciais recentes ordenando à Concessionária que reative a ferrovia, nos próximos anos, para, pelo menso, transporte de cargas.

Aviação comercial[editar | editar código-fonte]

A cidade possui ainda um aeroporto estadual,o Aeroporto de Itanhaém, o qual é capacitado pra receber pequenos aviões e helicópteros. Atualmente é usado principalmente para o transporte de funcionários da Petrobrás para os poços de exploração do pré-sal em alto-mar na Bahia de Santos. Mas há projetos para a ampliação do aeroporto para o transporte de voos de passageiros em grande escala.

Política[editar | editar código-fonte]

Ver Lista de prefeitos de Itanhaém

Itanhaém foi elevado à condição de vila em abril de 1561, tendo desde então e ininterruptamente vida política e uma Câmara de Vereadores. O poder Executivo Municipal foi administrado por Prefeitos ou Intendentes eleitos indiretamente pela Câmara de Veradores, no período entre 1908 e 1947. A partir de 1948, o Poder Executivo vem sendo administrado por Prefeitos eleitos diretamente pela população.

O primeiro prefeito de Itanhaém foi João Baptista Leal, que governou de 1908 a 1915. O primeiro Prefeito eleito por voto direto foi Harry Forssell, para governar entre 1948 e 1951. O prefeito que governou por mais tempo foi Miguel Simões Dias, que em dois mandatos, administrou por praticamente 9 anos o município. O prefeito mais jovem ao assumir foi Totó Mendes, com apenas 26 anos de idade ao assumir a Prefeitura em 1926. Por fim, Itanhaém foi inovadora ao eleger ainda em 1936, pela primeira vez em todo Estado de São Paulo, uma mulher para prefeita, Spasia Albertina Bechelli Cecchi.

Atualmente, Itanhaém elege seu prefeito por voto direto da população , além de dez vereadores para o Poder Legislativo Municipal.


Itanhaenses famosos[editar | editar código-fonte]

Bairros[editar | editar código-fonte]

Os bairros em negrito possuem trevo(s) na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega.

  • Aguapeú
  • Araraú
  • Bairro do Rio Acima
  • Baixio
  • Belas Artes
  • Bopiranga
  • Campos Eliseos
  • Centro
  • Chácaras Cibratel
  • Cibratel I
  • Cibratel II
  • Cidade Anchieta
  • Corumbá
  • Equitação
  • Balneário Gaivota
  • Grandesp
  • Guapiranga
  • Guapurá
  • Guaraú
  • Ivoty
  • Jamaica
  • Jardim América
  • Jardim Anchieta
  • Jardim Califórnia
  • Jardim Coronel
  • Jardim das Palmeiras
  • Jardim Fazendinha
  • Jardim Guacira
  • Jardim Itanhaém
  • Jardim Lindomar
  • Jardim Marilú
  • Jardim Regina
  • Jardim Tanise
  • Jequitibá
  • Laranjeiras
  • Mambú
  • Marambaia
  • Marrocos
  • Mosteiro
  • Nossa Senhora do Sion
  • Nova Itanhaém
  • Oásis
  • Paranapuã
  • Praia dos Sonhos
  • Raminho
  • Rio Preto
  • Sabaúna
  • Santa Júlia
  • São Fernando
  • São João
  • São Marcos
  • Satélite
  • Savoy
  • Suarão
  • Tropical
  • Tupi
  • Umuarama
  • Verde Mar
  • Vila Loty
  • Vila São Paulo

Igreja Católica[editar | editar código-fonte]

O município pertence à Área Pastoral da Diocese de Santos.

O município teve grande influência da Igreja Católica Apostólica Romana, desde sua origem em 1532, quando da fundação do povoado, quando recebeu o título de "Conceição de Itanhaém", devido à verdadeira data de fundação, 8 de dezembro, dia dedicado a Nossa Senhora da Conceição[carece de fontes?].

No mesmo ano, deu-se início, pelos jesuítas, à construção de uma ermida, no alto do Morro Itaguassú, dedicada à padroeira Nossa Senhora da Conceição. Entretanto, somente no ano de 1553, com a criação da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém, a irmandade primaz do Brasil, é que foi encomendada, de Portugal, uma imagem da padroeira, a qual introduziu o culto mariano no país, conhecida como a Imaculada Conceição, também chamada de "Virgem de Anchieta" (pois o beato padre José de Anchieta inspirou-se nela para escrever a obra literária "Poema à Virgem"), que se encontra, hoje, na Igreja Matriz de Sant'Anna. A Irmandade de Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém ainda hoje resiste no município, desempenhando papel importante na condução da festa da padroeira da cidade[carece de fontes?]. O convento é tombado como patrimônio da cidade.

No ano de 1561, surgiu a Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém, desvinculada da Paróquia de São Vicente Mártir, no então povoado que vinha se estabelecendo aos pés do Morro Itaguassú e se manteve como única instituição católica até o ano de 2007, quando ocorreu o seu desmembramento e a criação da Paróquia de Santa Terezinha do Menino Jesus, no bairro de Belas Artes e, no ano seguinte, a denominação de pró-paróquia à Igreja de Nossa Senhora de Sion, no bairro do Suarão.[carece de fontes?].

Referências

  1. «O lado bom da vida». Recanto das Letras. 
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  4. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1º de julho de 2016). «Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data em 1º de julho de 2016». Arquivado desde o original (PDF) em 1 de julho de 2016. Consultado em 1 de julho de 2016. 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 01 de agosto de 2013. 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]