Ivan Pinheiro

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Ivan Pinheiro
Ivan Pinheiro
Dados pessoais
Nome completo Ivan Martins Pinheiro
Nascimento 18 de março de 1946 (71 anos)
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Partido Hammer and sickle.svg PCB
Profissão Bancário

Ivan Martins Pinheiro (Rio de Janeiro, 18 de março de 1946), mais conhecido como Ivan Pinheiro, é um dirigente comunista brasileiro, foi Secretário-Geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB) entre 2005 e 2016 e candidato à Presidência da República em 2010, pelo partido.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Início do ativismo político[editar | editar código-fonte]

Iniciou sua atividade política ainda na adolescência no Colégio Pedro II, onde estudou entre 1957 e 1963, foi diretor do Grêmio Estudantil e sofreu sua primeira prisão devido ao ativismo político.

Ditadura militar[editar | editar código-fonte]

Em 1964, ano do golpe militar, ingressou na UEG (Universidade Estadual da Guanabara, atual UERJ) para cursar Direito. Nessa época aproximou-se da Dissidência Comunista da Guanabara, depois Movimento Revolucionário Oito de Outubro, MR-8. Durante o curso foi diretor do Centro Acadêmico Luiz Carpenter (CALC). Dada sua trajetória como diretor da entidade, atualmente a sede do Centro Acadêmico chama-se "Sala Ivan Martins Pinheiro".

Ivan Pinheiro manteve-se no MR-8 até meados da década de 1970. Após o fracasso da luta armada no combate ao regime militar, passou a considerar importante a participação popular no processo eleitoral. Após desligar-se do MR-8, fez contato com o Partido Comunista Brasileiro na clandestinidade, no qual ingressou e jamais se afastou.

A partir de 1976, passou a atuar no seu local de trabalho: o Banco do Brasil. Com a convocação das eleições do Sindicato dos Bancários, em 1978, pelos interventores do Ministério do Trabalho, candidatou-se à presidência do sindicato. O pleito durou um ano e dez meses, em função de manobras legalistas do Ministério do Trabalho. A vitória final, através de uma votação esmagadora, consagrou Ivan Pinheiro como um dos principais líderes sindicais do país.

Sua trajetória como expoente dirigente do PCB teve início em 1982, quando foi realizado o VI Congresso Nacional do PCB. Neste evento, Ivan e os demais participantes foram presos após invasão da Polícia Federal. Com esta prisão foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional. No congresso, que ocorreu na clandestinidade, foi o mais jovem integrante do Comitê Central e da Comissão Executiva Nacional do Partido.

Volta ao período democrático[editar | editar código-fonte]

Em 1986, após ter sua candidatura ao governo do estado do Rio de Janeiro retirada pelo Comitê Central do PCB, em favor do apoio ao candidato do PMDB, Moreira Franco, Ivan concorreu a deputado federal constituinte, em uma chapa própria do PCB, junto com Modesto da Silveira, Stepan Nercessian e outras dezenas de militantes comunistas. Apesar da boa votação obtida pela chapa, não foi alcançado o coeficiente eleitoral e o PCB não elegeu nenhum deputado.

No ano seguinte, liderou a esmagadora maioria dos sindicalistas do PCB na Conferência Sindical Partidária, impondo à direção do partido a opção pela Central Única dos Trabalhadores - CUT, em detrimento do Comando Geral dos Trabalhadores - CGT.

A cisão de 1992[editar | editar código-fonte]

No início da década de 1990, com o desmantelamento do socialismo no Leste Europeu, uma grave crise emergiu no Partidão resultando numa grande cisão em janeiro de 1992, quando foi criado o PPS Partido Popular Socialista. Ivan Pinheiro assumiu, juntamente com Horácio Macedo e Zuleide Faria de Melo, a liderança do grupo que manteve-se fiel aos ideais estabelecidos na fundação do PCB, em 1922.

A partir de então, a prioridade dos militantes do PCB foi manter a existência legal do partido, sem poder participar dos processos eleitorais da primeira metade dos anos de 1990 (eleições municipais de 1992 e eleições estaduais e nacional de 1994).

Candidato a prefeito do Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

O retorno eleitoral ocorreu em 1996, quando Ivan Pinheiro foi candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, tendo como lema "Uma Revolução no Rio". Apesar do fraco desempenho nas urnas (6.096 votos, com 0,2% dos votos válidos), a campanha foi um marco importante para a consolidação da reconstrução revolucionária do PCB.

Em 2000, Ivan Pinheiro foi candidato a vereador pela coligação PCB/PSB, que tinha Alexandre Cardoso como candidato majoritário. O fraco desempenho da coligação resultou na eleição de apenas um vereador.

Na eleição municipal de 2004, o PCB optou pelo apoio à candidatura de Jandira Feghali, do PCdoB. Ivan novamente concorreu a uma vaga na Câmara Municipal, obtendo 3.532 votos, e, outra vez, a chapa que ele integrou elegeu um vereador somente.

Secretário-geral do PCB[editar | editar código-fonte]

No XIII Congresso do PCB, realizado em 2005, em Belo Horizonte, após integrar por 23 anos seguidos o Comitê Central, Ivan Pinheiro foi eleito Secretário-Geral do partido. Este congresso marcou a ruptura do PCB com o governo Lula, o fim das conversações sobre a reunificação com o PCdoB, a reorganização da UJC (União da Juventude Comunista) e apontou um novo rumo para a estratégia partidária. Em 17 de outubro de 2016, devido à idade, desgaste físico e problemas de saúde, Ivan Pinheiro deixou o cargo de Secretário-Geral do PCB, mas continua como membro do Comitê Central e militante do partido. Foi substituído no cargo por Edmilson Costa.[1]

Candidato a deputado federal e presidente da república[editar | editar código-fonte]

Nas eleições de 2006 foi candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro, pela Frente de Esquerda, aliança que reunia, além do PCB, o PSOL e o PSTU, e ensejava como marco a oposição ao governo de Lula. A candidata à presidência foi a ex-senadora Heloísa Helena. Obteve 6.388 votos. No segundo turno, o PCB aprovou posição de apoio crítico à reeleição de Lula, compreendendo a importância de evitar a eleição do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin.

Foi também candidato do Partido Comunista Brasileiro às eleições presidenciais de 2010, recebendo cerca de 0,04% dos votos válidos, com pouco menos de 40 mil votos (39.136 votos).

Ao se candidatar a presidente declarou à justiça eleitoral possuir 350 mil reais em bens.[2]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Autoria Própria[editar | editar código-fonte]

Autoria de Terceiros[editar | editar código-fonte]

  • ROEDEL, Hiran. Atitude Subversiva: Biografia de Ivan Pinheiro (Rio de Janeiro: Fundação Dinarco Reis, 2000)[4]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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