Izabella Teixeira

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Izabella Monica Vieira Teixeira
Izabella Monica Vieira Teixeira
Ministra do Meio Ambiente do Brasil
Período 1º de abril de 2010
até 12 de maio de 2016
Presidentes Luiz Inácio Lula da Silva
Dilma Rousseff
Antecessor Carlos Minc
Sucessor José Sarney Filho
Dados pessoais
Nascimento 9 de outubro de 1961 (58 anos)
Brasília, DF
Nacionalidade brasileira
Alma mater Universidade de Brasília
Profissão Bióloga

Izabella Mônica Vieira Teixeira nasceu em Brasília. É bióloga e foi a primeira analista ambiental a exercer o cargo titular do Ministério do Meio Ambiente (2010-2016).


Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida em Brasília, Izabella Teixeira formou-se em biologia pela Universidade de Brasília (UnB). É mestre em planejamento energético e doutora em planejamento ambiental pela COPPE/UFRJ.

Em 1985, ingressou na Secretaria Especial do Meio Ambiente – SEMA, a convite do Secretário Especial, o ambientalista Paulo Nogueira Neto. Seguiu carreira no serviço público como analista ambiental do IBAMA e, posteriormente, do Ministério do Meio Ambiente, onde se aposentou. É a primeira analista ambiental a exercer o cargo de Ministra de Estado do Meio Ambiente no Brasil.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Foi Ministra de Estado de Meio Ambiente de 2010 a 2016, ganhando em 2013 o prêmio da ONU em liderança politica global na área de meio ambiente ([of the Earth]). Antes de exercer o cargo de Ministra de Estado, foi Secretária-Executiva do MMA (2008-2010). Dentre as suas habilidades profissionais, Izabella Teixeira é reconhecida pela capacidade de negociação internacional. Em 2010, exerceu diretamente papel de liderança nas negociações do Protocolo de Nagoya, no âmbito da Convenção da Diversidade Biológica – CDB, e do Protocolo de Quioto 2, no âmbito da Convenção de Mudança do Clima, além de atuar diretamente em fóruns como Mercosul, [Environmental Facility] – GEF, negociações bilaterais com países parceiros como [[1]]. Atuou em todas essas missões como chefe da Delegação do Brasil.

Foi convidada pela Presidente eleita [Roussef] para exercer o cargo de Ministra de Estado de Meio Ambiente no seu governo. O seu nome foi anunciado antecipadamente pelo Presidente Lula. Em 2015, foi confirmada no cargo para o segundo mandato da Presidente Dilma, sendo conferida a ela a missão de coordenar a proposta brasileira que seria apresentada na [das Partes de Mudança do Clima], em 2015, em Paris, a COP-21.

A convite do Secretário-Geral da ONU, foi membro de painéis de Alto Nível sobre Sustentabilidade e Agenda 2015 (hoje Agenda 2030 e ODS) e atuou diretamente na proposição da criação da Assembléia Geral de Meio Ambiente da ONU – UNEA, cuja aprovação aconteceu na [Rio+20]. Na sua gestão, o Brasil apresentou o seu Plano Nacional de Produção e Consumo Sustentáveis, tido como referencia à época pelo Programa de Meio Ambiente da ONU – PNUMA. Foi uma das articuladoras políticas da Convenção da ONU de [[2]] (combate ao mercúrio) e convidada pelo Governo da [[3]] compôs o grupo de 10 países que determinaram os arranjos necessários para o Acordo de Paris. Na sua gestão, liderou ainda os diálogos políticos no âmbito do Grupo BASIC – Brasil, Africa do Sul, India e China.

Conduziu as negociações do Código Florestal junto ao [Nacional] bem como desenvolveu e implantou o Cadastro Ambiental Rural – CAR. Consolidou o Programa ARPA (implantando as Fases 2 e 3), a Estratégia Nacional de Monitoramento de Biomas Brasileiros, em parceria com o INPE e EMBRAPA, o Programa TERRACLASS, o Fundo Clima, o Fundo Amazônia, o Programa Paisagens Sustentáveis como o GEF, o Programa GEF Marinho, o Programa de Cooperação com os Países da OTCA sobre monitoramento do desmatamento, dentre outros projetos em parceira com a cooperação internacional multilateral e bilateral. Em 2015, com o [ambiental de Mariana, MG] (acontecido pouco antes do inicio da COP 21, em Paris), trabalhou para a construção de um acordo legal que viabilizasse a imediata reconstrução do passivo ambiental da Bacia do Rio Doce. Ao concluir a COP21 com aprovação do Acordo de Paris, retornou ao Brasil e seguiu para Regência, ES para dar continuidade ao processo de debate com a sociedade e população atingida para a reconstrução do passivo ambiental do até então maior desastre ambiental do País.

Após cumprir o período de quarentena do cargo público (nos termos da lei e da decisão da Comissão de Ética da [da República]), Izabella Teixeira desenvolve atividades de consultoria privada e faz parte de conselhos de instituições no Brasil e no exterior. Em 2017, foi eleita para o cargo de Co-Presidente do Painel de Recursos Naturais da ONU (IRP-UNEP), além de membro do Conselho da Divisão de Assuntos Sociais e Econômicos da ONU.


Artigos e Matérias[editar | editar código-fonte]

"Licenciamento: uma luz no fim do túnel?" - Artigo no jornal "Valor Econômico", de 29/07/2019

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
Carlos Minc
Ministro do Meio Ambiente do Brasil
2010 — 2016
Sucedido por