Izabella Teixeira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Izabella Teixeira
Teixeira em 2016
Ministra do Meio Ambiente
Período 30 de março de 2010
até 12 de maio de 2016
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Dilma Rousseff
Antecessor Carlos Minc
Sucessor José Sarney Filho
Subsecretária do Meio Ambiente do Rio de Janeiro
Período 2007 a 2008
Governador Sérgio Cabral
Dados pessoais
Nome completo Izabella Monica Vieira Teixeira
Nascimento 9 de outubro de 1961 (58 anos)
Brasília, DF
Nacionalidade brasileira
Alma mater Universidade de Brasília
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Partido Independente
Profissão Bióloga, servidora pública
[1][2][3]

Izabella Mônica Vieira Teixeira (Brasília, 9 de outubro de 1961) é uma bióloga e servidora pública brasileira. Foi ministra do Meio Ambiente de 2010 a 2016, durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. No Ibama, foi funcionária de carreira e atuou como subsecretária do Meio Ambiente do estado do Rio de Janeiro.[1][2] Atualmente, trabalha com consultoria privada e integra conselhos de instituições.[4]

Educação[editar | editar código-fonte]

Na Universidade de Brasília, Teixeira concluiu bacharelado (1983) e licenciatura (1988) em biologia. Em 1989, concluiu especialização em gestão ambiental pela Fundação Getúlio Vargas de Brasília. Mais tarde, tornou-se mestre (1998) e doutora (2008) em planejamento energético, ambas as vezes pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.[3]

Carreira[editar | editar código-fonte]

De 1984 a 1985, Teixeira trabalhou como assessora técnica da Secretaria Especial de Meio Ambiente e do Conselho Nacional do Meio Ambiente. Ocupou função de coordenação no Ministério da Habitação, Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente entre 1986 e 1989.[3] Tornou-se funcionária de carreira do Ibama em 1984 e no órgão exerceu cargos de direção.[2] Aposentou-se como analista ambiental em 2015.[4]

Em 2007, Teixeira foi designada subsecretária da Secretaria do Ambiente do estado do Rio de Janeiro, durante o governo de Sérgio Cabral. Permaneceu nesta função até 2009, quando se tornou secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente.[5]

Teixeira também foi professora de MBA e de cursos ambientais na UFRJ.[1]

Ministra do Meio Ambiente[editar | editar código-fonte]

Em março de 2010, Teixeira foi designada ministra do Meio Ambiente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, substituindo Carlos Minc.[6] Em dezembro do mesmo ano, a presidente eleita Dilma Rousseff confirmou a permanência de Teixeira em seu cargo.[7] Manteve-se como ministra com a reeleição de Dilma e manifestou-se contrária ao impeachment da presidente, bem como participou de eventos em seu apoio.[8][2] Deixou o Ministério com a posse de Michel Temer na presidência, em maio de 2016.[9]

Durante sua gestão, Teixeira era vista como uma ministra técnica, não estando filiada a nenhum partido político.[2] Em 2011, apresentou o Plano Nacional de Produção e Consumo Sustentáveis.[10] No ano seguinte, conduziu as negociações do Novo Código Florestal com o Congresso Nacional e fez parte da organização da Rio+20.[11][12]

Teixeira e o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, durante a COP21, em 2015

No âmbito internacional, Teixeira fez parte das negociações do Protocolo de Nagoya, no âmbito da Convenção da Diversidade Biológica, e do Protocolo de Quioto 2, no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima.[13] Em 2015, exerceu papel-chave durante as negociações da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas.[14][15]

Em 2012, Teixeira foi nomeada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para o Painel de Alto Nível de Pessoas Eminentes para a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015.[16] Em 2013, foi agraciada com o prêmio Champions of the Earth, concedido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.[17]

Pós-ministério[editar | editar código-fonte]

Após deixar o Ministério do Meio Ambiente, Teixeira manteve-se envolvida em atividades de consultoria privada e integrou conselhos de instituições no Brasil e no exterior. Em 2017, foi eleita para o cargo de co-presidente do Painel de Recursos Naturais da ONU (IRP-UNEP), além de membro do Conselho da Divisão de Assuntos Sociais e Econômicos da organização.[18][4] O governo de Jair Bolsonaro tentou, sem sucesso, tirá-la da co-presidência do IRP-UNEP.[19] Teixeira manteve-se crítica à política ambiental de Bolsonaro.[20]


Referências

  1. a b c «Currículo Izabella Teixeira» (PDF). Ministério do Meio Ambiente do Brasil. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  2. a b c d e Filipe Matoso (31 de dezembro de 2014). «Izabella Teixeira começou a chefiar o Meio Ambiente no governo Lula». G1. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  3. a b c «Teixeira, Izabella». Barsa. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  4. a b c «Palestra Meio ambiente, o que vem por aí?». Fundação Instituto de Administração. 2018. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  5. «Com perfil técnico, Izabella Teixeira se mantém no Meio Ambiente». G1. 16 de dezembro de 2010. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  6. «Presidente Lula empossa a nova ministra do Meio Ambiente». Ministério do Meio Ambiente do Brasil. 30 de março de 2010. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  7. «Dilma confirma Haddad, Lupi e Izabella Teixeira no ministério». O Tempo. 16 de dezembro de 2010. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  8. Filipe Matoso (7 de abril de 2016). «Dilma recebe no Planalto apoio de mulheres contra o impeachment». G1. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  9. Leandro Melito e Gésio Passos (16 de dezembro de 2010). «Saiba quem foram as ministras do período democrático no Brasil». EBC. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  10. «Plano Nacional». Ministério do Meio Ambiente do Brasil. 2020. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  11. Nathalia Passarinho (13 de junho de 2012). «Código 'não causa constrangimento' na Rio+20, diz Izabella Teixeira». G1. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  12. «Brazil's Environment Minister to Receive UN 'Champion of the Earth' Award». Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. 17 de setembro de 2013. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  13. «Brasil foi protagonista em conferências internacionais da ONU». Ministério do Meio Ambiente do Brasil. 14 de dezembro de 2010. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  14. Rafael Garcia (5 de dezembro de 2015). «Ministra Izabella Teixeira assume papel-chave em acordo do clima». G1. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  15. Rafael Garcia (12 de dezembro de 2015). «Brasil ajudou a construir consenso chave na COP 21». G1. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  16. «Secretary-General Appoints Izabella Teixeira of Brazil to His High-Level Panel of Eminent Persons on Post-2015 Development Agenda». Nações Unidas. 24 de setembro de 2012. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  17. Ana Cristina Campos (12 de setembro de 2013). «Minister of Environment wins UN Champions of the Earth Award». EBC. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  18. «Ex-ministra brasileira destaca preocupação da população com meio ambiente». Nações Unidas. 19 de março de 2019. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  19. Liana Melo (3 de dezembro de 2019). «Ex-ministra com credencial da Espanha». Projeto Colabora. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  20. Naiara G. Gortázar (8 de maio de 2019). «Uma inédita frente de ex-ministros do Meio Ambiente contra o desmonte de Bolsonaro». El País. Consultado em 3 de agosto de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Izabella Teixeira
  • Discursos, no sítio eletrônico do Ministério do Meio Ambiente
Precedido por
Carlos Minc
Ministro do Meio Ambiente do Brasil
2010 — 2016
Sucedido por
José Sarney Filho