Jâmblico

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Iamblichus.jpg

Jâmblico (em latim, Iamblichus Chalcidensis; em grego Ἰάμβλιχος, provavelmente originário do siríaco ou aramaico ya-mlku, "ele é rei"; Cálcia, Síria, 245Apamea, 325) foi um filósofo neoplatônico assírio[1] que determinou a direção da filosofia neoplatônica tardia e talvez do próprio paganismo ocidental. É mais conhecido por seu compêndio sobre filosofia pitagórica.

Nascido em meados do século III, Jâmblico estudou a magia dos caldeus e a filosofia de Pitágoras, Platão, Aristóteles e Plotino. Ao tomar contato com o neoplatonismo, foi para Roma a fim de estudar com Porfírio. Escreveu Vida de Pitágoras (não confundir com o livro homônimo de Porfírio).

Foi um teólogo patrístico helenístico do período pré-nissênico nascido em Cálcis, Celessíria, considerado o fundador da chamada escola neoplatônica síria. Seus dados biográficos são imprecisos e, aparentemente, tomou conhecimento com as doutrinas neopitagórica por influência principal de Nicômano de Gérasa (60-120), talvez em Alexandria, e do peripatetismo com Anatólio de Laodiceia (~ 240-325). Foi discípulo de Porfírio (233-304) o Fenício, e considerado o maior pupilo de Plotino (204-270), o filósofo neoplatônico helenístico, que com sua procura mística de união com o bem, através da inteligência, constituiu-se como ponto de ligação entre a filosofia grega e a sapiência alexandrina. Com sua procura mística de união com o bem, através da inteligência, conseguiu expressar este ponto de ligação entre a filosofia grega e a sapiência alexandrina. Mudando-se para a Síria, deu início à propagação de suas teses e transformou a filosofia mítica de Plotino numa Teurgia ou conjugação mágica de deuses. Fundou e orientou a escola neoplatônica siríaca, com interesse na teologia politeísta e hoje é especialmente famoso por ter praticado especificamente a Teurgia, ou trabalho divino, ou a Magia Sagrada. Sua obra, segundo consta, seria composta principalmente de dez livros intitulados Resumo das doutrinas pitagóricas. Destes, somente cinco se encontram preservados atualmente. Seus escritos metafísicos estão perdidos, mas suas idéias ficaram conhecidas, preservadas sob forma de citação ou comentário, doxografia, em escritos de diversos autores. Seu livro mais conhecido, Sobre os Mistérios do Egito, escrito em grego, foi uma resposta à carta de Porfírio (233-304) a Amélio (220-290) refutando qualquer teurgia e as práticas de adivinhação da época. Seu livro foi uma defesa da Teurgia, isto é, da possibilidade da manipulação mágica dos deuses em prol da satisfação de desejos humanos. Além disso, atribui-se a ele as seguintes obras: De mysteriis liber, De chaldaica perfectissima theologia, De descensu animae e De diis. Destas, somente alguns fragmentos sobreviveram até nossos dias. Os eruditos crêem que ele foi um espírita, um médium no sentido popular, porém parece mais fácil justificar que ele opunha-se definidamente a tal prática. Além deste filósofo, os principais representantes de sua escola foram Déxipo (350), Sopatro de Apaméia e Teodoro de Asine (~ 300), este o mais proeminente e seu discípulo mais conhecido, todos seus discípulos diretos. As principais influências exercidas pelo seu pensamento incidem sobre as teses de Proclo Diádoco (412-485) e de Juliano, o Apóstata (331-363), em sua tentativa de reviver o paganismo. Em resumo, lecionou em Apaméia e diz-se que sucedeu à Porfírio na escola neoplatônica, e a transportou para Pérgamo e depois para Alexandria, sendo o local de sua morte incerto.

Referências

  1. George Sarton (1936). The Unity and Diversity of the Mediterranean World. "Osiris" 2, p. 406-463 [430]; RE, "Iamblichus", 2.


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