Júnia Marise

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Júnia Marise
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Júnia Marise
Vereadora Belo Horizonte Belo Horizonte
Período 1971-1975
Deputada estadual  Minas Gerais
Período 1975-1979
Deputada federal  Minas Gerais
Período 1979-1987
Vice-governadora  Minas Gerais
Período 1987-1991
Antecessor(a) Hélio Garcia[nota 1]
Sucessor(a) Arlindo Porto
Senadora  Minas Gerais
Período 1991-1999
Antecessor(a) Edgar da Mata Machado
Sucessor(a) José Alencar
Dados pessoais
Nascimento 21 de junho de 1945 (72 anos)
Belo Horizonte Belo Horizonte, MG
Alma mater Universidade Federal de Uberlândia
Partido MDB (1967-1979)
PMDB (1980-1990)
PRN (1990-1993)
PDT (1993-2001)
PPS (2001-2002)
PSDB (2002-presente)
Profissão jornalista, advogada

Júnia Marise Azeredo Coutinho (Belo Horizonte, 21 de junho de 1945) é uma jornalista, advogada e política brasileira que foi vice-governadora de Minas Gerais, estado que representou no Congresso Nacional.[1][2][3]

Dados biográficos[editar | editar código-fonte]

Filha de Ladislau Augusto de Azeredo Coutinho e Maria de Leão Correia Coutinho. Iniciou sua carreira jornalística no Correio de Minas em 1962 e três anos mais tarde foi trabalhar na assessoria de imprensa do governo mineiro então chefiado por Magalhães Pinto, cargo que deixou em 1967 ao se formar em Direito pela Universidade Federal de Uberlândia. Trabalhou ainda em veículos como o Diário de Minas, Rádio Itatiaia e a atual TV Bandeirantes Minas.[nota 2]

Formada em Cinema na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, foi aluna do curso de Literatura Brasileira na Academia Mineira de Letras e do curso intensivo de Ciência Política da Universidade de Brasília.[2]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Três anos após ingressar no MDB foi eleita vereadora em Belo Horizonte em 1970 e 1972 e depois foi eleita deputada estadual em 1974 e deputada federal em 1978, neste último caso a primeira mulher a representar os mineiros na Câmara dos Deputados desde a cassação de Nísia Carone pelo Ato Institucional Número Cinco em 1969.[4] Com o fim do bipartidarismo entrou no PMDB e foi reeleita deputada federal em 1982. Nessa legislatura votou a favor da Emenda Dante de Oliveira em 1984 e em Tancredo Neves no Colégio Eleitoral em 1985, além de ter chegado à vice-liderança de sua bancada.[1][5][6]

Eleita vice-governadora de Minas Gerais na chapa de Newton Cardoso em 1986, foi governadora interina nas ausências do titular. Dele, porém, se afastou ao apoiar Fernando Collor na eleição presidencial de 1989. Mudou de partido e foi eleita senadora em 1990 pelo PRN, dividindo com Marluce Pinto a honra de ser a primeira mulher escolhida para o Senado Federal por voto popular na história do Brasil.[nota 3] Mesmo correligionária do novo presidente da República, votou a favor do impeachment de Fernando Collor em 1992 em julgamento realizado pelos senadores no fim do ano.[3] Em 1993 filiou-se ao PDT e foi derrotada ao disputar a prefeitura da capital mineira em 1996 e ao tentar reeleger-se senadora em 1998.[1] Quatro anos depois desistiu de buscar um novo mandato de senadora pelo PPS.

Júnia Marise é irmã de Vera Coutinho, eleita vereadora em Belo Horizonte em 1976 e deputada estadual em 1982, além de possuir laços de parentesco com Renato Azeredo e com o General Dale Coutinho.[4]

Notas

  1. A rigor o cargo estava sem titular desde a ascensão de Hélio Garcia ao governo do estado após a renúncia de Tancredo Neves.
  2. O Diário de Minas referido acima é o jornal criado na capital mineira em 1899 e quanto à emissora de TV, a mesma era originalmente chamada de TV Vila Rica.
  3. Por direito dinástico, a Princesa Isabel tornou-se senadora ao completar 25 anos em 1871 e no Brasil República tivemos duas senadoras efetivas (Eunice Michiles, Laélia de Alcântara) e uma suplente convocada (Alacoque Bezerra) até aquele momento.

Referências

  1. a b c «Banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral». Consultado em 7 de fevereiro de 2017. 
  2. a b «Câmara dos Deputados do Brasil: deputada Júnia Marise». Consultado em 7 de fevereiro de 2017. 
  3. a b «Senado Federal do Brasil: senadora Júnia Marise». Consultado em 7 de fevereiro de 2017. 
  4. a b MDB mineiro ganha com mulher (online). Jornal do Brasil, Rio de Janeiro (RJ), 20/11/1978. Primeiro caderno, p. 04. Página visitada em 7 de fevereiro de 2017.
  5. A nação frustrada! Apesar da maioria de 298 votos, faltaram 22 para aprovar diretas (online). Folha de S.Paulo, São Paulo (SP), 26/04/1984. Capa. Página visitada em 2 de abril de 2017.
  6. Sai de São Paulo o voto para a vitória da Aliança (online). Folha de S.Paulo, São Paulo (SP), 16/01/1985. Primeiro caderno, p. 06. Página visitada em 7 de fevereiro de 2017.