JB FM

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JB FM
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Rádio Monte da Gávea Ltda.
País  Brasil
Frequência(s) FM 99.9 MHz
Antigas frequências:
FM 99.7 MHz (1973-2012)
Sede Bandeira da cidade do Rio de Janeiro.svg Rio de Janeiro, RJ
Slogan Música e informação
Fundação 1973 (49 anos)
Fundador Maurina Pereira Carneiro
Pertence a Grupo JB FM
Proprietário(s) Lucia Martins Leite Garcia
Carlos Eduardo Borges Cortes
Antigo(s) proprietário(s) Maurina Pereira Carneiro (1973-1983)
Nascimento Brito (1983-2003)
José Antônio do Nascimento Brito (2003-????)
Audiência 4.º lugar no Grande Rio de Janeiro[nota 1]
Formato Comercial
Gênero Entretenimento e Música
Faixa etária Público de 30 a 75 anos
Idioma (em português brasileiro)
Prefixo ZYD 460
Emissoras irmãs
Cobertura Grande Rio de Janeiro e áreas próximas
Coord. do transmissor 22° 57' S 43° 13' 48.8" O
Dados técnicos Potência: 18 kW
Classe: E1
RDS: Sim
Webcast Ouça ao vivo
Aplicativo móvel iTunes Store: [1]
Google Play: [2]
Página oficial jb.fm

JB FM é uma emissora de rádio brasileira sediada no Rio de Janeiro, capital do estado homônimo. Opera no dial FM, na frequência 99.9 MHz. Pertencente ao Grupo JB FM, sua programação é voltada para o gênero adult contemporary, além de programas jornalísticos, mantendo o legado da extinta coirmã Rádio Jornal do Brasil. Seus estúdios estão no Edifício Gustavo José de Mattos, juntamente com a Rádio Cidade no Centro, e seus transmissores estão no alto do Morro do Sumaré, no Rio Comprido.

História[editar | editar código-fonte]

A Rádio Jornal do Brasil FM Estéreo era uma emissora de rádio brasileira, que operava na frequência 99.7 MHz. Pertencia ao Grupo JB FM, sua programação era voltada para o público adulto classes A & B, como o gênero Beautifull Music, além de programas jornalísticos, como legado de sua coirmã Rádio Jornal do Brasil AM; O Gênesis dessa grande emissora de Rádio Brasileira, se deu na década de 1970, tem início um movimento da radiodifusão brasileira, denominado BOOM da FM, quando as principais emissoras de rádio do País começaram a solicitar outorgas na faixa de FM; Esse processo se iniciou a partir da superação de impasse gerado no mercado brasileiro, que criou um paradoxo existencial para a implantação da faixa de FM no Brasil; Naquele tempo, a industria não fabricava receptores de FM por não existirem emissoras de FM, e por outro lado, os radiodifusores brasileiros não colocavam no ar emissoras nessa faixa por não existirem ouvintes em razão da falta de equipamentos no mercado; Essa situação incômoda foi contornada, em parte, com a implantação da Zona Franca de Manaus - ZFM em 1968, que propiciou, tanto a fabricação de equipamentos nacionais no Pólo industrial da zona Franca de Manaus- PIM; Assim como, na distribuição, no mercado nacional, de receptores importados, mais acessíveis financeiramente devido às isenções na aquisição de produtos numa determinada cota, nisso, muitos dos receptores usados pelos ouvintes, eram na maioria, importados ou fabricados no PIM; Surgiu uma brincadeira na época, que denominava, a abreviatura de Zona Franca de Manaus - ZFM, como Zona do FM, devido às muitas opções oferecidas aos compradores em relação a esses produtos, inclusive, com a estereofonia, posto que Manaus, foi a primeira cidade da América latina a ter uma emissora em FM Estéreo, a Rádio Tropical; Nisso, muitos radiodifusores vieram até Manaus nos meados do ano de 1971, inclusive, pelo fato do PIM, ter toda a plataforma de produção aparelhos de televisão colorida, prontas e aptas para atender a demanda criada pelo recém aprovado sistema PAL-M, e aproveitaram essa visita ao PIM, patrocinada pela Suframa, para ouvirem a qualidade da transmissão da Rádio Tropical FM, e trocar algumas informações com o seu proprietário, senhor Antonio Malheiros, e após esse intercâmbio, resolveram investir nessa nova empreitada; Aproveitando-se da experiência tanto dos técnicos que colocaram a primeira emissora de FM no ar no Brasil e Rio de Janeiro, a Rádio Imprensa e também, da primeira FM estéreo da America latina,a Rádio Tropical de Manaus, foram definidos algumas diretrizes; A primeira delas, definir o local para a instalação do transmissor e antenas, sendo escolhido o local, onde, desde 1955, funcionava a Rádio Imprensa, o Morro do Sumaré, localizado entre os bairros do Rio Cumprido e da Tijuca, sendo, inicialmente, arrendadas a torre e edificação, onde estava a TV Continental canal 9; Definido o local, usando a experiência prática verificada pela Rádio Tropical de Manaus, levantou-se que os equipamentos mais adequados para o projeto seriam de fabricação da Empresa americana GATES, levando-se em conta, inclusive o fator manutenção e confiabilidade, isso porque, transmissores dessa mesma fabricante, não apresentaram nenhum problema nas condições inóspitas e intempéries que foram submetidos em Manaus; Adquiridos e entregues, no primeiros meses do ano de 1972, após todo o desembaraço fiscal, e o seu transporte para o morro do sumaré, o primeiro transmissor de 5 KW, foi montado em cerca de 10 dias, tudo isso facilitado pelo fato da frequência outorgada pelo órgão do Ministério das Comunicações, denominado DENTEL, ser a mesma que era utilizada para o antigo LINK entre os estúdios na avenida Rio Branco até o transmissor de Onda Média e Onda Tropical– AM, localizado na vila circular da penha; Esse equipamento era nada menos que um transmissor monofônico de FM e tinha cerca de 250 w de potência de saída e foi usado na fase de testes do sistema irradiante da emissora, definindo-se qual seria o seu melhor posicionamento das antenas na torre de transmissão da TV Continental e também o lançamento e assentamento de sua linha de transmissão; Não era de surpreender que pessoas, que tinham receptores de FM, ligarem para os estúdios da Rádio JB AM, informando que o sinal da emissora estava sendo captado na faixa de FM, isso porque, esse LINK, apesar de monofônico, era o equipamento que até então, tinha garantido a excelente qualidade da Rádio JB AM, estando em desuso, pois, nessa mesma época, começava, também, a modernização do emissora em AM, como a mudança do Parque transmissor para Magé do outro lado da baía de Guanabara, sendo usado um link de microondas no lugar do antigo transmissor de FM monofônico; Numa noite de uma quinta-feira, dia 25 de maio de 1972, ansiosamente, o poderoso transmissor GATES de 5 Kw acoplado a uma antena de polarização circular de 6 painéis, foi colocado no ar , ficando em fase de testes durante cerca de três dias;

No dia 29 de maio de 1972, domingo seguinte, o Jornal do Brasil, publicou um reportagem falando da nova Rádio Jornal do Brasil, e nela trazendo a tona, uma surpresa:

"Freqüência Modulada – Para os que exigem qualidade acústica na reprodução radiofônica, a nova RÁDIO JORNAL DO BRASIL, já está colocando no ar suas transmissões em freqüência modulada (FM), que se integra aos sistema de reprodução em alta-fidelidade. Os programas atuais em FM são ainda experimentais, para que os equipamentos sejam ajustados, mas a qualidade da transmissão já pode ser confirmada de 14 ás 16 horas e das 19 á 23 horas, na faixa de 99,7 MHz.

-Nosso objetivo – diz Fernando Veiga, responsável pela implantação do FM-é atingir o conoisseur, o aficionado  exigente que não abre mão da qualidade de áudio. Estamos nos preparando e o grande impacto virá com a entrada em operação do FM estéreo, o que acontecerá mais  cedo do que se pensa."

Em algumas semanas após a entrada no ar da FM, tanto no Jornal, como na Rádio JB AM  deram ênfase para a novel  emissora do sistema JB;  Ela entrou no ar, antes das FMs da Rádio Globo e da Rádio Tupi,  no dia 04 de junho de 1972, apenas veiculando alguns trechos da programação da AM, ou seja, a Rádio Jornal do Brasil, sem saber, vaticinava sobre o conteúdo da programação das emissoras em FM no futuro, ou seja, levar ao ar, sem discriminação alguma, quanto ao discurso ou conteúdo que uma rádio em AM apresentava;

A emissora, após quase um ano trabalhando em fase experimental, oficialmente, entra no ar no dia 23 de agosto de 1973, com uma programação de altíssimo nível de qualidade, mas ainda tendo momentos de veiculação simultânea com a Rádio Jornal do Brasil AM, em 940 Khz e 4.875 Khz.  No ano de 1975, a direção da emissora decidiu pela separação dos conteúdos das emissoras, passando a Jornal do Brasil FM a ter uma programação de música instrumental, sendo considerada a pioneira na BEAUTIFUL MUSIC no Brasil, e ainda reservou um espaço em horário nobre para música clássica, sendo que no final da década de 1980, inovou com a adoção da reprodução do COMPACT DISC LASER na apresentação dos programas de música erudita; A rádio Jornal do Brasil FM estéreo, também teve uma filial na cidade de Belo Horizonte - MG, que entrou no ar em 1976, sendo a segunda emissora FM de BH, na frequência 90,7 MHz o que parecia ser o prenúncio de uma rede. A Rádio Jornal do Brasil FM, foi a primeira emissora no País, a oferecer ao seu ouvinte, na abertura da sua programação diária, um teste do seu equipamento receptor estereofônico, como uma verdadeira aula sobre a estereofonia; Com a implementação pelo Grupo JB do projeto Rádio Cidade no ano de 1981, essa possibilidade de uma rede nacional se desvaneceu, a tal ponto que a Radio JB FM de Belo Horizonte, deu lugar à Rádio Cidade em março de 1981, começando, silenciosamente, um processo de implosão no modelo de emissora de BEAUTIFUL MUSIC. A partir do final da década de 1990 passou a ser uma rádio de gênero adulto, tocando lançamentos da MPB e de músicas internacionais de sucesso, como preparação para o que aconteceria em 2001, ante as novas tendências mercadológicas e com o aumento da concorrência entre as emissoras no segmento adulto contemporâneo e também pela estagnação que o Grupo JB foi submetido a partir de 1992; Com isso, a Rádio Jornal do Brasil FM abandonou o seu estilo mais sóbrio optando por uma programação que mesclava o jornalismo com hits populares internacionais e nacionais, estilo esse em nada parecido com a emissora em seus áureos tempos, preferindo sua direção, seguir as tendências de programação replicadas por muitas outras rádios FM do País; A emissora, para desvincular, a sua identidade com a massa pré falimentar do Jornal do Brasil, mudou sua razão social para Rádio Monte da Gávea Ltda, mas não foi somente isso que mudou, em 2009, atendendo ao plano de distribuição de frequências na faixa de FM feito pela Anatel, teve que mudar a sua localização no espectro eletromagnético;Com isso, a Rádio Jornal do Brasil FM se despediu da frequência de 99,7 Mhz e migra para a de 99,9 Mhz, sepultando, a única recordação que os seus fiéis ouvintes possuíam da Grande Rádio Jornal do Brasil FM Estéreo, a primeira em BEAUTIFUL MUSIC, onde a diferença estava na musica, onde voce ouvia as melodias que voce gostava e sempre ligada no bom gosto;Lembrai das vozes como William Mendonça, Maravilha Rodrigues entre outros, pronunciando, em qualquer idioma, o nome das melodias apresentadas de forma impecável e elegante, mas isso são apenas recordações.

Quanto a JB FM 99,9 MHZ, seu Gênesis, a partir da Rádio Jornal do Brasil FM estéreo, começou em 2001, com o aumento da concorrência entre as emissoras no segmento adulto contemporâneo, a JB FM com programação musical de Gilson Dodde, optou por uma programação mesclando jornalismo e hits populares internacionais e nacionais. Apesar da similaridade musical com o extinto programa da 98 FM, o Good Times, a JB consolidou sua audiência no segmento adulto fluminense, tendo alcançado, em 2019, o recorde de 300 mil ouvintes por minuto.

Como estratégia de relacionamento ouvinte/emissora, a JB FM promove todo ano a Festa De Aniversário JB FM recebendo artistas nacionais e internacionais, como foi o caso de Gloria Gaynor no ano de 2007.

A JB FM foi a primeira emissora de rádio fluminense a utilizar um helicóptero na cobertura do trânsito no Rio de Janeiro. Atualmente, mantém boletins informativos sobre o trânsito direto do Centro de Operações Rio, da Prefeitura, no programa Painel JB, que vai ao ar de segunda a sexta-feira em duas edições, às 7h e às 17h.

Em 2009, a ANATEL anunciou um reordenamento de frequências para o dial FM da cidade do Rio de Janeiro, que afetaram a Rádio Melodia (migrou de 97.3 para 97.5), Rádio Globo (89.3 para 89.5) e MEC FM (98.9 para 99.3). A JB FM também teve que trocar de frequência, saindo dos 99.7 para os 99.9, a partir de 20 de janeiro de 2012.[2]

Em julho de 2021, a JB FM se uniu a Alpha FM para lançar o Couvert Artístico em Casa, uma nova versão do show ao vivo já realizado pela rádio.[3]

Equipe[editar | editar código-fonte]

Locutores[editar | editar código-fonte]

  • Alexandre Tavares
  • Cristian Ferraz
  • Fabiano Mello
  • Iseumar Pereira
  • Jayne Mello
  • José Milson Fabiano
  • Robson França

Colunistas[editar | editar código-fonte]

  • Alex Campos
  • Boris Feldman
  • Cláudio Nasajon
  • Cristiane Campos
  • Fábio Azevedo
  • Márcia Peltier

Notas e referências

Notas

  1. Dados da medição do Kantar IBOPE Media no dial FM e na internet referentes ao período entre junho e agosto de 2020.[1]

Referências

  1. Daniel Starck (10 de setembro de 2020). «Panorama: Super Rádio Tupi crava quinta alta consecutiva de audiência. JB FM, Rádio Globo e Rádio Cidade avançam no Rio de Janeiro». tudoradio.com. Consultado em 12 de setembro de 2020 
  2. Starck, Daniel (12 de janeiro de 2012). «Exclusivo: JB FM muda de frequência no dia 20 de janeiro». TudoRádio.com. Consultado em 9 de abril de 2018 
  3. «tudoradio.com - JBFM e Alpha FM se unem para realizar o projeto Couvert Artístico em casa - Rádio News». tudoradio.com. Consultado em 23 de julho de 2021 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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