Jacaraci
Jacaraci | |
|---|---|
Vista aérea de Jacaraci Areia Branca | |
| Hino | |
| Lema | Sursum corda "Erguei os corações" |
| Gentílico | jacaraciense |
| Mapa de Jacaraci | |
| Coordenadas: 14° 51′ 00″ S, 42° 25′ 58″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Bahia |
| Municípios limítrofes | Urandi, Licínio de Almeida, Caculé, Guajeru, Condeúba, Mortugaba, Espinosa (Minas Gerais) |
| Distância até a capital | 719 km |
| Fundação | 7 de junho de 1880 (145 anos) |
| Governo | |
| • Prefeito(a) | Deusdedit Carvalho Rocha (Detinho)[1][2] (Partido Socialista Brasileiro [PSB], 2025–2028) |
| Área | |
| • Total [3] | 1 241,918 km² |
| População | |
| • Total (Censo de 2022) [5] | 14 436 hab. |
| • Posição | (BA: 241º) · (NE: 837°) · (BR: 2263º) (2022)[4] |
| Densidade | 11,6 hab./km² |
| Clima | Não disponível |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| IDH (PNUD/2010[6]) | 0,593 — baixo |
| PIB (IBGE/2008[7]) | R$ 41 634,392 mil |
| • Per capita (IBGE/2008[7]) | R$ 2 840,77 |
| Sítio | www.jacaraci.ba.gov.br (Prefeitura) |
Jacaraci é um município brasileiro do estado da Bahia. Faz parte do Território de Identidade Sudoeste Baiano. Segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população do município foi de 14 436 habitantes.[8][9]
Topônimo
[editar | editar código]Existem duas vertentes para explicar a origem do nome Jacaraci. A primeira, amplamente difundida no município, atribui o topônimo à presença de um rio, às margens do qual se encontrava um tipo de barro denominado Jacaracica.[10][11]
A segunda hipótese associa o nome a um hidrotopônimo derivado da língua tupi antiga, por meio de um processo morfológico de justaposição. O étimo seria formado por îakará (“curto”) + y (“água, rio”), resultando na expressão “água curta, córrego”.[10][11]
A denominação oficial foi conferida pela Lei Estadual nº 464, de 19 de agosto de 1902, que estabeleceu o nome Jacaracy.[10][11]
História
[editar | editar código]A origem do município de Jacaraci remonta ao povoado denominado Almas, pertencente ao município de Vila Nova do Príncipe e Santana de Caetité. No início do século XIX, foi erguida uma capela dedicada a Nossa Senhora do Rosário do Gentio, funcionando como filial da respectiva freguesia.[12]
O distrito foi criado em 1857, pela Lei Provincial nº 657, de 16 de dezembro. Posteriormente, em 1880, pela Lei Provincial nº 1.958, de 7 de junho, foi instituído o município com a denominação de Boa Viagem e Almas, desmembrado de Caetité. Sua instalação ocorreu em 25 de abril de 1885.[12]
Em 19 de agosto de 1902, a Lei Estadual nº 464 conferiu ao município sua atual denominação: Jacaraci.[12]
Geografia
[editar | editar código]Municípios limítrofes
[editar | editar código]- Norte: Caculé, Guajeru
- Sul: Mortugaba, Espinosa (Minas Gerais)
- Leste: Condeúba
- Oeste: Licínio de Almeida, Urandi
Organização político-administrativa
[editar | editar código]O Município de Jacaraci possui uma estrutura político-administrativa composta pelo Poder Executivo, chefiado por um Prefeito eleito por sufrágio universal, o qual é auxiliado diretamente por secretários municipais nomeados por ele, e pelo Poder Legislativo, institucionalizado pela Câmara Municipal de Jacaraci, órgão colegiado de representação dos munícipes que é composto por vereadores também eleitos por sufrágio universal.[13]
Turismo
[editar | editar código]Gruta do Morro do Chapéu
[editar | editar código]Localizada a leste da cidade, apresenta um percurso subterrâneo de aproximadamente 100 metros, que culmina em um amplo salão. Nesse espaço encontra-se uma fonte natural de água cristalina e perene, constituindo um atrativo de grande beleza.[12]
Bôca do Impossível
[editar | editar código]Garganta formada pelo rio Verde Pequeno, que corre por um corte natural profundo na Serra Geral. Suas paredes possuem cerca de 30 metros de altura, 40 metros de comprimento e 3 metros de largura, configurando um impressionante cenário geológico.[12]
Pedra Furada
[editar | editar código]Formação rochosa situada em um curso de rio, onde a força contínua da correnteza abriu, ao longo do tempo, um orifício na pedra. O Fenômeno ilustra o conhecido ditado popular: “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.[12]
Referências
- ↑ «Prefeito de Jacaraci (BA) toma posse nesta quarta (1º); veja lista de vereadores eleitos». g1. 31 de dezembro de 2024. Consultado em 7 de abril de 2025
- ↑ «Eleições 2024 – Perfil do Prefeito Eleito Detinho». O Tempo. Consultado em 7 de abril de 2025
- ↑ IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010
- ↑ «População de Jacaraci (BA) é de 14.436 pessoas, aponta o Censo do IBGE». g1. Consultado em 8 de junho de 2024
- ↑ «População». IBGE. 28 de junho de 2023. Consultado em 8 de junho de 2024
- ↑ «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 25 de agosto de 2013
- ↑ a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010
- ↑ Bahia, Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da (21 de outubro de 2015). Perfil dos territórios de identidade. Col: Série territórios de identidade da Bahia. [S.l.]: Sei
- ↑ «POPULAÇÃO». cidades.ibge.gov.br. Consultado em 8 de junho de 2024
- ↑ a b c RAMOS, Ricardo Tupiniquim. Toponímia dos municípios baianos: descrição, história e mudanças. 2008. Tese (Doutorado) - Universidade Federal da Bahia, Salvador-BA, 2008.<meta />
- ↑ a b c Miranda, Laércio Santana. Memória, história e ensino: o município de Jacaraci – BA por meio da fotografia. / Laércio Santana Miranda, 2024. 186 f. Orientador (a): Drª. Isnara Pereira Ivo. Dissertação (mestrado) – Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Programa de Pós Graduação em Ensino – PPGEn, Vitória da Conquista, 2024.
- ↑ a b c d e f cidades.ibge.gov.br https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ba/jacaraci/historico. Consultado em 17 de fevereiro de 2026 Em falta ou vazio
|título=(ajuda) - ↑ MEIRELLES, Hely Lopes. Direito municipal brasileiro. 18. ed. São Paulo: Malheiros, 2017.


