Jacques Ellul

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Jacques Ellul
Ocupação filósofo, professor de direito, sociólogo, teólogo leigo, anarquista cristão

Jacques Ellul nasceu em Bordeaux, na França, e foi educado nas universidades de Bordeaux e Paris. Ellul foi filósofo, sociólogo, teólogo e um notável anarquista cristão. Ellul foi professor de História e Sociologia das Instituições na Faculdade de Direito e Ciências Econômicas da Universidade de Bordéus. Escritor prolífico, ele escreveu 58 livros e mais de mil artigos ao longo de sua vida, abordando, sobretudo a propaganda, o impacto da tecnologia sobre a sociedade e a interação entre religião e política. O tema dominante de seu trabalho foi a ameaça à liberdade humana e religião provocada pela tecnologia moderna.

Foi um dos líderes da resistência francesa durante a 2ª Guerra Mundial e destacado teólogo no movimento ecumênico. Por seus esforços para salvar judeus, o Memorial do Holocausto (Jerusalém) o agraciou com o título de Justo entre as Nações, em 1981. Converteu-se ao cristianismo protestante neoortodoxo aos 22 anos. Nos seus trabalhos sobre a tecnologia tem uma aproximação determinista e fatalista. Suas preocupações apontavam para a emergência de uma tirania tecnológica sobre a humanidade.

Dentre suas obras sobre tecnologia e cristianismo, destaca-se Anarchie et christianisme (1991) em que argumenta que o anarquismo e o cristianismo têm as mesmas perspectivas sociais.

Bibliografia em português[editar | editar código-fonte]

  • La technique ou l'enjeu du siècle (1954): Técnica e o desafio do século (tradução: Roland Corbisier, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1968);
  • L'homme et l'argent (1954): O Homem e o Dinheiro : aprenda a lidar com a origem (tradução: Anna ABM Silva et LFMO Carvalho, Palavra, 2009);
  • Propagandes (1962): Propagandas: uma análise estrutural (tradução: Miguel Serras Pereira, Lisboa, Antígona, 2014);
  • Politique de Dieu, politiques des hommes (1966): Política de Deus Política do Homem (tradução: Cássio Murilo Dias, São Paulo, Fonte Editorial, 2006);
  • L'Apocalypse. Une architecture en mouvement (1975): Apocalipse, Arquitetura em Movimento (tradução: Maria Luísa de Albuquerque, São Paulo, Edições Paulinas, 1979);
  • La parole humiliée (1981): A palavra humiliada (tradução: Maria Cecília de M. Duprat, São Paulo, Paulinas, 1984);
  • Changer de révolution. L'inéluctable prolétariat (1982): Mudar de revolução: o inelutável proletário (tradução: Herbert Daniel e Cláudio Mesquita, Rio de Janeiro, Rocco, 1985);
  • Anarchie et christianisme (1988): Anarquia e cristianismo (traduçöes: Filipe Ferrari, Digital, 2009, e Norma Braga, São Paulo, Garimpo, 2010).

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