Jaguaré Bezerra de Vasconcelos

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Jaguaré
Jaguaré
Jacaré
Informações pessoais
Nome completo Jaguaré Bezerra de Vasconcelos
Data de nasc. 14 de maio de 1905
Local de nasc. Rio de Janeiro, Brasil
Falecido em 27 de agosto de 1946 (41 anos)
Local da morte Santo Anastácio, Brasil
Apelido Dengoso, Le Jaguar
Informações profissionais
Posição Goleiro
Clubes de juventude
1926-1927 Brasil Atlético Santista
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1928-1931

1931-1932

1932-1935

1935-1936

1936-1939

1939-1940

1940

Brasil CR Vasco da Gama

Espanha FC Barcelona

Brasil Corinthians

Portugal Sporting

França Marseille

Portugal Académico FC (Porto)

Brasil São Cristóvão FR

62 (0)


32 (0)


100 (0)


12 (0)


133 (0)


8 (0)


3 (0)

Seleção nacional
1937 Brasil Brasil 3 (0)

Jaguaré Bezerra de Vasconcelos (Rio de Janeiro, 14 de maio de 1905[1]Santo Anastácio, 27 de agosto de 1946) foi um jogador brasileiro de futebol.

História[editar | editar código-fonte]

Com suas maravilhosas defesas, ele irritava os adversários. Com suas molecagens, ele ganhava todas as torcidas. Foi ídolo do Vasco, e um dia, trocou o futebol brasileiro pela Europa. Lá, seu gênio brincalhão não mereceu tantos aplausos. Quando voltou, estava sem um tostão, e teve um triste fim. Estivador por necessidade e goleiro por vocação, Jaguaré foi o primeiro jogador brasileiro a cortejar a publicidade. Durante os anos que defendeu o Vasco da Gama, e mesmo depois de sua transferência para a Europa, sempre foi noticias nos jornais. Os jornais inventavam muito coisa sobre Jaguaré. Mas, ele era um bom sujeito, uma criança crescida. Antes de chegar ao Vasco, Jaguaré carregava sacos de farinha no Moinho Inglês.

No primeiro treino ele abafou. Tinha uma auto-confiança dos que realmente sabiam o que queriam. O técnico Welfare implicou com o desleixado Jaguaré, mas terminou aceitando o goleiro como ele realmente era, relaxado, moleque, brincalhão e genial no gol. Não demorou muito, Jaguaré tinha uma legião de fãs. A cada partida inventava uma jogada nova, sempre para desmoralizar o adversário. Torcedores lembram que num jogo Vasco e Bangu, Jaguaré havia prometido que iria driblar Ladislau que já entrou em campo irritado. Na primeira jogada, o goleiro deu um tapinha na bola encobrindo Ladislau, e quando o atacante voltou o corpo, Jaguaré deu outro lençol e saiu girando a bola na ponta do dedo.

Contra o América, Jaguaré quase mata Alfredinho de raiva. Primeiro defendeu um chute do atacante americano somente com uma das mãos. Depois atirou a bola na cabeça de Alfredinho para fazer nova defesa. Com tantas molecagens, nada mais natural que os estádios enchessem e a fama de Jaguaré inchasse. No livro de Mário Filho “Romance do Futebol Brasileiro”, muitos são os casos contados pelo falecido jornalista. O Vasco da Gama foi o campeão carioca de 1929. Como prêmio, o time realizou uma temporada em Portugal. Jaguaré ficou encantado com o profissionalismo. Terminou ficando pela Europa, junto com Fausto dos Santos, jogando no Barcelona, para depois se transferir para o futebol francês. De vez em quando, aparecia no Brasil e era um sucesso. Um dia, anunciou que iria treinar no Vasco. São Januário encheu. Jaguaré apareceu de terno branco e chapéu chile pendido de lado. Trocou de roupa e ficou igualzinho a um goleiro europeu, de boné e luvas. Foi o primeiro goleiro brasileiro a usar luvas.

Na Europa, as molecagens que fazia no Brasil não eram aceitas. Num jogo pela Copa da França, contra o Racing, fez uma defesa de bicicleta. Não foi mandado embora porque o Olympique venceu. Na Inglaterra, depois de uma defesa, atirou a bola na cabeça do adversário. O juiz parou o jogo, chamou o capitão do Olympique para adverti-lo que não iria admitir outra jogada como aquela, e puniu o time francês com um tiro livre indireto.Um dia, Jaguaré voltou ao Brasil para ficar. Voltou com medo da guerra. Chegou sem um tostão. O dinheiro que ganhou, e não foi pouco, gastou tudo pelas esquinas da vida. Voltou a ser estivador e quando falava do seu passado, todos riam e não acreditavam em Jaguaré. Depois, desapareceu. Sabe-se que foi para a cidade de Santo Anastácio no Oeste paulista. Em 1946, Jaguaré voltou a ser noticia dos jornais. Em um canto de página policial, estava a noticia de que o antigo goleiro do Vasco Jaguaré tinha se envolvido em uma briga com policiais, que o espancaram até a morte. Jaguaré foi enterrado como indigente.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Vasco da Gama
Olympique de Marseille

Nota[editar | editar código-fonte]

Há divergências em relação à data de seu nascimento: algumas fontes apontam para 14 de julho, outras para 14 de maio, com referências tanto ao ano de 1900 quanto a 1905. Diz-se que o próprio jogador ignorava o dia em que nasceu.[1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

Bandeira de BrasilSoccer icon Este artigo sobre um futebolista brasileiro é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.